PSDB dividido: “Nós não temos um projeto de país”

PSDB dividido: “Nós não temos um projeto de país”

Quem colocou o dedo na ferida, expondo a divisão interna do partido, não foi nenhum bolivariano inimigo, mas o próprio vice-presidente do PSDB, Alberto Goldman, que enviou nesta terça-feira uma carta à direção da legenda na qual escreve com todas as letras o que está no título desta coluna:

“Nós não temos um projeto de país”.

Já constatei isso várias vezes aqui no blog, mas parece que agora caiu a ficha dos tucanos, revelando uma divisão interna do maior partido da oposição, que a mídia amiga já não pode esconder. Para Goldman, ex-governador de São Paulo muito ligado a José Serra, o partido até agora não conseguiu explicar ao eleitorado o que teria feito se tivesse vencido as eleições presidenciais. Não fez isso durante toda a campanha eleitoral do ano passado e não apresentou nenhuma proposta nas recentes propagandas na televisão, limitando-se a detonar o governo petista.

O primeiro vice-presidente do partido reclamou também que “a falta de debate interno se agravou no período recente de Aécio Neves”, que assumiu o comando do partido antes de se candidatar à presidência da República, depois de um longo domínio do alto tucanato paulista . Goldman lembrou que o PSDB não discutiu internamente até agora qual posição tomar nos debates sobre a reforma política e o ajuste fiscal proposto pelo governo.

Isso ficou claro na noite de terça-feira durante a votação do projeto de reforma política apresentado pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha. Até o último momento, eternamente em cima do muro, os tucanos não sabiam o que fazer. Diante de mais um racha no partido, Aécio impediu que o PDSDB fechasse questão a favor do distritão defendido por Cunha. Resultado: 21 tucanos foram  a favor, mas 28 votaram contra.

D. Eduardo I derrotado

A defecção do PSDB, um aliado de ocasião do presidente da Câmara para desgastar o governo Dilma, contribuiu para a primeira grande derrota de D. Eduardo I e Único nos seus próprios domínios. O estilo imperial de Eduardo Cunha, tratorando até seus mais fieis aliados, levou-o a uma derrota humilhante e lhe mostrou que não pode tudo. Todo poder tem seus limites.

A sua proposta prioritária de adoção do voto distrital nas eleições parlamentares foi derrotada por 267 a 210, quando precisava de no mínimo 308 votos para mudar o sistema eleitoral. Até no PMDB lhe faltaram votos: 13 deputados do seu partido votaram contra a proposta de Cunha.

No Senado, seu parceiro Renan Calheiros, outro aliado-desafeto do governo, também saiu derrotado na primeira votação do pacote do ajuste fiscal em que foram aprovadas restrições ao seguro desemprego e ao abono salarial. O resultado foi bem apertado (39 a favor e 32 contra), mas representou mais uma vitória de Dilma-Temer contra Renan-Cunha na queda de braço travada entre o governo e o Congresso.

A cada dia sua agonia, no ganha e perde da guerra política, que parece não ter fim.

Vida que segue.

 

 

 

 

 

 

 

 

20 thoughts on “PSDB dividido: “Nós não temos um projeto de país”

  1. “Vaidade, vaidade! Tudo é vaidade!” É muito cômodo para quem elegeu este desgoverno querer culpar a Oposição pela falta de rumo do Brasil. Quem tem que ter um projeto de país somos nós brasileiros. Não somos propriedade de uma ideologia político-partidária. Podemos agir por nós mesmos. Que tal se neste país cada um começar a assumir as próprias culpas e responsabilidades? Aliás, responsabilidade é que o ser humano menos quer, pois quando se é responsável por algo se deve ter empenho por este algo. Cadê a Pátria Educadora da Presidenta? Cadê as pessoas deixando de sobreviver do Bolsa Família? Cadê o analfabetismo sendo erradicado da Nação? Cadê as pessoas tendo tratamento de excelência nos Hospitais públicos? Cadê as Universidades Públicas formando mais alunos do que as Particulares? Cadê o Brasil? Cadê o crescimento? Cadê o emprego? Cadê a nossa dignidade?. Enquanto muitos se iludiram com as blandícias deste sistema político que nos desgoverna, nós brasileiros somos os únicos prejudicados. Enquanto o Brasil está naufragando, vida que segue, Presidenta que viaja…

    1. Kotscho, é inacreditável que tenha pessoas com trololó em torno do Bolsa Família. É muita indigência intelectual. Na semana passada, diretora-gerente do FMI, Christine Lagarde, visitou o Complexo do Alemão e fez elogios rasgados ao Bolsa Família por beneficiar 50 milhões de pessoas. Apontou o sistema criado no País, de cadastro único para beneficiários do programa, como paradigma mundial e se encontrou com mulheres empreendedoras da comunidade, todas elas ex-beneficiárias do BF. Esse turma coxinha cansa …

    2. O melhor programa social que existe chama-se TRABALHO e EDUCAÇÃO. Já viu quanto custa para o bolso de quem paga imposto o Bolsa Família? O Governo nunca deu, dá ou dará nada a ninguém. O dinheiro que mantém todo o Governo vem do nosso bolso. Com certeza Christine Lagarde não assistiu à Reportagem da TV Record sobre a cidade de Belágua-MA, a cidade mais pobre do Brasil, onde uma mulher mãe de 15 filhos recebe R$ 146 reais de Bolsa Família. (http://noticias.r7.com/reporter-record-investigacao/videos/reporter-record-investigacao-revela-drama-dos-brasileiros-que-vivem-na-extrema-miseria-24032015). Quem vive dignamente com um valor deste? Programa Social saudável é quando as pessoas dependem dele por pouquíssimo tempo e logo saem dele. Dar esmola com dinheiro alheio é fácil. Por que a Presidenta, por exemplo, não doa o seu salário a alguém paupérrimo ou para alguma instituição de caridade? TRABALHO E EDUCAÇÃO MELHOR PROGRAMA SOCIAL DO MUNDO.

  2. O que sempre se cobra do PSDB, é que ele “”Explique: sobre o que fazem os seus governos com o dinheiro publico; sobre as privatizações dos seus governos, sobre as inumeras denuncias de corrupção que pesam contra eles e etc.””. E agora parece que “”Os proprios membros do PSDB se cansaram de serem questionados e não terem respostas para dar à sociedade””. Espero, que pelo menos os “ingênuos desinformados” se atente para isso que disse o deputado Goldmann; visto que os ignorantes remunerados” têm lá seus motivos e suas justificativas para defenderem o PSDB. O que o PSDB poderia fazer de diferente se ganhasse a eleição presidencial? Poderia fazer novos acordos com as midias, e redirecionar “toda a publicidade das empresas publicas, que o FHC não conseguiu privatizar, como os correios, a Petrobras e o Banco do Brasil; para a Globo;” visto que o Aecio Neves se limita, como se realmente nunca tivesse sido o governador de fato do estado Minas Gerais, como dizem muito por lá, à apenas fazer criticas infantis à presidencia, como por exemplo dizer que “a Dilma está delegando poderes”. – Se interessa ao deputado Goldman e ao PSDB, é notorio que “enquanto o PSDB não tiver coragem de explicar ao povo, tudo que pesa contra seus governos”, o partido continuará perdendo credibilidade e encolhendo à cada eleição. Essa tatica do FHC ficar fazendo entrevistas combinadas e bem revisadas, visto que nelas ele até não solta tantas perolas, como a de chamar: aposentados de vagabundos e de ignorantes os eleitores que votaram na Dilma porque viram que o Aecio Neves não apresentou um plano de governo; ja está muito manjada, e ao invés de conseguir enganar as pessoas, consegue apenas irrita-las e despertar nelas, ainda mais repudio à politica mesquinha e obscura que faz o PSDB. -O Aecio sabe que, “se ele não for candidato novamente à presidencia em 2018, ele nunca mais será candidato a presidencia por um partido grande, pois o PSDB encolhe a cada eleição”. Então as chances do Aecio seriam: Ou tentar o caminho mais dificil de tentar convencer o Alckmin e o Serra, para que ele Aecio fosse novamente o candidato do PSDB; ou mudar de partido, o que seria também uma tarefa dificil, pois dos partidos maiores, talvez, somente, o PSB lhe daria a legenda e o apoio; visto que o maior partido do País, o PMDB, sequer pensa em lançar candidato proprio em 2018, por considerarem o Lula imbatível, bem como acha o Aecio um politico “sem consistência”, porque não é mais liderança no seu estado, Minas Gerais. – E enquanto isso, a Dilma segue firme no seu mandato, cada vez mais forte, combatendo a corrupção doa a quem doer, sem recuar para favorecer esse ou aquele; pois nesse país presidencialista, os bobos da corte, ou das cortes, não reinam.

  3. Os tucanos não têm projeto para o país, mas pra eles próprios têm, sim. E quem quiser saber qual é, leia “Privataia Tucana” de Amauri Ribeiro ou “O principe da Privataria” de Palmério Dória.

  4. Ouvido em restaurante fino dos Jardins: (Zé Bolinha) – Bem pessoal, convoquei-os para essa reunião deliberativa extraordinária dos que contam no partido, para aproveitarmos o fracasso da “Marcha do Senador pelo Leblon” e tirar Minas do páreo em 2018, desapeando o senador da presidência e direção do partido. (Pé de Página na História) – Data vênia, Zé, antes quero ser informado, para saber que vinho escolher, sobre quem irá pagar a conta, sabendo que o Senador pelo Leblon e o Zóinho Azul do Ceará, não estão presentes. (Zé Bolinha) – Professor, hoje é por minha conta ou melhor, a nota sairá em nome da Sorveteria. (Pé de Página) – Então, enquanto você, Chuchu, Gol de mão e Trezentão, resolvem o que fazer, vou escolher o prato e o vinho, mas antes diz para mim, quem é aquela loiraça na mesa ao fundo? (Trezentão) – Pô, professor, precisa trocar os óculos, é a Madame, mas fale baixo se não ela escuta e agora que somos aliados, vai que resolva vir sentar aqui. (Zé Bolinha) – Estou pensando em fazer um novo dossiê para resolver a questão… (Chuchu) – Outro dossiê, José, como diz o chefe, assim não dá! Assim não pode! (Gol de Mão) – O Chuchu tem razão, Zé, precisamos matar, mas sem atropelar de forma tão direta. (Trezentão) – Sugiro que o Gol de Mão mande carta ao partido dizendo que não temos um projeto de país e a partir daí nosso esquema midiático entra em ação e despachamos o Senador para o Leblon de vez. (Zé Bolinha) – Gostei da idéia, enquanto Gol de Mão manda a carta ao partido eu a envio a mídia amiga para o ponta pé inicial. O que acha Chuchu. (Chuchu) – Estou de acordo, desde que me garantam escolha por convenção em 2018, e que o José comprometa-se em não fazer dossiê contra mim e que, daqui para frente, seja sempre convidado para essas reuniões restauro-deliberagustativas. (Pé de Página) – Eu garanto Chuchu, agora vamos ao que interessa, bom apetite a todos.

    1. Caro Dias,
      depois deste brilhante comentário, que diz tudo sem perder o bom humor, quando eu me aposentar vou indicar você pra continuar tocando este blog.
      Abraços,
      Ricardo Kotscho

    2. Simplesmente impagável, Dias, e no melhor estilo do genial Everaldo. Parabéns !!!!! Só me responda essa, Cardeal: o Chuchu deve ou não exigir do Zé Bolinha que registre a promessa em cartório ?

  5. O Goldman tem toda razão. O PSDB não tem propostas, é dirigido por um bando de incompetentes. São anões morais!. E pensar que votei no Aócio só para não eleger a Dilma!!! Deveriam ter apoiado o ministro Levy , que está tentando colocar ordem na desgraça promovida na economia do país , pelo PT/Dilma/Lulla e ficam tentando sabotar o plano do Levy. A pergunta feita pelo RK tem pertinencia: O que eles fariam de diferente? qual o plano deles (PSDB) para o pais? Falar que é continuar com a roubalheira e a corrupção não vale! isso o PT a aliados já faz.
    Minha pergunta é: O que nos resta?

    1. Não desanime, a oposição tem nomes de respeito. embora eu jamais votasse neles por questões ideologicas, vc deveria ouvir e ler mais Ricardo Semler-PSDB e Claudio Lembo-DEM.

  6. A coisa tá feia
    Vendo Aécio na TV, me vem a mente, um sujeito indo ao velório cumprimentar a viúva com sorriso no rosto….. podem reparar…o Aécio falando das falcatruas petistas com seu ar de sorriso….e nós a “viúva” desses desmando todo ficamos indignados mais ainda….rindo do que?..da desgraça alheia?
    O Aécio “adotou” a barba do barba, só fala em ser oposição por ser oposição, é um “legado” de bravatas que dá nojo……Infelizmente não temos um líder nacional, voltado as coisas do Brasil.

  7. Por que o PSDB sempre se safa quando eclodem escândalos envolvendo o partido? Já que o mensalão tucano morreu na praia, e o trensalão parece que vai seguir o mesmo caminho. Por acaso, isso é obra das tais elites que a esquerda tanto detona?

  8. Kotcho, Mestre do jornalismo, parabéns pela espetacular matéria, o Senhor foi parar no face e nas redes sociais por merecimento. O Senador desocupado Aécio Neves, nunca trabalha. Ele está com obsessão no governo Dilma! Inconformado, esse playboyzinho de m….não aceita que a Presidenta foi eleita Democraticamente. O próprio Goldman fala que nunca tiveram um projeto para o País, caso vencessem. É muita cara de pau do PSDB querer enganar o povo Brasileiro! As eleições passaram, a Dilma venceu graças a DEUS e viva o Brasil que tem um belo projeto de governo!!!! abraço!

  9. A disputa interna no ninho tucano não é desconhecida de ninguém. As há em todos os partidos, dentre os quais os tucanos não fazem exceção. Goldman faz, de fato, a primeira demarcação do campo paulista para remover Aécio da cédula eletrônica em 2018. José Serra, mais do que nunca antes na história deste país, reapresenta-se por intermédio do seu emissário “in pectore”. A agenda tucana é bastante conhecida, bem como o seu projeto de país: o aprofundamento das privatizações (ou privataria na expressão do saudoso Biondi), as concessões da malha rodoviária, o tripé câmbio flutuante-meta de inflação-superávit primário, a reforma gerencial do Estado, a varredura da CLT, o fim da previdência pública-estatal, A fala de Goldman é pura retórica da facção partidária majoritária, que pretende colocar as Geraes em seu lugar de mera coadjuvante. Alckmin e Serra são os candidatos para 2018. O movimento de Goldman objetiva, tão-somente, remover Minas do caminho ao Planalto. O grande problema dos tucanos é que não existe um equivalente a Lula para acomodar o conjunto em torno de um único eixo. Desde o estelionato eleitoral de 1998, que negava peremptoriamente a desvalorização do real (efetuada menos de quinze dias após o início do segundo mandato de FHC), os tucanos andam fora do eixo. Um exemplo prático e próximo: Beto Richa já se encontra emparedado pelo PT em Curitiba e sujeito a uma ação de impeachment pela decisão criminosa de atacar os professores com cães, disparos e cassetetes. Os tucanos demoraram e se dividiram quanto a decisão de promover o impeachment de Dilma, reduzido a um movimento preliminar de denúncia ao MP. Na votação do “distritão”, os tucanos dividiram-se ao meio. Dilma tem levado uma monumental vantagem em relação a Richa: este tem, sim, uma oposição que sabe o que quer, quando quer e como quer. O tucanato tem, sim, um projeto e já o explicitaram durante a octaetéride fernandista. O que os tucanos não têm, são as condições suficientes e necessárias para mobilizar uma oposição que saiba o que quer, como quer e quando quer, a exemplo do PT no Paraná.

  10. Eu não acredito nisso que Goldman falou. Pra mim o PSDB tem sim um projeto para o país, mas é um projeto contra o povo, contra o país. Goldman fica falando que não tem mas se o partido for falar o real projeto do PSDB, aí não ganham nenhuma eleição mesmo. Eles só estão escondem o jogo. Agora, mudando de assunto: vocês viram o fiasco que foi a “grande manifestação pró-impeachment” em Brasilia hoje, patrocinada pela gurizada do Movimento Brasil Livre? Começaram a caminhada com 28 e terminaram com 12. Estenderam a faixa “Impeachment já” no gramado e só tinha 3 pessoas na frente da dita cuja. Que decepção gente! Pra quem achava que tinha tudo pra derrubar Dilma essa manifestação foi um fiasco. Oh! dó dessa gurizada sem noção mesmo.

    1. Cara colega Helena, li atentamente seu comentário, e lendo-o acabei pensando ao mesmo tempo o quão necessários nós somos para a opinião dos frequentadores oposicionistas do blog. Você o Vitor Hugo, o Everaldo, o Gesiel, e os demais colegas exclarescidos somos as alavancas da verdade. Como eu hoje estou com minha sensibilidade aflorada, posso lhe dizer que deveremos ter um pouco de complacência com eles, afinal eles tem seus projetos de vida dissemelhantes dos nossos. Vamos tentar, não custa nada, fazer como o Lula; paz e amor. Acredito que na base do esfrega miolos não conseguiremos nada (que será que está acontecendo comigo?). Já fui mau quando jovem mas agoraaaaa tô chorando à toa. Sei lá vamos em frente. Ei Luis Carlos, tive uma recaída e desta vez camarada……não é que estou concordando contigo, são fazes e olha não durará muito. Rs apenas risos, muito amarelo mas é risos.

  11. Esta do Aécio de não ter programa de governo até os cachorros sabem mas a pergunta que não cala é: como queriam governar este colosso de país se eles normalmente nem governar sabem? Para tanto colocam o paletó no encosto da cadeira prá dizer que fazem algo e vão pro Leblon, prá Sauipe, prâ Paris? Dispararam a difamar o PT e fazem exatamente o que atribuem ao partido dos trabalhadores, isto é deprimente. Felismente eles estão em estado terminal nem balão de oxigenio consegue recolocá-los em condições de credibilidade junto ao povo, ainda mais depois dos fracassados bate panelas e passeatas folclóricas pela Av. Paulista. Agora a capacidade de proclamar um plano pro país, que exige conhecimento e um estudo profundo nenhum deles foi capaz de apresentar e sabem por que? Eles não tem inteligencia, não perspicácia para criar e muito menos vontade de trabalhar achando que o apoio da elite os faz eleitos em todas as eleições. Ledo engano, os votos que elege, estão na maioria nas mãos das classes menos
    favorecidas e este povo, está felismente mais exclarecido. A reforma politica necessita ser feita e junto a ela a fiscal e estas reformas do jeito que estão sendo encaminhadas, resultará para esta turma do Congresso ummpé no trazeiro que o povo dará a eles. Este momento politico prenunciam uma mudança radical não só no Congresso mas em todo o hemisfério dos três poderes, esperem para ver. Nomes como estes do Eduardo Cunha, do Renam Calheiros, Daniel Dantas, do Moro lá no Paraná, do Alckmim em São Paulo com 20 anos de enganação que ficarão esquecidos no cenário do poder como tralhas abandonadas ao relento, como composições ferroviárias enferrujando nos diversos pátios de estações de ferrovias paulistas (que saudades da Cia Mogiana, da Cia Paulista, da Sorocabana que em Baurú e Sorocaba estão abandonadas). Que diferença, nos EUA todas as noites eu ouvia o barulho dos trens participando do transporte e isto desde o Kentucky, do Nebraska, da Georgia (Atlanta), Ohio (Cincinnati), Alabama, West Virgínia, Tennesee, Texas e aqui não os ouço mais, que nostalgia. Povo brasileiro, quando irão despertar deste sono letárgico? O tempo é o acelerador das acontecimentos e nós, pelo andar da carruagem, vamos ver estupefatos, gente importante sendo desmascaradas de forma inesperadas e os anseios da Dilma em querer reprimí-los, doa a quem doer, se sucederá, como este caso do José Marin vice presidente da CBF e mais sete corruptos, solicitado pelo governo americano e olhem, futebol (soccer) lá não tem as regalias que a midia, aqui dá.

  12. “E qual é o político que tem?????”
    “Eles possuem grandes projetos *para os bolsos deles*,não para o Brasil e muito menos para quem os elegem.”
    É simples assim.
    “A *grande maioria dos nossos *honoráveis políticos* quando entram na política:entram numa pobreza de doer,quase miseráveis e ao longo da carreira ficam *triliardários*.
    E aqueles que possuem algum bem ou mesmo que são *ricos*,entram na política para terem mais poder ou melhor *puder*,e porque não…colocar mais uns milhõeszinhos nos já robustos bolsos *deles*.
    “E o povo?
    Resposta:o povo é detalhe.”

  13. A melhor análise sobre o problema concreto do país que vi nos últimos tempos, tendo como pano de fundo uma avaliação estrutural da natureza das dificuldades conjunturais desafiadoras do governo, e especialmente do PT, veio da minha ex-professora Maria da Conceição Tavares. Ela estava calada, muito calada. Algo tinha de haver com a magnífica professora, discípula de Celso Furtado (a quem Conceição sempre se referiu como “o Mestre”). Recorto e colo, se não malferir direitos autorais e publicitários, um trecho de Carta Maior, sob o título “Perdemos de novo, Conceição?”. A seguir, aspeado:
    “”‘Você não enfrenta isso com debate econômico’, adverte Conceição.

    Nem pode paralisar um país para recauchutar a economia, que deixada a sua própria lógica não criará o espaço necessário à mudança.

    Uma frente? Uma frente de forças poderia funcionar como a dissonância à espiral descendente em marcha?

    ‘Sim’, entusiasma-se a economista que sabe dos limites daquilo que a ‘malta’ conservadora chama de ciência econômica.

    ‘Mas uma frente que apenas reitere o quadro existente não adianta’, pondera, atenta ao jogo que no primeiro tempo, como já disse, mostra que perdemos.

    ‘É preciso algo amplo, democrático que se imponha’, arrisca para advertir de pronto: ‘Mas não me pergunte como; isso é com os políticos’.

    Reserva, todavia, munição para um último disparo certeiro.

    Dirigido justamente ao PT.

    O partido que ajudou a construir, do qual foi deputada entre 1991 e 1995, dentro do qual sempre participou e com o qual caminhou e caminha.

    ‘O PT precisa decidir o que quer; nos anos 60, nós éramos desenvolvimentistas. Mas o PT hoje parece dividido. Temos os ‘desenvolvimentistas’ –brinca com o termo hoje usado apenas como um marcador genérico para o pensamento de esquerda na economia.

    ‘Ao lado dos desenvolvimentistas noto que há agora no PT uma parcela grande de ‘estacionistas’, diz a professora.

    A língua afiada encontrou um jeito de expressar o incômodo que não quer explicitar. Conceição escande o achado com o riso que convida à cumplicidade: ‘Tá cheio de ‘estacionistas’. Vão resolver o Brasil parando o país?’.

    É um fugaz momento de descontração na penosa alternância de frases e silêncios sugestivos da intelectual que enxerga a encruzilhada do país como uma encruzilhada também das forças das quais é uma expoente.

    “Tem gente que acha que você pode estacionar para estabilizar e que, feito o serviço, os capitais retomam o investimento. Isso num mundo há seis anos mergulhado numa crise em que ninguém investe em lugar nenhum’.

    Nem mesmo nos EUA poderia dizer.

    A economia que se notabiliza pela ‘recuperação inequívoca’ –no dizer das colunistas de certezas graníticas em relação à saúde do capitalismo — acaba de registrar a sua terceira recidiva na crise.

    O PIB dos EUA caiu 0,7% no primeiro trimestre, mesmo com taxas de juros entre negativas e zero desde 2008, e sob o efeito de um regime de engorda de liquidez de U$ 1,5 trilhão, recém concluído.

    O ‘estacionismo’, naturalmente, rechaça a ideia de uma frente ampla, como a conjecturada por Conceição, para negociar o passo seguinte do desenvolvimento do país em meio a essa algaravia de sinais e lógicas em litígio, ao sabor do proficiente mercado financeiro global e de suas agências (as de risco).

    Basta estabilizar.

    O mercado autorregulado que a amiga Presidenta criticou em 2012 fará o resto: os capitais que não investem no mundo voltarão a investir aqui, o mel correrá das vertentes e o leite brotará nas curvas dos rios, acreditam os ‘estacionistas’ cutucados pela professora.

    O risco de o ‘estacionismo’ conduzir o Brasil a um beco sem saída na boleia de uma recessão histórica não é pequeno.

    Conceição não comenta.

    Mas seu silêncio preocupa mais ainda que as palavras””.
    Como se vê, o Congresso de Salvador do PT, já tem a moldura dentro da qual haverá de acertar contas com o seu passado e o presente, sem o qual o futuro do país não tem como ser redesenhado, a menos que os “estacionistas” tenham um outro sinônimo para o Brasil do Futuro de Stephan Zweig. O Brasil será o “País do Enrosco”?

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