Pode pular a fogueira que a Câmara garante

Pode pular a fogueira que a Câmara garante

Pule a fogueira Iaiá,

Pule a fogueira Ioiô,

Cuidado para não se queimar.

 

As festas estão bonitas nos arraiais nordestinos onde os folguedos juninos rivalizam com o carnaval. Para abrilhanta-las ainda mais, podem contar com as ilustres presenças dos deputados federais da região que foram oficialmente dispensados de bater o ponto esta semana, sem perda de salários, já que ninguém é de ferro.

Como se ganhar sem trabalhar fosse a coisa mais normal do mundo, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, liberou as excelências nordestinas, e a maioria dos demais aproveitou a deixa para esvaziar o plenário esta semana, dando uma trégua na fúria legiferante dos últimos meses.

Em mais um pitoresco episódio, que passou batido na imprensa, Cunha suspendeu a sessão da última quinta-feira, que iria votar mais um capítulo do pacote fiscal, a pretexto de se solidarizar com os senadores oposicionistas impedidos de entrar na Venezuela e, ato contínuo, comunicou sua decisão.

Ninguém vai ser descontado no contracheque e assim as excelências podem pular a fogueira despreocupadas que a Câmara garante. Não é bonito isso?

Vida que segue.

 

 

 

 

18 thoughts on “Pode pular a fogueira que a Câmara garante

  1. Aqui no sertão baiano onde me encontro,especificamente na minha terra natal Irece,onde tem um grande São João,inclusive no tamanho,vai de 01 a 30/06/21015,(esperarei um São João para lhe trazer aqui),já vi uns dois.Nesse caso meu amigo Ricardo,vale a máxima,ninguém é de ferro.Vamos que vamos.

  2. Nessa hora não há exceção, da esquerda a direita, dos caciques ao baixo clero, todos empenhados em se locupletar. É a única coalizão que funciona por qui, a coalizão da mamata.

  3. É a nossa democracia que segue
    Por falar em democracia, dinheiro público e palhaçadas, o PT também vai fazer “turismo” na Venezuela. Quando forem, espero também um “belo comentário” do colega RK…”pau que dá em chico tem que dar em francisco”.

  4. Esquadrão anti-bomba foi acionado, suspeita de uma bomba no planalto……só hoje descobriram isso?…..se forem no congresso vão descobrir mais 500 bombas.

    1. O que os Petralhas chamam de pão e circo nas ações do Sérgio Moro, é a liberdade de imprensa e de expressão que eles querem calar com a tal da regulação da mídia. Como o PT já está com o pé na cova, a ponto do próprio Lula mandar seus soldados largarem o osso das boquinhas, não teremos cala boca na imprensa. PT já era.

  5. Com a votação hoje, do reajuste dos benefícios do INSS dos aposentados que ganham acima do piso ,eles merecem .Merecem até mais ,pois fizeram algo de bom para os mais humildes e sem demagogia. Claro que a presidente Dilma vai vetar ,pois o PT atua contra os trabalhadores não sindicalizados.
    Assuma, pois, o ônus deste veto presidenta e dê logo o tiro de misericórdia nos velhinhos do INSS.
    O deputado autor da emenda discursou no plenário e provou por ”A”+”B” que é mentira o tal deficit da previdência e mostrou as contas provando que, na verdade ,houve foi um superavit de 54 bilhões de reais.
    Que aproveitem bem o São João os nosso valentes e heróis parlamentares.

    1. O que quebrou a previdência foi os milhares, talvez milhões de pessoas que nunca contribuíram para a previdência e políticos picaretas deram um jeitinho de aposentar pela previdência social.

  6. …interessante é que os parlamentares da oposição, aquela que diz que vai salvar o Brasil, não manifestaram nenhuma contrariedade à esta atitude. E ainda há este bando de indigentes online, que os aplaudem, esta é a moral dos coxas, é o caráter coxinha.

  7. Justiça abre ação contra executivos do Trensalão de SP, MP enquadra Chalita que alega estar sendo vítima de forças do mal: a esquerda tem no “PIG” o álibi para suas maracutaias, a direita católica nas foças do mal, a direita evangélica no capiroto. Ministério Público abre segunda fase atrás do Benê, amigo do Pimentel, quase irmão da Dilma. Polícia Federal confisca bilhete de Marcelo Odebrecht que, pego no flagra, quer que acreditemos que gato é lebre, mesmo com o bicho miando. Para o bem do país, como sempre ocorre por aqui, uma minoria persiste e trabalha com eficiência. Viva São João!

  8. Alô militantes, simpatizantes e o que mais seja ligado ao PT. Não foram os adversários ,inimigos fascistas, reacionários e outras denominações da Usina de difamações inventou não. Foi a justiça.PF de Brasília cumpre em Belo Horizonte, hoje, 25-06-2015, mandados judiciais de busca e apreensão que investiga o empresário Bené, o governador de Minas, Fernando Pimentel (PT), e a primeira dama do estado, Carolina Oliveira.
    Em Belo Horizonte, agentes da PF se posicionaram em frente à residência do governador.
    Como se pode ver, o Pimentel está enrolado até talo.
    Os Brasileiros jamais tinham visto cenas como esta, a polícia na porta do governador de um Estado.

  9. “Ricardo,isso acontece *desde sempre*,independente das letrinhas que comandam o nosso país das maravilhas.
    Para os nossos honoráveis parlamentares tudo é motivo…pra vadiar.rsrsrs…

  10. Mino Carta publicou o seu mais longo editorial. Agora entende-se porque, estranhamente, Mino ainda não havia publicado coisa alguma, até hoje. Afinal, a hora mais longa e difícil chegou para Lula, depois de tornar-se presidente com aprovação recorde, culminando a sua trajetória política como o maior líder popular de massas do país. Mino demorou, conclui-se, porque o editorial havia de ser longo e robusto. E foi. Os botões, com os quais Mino conversa na intimidade, devem ter sugerido a ele – só podem ter sido os botões – a demissão dos ministros da Justiça e da Casa Civil. Mino pinta o cenário como “um breu”. Melhor deixar de interpretações, que um leigo não sabe fazer, e passar logo “aos originais”. Recorto e colo o editorial desta segunda-feira, 29/06, para confirmar, ou não, se Mino pediu, a conselho dos seus botões, o afastamento de Mercadante e Cardoso. Entre aspas, lá vai: “”Dúvidas, incógnitas, dilemas se apinham nesta nossa terra infeliz, embora destinada à felicidade, e não me refiro à importância da mandioca. Por que figuras como os presidentes das duas maiores empreiteiras do País, com endereço certo e sabido, são presos sob acusação a ser provada? E por que o Supremo não se manifesta a respeito: conivência ou covardia? Ou o ministro da Justiça, infatigável em suas omissões: covardia ou incompetência? Ah, sim, a Justiça na versão brasileira…

    Vamos lá, este é só o começo. Por que Câmara e Senado são os domínios de dois sátrapas de passado largamente duvidoso? Incompetência do próprio Poder Legislativo e, também, clamorosa, do Executivo? E, na indagação, não caberia também a covardia?

    Em frente. Por que setores da Polícia Federal se prestam a um jogo que desrespeita princípios básicos da Justiça e serve à casa-grande? Por ignorância, sincero reacionarismo ou ódio de classe? Ódio ao PT, portanto, na crença granítica e definitiva de seu esquerdismo?

    E ainda. Por que a mídia permanece em campanha maciça contra o governo, na tentativa de justificar tanto a ideia do impeachment da presidenta quanto o envolvimento de Lula na Lava Jato? E que mudaria em relação à crise econômica e à insensatez dominante se afastadas Dilma e a ameaça de retorno de Lula em 2018? Por que, a despeito da minha aversão a teorias conspiratórias, às vezes sou assaltado por turvas suspeitas?

    E por que o senador José Serra reedita o velho projeto tucano de privatização da Petrobras ao visar agora o pré-sal? Serra anos atrás declarava-se, em benefício dos meus ouvidos, mais esquerdista que Lula: estaria eu de escuta equivocada e a palavra seria entreguista? Por que o tucanato aprecia tanto as privatizações, quem sabe na esteira daquela das comunicações comandada por Fernando Henrique, a maior e mais escancarada roubalheira da história do País? Privatizar o pré-sal não configura puro entreguismo, a rendosa genuflexão do súdito?

    Prossigo. Por que o noticiário das falcatruas da Fifa, de reconhecida inspiração brasileira, sumiram do noticiário das Organizações Globo, donas de um poder único na história mundial? Valeria dirigir a pergunta ao senhor Hawilla da Traffic (nome excelente, diga-se)? Será que, como Marco Polo Del Nero, os filhos do colega Roberto Marinho se abalariam a viajar ao exterior? E por que o resto da mídia não se interessa pelo assunto?

    Adiante. Por que o ministro Mercadante, bom de discurso, como sublinha Lula, não sai País afora para defender o governo diuturnamente agredido? E por falar no governo, por que aumentar os juros na conjuntura dramática que atravessamos? E por que Dilma descumpre as promessas da campanha eleitoral, como diz Lula com todas as letras?

    O ex-presidente, aquele cujo retorno em 2018 se tornou pesadelo da casa-grande, no último dia decidiu falar, e fez a oportuna autocrítica do PT, que seria da competência, do próprio, hesitante partido. É bom que Lula fale, porque até ontem, no vácuo do seu silêncio, a mídia tratou de colocar-lhe na boca palavras jamais pronunciadas, ou inventar situações jamais ocorridas.

    Por exemplo, após a fala sobre o “volume morto” em que Dilma e ele teriam caído no momento, de verdade ouvida em um encontro do ex-presidente com religiosos. Bordou-se a partir daí, nas páginas impressas, no vídeo e pelos microfones radiofônicos, a história do dissabor da presidenta, duramente alvejada pela frase do criador. Não é que os barões midiáticos e seus sabujos primem pela imaginação. De todo modo, o enredo é outro. Foi Lula, dias atrás, quem levou a Brasília para uma conversa com Dilma uma pesquisa que mostrava a queda de ambos na preferência popular. Para comentar: “Companheira, estamos no volume morto”.

    Se Lula se dispõe a dizer o que pensa, tira a bala da boca das crianças fantasiosas, desobedientes contumazes à verdade factual. Melhor inventar, ou silenciar a respeito das mazelas tucanas, e mesmo das patetices. Fernando Henrique Cardoso, diante de uma plateia que o encara como o Oráculo de Delfos, admite que também seu instituto, igual ao de Lula, recebeu doações de várias empresas, com a diferença seguinte: “Nós não fazemos política”.

    E a plateia? Engole, como se não fosse político todo gesto ou palavra de FHC. Sem contar que o inefável esquece ter recebido uma doação de uma empresa pública, a Sabesp, que lida com o dinheiro de todos nós, e, isto sim, é totalmente irregular. Para dizer pouco. Mas quem se incomoda, em meio a um festival de desfaçatez e hipocrisia?

    Gostaria, aliás, de ter lido, além da informação correta, também algum saboroso comentário a respeito da patética aventura venezuelana de um grupelho de senadores tucanos e democratas, mais um peemedebista, um do PPS e outro do PSD, Sérgio Petecão (mais um nome excelente). Visitavam Caracas, para apurar os atentados aos direitos humanos cometidos pela corja bolivariana, sem terem dado até hoje mostras de se preocupar com o comportamento pífio da nossa Comissão dita da Verdade e com a confirmação, tudo indica ad aeternitatem, de uma lei da anistia imposta pela ditadura.

    Permaneceram em Caracas nada além de seis horas, regressaram pomposamente ao pretender terem sido barrados a caminho do centro da cidade por um engarrafamento de trânsito provocado para tanto e por uma manifestação convocada para apedrejá-los. Do ataque e das pedras falta qualquer prova, quanto ao engarrafamento, de fato houve, provocado, no entanto, pelo trânsito indiferente, infenso ao mais tênue propósito político. Em outros tempos, o episódio patético teria merecido relatos humorísticos, hoje impedidos, creio eu, pelo emburrecimento progressivo.

    Refiro-me à época em que uma marchinha carnavalesca cantava tirou o seu anel de doutor/ para não dar o que falar/, a PRK-30 era um impagável programa radiofônico, Millôr Fernandes nos brindava com seu Pif Paf e Péricles com o Amigo da Onça em O Cruzeiro, Silveira Sampaio ridicularizava os graúdos sem perder a elegância e enfim chegaria Chico Anysio com seu extraordinário Show. Refiro-me apenas a alguns exemplos de refinado humor.

    Nada sobrou. A quadra atual é macambúzia, a cerração tão densa que já não enxergamos o Cruzeiro do Sul e, logo abaixo, Castor e Pólux. É o breu, e nele estão claras apenas a falta de liderança, aterradora, e a insensatez e a ignorância da maioria, a repetir, multiplicado ao inverossímil, o fenômeno que redundou no suicídio coletivo liderado, décadas atrás, por certo e malfadado Jim Jones.

    A lembrança da tragédia, absurda até a estupidez, sugere-me, entre tantas, mais uma pergunta: se a lei prevê um acordo de leniência, por que não aplicá-lo se preciso for, a bem do País, no caso das empreiteiras envolvidas na Lava Jato? Provadas as acusações, punam-se os culpados, está claro, e sem concessões ou resguardos. Salvem-se, porém, as empresas, que garantem trabalho e progresso.””.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *