Que fizeram de ti, minha querida praça da Sé?

Que fizeram de ti, minha querida praça da Sé?

Vi esta praça pela primeira vez no começo dos anos 50 do século passado, levado pelas mãos de meus pais, quando usava calças curtas e mal falava português. Fiquei impressionado com sua grandeza, a imponente catedral, os prédios em volta, uma pequena multidão de famílias caminhando em torno do marco zero daquela que já era a maior cidade do país.

Passear na praça da Sé e nas ruas do entorno do chamado centro velho era um programa de domingo. A gente se arrumava com as melhores roupas logo cedo, meu pai de terno e gravata, minha mãe de chapéu, como se estivéssemos indo para uma festa. E era mesmo uma festa para mim e meu irmão aquele passeio que a gente fazia pelo menos uma vez por mês.

Meus pais eram imigrantes do pós-guerra vindos da Europa em grande parte destruída pelas bombas em busca de trabalho no mundo novo. Também estavam encantados com as descobertas que faziam na terra adotada.

 

 

Ainda adolescente, mas já trabalhando em jornal, voltaria muitas vezes à praça da Sé para fazer matérias sobre os seus múltiplos personagens e os grandes eventos que sempre aconteciam ali, marcando as mudanças na cidade e no país. Aquilo me fascinava, sentia-me como se estivesse participando de um filme de época com final imprevisível.

Uma das lembranças mais antigas foi do tremendo quebra-pau que aconteceu num 1º de Maio do final dos anos 60, quando já era repórter do Estadão. Com cavalaria e cães pastores, a polícia avançou com fúria sobre os manifestantes que jogavam pedras no palanque das autoridades, onde estava o governador Abreu Sodré, muito amigo dos donos do jornal. Vivíamos os primeiros tempos da ditadura militar.

Em meados da década seguinte, tropas da Polícia Militar e agentes do Exército ocuparam toda a praça no dia em que um ato ecumênico lotou a catedral com mais de oito mil pessoas para protestar silenciosamente contra a morte sob tortura do jornalista Vladimir Herzog, o Vlado, nos porões do DOI-CODI, uma tragédia que marcaria o começo do fim da ditadura militar (ver post “Para que nunca mais o Brasil viva dias como aqueles”).

Retornaria à praça muitas e muitas vezes vezes para cobrir as grandes manifestações pela Anistia, pelas eleições diretas e pela Constituinte, ou só para comer pastel, já nos anos 80. Como a Folha e o Estadão, os dois jornalões paulistas onde trabalhei por mais de vinte anos, ficavam no centro, acompanhei ano a ano, junto com o fotógrafo Gil Passarelli,  o doloroso processo de decadência da praça da Sé, progressivamente ocupada por meninos de rua, indigentes, refugiados, migrantes, pregadores do apocalipse, trombadinhas e trombadões, traficantes e usuários de drogas, foragidos da justiça, deserdados de toda sorte.

Ao deixar de trabalhar no centro, fiquei muito tempo sem ir lá. Tomei um susto ao voltar à praça da Sé no último domingo para ir ao ato interreligioso que marcou os 40 anos da morte de Vlado. A imagem era de terra arrasada, como se fosse uma praça de cidade do pós-guerra, com dezenas de homens e mulheres jogados pelo chão, enrolados em trapos, prédios pichados e abandonados, nenhum casal passeando com seus filhos, nem camelôs ou sorveteiros vi por lá.

Desta vez, não havia nenhum policial à vista na praça, apenas um veículo da Polícia Comunitária estacionado ao lado da catedral. Ao entrar, dei de cara com Ivo Herzog, que era um menino quando mataram seu pai e agora já está de cabelos brancos. O tempo passa, a paisagem humana muda.

Que fizeram de ti, minha querida praça da Sé de tantas lembranças?

E vida que segue.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

18 thoughts on “Que fizeram de ti, minha querida praça da Sé?

  1. Caro RK, você me surpreende, às vezes, por parecer inocente!
    Cada dia será pior, aí em SP, aqui em Salvador, em todos os lugares do mundo, o capitalismo selvagem destruirá a vida e seu habitat!
    Os pobres escanteados pelos governos capitalistas, como os nossos, apodrecerão nas praças, como a da Sé!
    Não é possível continuar com esta concentração de renda, que gera mais concentração de pobreza!
    Como pode um relator do orçamento federal, um deputado sem sentimento, dirigir sua lógica contra o BF, querendo reduzir 10% do orçamento previsto, que já é minguado, sem se preocupar com o desastre que virá!
    Outras praças ficarão iguais à da Sé!
    Em tempo, a mídia do PIG está adorando esta investida contra o BF, só pra ferrar o governo petista!

    1. É verdade. Estive na Europa a poucos dias e pude verificar de perto o que você está dizendo. Londres, Paris e Berlin só são o que são porque aboliram o capitalismo. Lá a economia de mercado é proibida. As praças ficam cheias de gente que se reúnem para fumar baseado e ler Marx. Ah, Tóquio também atingiu o status de metrópole mais segura do mundo porque aderiu ao Socialismo do século XXI (soube que o Chaves antes de morrer esteve por lá ensinando os japoneses como fazer). É só uma questão de tempo, o capitalismo será extinto e a bonita praça do Kotscho ressurgirá. Tenha fé meu amigo, tenha fé; estes capitalistas sem coração não destruirão mais nossas queridas praças.

    2. Interessante…quase 100% das nações do mundo são capitalistas, e ele só dá certo para Berlin, Londres, Tóquio, Nova York, Paris, e outras meia dúzias.

    3. Dizer que o capitalismo é ruim equivale dizer que a lei da gravidade é ruim. Então vamos abolir os dois ( a gravidade e o capitalismo). E fazemos o que depois? Já sei, vamos implantar o socialismo do século XXI e pedir ao Chaves para nos guiar (ele morreu, mas soube que se comunica através de um passarinho). Só rindo mesmo; rir é o melhor remédio.

    4. Com excessao dos EUA nenhum desses paises citados por voces (Paulo e everaldo) praticam o Capitalismo Selvagem citado pelo Joel Miranda e sim Capitalismo social (social democracia).
      Leiam o texto com calma antes de sairem detonando!!!

    5. Prezados Everaldo e Paulo
      O capitalismo está vencendo!
      Pergunto, mas é porque ele é bom?
      Não causa indignação a vocês a “pirâmide da distribuição das riquezas” no mundo, inclusive no Brasil, onde bem menos de 1% da população tem mais riqueza que uma metade (50%)?
      O capitalismo só é bom, para os países espoliadores, aqueles que protegem os saqueadores capitalistas!
      Os que acumularam ouro roubado, ou que emitem dólar, os que têm paraísos fiscais, onde os corruptores escondem sua grana!
      Mesmo os que têm sucesso e que conseguiram algum avanço social, estão hoje regredindo, retirando os ganhos conquistados pelo povo!
      O comunismo ou socialismo cristão, pregado por Jesus, não foi, nem será vencedor!
      O capitalismo vai derrotar ele próprio, quando o mundo sucumbir, primeiro pelas guerras de sobrevivência, depois pela falência do nosso habitat!

  2. Caro e prezado grande repórter RK, o centro de São Paulo (Avenida Paulista é periferia de grife) foi simplesmente abandonado pelo poder público, o que é uma pena. É que o chamado centro velho, do Largo do Arouche à Praça da Sé, incluindo ruas como Barão de Itapetininga e 24 de Maio – sem contar as Avenidas Ipiranga e São João -, é belíssimo. Infelizmente, parece que virou terra de ninguém.
    No centro havia pelo menos 20 cinemas, cada um melhor que o outro, e entre estes cinemas lembro-me, por exemplo, dos Cines Metro, Comodoro, Marabá e Ouro. Tinha até pianista no Cine Ouro. Também me lembro do Cine Art Palácio, que, decadente, passou a exibir apenas filmes pornográficos. Era uma overdose diária de sexo explícito, que o sujeito podia assistir o dia inteiro, se fosse o caso. As sessões começavam às 10h e, a partir desse horário, a cuíca roncava até à meia-noite.
    A culinária do centro também se destacava, e lembro-me dos Restaurantes Papai, Parreirinha e Filé do Morais, sem contar o Feijão Gordo (esquina das Avenidas São João e Ipiranga) e o Um Dois Feijão com Arroz, com sua comida simples e saborosa. É uma pena a decadência do centro de São Paulo, pois poucas cidades grandes têm uma região central tão bela e vistosa.

  3. Prezado Kotscho: “Que fizeram de ti, minha querida praça da Sé de tantas lembranças?” Lembranças como a Mercearia Argenzio, a Padaria Santa Tereza (que resiste até hoje), a Pastelaria Modelo (com um pastel de palmito delicioso e uma garapa tirada na hora) e os ônibus da CMTC que partiam da antiga praça para vários bairros da cidade, como a Vila Monumento. Da Internet: “Existem lembranças que não podemos compartilhar, porque são propriedades somente de nosso coração.”

  4. A Marta começou um projeto bacana de revitalizar o centro, onde incluia povoar o centro, construindo moradias pequenas e portanto mais baratas, mas o projeto pouco avançou, em grande parte por culpa da corrupção na area de habitação que ocorreu nos mandatos do Serra e do Kassab, que agora na gestão do Haddad foi combatida. E’ um longo caminho para arrumar São Paulo, como está sendo para arrumar o país depois que em plena crise economica o FHC quebrou o plano Real ao criar o PROER, o famoso “bolsa banqueiro”. Mas Kotscho se me permite, peço licença para falar dessas pesquisas, que de “maneira canalha” vem sendo feitas desde quando a Dilma ganhou a eleição, numa demostração “clara de um irresponsável apoio aos golpistas”. -E’ que nem mesmo os institutos de pesquisas diante dos fatos “estão tendo a cara de pau de apresentar pesquisas mostrando a Dilma caindo sua aprovação”. Mas mesmo assim, é preciso dizer que “Não tem cabimento os numeros mostrados por estas pesquisas”. A explicação é simples: O PT tem “sempre”, “tradicionalmente de 30 a 35% de votos”;inclusive aqui no estado de São Paulo. Portanto, para um candidato ganhar do PT,precisa ter “no minimo 30% de votos para levar a eleição pro segundo turno”. O Aecio fez 33% no primeiro turno. Por isso, qualquer pesquisa que mostrar a Dilma hoje com menos de 25%, é uma pesquisa pouco confiavel, pois dos 35% de votos que o PT tem de legado, ha sim alguns descontentes com a Dilma, mas isso deve ficar apenas entre 8% e 10%; pois esses eleitores tradicionalmente do PT, acompanham o noticiario, e “nas proprias manifestações em favor da Dilma”, “apoiaram a Dilma sem deixar de criticar a sua administração”, e portanto “pelo menos estes tradicionais eleitores do PT, que somam acima de 30%, jamais ‘sem que houvesse um fato gravissimo contra a Dilma’, deixariam de apoia-la, e passando a achar o seu governo entre ruim e pessimo”. O erro destas pesquisas, fica ainda mais claro, quando mostra o Aecio com uma alta aprovação, pois “ja se tornou publico, que varios eleitores que cairam de paraquedas na campanha do Aecio, ao pesquisarem ja não têm mais aquela visão que o PT inventou a corrupção no Brasil e o PSDB é o partido impoluto”. Como poderia o Aecio não sofrer nenhuma baixa, depois das denuncias: do Alberto yousseff de beneficio com a corrupção em FURNAS e do uso indevido do avião oficial do governo de Minas? Como o Aecio poderia ter continuado com prestigio, se a maior figura de oposição do eixo DEMO-PSDB, é o Mendonça Filho que aparece todo dia na Globo?

    1. Apenas pra complementar esse meu comentario, Fica dificil a gente que “o povo possa ficar tão descontente com a Dilma ao ponto de em pouquissimos meses, a escolha que fizeram; “mesmo não tendo nada a acusando de coisas erradas”, e ao mesmo tempo “a aprovação do Aecio continuando intacta” depois de aparecer varias acusações de mal feitos. Se a aprovação da Dilma fosse tão baixa a praça da sé seria facilmente lotada todos os dias com protestos pedindo o impeachment dela. Essa conta das pesquisas não fecham com a realidade das ruas.

    2. Meus caros, voces não estão se dando conta de que muitos que votaram no PT de forma consciente (e não por cegueira) esperavam um pouco mais do governo e ao se deparar com o cenário atual, desembarcaram da aventura e hoje sentem-se traidos pelo PT e não vota mais nele. Portanto, aquele cabresto de 35% ja era. Agora começou o desembarque de inumeros prefeitos pelo interior, que estão deixando o PT, caso contrário suas chances nas proximas eleição são nulas. So está faltando os Xiitas do Partido ou aqueles que levam alguma vantagem pessoal com cargos e outras boquinhas, que ainda não pularam fora do barco

  5. Da cabala judaica ao budismo, o vaticínio imperativo está lá: “tudo passa”. Brecht dizia que só restaria, das cidades, os ventos que, por elas, ora passam.

  6. Caro Kotscho
    Lembranças boas e ruins da Praça da Sé. Uma boa foi a do último comício do primeiro turno da campanha do Lula para Presidente em 1989. A ruim foi minha prisão por ordem do próprio coronel Erasmo Dias em Fevereiro de 1981 no ato que fizemos de solidariedade a Lula enquanto este estava sendo julgado e condenado pelo Supremo Tribunal Militar (na época da ditadura esse tribunal estava indevidamente acima do STF !!!) por desobediência á antiga LSN (lei de segurança nacional).
    O STM ficava na Av. Brigadeiro Luiz Antonio que fora fechada ao trânsito de carros e de pessoas naquele dia por ordem do então coronel do exército e secretário de segurança pública, incluindo também todas as vias laterais, o que nos obrigou a realizar o ato longe dali, na Praça da Sé (eu era da UNE).
    Como eu já houvera sido preso algumas semanas antes (e também pelo próprio Erasmo Dias) em uma passeata de estudantes, o coronel acompanhado de seus cachorros (incluindo aí os pastores alemães), assim que me viu, quase babando de ódio, deu a seguinte ordem:
    “- Esse eu conheço !!! Prenda o elemento !!!”
    Essas duas prisões (das quatro que tive na ditadura), como constou nos boletins de ocorrência, foram por “Desacato à autoridade” !!! E eu nem cheguei a falar nada, daquela vez !!!
    Naquele dia, nas escadarias da Catedral eu conheci e vi pela única vez, o então senador Teotônio Vilela (ex-Arena), também presente lá em solidariedade a Lula.
    EM TEMPO: Kotscho, você me fez agora chorar de saudade do lendário “repórter fotográfico” Gil Passarelli, avô da minha mulher. Cheguei a escutar aqui outra vez o som da sua “gaita” tão mal tocada (rs). OBRIGADO !!!

  7. Não é só a praça da Sé. Toda a cidade de São Paulo está tomada por desocupados. Poucos lugares da cidade ainda da para arriscar caminhar. Onde não está tomada por viciados esta tomada por assaltantes e estorquidor de dinheiros dos motoristas. Só podemos chegar a uma conclusão. A pobreza aumentou muito nos últimos trinta anos. Até o final da década de oitenta não tinha tanta gente vivendo nas ruas. Todo mundo vivia do seu trabalho. No tempo dos militares a policia era truculenta sim. Mas a paz para a população honestas e trabalhadoras era garantida. Hoje a população trabalhadora esta presa em suas casas e a cidade está livre para os bandidos agirem livremente.

    1. “No tempo dos militares a policia era truculenta sim. Mas a paz para a população honestas e trabalhadoras era garantida”. J Leite, porque voce não muda pra Cuba ? Segundo o Enio, a ilha é militarizada e também lá a paz para a “população honestas e trabalhadoras” é garantida. Vai pra Cuba, J Leite !!! (como fala bobagem, meu Deus !!!!)

  8. Quando penso na Sé, me vem a mente a Catedral…..Quando penso na Catedral, me vem a mente os Anjos e Santos…….Quando penso nos Anjos e Santos, me vem a mente a Vila Sagrada……….Quando penso na Vila Sagrada, MEU CORAÇÃO EXPLODE, DA-LHE PEIXÃO!!!

  9. É a administração PETISTA do Haddad.. O partido que voce tanto defende está deixando SP as moscas, voce vê mas nao acredita na incompetencia petista, hahaha. Tenta arranjar outros culpados para livrar a cara desse partido de incompetentes que voce tanto protege. Sua coluna tem tudo para ser algo humoristico. Se fosse administração tucana voce estaria debulhando o prefeito que estivesse lá. Como é administração petista voce ainda poupa.
    E as dezenas de homens e mulheres vagando como mendigos, tudo isso é graças a administração federal que é incompetente para combater as drogas e a miséria… Esse é o legado petista, aceite a verdade das ruas, não a verdade que a militancia fica pintando para voce!

  10. Cheguei em Sampa com 6 anos, precisamente em 63 e morei no Largo São Franscico e ia às missas, as primeiras de minha vida cosnciente, ou início, na Igreja do Largo, São Francisco de Assis.
    Como Ktscho descreveu era calmaria. O centrão era para as pessoas passearem e muitos ficavam felizes com estes passeios.
    Voltei com 34 anos para Belo Horizonte, acompanho o trânsito caótico de Sampa, degradação do meio ambiente, via ar, falta de água. No entanto, o fenômeno ocorrido pelo crescimento demgráfico brasileiro que são os sem casa, os mendigos, trecheiros e agora os drogados em crack é realidade em todo o Brasil.
    Aqui em Belo Horizonte tem ocorrido o mesmo na Praça 7 por exemplo, na rua Rio de Janeiro. Não problema do Estado apenas, é dos políticos corruptos, é do judiciário, dos comerciantes que acabam fazendo acordos, da polícia não-investigativa, para separar o jóio do trigo.
    As autoridades mineiras afirmam que possum abrigos e que a população de rua não vai para os abrigos devido se sentir insegura, drogas e violência, até sexual. Então fica difícil.

    No Brasil parece que confundimos democracia com liberação geral e irrestrita. Ao ontrário na democracia que o cidadão deveria ser amparado pela Lei e exercer essa lei de maneira que atenda o mínimo para todos de paz social, tranquildade e convivênca.

    Nas ditaduras que pequenos grupos de militares, para militares e outros resolvem as coisas como eles pensam ou como a demanda de certos grupos que pressionam pede e sao atendidos. A lei precisa ser exercitada, tira o bolor, não aprovar mais Leis, protecionistas que não resolvem nada, por exemplo; foi aprovado a Lei que a Polícia não pode remover pertences de pessoas que moram na rua, podem revistar e continua a mesma coisa.

    E, a ação social, o mais engraçado é que o Estado tem o poder de despejar você, eu qualquer um de um imóvel, pode estar com o IPTU pago e tudo, em 48 horas, como já aconteceu comigo em Ibirité n administração do Pinheiro Diniz, PP aliado do PT de MG. E não pode remover morador de rua para abrigos e seus pertences para um galpão onde ele poderá tirar depois.

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