Como está difícil e perigoso andar em São Paulo

Como está difícil e perigoso andar em São Paulo

Foto: Nelson Antoine/Fotoarena/Estadão Conteúdo

Faz mais de cinco anos deixei de dirigir. Vendi meu carro, guardei a carteira de motorista na gaveta e virei pedestre ou passageiro. Foi melhor assim para não colocar em risco a minha vida e a dos outros. Nunca fui um bom motorista e, com o tempo, fui piorando…

Com quase mil carros novos entrando em circulação todos os dias, rodando pelas mesmas ruas já congestionadas, faz algum tempo que se tornou mais difícil e perigoso ir de um ponto a outro da cidade, qualquer que seja o meio de locomoção, até mesmo a pé.

Nunca se falou tanto em mobilidade urbana, a expressão da moda dos modernos, e nunca tivemos tão pouca mobilidade. Quanto mais se mexe na malha viária, pior fica para todos. É pedestre brigando com ciclista, ciclista disputando espaço com motoristas e motociclistas, ônibus contra táxis e vice-versa, motoboys ameaçando a todos e correndo risco de vida para cumprir suas desumanas jornadas de trabalho.

Enquanto isso, sem um planejamento sério, sem consultar nem informar a população direito, a Prefeitura vai espalhando ciclovias e corredores exclusivos de ônibus por toda parte, reduzindo os limites de velocidade e o espaço dos carros, e multiplicando os radares da indústria de multas, a única que não para de crescer na maior cidade do país.

De uma hora para outra, tudo é feito para tirar os carros de circulação num país que nos últimos anos estimulou a venda de automóveis com descontos de impostos e estímulos às montadoras. Até sou a favor, desde que o poder público ofereça alternativas de transporte público de qualidade, o que não acontece. Ao contrário, só vemos obras do metrô parando, ônibus superlotados nos horários de pico, linhas de trem interrompidas quase todo dia.

Em lugar de mobilidade, o que temos na vida real é um nó cada vez mais apertado, que leva mais gente a fazer o trajeto entre a casa e o trabalho a pé,  transformando a vida numa verdadeira gincana, principalmente para os mais velhos.

Para completar o bumba meu boi urbano, é raro o dia em que São Paulo não tem que enfrentar também os congestionamentos provocados por protestos e manifestações de todo tipo, principalmente na avenida Paulista, o palco preferido dos revoltosos.

Nesta quarta-feira, um protesto com cerca de 5 mil motociclistas fechou os caminhos entre a avenida 23 de Maio e o Viaduto do Chá, onde fica a sede da Prefeitura, para pedir a volta de corredores exclusivos para eles,  entre outras reivindicações.

Um caso emblemático: no último dia 17, o aposentado Florisvaldo Carvalho da Rocha, de 78 anos, que estava atravessando a avenida São João fora da faixa de pedestres, foi atropelado e morto pelo ciclista Gilmar Raimundo de Alencar, de 45 anos, que estava pedalando na faixa dos ônibus ao lado da ciclovia.

Apenas 20 dias após inaugurar a ciclovia sob o Minhocão, a gestão Fernando Haddad está prometendo agora tomar providências para botar ordem nesta zorra e evitar novos acidentes. Com a velocidade máxima reduzida a 50 km/h em praticamente toda a área urbana, São Paulo vai parando aos poucos. E pensar que nós já fomos conhecidos como “a cidade que não pode parar” nos tempos em que os paulistanos tinham orgulho de ter nascido aqui.

E vamos que vamos. Para onde?

 

38 thoughts on “Como está difícil e perigoso andar em São Paulo

  1. Caro e prezado grande repórter RK, há muito tempo li que as grandes cidades são um monumento à estupidez humana. A julgar pelo que acontece em São Paulo, parece que o autor da frase tinha razão. No fim do post, o prezado pergunta para onde vamos. Não sei, mas parece que estamos indo rumo ao desconhecido.

  2. Brilhante seu texto Sr. Ricardo. Além desse oba oba temos a falta de educação e do cumprimento das leis por parte de motorista, ciclistas e pedestres. Já que o prefeito instalou sua industria de multas poderia ampliá-la penalizando também pedestres e, principalmente, os ciclistas que receberam os maiores incentivos. Não tenho a menor ideia de como fazer, mas pesando no bolso talvez funcione.

  3. O atropelamento estava escrito nas ciclovias. As mortes também. Há algumas obviedades que Nelson Rodrigues diria serem ululantes. Haverá mais, desgraçadamente. O parâmetro europeu e escandinavo nunca será padrão adaptável às metrópoles tropicais, mas há quem insista na cópia e transposição irrefletida dos modelos dos países centrais. Se alguma coisa deveria ser feita em São Paulo, no tocante às ciclovias, simplesmente seria substituílas por “motovias”. Quem mata e morre a cântaros todos os dias são os rapazes e moças que voam em ziguezagues entre ônibus, carros e caminhões. Não há uma medida do “bikômetro”. Mas um “motômetro” demonstraria o acerto de tal medida. Mais importante do que reduzir a velocidade (que não se resolve, mas se agrava, com as “ciclovias), deve e tem de ser a redução da mortalidade (especialmente as decorrentes dos acidentes com motos, cuja estatística de mortos, feridos e inválidos grita diariamente).

  4. Prezado Kotscho: No JornaldoCarro do Estadão tem a matéria “Pateta com raiva no trânsito faz 65 anos”, publicada em 12/03/2015, que pra mim se encaixa bem no tema abordado pelo seu artigo de hoje. Um trecho: “Diariamente surgem vídeos na internet com os chamados “road rage”, pessoas transtornadas a bordo de seus veículos que causam confusão e até acidentes graves. Esse comportamento inadequado no trânsito muitas vezes é atribuído ao estresse da vida moderna, causado pelo dia a dia de quem circula nos angustiantes engarrafamentos das grandes cidades. Mas não é bem assim. O primeiro registro desse tipo de atitude condenável completará 65 anos no dia 30 de junho. Trata-se do desenho Motor Mania, criado pelos Estúdios Diney, que mostra o pacato Mr. Walker (pedestre), vivido pelo personagem Pateta, se transformar no odioso Mr. Wheeler (rodante, ou motorista) assim que dá a partida no motor de seu carro. Com narração em off bastante cínica, o desenho de pouco mais de seis minutos foi dirigido por Jack Kinney (o mesmo de Dumbo e Pinóquio, entre outros) e mostra diversos maus hábitos ao volante, como não respeitar os pedestres, negar passagem a outros motoristas e até participar de rachas. Tudo isso em 1950, ano em que a quantidade de veículos nas ruas, mesmo nos EUA, onde a história se passa, era muito menor do que hoje.”

  5. kkkkkkkkkkkkkk….”com o tempo fui piorando…”, o pior que é verdade, os reflexos já não são mais os mesmo. Dirigir numa 23 de Maio, esta sendo um “esporte radical”, um milímetro pra lá você pode pegar um motoqueiro, “vigiar” o velocímetro do carro e ainda é um exercício para sair dela, sem infringir a lei de passar pela faixa de ônibus….quando surge um congestionamento a frente eu fico feliz..UFA !!! QUE ALÍVIO POSSO RELAXAR UM POUCO.

  6. Fiz o mesmo, Rk; Não tenho nenhum preparo psicológico em dirigir um automóvel……’ e me enquadro no rol dos mal-educados’ no trânsito. Por isso, sou um alucinado a menos no caótico trânsito da Grande SP.
    Certa feita, ouvi em uma entrevista um Diretor do Detran, dizer que os 90% dos motoristas não tinham condições de dirigir….. Isto há uns vinte anos ou mais. [ Parece-me que seu nome era Ciro Dalan], falecido há alguns anos.

    Estava eu, este nobre motorista, indo para Paranapiacaba, com um amigo vizinho, quando dei por mim….sendo chamado a atenção. “Você é ‘louco’, Isaías, já xingou uns cinco motoristas até agora?
    E eu, na maior cara de pau possível, perguntei; Eu, o que foi que fiz. Até uma vez, sozinho na Av. Sapopemba, levar uma dura de um senhor em um fusquinha branco e me apontar uma arma.
    Me toquei depois de pouco mais de dois anos de habilitação, vendi o carro para meu cunhado, e não renovei a minha CNH há vinte anos. E dirigir, não me faz a menor falta.

  7. Nosso distinto prefeito só quer criar factóides e ganhar os pixulecos das fábricas de tintas. Ciclovia mal planejada. Na da Paulista, caso um ciclista se desequilibre, cairá diretamente na faixa de rodagem, correndo o risco de virar paçoca.

  8. Vamos falar de coisas boas…….no Brasil as fábricas estão quase parando, mas uma não para de crescer…..é a fábrica de fazer craques…da-lhe PEIXÃO !!!

    1. Meu caro, neste post você poderia até mudado seu apelido para “Pura Verdade”!
      Dá-lhe Lucas Lima, Ricardo Oliveira, Dourival Jr & Cia.
      E já que citei o técnico do Santos, porque não falar também do técnico corintiano?
      “Não fica “Tite”, não!!!! (rs)

    2. Pois é. O santos estava a um passo do rebaixamento. Enfrentou uma rebelião de jogadores por falta de pagamento. Saíram todos. sem esperar o Santo ressurge das cinzas. monta um novo time e está entre os melhores novamente. Já ganhou um Troféu este ano e pode ganhar outro brevemente.

  9. Kotscho, só pra se ter uma idéia do tamanho dessa encrenca, o prefeito que mais investiu na humanização desse trânsito acaba de sair na foto (desse seu texto) como o maior culpado dessa balbúrdia toda. Aguarde os comentários coxinhas e verá se estou sendo injusto contigo, pois Gilvanildo, Mmeia Coxa e J Leite não entendem que culpar o prefeito do PT pelo atropelamento e morte do idoso na Ciclovia do Haddad é o mesmo que culpar o governador Alckmin pelo atropelamento seguido de óbito ocorrido na Linha Amarela, privatizada, atrasada (10 anos de atraso nas obras) e denunciada/acusada de corrupção deslavada do Metrô de São Paulo. É a falta de investimentos em transporte de massa (Metrô, trens, etc…) e não as “Ciclovias do Haddad” que avacalham o trânsito em qualquer metrópole do mundo. ///// Meu irmão Enio, no tempo certo, tentarei fazer novo contato usando o email informado no “PTrem das 13”. Por ora quero que saiba que tenho sempre a mão seus monumentais textos pra mostrar pros parentes e amigos, mas principalmente pros inimigos. Abração, meus manos Enio, Everaldo, Dias, Gesiel, Cesar T, Helena e demais participantes do Balaio. Ah ! E um baita abraço pro presidente do meu fã clube (no Balaio), José Eduardo.

    1. Em 20 anos, os tucanos construiram 20 km.de metrô na cidade de SP (1 km por ano), só resta a eles criticar o que deu certo no mundo inteiro, as ciclovias.
      Victor Hugo, dos 3 pateticos (segundo escalão não conta) do golpe, Aécio, Cunha e Gilmar, sobrou pro último a tarefa de apagar a luz, e perguntar ao principe, “onde foi erramos”.

    2. Enio, cresci na Zona Leste da capital e foi apenas por descuido que escrevi Zona Sul, pois Santana, claro, fica na Zona Norte. Meu irmão, quando enviar-lhe o email avisarei aqui no Balaio. Abração pro mano Cesar T.

  10. Sempre achei que seria genocídio ciclovias em São Paulo. E eu estava errado! O Haddad provou que é possivel sim, e as ciclovias na grande maioria são sucesso. -Mas mesmo assim continuei sempre com um pé atrás. Porém depois que fiquei sabendo que as ciclovias também são usadas por entregadores e até catadores de reciclagem, eu passei a ser totalmente a favor delas. Claro que tem lugares que a ciclovia apresenta muitos problemas, mas não é motivo para considerar o projeto “ciclovias em São Paulo”, uma tragedia total, e muito menos para que um justiceiro da TV, mesmo depois de saber que o ciclista que atropelou o senhor Florisvaldo, estava trafegando fora da ciclovia do minhocão; diga que mesmo se o ciclista tivesse corretamente na ciclovia, ele teria atropelado o senhor Florisvaldo mesmo assim. Essa questão mobilidade urbana, é muito ampla, e novamente a cobrança tem que ser distribuida entre os poderes. O prefeito Haddad do PT fez corredores de onibus e ciclovias; enquanto que o governador Alckmin do PSDB, foi o governador que fez menos metrô, e pior, ainda “”adiou algumas obras do metrô e dos trens da CPTM””. Sem contar que, o Rodoanel, aquele que começou a ser construido pelos governos do PSDB Alckmin e Serra ha mais de 15 anos, cujo o presidente FHC do PSDB, “Não mandou nenhum centavo para a obra do governo do partido dele”, que tinha por finalidade diminuir o trafego de caminhões dentro da cidade, segue atrasado apesar dos governos Dilma e Lula do PT, terem mandado dinheiro para ajudar a concluir a obra. Já a questão da redução da velocidade nas marginais, feita pelo Haddad, mostra também um outro acerto do prefeito, pois “foi baseada em dados internacionais, que apontam que acidentes e atropelamentos numa velocidade de 50 quilometros por hora, a chance de não ter vitimas fatais é muito grande”; e é o que vem acontecendo, onde estas mudanças ja mostraram queda de numero de vitimas em atropelamentos e acidentes e dados da CET mostram que o numero de congestionamentos na cidade não aumentou com a redução da velocidade. No entanto, criticas sempre vão existir pra tudo, mas elas só devem ser consideradas com bases. Muitos chegaram até a criticar o Lula e a Dilma, por proporcionarem financiamentos mais acessíveis de maneira a facilitar que as pessoas comprem os seus carros; o que é uma tremenda canalhice, pois “o Lula e a Dilma não deram carro pra ninguém, apenas fizeram uma bela politica economica que proporcionou o direito das pessoas terem os seus bens; e se isso congestionou ainda mais as cidades, isso é culpa dos prefeitos e dos governadores, que não fizeram mais obras de mobilidade urbana, mesmo arrecadando muito de IPVA. Contudo Kotscho, existe uma solução facil para resolver grande parte do transito caotico nas ruas e avenidas da cidade. Basta somente os prefeitos intensificarem as fiscalizações em veiculos, pois isso tiraria mais de 10% dos veiculos em circulação atualmente, pois varios deles circulam sem terem condições pra isso, e acabam pondo em risco as vidas dos condutores inconsequentes, e muitas vidas de inocentes.

  11. “Batatinha quando nasce, se esparrama pelo chão, a menininha quando dorme, põe a mão no coração.” Pois é, Mestre balaieiro, pelo manifesto sintoma só pode ser contagiosa, na dúvida irei manter distância ainda maior do foco emissor seletivo e aumentar ainda mais o foco no que realmente incomoda. Que certamente não é Haddad, que sequer espaço tem para exercer o democrático direito ao contraditório, que faz com excelência, daí o cerco do millenium, mas incomoda sim e muito, achar-se normal a mídia relevar à rotina, dezoito pessoas fuziladas e mortas em uma só noite na grande São Paulo, a região mais desenvolvida do pais, para poupar o governo continuado, há 21 anos, do PSDB. Não é o Haddad que incomoda, incomoda achar-se normal a mídia limar e abduzir por completo do noticiário, a confissão do mesmo delator bi-premiado, que leva petistas a cadeia sem provas, sobre Aécio e outros Neves em Furnas, com silêncio e inação absoluta da justiça, da PGR e da PF, tão diligentes, probas e expeditas, quando trata-se de petistas. Não é o Haddad que incomoda, incomoda achar-se normal um juiz do STF seletivamente fazer política partidária e o pior, tecer o golpe, as escancaras, sem que uma só voz do governo e/ou da dita sociedade civil, OAB na proa do dever, levante-se com altivez e coragem para apontar o mastodonte ilícito de toga e dizer claramente e no tom preciso, higienópolitacamente: “Assim não dá, assim não pode, aí já é muita esculhambação. Estão novamente a frequentar o limite da irresponsabilidade!” Definitivamente nesse tempo, não é o Haddad que incomoda, incomoda achar-se normal o nível de mediocridade e torpor que a elite do atraso, os donos hereditários do Brasil, levaram a remediada classe média brasileira a comprar, vestir e exibir primitivamente na delenda PT continuada, que agora, além do “Fora Dilma”, incorpora o, “Não Vai Ter Haddad!” Só rindo, muito, diria mesmo, desbragadamente, para poder aguentar esse tratado da cegueira medíocre-amarela, sem vomitar, intolerantemente, no cego replicante. Enquanto isso no pavimento superior, também riem desbragadamente e com muito mais propriedade, em razão dos objetivos alcançados. Benvindo FMI. Quem dá menos? Pobre colônia Brasil, “O Retorno!”

  12. Sim, faz tempo que São Paulo piora sua locomoção a cada dia. Carros foram jogados nas ruas sem qualquer contrapartida. Afinal, como alargar as ruas? O metrô que requer grandes investimentos e tempo está sempre a quem da demanda. ônibus? nem se fala! E para piorar vem um prefeito do PT. Quando a coisa está ruim descobrem uma maneira para piorar. Os tontos paulistanos acreditaram num petista para sua Capital. Eles se esqueceram da Marta-xa! Bem-feito!

  13. Porém, há um problema ainda mais grave registrado nas últimas décadas que, além de trazer transtornos, está matando milhares de brasileiros, principal mente jovens: acidentes de trânsito envolvendo motocicletas, número que aumenta ano a ano. Projeções apontam que 15,1 mil motociclistas devem morrer no Brasil em 2012. Hoje, ninguém morre mais no trânsito que os motociclistas e seus caronas.
    Isso, Sr.Kotcho, em 2012. Já se sabe que em 2014 morreram mais de 18000 motociclistas no Brasil. ou seja, 9 vítimas por grupo de de 100 mil habitantes ,ou 32% de todos os óbitos violentos. Para comparar, a taxa de mortalidade por violência na cidade de Nova York é 8.5/100 mil.
    A ONU), no lançamento da Década Mundial de Ação pela Segurança Viária, em 2012. reiterou que a palavra acidente não é a melhor para definir acontecimentos no trânsito que fazem mortos e feridos no Brasil. Esses eventos são episódios de violência, Se levarmos em conta o critério da ONU e somarmos os 27.5/100 mil – aos 9/100mil. o Brasil se transforma num dos primeiros colocados me violência mundial. Entre 1998 e 2010, a frota nacional de motocicletas cresceu 491,1%.
    Mas as mortes de motociclistas aumentaram em ritmo ainda mais elevado: 610% : Que os Anjos Celestiais nos protejam!

  14. Infelizmente eu tenho de ir a São Paulo com frequência, estou totalmente a favor da redução da velocidade nas marginais e acho que deveria se aplicar ao resto da cidade. Quanto a tão falada industria da multa, acho que não existe, radar é uma das formas de domar motoristas selvagens e violentos como o motorista brasileiro, sou a favor de um radar em cada poste. Quanto as ciclovias, é uma ideia ótima, o problema é a falta de planejamento e afobação em colocá-la em prática, querem fazer em um ano o que países onde o sistema funciona demorou-se 50 anos para fazer. Mais uma vez, o que importa é o valor das concorrências para executá-las (os financiadores de campanha de sempre). Como disse um certo ministro da ditadura: Tem situação que é melhor pagar a propina e não executar a obra.

    1. Everaldo, a frase do ministro (Mário Henrique Simonsen) não significa que na ditadura não se roubava, tem de ser muito mal informado para acreditar nisso. Do império ao governo PT nunca a corrução deixou de ser praticada com afinco. A decepção é porque acreditávamos que o PT seria diferente, nos danamos…

    2. …e o PT é diferente Zé Eduardo, e você sabe disto. Um partido corrupto, no poder, criaria os mecanismos de combate à corrupção como criou o PT ???Daria a liberdade à polícia federal para investigar como está investigando ???Quando Zé, em nossa história, empresário de nível foram presos ???Um partido corrupto, tendo todo o mando sobre quem nomeia para funções numa estatal, permitiria que estes indivíduos se enriquececem com propinas destinadas ao partido ??? Não seria mais lógico que combinassem com as empresas o percentual, e mandasse o funcionário executar o processo, tendo como benefício apenas as regalias do cargo ???Como faziam antes os ratos do PSDB, que recebiam seus dízimos pelo HSBC???O PT, até pelos seus erros, tem transformado o Brasil.TEM OU NUM TEM …ZÉ ???

    3. Everaldo, no PT, assim como no PSDB, PMDB, e todos os outros partidos, a maioria, é sim como você diz, ratos. Quanto ao que o PT fez, não foi grande coisa, deu ao miserável uma ilusão, a possibilidade de ter uma TV de 29″ financiada na Casas Bahia, e assisti-la enquanto o esgoto corre a céu aberto a sua porta. Deu alguns benefícios sociais que a volta da inflação, permitida pelo PT vai corroer. O PT só tem gente que, como disse seu líder Lula, gosta mesmo é de boquinha e de subir na vida as custas do dinheiro público, aliás, como ele próprio. Hoje vi uma foto emblemática nos jornais, Mujica de roupa mau ajambrada e paletó vagabundo, o Lula com um paletó bem cortado a lá João Dória Junior. Lula é o exemplo acabado o petista. O PT era só um projeto de poder, era só pra enricar. Mais nada.

  15. Acredito que a questão do problema é a falta do paulistano de seguir as regras exercendo a cidadania. Ciclistas, motoristas e pedestres respeitando mutuamente.
    Até o pedestre ao atravessar uma rua no semáforo para pedestres, deve andar no lugar certo, aguardando sobre a calçada para atravessar, e não ficar no meio da rua esperando.
    Ciclovias tem um ritmo menor de adesão pelos novos ciclistas do que outros meios de locomoção, mas é questão de tempo para justificar este aumento das vias, e isto tem ocorrido aos poucos. Claro que muitas vias tem de ser corrigidas e ajustadas, mas é o caminho certo.
    Vias exclusivas de ônibus também são importantíssimos… sou totalmente favorável à redução de veículos e investimentos pesado em ônibus, mas o problema são os antigos contratos com as empresas de ônibus.
    Não é de hoje que precisamos tirar os carros das ruas e isto aos poucos tem sido feito. Para mim, apesar de algumas deficiências, esta prefeitura está fazendo o correto.

  16. Além de enterrar o samba, São Paulo agora enterra as novidades…Ciclovias são a saída para o trânsito caótico… O ninho da serpente não merece um prefeito da qualidade do Haddad.

  17. O álibi padrão do PT: Fazemos porque o PSDB fazia. Vira o disco, Victor Hugo! Quem votou no PT, votou justamente porque pensava que o PT não faz o que os outros fazem.

  18. Uma das principais características do Brasil é que ninguém respeita as regras de trânsito. Isso vale para todos, repito TODOS, os usuários das vias, caminhões, ônibus, carros, motos, bicicletas e pedestres. É pedestre atravessando fora da faixa, bicicleta na calçada, moto costurando entre os carros, carros fechando um ao outro e queimando sinal, ônibus saindo da faixa exclusiva sem dar seta nem olhar… Minha esposa costuma falar que um dos indícios de educação de um povo é o seu comportamento no trânsito. O trânsito brasileiro é uma guerra constante, espelho da violência da sociedade.

    A questão é que é sempre o mais vulnerável que arca com as consequências, seja da própria imprudência, seja do desrespeito alheio. Isso explica o massacre cotidiano de motociclistas no país, os atropelamentos de pedestres e ciclistas, pouco importando se eles foram imprudentes ou não.

    Antes de condenar sumariamente o prefeito de São Paulo pelo programa de implantação de ciclovias na cidade com base num acidente que infelizmente resultou na morte de um pedestre, convém fazer algumas perguntas:
    (1) Quantos pedestres são atropelados e mortos por moto, carro, ônibus todos os dias na cidade? Será que por cota disso vamos proibir a circulação de todos os veículos na cidade? (2) Se as ciclovias não existissem, o acidente não teria acontecido? Ou seja, qual é a relação entre uma tragédia com um ciclista que NÃO trafegava na ciclovia e o programa de ciclovias na cidade?

    Finalmente, em todas as grandes cidades do mundo, a velocidade máxima é de 50 km por hora. Na França, o número de mortos no trânsito despencou depois que as autoridades implantaram duas coisas: a carteira de motorista com pontos (muito mais rígida do que no Brasil) e a multiplicação da quantidade de radares nas estradas e rodovias. Campanhas de educação e esclarecimento são condição necessária mas não suficiente para as coisas melhorarem. O único jeito de as pessoas mudarem seu comportamento é se elas forem afetadas, e isso significa ter que pagar multa e/ou perder a carteira.

    Lamento dizer, meu caro Ricardo: nesse post minha opinião é radicalmente contrária à sua.

    1. Apoio o seu (ótimo) comentário: o Ricardo sofre de anacronismo paulistanês crônico, essa doença infantil das classes médias à beira de um ataque de nervos.

  19. mudando de assunto, vi a entrevista de aécio a kennedy alencar e fiquei desejando que o jornalista fosse um senador para que estivesse presente na sabatina de janot… nenhum senador, nem mesmo um petista, teve coragem de questionar o procurador sobre o motivo de ter engavetado a denúncia ao senador mineiro. não vi o comecinho e acho que ele não tocou neste tema mas as perguntas foram a de um verdadeiro jornalista, coisa que vi pela primeira vez em relação ao mineirinho do leblon.

  20. Boa noite meu amigo RK e a todos os comentaristas. Pouco entendo de trânsito, mas, sei que se define como sendo o movimento disciplinado de veículos e pedestres. Porém, tenho direito à opinião como todos do povo. Vejo que grande parte das principais vias de transporte de massa, como trens e metrô, direcionam-se ao centro da cidade. Creio que a construção novas linhas circundando a capital, poderia diminuir com efeito o acesso ao centro da cidade, tais como, ligando o ABC à São Mateus, Guaianazes, São Miguel Paulista ou Itaim, Pimentas, Município de Guarulhos, Santana, e assim dando a volta, evitando que se faça um ”x” na Sé. Transporte rápido, assim como é o rodoanel. Mencionei as zonas (parte da Sul, Leste e Norte, muito populosas). Acredito que seria um meio das pessoas deixarem o carro em casa, pela rapidez na locomoção que seria proporcionada. Esta é a minha opinião.

  21. Pontuo algumas críticas ao seu texto. Se o senhor andasse de ônibus a mais de 10 anos na cidade de Sampa, perceberia que muita coisa mudou para melhor. Faixa exclusiva foi uma benção! Conheço gente que ganhou 30 minutos diários. E as ciclovias, apesar das falhas, são positivas sim; vai abrindo caminho na cultura do carro. Fico surpreso em identificar no seu discurso alguns ranços coxinhas. Poderia sair do senso comum e pesquisar melhor sobre os efeitos da redução da velocidade, por exemplo. Ou que tal falar do metrô, esse sim “a” solução de mobilidade e que derrapa com o governo do Estado. Ah, já é a segunda vez que o vejo falando mal de protestos que “atrapalham o trânsito”: sugiro reflexão; tem qualquer coisa de reaça aí.

    1. Concordo com você, Victor Hugo. Conheço São Paulo e uso ônibus e metro na cidade, embora não more ai. Também achei que o texto do RK está contaminado pelo senso comum que impregna o debate político atual. Em uma cidade com o transito selvagem e violento como o de São Paulo cair na conversa da industria da multa não é para cidadãos esclarecidos como ele. Concordo também que os governos do PSDB no estado são de uma mediocridade sem tamanho. A riqueza do estado encobre a qualquer incompetência. O picolé de Chuchu não cumpre nada do que promete, o avanço do Metrô nas últimas décadas é insignificante e a corrupção nadou de braçada.

  22. Caro amigo RK. Permita-me discordar. Creio que a gestão Haddad está cumprindo um papel que a algumas décadas SP necessitava: é necessârio discutir de forma ampla e adotar medidas ousadas para a mudança dos padrões de mobilidade na cidade. Concordo que algumas medidas poderiam ser melhor debatidas, mas não tenho dúvidas que o futuro possível da cidade passa por mais e melhores deslocamentos por meio de ônibus, metrô, a pé e de bicicleta. Não acredido, porém, que devemos ficar esperando as soluções caras e demoradíssimas do metrô e dos corredores exclusivos de ônibus. Adotar desculpas para não buscar melhorias concretas na vida das pessoas e num prazo razoável já não pode mais ser aceito. Mais uma situação em que o ótimo é inimigo do bom.
    As faixas exclusivas de onibus reduziram de forma objetiva o tempo de viagem de milhões de pessoas. Eu mesmo tenho trocado um trecho em que utilizava o Metrô por uma linha de onibus em faixa exclusiva.
    A utilização de bicicletas representa um processo mais profundo, de mudança de estilo de vida, que mesmo em Nova Iorque levou seis anos para ser aceito. Já a redução da velocidade está diminuindo o número de acidentes de forma concreta, principalmente com vítimas fatais, em um espaço urbano que deve ser dividido com pedestres e bicicletas.
    Reforço que a implantação de ciclofaixas, por exemplo, poderiam ser melhor debatidas, atendendo a demandas de comerciantes, motoristas e usuários das bikes.
    Ainda assim, não devemos embarcar no sensacionalismo barato da grande imprensa provocado por um lamentável acidente envolvendo ciclista e pedestre, onde provavelmente ambos estavam desatentos e errados.
    Ou então teríamos que questionar os milhares de acidentes envolvendo pedestres, motociclistas, motoristas ou ainda suicidas e descuidados no Metrô, concluindo que nenhum destes meios de locomoção são seguros.
    Paciência caro amigo. Mudanças estão em processo, e como você diz, vida que segue.

  23. Perigoso está é viver em SP devido a (in)segurança pública proporcionada pelo governo Alckmin. Até os coxinhas dos bairros nobres perceberam que o aumento de latrocínio resultando em mortes na região, é culpa do governo Alckmin. Antes era tudo culpa da Dilma. Mas no domingo (23) os coxinhas do Bairro Morumbi fizeram uma carreata, com seus reluzentes carros, e buzinaço em frente ao Palácio dos Bandeirantes protestando contra o aumento de latrocínio em seu bairro após a morte de André Ribas, morador da região. Carregavam balões pretos em sinal de luto em frente ao Bandeirantes onde despacha o governador, o qual nem deu as caras. Os manifestantes do Morumbi reclamam mais 14 mil policiais para fazer o policiamento ostensivo no bairro. Mas como atendê-los se o governo PSDB em SP, há 20 anos no poder, convive com um déficit de + ou – 8 mil policiais no estado. A polícia civil também padece de falta de profissionais. A segurança pública de SP esta evidentemente mal dirigida: enquanto na periferia as ações policiais não consegue separar trabalhador pobre de criminosos, nos bairros mais favorecidos a mesma polícia não consegue proporcionar paz aos seus moradores. Enquanto os pobres vão morrendo em chacinas tendo maus policiais como suspeitos, enquanto os ricos do Morumbi morrem em latrocínios, o comandante da PM está mais preocupado em tirar folga e fazer uma viagem para os EUA.

  24. Sr Nicolas Cabbré (27 – 18:37), o Sr defende, com muita propriedade, as ciclovias, bem como o limite de 50 Km para algumas de nossas Marginais, o que não só exaspera como também desespera os coxinhas do Balaio, pelo que lhe agradeço. E só não lhe peço desculpas pelo rigor em debate anterior porque novamente “chamas” o povo brasileiro de mal educado, ao citar palavras de sua esposa. Então, faço-lhe a seguinte pergunta, após lembrar-lhe que os veículos de comunicação que citarei em seguida não poupam esforço$ pra denegrir (de forma dissimulada ou escancarada) essas duas medidas do professor universitário (Universidade de São Paulo-USP) e prefeito de nossa Capital, Fernando Haddad: Sr Nicolas Crabbé, quanto tempo levaria pra que o povo Belga voltasse a viver em cavernas, se deportássemos pra lá a Rede Globo, A Revista Veja , a Rede Bandeirantes, o Estado de São Paulo, a Folha de São Paulo, etc…????!!!! Abração, Sr Nicolas, folgamos em tê-lo aqui no Balaio. ///// Em tempo: esclareço ao presidente de meu fã clube, José Eduardo, que não sou o autor do magnifico comentário assinado por Vitor – 00:05 Hs. Parabéns, meu xará !!!!

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