Dois homens e o destino: um queria viver; o outro, morrer

Dois homens e o destino: um queria viver; o outro, morrer

Edgar Silva (Foto: Reprodução)

O advogado baiano Edgar Silva morreu aos 102 anos esta semana, exatamente como queria: trabalhando até o último dia de vida.

O tetraplégico Geraldo Rodrigues de Oliveira, sem mexer um músculo abaixo do pescoço após um acidente em Rio Claro, no interior de São Paulo, em 2009, passou os últimos dois anos da sua vida só pensando em morrer.

Por ironia do destino, as histórias desses dois homens se encontraram na mesma página de jornal neste último sábado de outubro de 2015.

O repórter Emilio Sant´anna, da Folha, contou o drama de dois dos nove irmãos da família Oliveira desde o dia em que Geraldo, o mais velho, capotou o carro, ao disputar um racha com o caçula, o tapeceiro Roberto, que estava de moto.

Foi em março de 2009. A partir deste dia, Roberto virou cuidador de Geraldo, que passava a maior parte do dia imobilizado numa cama, com uma ideia fixa: morrer.

“Geraldo passava noites acordadas. Dor, mal-estar e a cabeça perdida entre os planos de morte. Finalmente, ele se decidiu e comunicou o irmão _ que, segundo a defesa, resistiu até onde pode”, relata o repórter.

Os dois irmãos combinaram simular um latrocínio, mas logo a polícia descobriu que a versão era inverossímil. Com o dinheiro dado por Geraldo, Roberto tinha comprado um revólver calibre 38 e, no dia 22 de novembro de 2011, atendendo aos apelos dele, deu dois tiros no irmão, um na cabeça e outro no pescoço.

Na última terça-feira, Roberto foi a julgamento pelo assassinato do irmão tetraplégico. O júri popular o absolveu por 4 a 3, graças ao trabalho do advogado Edmundo Canavezzi, de 62 anos, convidado pelas advogadas de Roberto, há apenas duas semanas, para ajudar na defesa. Defensor da eutanásia, Cavanezzi fez o trabalho “pró-bono”, ou seja, nada cobrou.

No mesmo dia, morreu em Salvador, na Bahia, o advogado Edgar Silva, de quem falamos no começo desta matéria. Em texto assinado por Fernanda Pereira Neves, ficamos sabendo que ele trabalhou até a véspera da morte, aos 102 anos, depois de dedicar 75 à advocacia.

Se lhe perguntassem quando pretendia se aposentar, o advogado nascido em Andaraí, na Chapada Diamantina, que cursou Direito em Salvador, sempre dava a mesma resposta: “Só paro quando morrer”.

“Na sua última semana de vida, chegou a comprar um smartphone para poder usar o aplicativo WhatsApp. Já estava dominando as mensagens, mas aguardava a visita da neta para ensiná-lo a encaminhar fotos e vídeos”, relata a repórter. Doutor Edgar morreu de mal súbito, deixando a mulher, cinco filhos, 11 netos e nove bisnetos.

Em tempo: ainda não comprei smartphone e nem aprendi a usar o WhatsApp, mas não tenho pressa.

No momento, estou lendo o belíssimo livro “Mortais _ Nós, a medicina e o que realmente importa no final”, de Atul Gawande (Objetiva), que trata exatamente do ciclo derradeiro das nossas vidas. Recomendo-o a todos os que já passaram dos 60, e aos mais jovens também.

Bom final de semana a todos.

E vida que segue.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

22 thoughts on “Dois homens e o destino: um queria viver; o outro, morrer

  1. Uma boa dica literária: “Sem medo de viver, Max Lucado, Editora Thomas Nelson”. Hoje em dia vivemos no meio de tanta futilidade, que acabamos nos deprimindo por causa de banalidades e esquecemos daquilo que realmente importa. Nos deprimimos porque não compramos um carro novo, nos deprimimos porque alguém próximo a nós esqueceu a nossa data de aniversário, enquanto isso, as coisas que verdadeiramente merecem importância na vida passam, e nem percebemos que perdemos aquilo que nos dá ânimo para continuar a viver. Aqui no interior de Minas Gerais temos a graça de ver o céu todo estrelado em certas noites, mas há pessoas que estão tão ocupadas com pormenores que nem prestam atenção na beleza do céu que está acima de suas cabeças. A imensidão do céu nos traz à memória a doce certeza de que a vida é bela, seja em momentos de alegria ou de dor.

  2. Kotscho, essa história seria “perfeita” se o irmão caçula tivesse sido condenado, pois quem se acha no direito de colocar inocentes em risco (rachas) merece morrer ou ir pra cadeia. Por esse motivo sou também a favor da liberação do consumo de drogas: inocentes morrem todos os dias, enquanto traficantes são entrevistados/paparicados por Fátima Bernardes, Gugu Liberato, Luciana Jimenez, etc… Aliás, nossa televisão e nossa justiça podem dar as mãos: são farinha do mesmo saco, mas gênios coxinhas como o Johnny só enxergam o Executivo e o Legislativo, cujos intregrantes podemos punir/premiar com nosso voto. É muita inteligência !!!!!!

  3. 102 anos de vida. Imagine como uma pessoa dessa pode aproveitar a vida, mesmo se trabalhou até o ultimo minuto de vida. Ele pode principalmente orientar a sua familia e encaminhar varias gerações dela. Ficar tetraplégico por num segundo, por uma irresponsabilidade momentânea é muito triste. Esse caso ultimo precisa ser bem avaliado pela justiça, pois embora ninguém tenha o direito de tirar a vida de alguém, não se pode também dimensionar o amor e a cumplicidade entre dois irmãos. -Mas falando nesse caso de pessoas com necessidades especiais, peço outra vez licença a você meu caro Kotscho, para falar desse projeto fantático chamado teleton do SBT, para ajudar a AACD, que ocorreu na semana passada e atingiu mais uma vez o objetivo desejado. -E novamente poderiamos repetir que o Teleton do Silvio Santos, é mais um projeto como o também otimo Criança Esperança da Globo, que como outros tantos projetos serios espepalhados pelo Brasil, se mantém de pé, VIVOS, graças a solidariedade, a generosidades dos brasileiros, que “apesar de pagaem muitos impostos, ainda reservam ‘franciscanamente’ um pouco dos seus dividendos para ajudar o proximo”; mas que porém, grande parte desses brasileiros generosos, ainda não têm a mesma boa vontade com o “bolsa familia”, onde não precisam tirar dinheiro do bolso para ajudar o proximo, pois o governo federal utiliza uma parte do dinheiro que os brasileiros ja pagam em impostos para custear o bolsa familia e promover a inclusão social, e que em apenas 12 anos ja investiu mais de 160 Bilhões, um valor muito maior do que o Criança esperança, que investiu em 30 anos, 300 milhões; e que mesmo assim é um projeto muito maior do que o Teleton. Mas, o que poderiamos falar realmente, é que o PSDB, em especial o ex presidente FHC, que tentou implantar o Bolsa escola as pressas, no seu ultimo ano de governo para tentar eleger o Serra; diz que a Dilma do PT só foi eleita, por causa da ignorancia do povo, que recebe o Bolsa Familia. Uma afirmação no minimo equivocada, pois o Bolsa familia atende 14 milhões de familia. E a familia brasileira, é constituida em media segundo o IBGE com 5 membros: 1 homem, uma mulher e 3 filhos. Portanto, para se eleger a Dilma com os beneficiarios do bolsa familia, a Dilma teria que ter: O voto da mulher e o do homem e de pelo menos 2 dos três filhos para atingir assim o total de mais de 50 milhões de votos que ela teve para mais uma vez o PT ganhar do PSDB. E assim sendo a gente ja fica imaginando, qual será a proxima desculpa do PSDB caso perca em 2018? -Talvez vá dizer que o Lula ou o Jaques Wagner, enfim, o candidato do PT da vez; só ganhou a eleição por conta da ignorancia do povo que se beneficia dos programas sociais do governo, como: O “Bolsa Familia”, o “mais Medicos” e o “Minha casa minha vida”. – Que povo ignorante, esse povo brasileiro que vota no PT, por conta de que o governo do PT, reverte impostos em beneficios a ele hein? Poderia ser como o povo daqui de São Paulo, onde não se tem sequer agua, e ainda aplaude o Alckmin e o PSDB; e bate panela apenas para a Dilma e para o PT!

  4. …quando vemos a vida racionalmente, apenas na sua dimensão biológica, ela, cientificamente, não tem o menor sentido, aliás se contradiz, pois, pelos princípios da evolução, mais se fortaleceria com a idade, e não é isto o que acontece.Por outro lado, se a olharmos pelo sentido transcedental e filosófico também nos perdemos nos limites da nossa ignorância.Acredito que o sentido da vida, será a última descoberta humana, e só ocorrerá quando os homens virem no outro, reciprocamente, um pedaço de si mesmo.

  5. Duas histórias de vida, sendo uma para se inspirar e outra para se evitar. A maioria das pessoas que ultrapassaram os 100, foram pessoas trabalharam muito durante toda sua vida. O trabalho, além de ser fonte de sustento e de nossas conquistas, é também uma fonte energética para nossa mente e músculos. Certamente o menino Kotscho, que vez por outra anda se sentindo velho, certamente tomaria um puxão de orelha do Sr Edgar. Muito do que acontece em nossas vidas são reflexo de nossas atitudes. Assim, como certamente as atitudes do Sr Edgar muito tenha contribuído para sua longevidade e pelo percebido, pela felicidade em viver por mais de uma centena de anos. Quanto a tragédia do Sr Geraldo e do seu irmão, teve influência de ações que ambos deliberadamente contribuíram. Sobre a absolvição do Roberto, creio que a justiça apenas foi feita para que toda trágica situação não fosse ainda mais agravada, pois o encarceramento dele por sei lá, 10…20 anos, em nada contribuiria para o sofrimento da família.
    Em tempo, minhas condolências e solidariedade as famílias do Sr Edgar, por ter que se despedir deste grande exemplo, e a família do Roberto, pela dor, que todos os seus têm passado.
    Bom feriado a todos….

  6. Que privilégio do Dr. Edgar Silva. Levar uma vida ativa até os102 anos e,ainda ,fazendo o que sempre fez. Isso é o que é viver! Lembra-me até o venerável Oscar Niemeyer que chegou aos 104, também no escritório e seus projetos.
    Eu ,se tivesse ficado no trabalho depois da aposentadoria ,com certeza, já teria morrido. Aliás ,Sr. Kotscho, no Cristianismo não é bom ”gostar” de trabalhar ,pois o trabalho foi um castigo imposto por Deus aos infiéis que habitavam o Paraíso ,Adão e Eva ,os quais, como se sabe ,se deixaram levar pelos encantos da serpente. Portanto ,trata-se de outra infidelidade alguém trabalhar porque gosta.
    Quanto ao outro caso, mais uma vez somos obrigado a tratar de um tema polêmico e quase TABU; a eutanásia. Eutanásia Sr.Kotscho, em determinadas situações é chamada de ”a morte benéfica”, quando um enfermo grave, seguramente incurável, pede que se lhe abrevie a vida com uma morte calma sem dores e, que suste a agonia insuportável e rebelde a todo medicamento. Mas, no Brasil é crime.
    O Rapaz foi absolvido por por 4 a 3 e se livrou do Art.121 qualificado, o que lhe daria uns bons 12 anos de cadeia.

  7. Victor Hugo, confesso que hoje não o reconheci. Concordo que não temos o direito de tirar a vida de ninguém, mas ao mesmo tempo não podemos e nem devemos ser juiz de um caso tão delicado como o que foi narrado, merece muito pensar, e a reflexão deve ser puramente pessoal e particular
    ] Abraços, vamos comentar sobre o processo covarde de parte da elite que inveja o retirante nordestino, Cidadão do Mundo, naquele espaço és interessante.

    1. Meu carissimo Tarcísio, entre a condenação ou morte de um inocente e a morte ou condenação de um culpado, eu fico com a segunda opção. Se os irmãos escolheram arriscar a vida de inocentes e as próprias, nada mais justo que arquem com as consequências. Não sou fumante nem viciado em drogas. Sou adepto de vida saudável, mas respeito e defendo o direito dos fumantes, cachaceiros, maconheiros, etc…de viverem segundo suas crenças e princípios, desde que respeitem a opção, a saúde e a vida alheia. Abração, Tarcisio. Tenha um ótimo “feriadão”.

  8. É uma coisa que sempre me perguntei com relação à morte… Vejo pessoas apaixonadas pela vida, lutando com todas as forças por alguns dias a mais nesse mundo sem porteira… Enquanto alguns, nos quais me incluo, que não acham a menor graça nessa jornada problemática, gozam de boa saúde e vivem muito !!

  9. Caro Kotscho. Nossa vida não nos pertence apesar de nosso livre arbítrio. Pertence a Deus que nos deu a oportunidade de por aqui peregrinarmos a fim de evoluirmos e crescermos. Esse irmão mais jovem não tinha o direito de interromper essa encarnação do irmão mais velho pois, com certeza, fazia parte de seu carma esse sofrimento e resgate de estar imobilizado em uma cama. De qualquer forma, ambos responderão perante a justiça divina. Quanto ao nosso querido irmão que trabalhou até seus últimos dias: que privilégio, ter uma missão como essa. Provavelmente era credor desse privilégio. Um abraço.

    1. Johnny, depois de acusar-me, mais uma vez, de receber “mesada do chefe da militância”, de xingar-me “palhaço pseudo esquerdista”, de insinuar que “recebo sanduiches de mortadela pra defender o PT em vários blogs”, etc… voce ainda tem a “pachorra” de reclamar do nivel do Balaio e de usar de falsa religiosidade pra criticar quem quer que seja ? Meu fíii, se voce não tem um pingo de vergonha, demonstre, pelo menos, um mínimo de “simancol” !!! Abração, Johnny (Eu mereço !!!)

  10. Mestre, em tempo de ‘ferozes’ e absurdos rinocerontes pastando no palco do Balaio sem ao menos enxergarem um palmo além nariz, um deles inclusive ameaçando ‘esmagar’ o Primaz da Sagrada Congregação Balaieira em tentativa de conte-los, nada como uma surpresa que faça broxa-los com o inesperado e belo texto que ainda fez-me lembrar de ‘Sete Homens e um destino’, que me levaria anos depois aos ‘Sete Samurais’, no aprendizado da vida. Enquanto ‘totóalmente’ absorto no meu cine Paradiso, o São Jorge, via na tela desabarem ao serem atingidos, Yul Brynner (Chris), Steve McQueen (Vin), Charles Bronson (Bernardo), Horst Buchholz (Chico), James Coburn (Britt), Robert Vaughn (Lee) e Brad Dexter (Harry), tinha convicta certeza que vivia os melhores anos de minha vida, sabendo da incerta morte certa, a única certeza que temos em vida. Nunca mais, até hoje, deixei de viver os melhores anos de minha vida ou preocupei-me com a morte, pois certa, para preocupar-me com a vida, incerta, a ser desvendada e da qual, infelizmente, também fazem parte a decrepitude e os velhacos.

    1. Dias – 1 de novembro de 2015 – 01:40. ”Mestre, em tempo de ‘ferozes’ e absurdos rinocerontes pastando no palco do Balaio sem ao menos enxergarem um palmo além nariz… infelizmente, também fazem parte a decrepitude e os velhacos”
      Num curto texto o tal aí distribuiu ofensas e instilou o ódio e a beligerância. O V.Sª Dias se acha o puro, o santificado e quem não reza pela sua cartilha editada na usina de malfeitorias do petralhismo são todos condenados aos mais degradantes insultos. Sr.Dias ,aprenda a conviver com a democracia e com quem não comunga os seus ideais.

    2. O velho, fica calmo, não chega à personagem de Ionesco, apenas a ‘ilusionista’, que confirma ao criar novo texto juntando e descartando minhas frases e palavras, para com o que não disse, imputar-me a disseminação do ódio e a beligerância, quando o que me move ao Balaio, além do Mestre, é o contraditório inteligente e saudável, que possibilita o novo e soma consonâncias às diversidades, mas que infelizmente daqui bateu asas a partir da chegada deles, os beligerantes do ódio, que atingem agora o ápice na ameaça física a que reporto no inicio de meu comentário sobre a vida e a morte, lindamente proposta por Mestre balaieiro. Para que fique claro, considero a DECREPITUDE a grande ameaça à velhice digna de encerrar a nossa vida, pela experiência em acompanhar “a cerimônia do adeus” de meus pais; quanto a VELHACO, por ora e pelo comportamento digno, mas perdido em passado próximo, continuo considerando-o, “LC, o velho”, mas que os há e aos magotes, ah… isso há.

  11. Vale muito refletirmos sobre essa questão, pois pode acontecer conosco ou com os nossos. Não acho justo deixar alguém sofrer para morrer. É justo fazermos-lhes a vontade de morrer em paz e sem dor. Comigo quero assim se for o caso. Vale assistir o filme magnificamente interpretado por Al Pacino, sobre o ”Dr. Morte”, um sensato médico americano julgado por apoiar a eutanasia em específicas situações.

  12. Bela história. Comovente até. Para um final de semana sem Sol e com um feriado em homenagem aos mortos numa segunda-feira, o pessoal quer é continuar se divertindo nas praias, fazendas e chácaras de laser. A morte é a morte. É o fim do ciclo, para uns demorado demais e para outros, o contrário. É o esquecimento até que ele, o esquecimento, se transforme em eterno. Vida que segue, como você quase sempre conclui seus quase sempre prazerosos textos. Porém tudo tem seu fim. Estou me despedindo do prezado jornalista que honrou-me com as oportunidades de minhas manifestações. Compreendidas ou não, porém quase todas acolhidas, o que me sugere o respeito recíproco que pudemos construir nesse tempo. Despeço-me transcrevendo o Maurício Dias no texto “Lula assombra a oposição” da última Carta Capital [04/11/2015]. Ei-lo: “Essa hipocrisia moralista remete à célebre observação entediada de Millôr Fernandes: “”Estou cansado de sentar à mesa com corruptos para falar de corrupção””. Muita saúde à você e prezada família.

    1. Nicanor, nem mesmo em teu derradeiro comentário no Balaio tu mudas a cansativa e maliciosa ladainha anti-PT !!!! Assombrados estamos nós com o “Prêmio Administração de Recursos Hídricos”, inventado pra ser concedido ao picolé de chuchu, que não assombrou voce, mas que entre pessoas sérias, justas e honestas, só pode ser motivo de revolta, indignação ou piada !!!! Abração, que Deus te abençoe e te dê juizo (antes tarde que nunca), Nicanor !!!!!

  13. Sou favorável a Eutanásia para abreviar a dor de quem está sofrendo muito e não tem mais nenhuma perspectiva de melhora mas. Confesso que eu jamais teria coragem de autorizar a eutanásia para um parente ou amigo. Acontece que no caso aí não foi uma Eutanásia. Eutanásia deve ser feita por um medico acompanhado de um psicólogo e um religioso para que não cause nenhum sofrimento ainda maior a vitima. Nesse caso aí se tratou de um assassinato mesmo. Se eu fosse um dos jurados eu votaria pela condenação.

  14. Tambem achei uma bonita historia, neste pre-feriado de finados, qual o sentido entre vida e morte, muito triste sentir saudades daqueles que amamos. Recomendo assistirem ao filme “Minha Vida na Outra Vida”, chorei do inicio ao fim deste filme, achei impressionante a historia.

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