Com Levy e Temer, crise chega ao núcleo do poder

Com Levy e Temer, crise chega ao núcleo do poder

Michel Temer

Esta semana que está começando promete ser decisiva para sabermos o que podemos esperar no segundo semestre. O cenário é preocupante. Nas últimas horas, a crise chegou ao núcleo do poder e envolve os dois principais pilares do governo Dilma Rousseff: o vice Michel Temer, coordenador político, e o ministro Joaquim Levy, responsável pela política econômica no segundo mandato.

Temer solicitou uma reunião com Dilma ainda nesta segunda-feira, antes da viagem da presidente ao México, para pedir uma definição sobre o apoio do PT e do governo às medidas do ajuste fiscal que serão votadas nos próximos dias no Senado.

“Preciso saber para onde o governo deseja ir, para o lado do PT ou do ajuste fiscal”, justificou o vice, segundo interlocutores ouvidos pelo repórter Valdo Cruz, da Folha. “Quando vejo o PT trabalhando contra o ajuste, eu me pergunto se isso é coisa só do PT ou conta com o apoio de setores do governo”.

É a mesma preocupação do ministro Levy, que demonstrou seu descontentamento ao não comparecer à cerimonia, na sexta-feira, em que foi anunciado o corte de R$ 69,9 bilhões no orçamento, e não anda satisfeito com os rumos que as votações do pacote do ajuste fiscal estão tomando no Congresso. Nos cálculos do Ministério da Fazenda, dos R$ 18 bilhões inicialmente previstos, só deverão restar R$ 5 bilhões para socorrer os cofres do governo após as mudanças que estão sendo feitas nas medidas provisórias.

As votações no plenário do Senado foram adiadas depois que petistas criticaram as propostas em Brasília, com o senador Lindbergh Farias chegando a pedir a demissão de Levy. As críticas ao ministro da Fazenda foram repetidas nos encontros estaduais do PT no último final de semana. O maior problema de Levy é que o governo corre contra o relógio porque, se não forem votadas até sexta-feira, as MPs do pacote fiscal vão caducar.  Por isso, o ministro da Fazenda voltou hoje a Brasília disposto a retomar pessoalmente as negociações com o Congresso Nacional.

Além das dificuldades enfrentadas com as votações no Congresso, Temer também ficou contrariado por não ter sido chamado para participar da longa reunião de sexta-feira, na Granja do Torto, em que a presidente Dilma discutiu a conjuntura com o ex-presidente Lula e ministros petistas.

O que se discute no momento em Brasília é até onde Levy e Temer suportarão as pressões do “fogo amigo” que partem da própria base aliada do governo. O menor problema deles são as oposições, que se preparam para recepcionar os alucinados pró-impeachment do Movimento Brasil Livre, um pequeno punhado de marchadeiros que saíram de São Paulo no dia 24 de abril e estão chegando agora à Capital Federal.

Vida que segue.

 

 

 

 

 

 

 

 

25 thoughts on “Com Levy e Temer, crise chega ao núcleo do poder

  1. É no que dá ter o governo e não ter o poder.Históricamente(podem espernear à vontade) o poder só foi exercido em duas oportunidades na história republicana: Getúlio Vargas e Regime Militar.Nem o Deodoro conseguiu.

    1. Nas duas épocas em que o Brasil construiu o nosso parque industrial e o país evoluiu. Industrias de base que deu espaço para o país se tornar uma potencia. Nas mão dos falsos democratas o país só regrediu.

  2. O PT aos poucos vai minguando como partido, com tantas divergências políticas internas, e olha…que o Lula esta vivo. Fico pensando quando ele se for o que restará desse partido, sem nenhuma liderança e ainda com tantas “facções” divergentes.
    O pior de tudo é que temos que aguentar por mais 3 anos, um presidente(A), totalmente perdida, a mercê, tanto do partido, como dos aliados.
    É a vida que segue sem rumos claros a nação.

  3. A Mãe Dináh do Balaio, aquele intragável com nome de novelista francês, poderia nos dizer o que ocorrerá. A “impecável” Dilma manda o PT e Lula para o inferno e se põe à frente dos ajustes necessários ou vai continuar dando ouvidos a essa cambada de incompetentes e perde Levy, que nitidamente já está às turras com tamanha falta de coerência.

  4. Mestre, como desde 2004, na primeira tentativa em destruírem Dirceu, essa semana será tão decisiva quanto foi a semana passada, a retrasada e como serão também as próximas em relação a crises, até 2022. O que interessa de fato na Folha de hoje e que não entrou no liquidificador em crise de Mestre balaieiro, foi a conjectura da depreciação de Levy por Vinicius Torres Freire, combinada com o hercúleo esforço dispendido, há dias, para desconstruir midiaticamente o que não pode ser descontruído na pratica, em função da magnitude e o peso geopolítico do lance dado na mesa global. Negócio da China, diz-se. Voltando ao doméstico, se a presidenta fosse politicamente mais safa, carregaria ao México, Temer, Levy, Barbosa, Renan, Cunha, Rui Falcão, Tarso Genro, Mercadante e Zé Cardozo, garantindo assim, o piano ao cair da tarde, a cuia de chimarrão e de quebra, deixando à oposição o direito de perpetrar sozinha, besteiras no Brasil, como a “Marcha do Aécio”.

  5. Governo incompetente o resultado é esse . Esse partido já não tem mais condições de governa este país . Por suas ideologias políticas , deveriam governar , Cuba ou Venezuela . Com um país democrático como o nosso não tem espaço para um partido como esse , com pensamentos ditadoriais e opressores .

  6. Prezado Kotscho: Sobre o “pequeno punhado de marchadeiros que saíram de São Paulo no dia 24 de abril e estão chegando agora à Capital Federal”, está na Folha de hoje, 25/05/2015, que a 120 km de Goiânia já perto do Distrito Federal, “o grupo caminhou alguns quilômetros de Alexânia para almoçar num shopping na beira da estrada. Na pausa, que durou três horas, alguns aproveitaram para comprar em lojas de marcas famosas.”

  7. “A Mãe Dináh do Balaio, aquele intragável com nome de novelista francês, poderia nos dizer o que ocorrerá. A “impecável” Dilma manda o PT e Lula para o inferno e blá blá blá blá…(Ragnar – 25 de maio de 2015 – 13:20)”. //// Ragnar, voce pediu e eu atenderei: Dilma não vai mandar ninguem pro inferno, mas viajar aos EUA, em julho, pra discutir com Obama o fim do bloqueio americano a Cuba e as novas relações internacionais entre os 3 países, enterrando para sempre as baboseiras sobre ditadura Cubana, venezuelização/bolivarização de nossa economia, etc…Pode mudar o discurso, Ragnar. Esse já era !!!

    1. Victor Hugo se gabando, por ver Dilma junto com Obama, começar o enterro do regime cubano, não tem preço! João Paulo II com Reagan enterraram a União Soviética, Francisco com Obama enterrarão o regime dos Castro, Dilma vai ajudar com a pá de cal, a única coisa útil que ela fará na vida. Nunca imaginei o quanto admiraria esse papa argentino. Esses americanos são mesmo espertos… Os brasileiros pobres pagam o porto, eles ricos, desfrutam. O regime da ilha prisão não resistirá ao primeiro lote de telefones celulares enviado pelos Yankees.

    2. Parece hilário, até enredo de novela mexicana ver pessoas que acreditam no conto do vigário, e em pleno século 21.
      A presidente Dilma que não consegue sequer enquadrar o seu próprio partido para apoiar e votar nos projetos de seu interesse no congresso, e olhe que estou me referindo só ao PT, imagina toda a base (des)aliada, vai para os EUA resolver problemas dos EUA com Cuba. É mesmo uma piada! kkkkkkkkkkk

  8. Não entendo por que desqualificar quem entende cabível o impeachment da presidente. Não foi o povo que inventou esse julgamento político. Se existe essa via, e o veredicto fica na mão dos “alucinados” do Congresso, faz parte do jogo sujo político explorá-la.
    Ou ser chutado do cargo de presidente, no embalo da turba ignóbil, só serve para o Collor? – lembrando que ele nunca foi condenado em julgamento técnico sobre os supostos esquemas de corrupção que levaram a seu impeachment.

  9. João Vaccari Neto, na companhia dos ex-deputados André Vargas, Luiz Argôlo e Pedro Correia, estão sendo transferidos da carceragem da PF para um presídio na região metropolitana de Curitiba. Os petistas sonâmbulos vão dizer que é perseguição das elites e da mídia. Creio que se um dia o próprio Vaccari confessar que roubou a Petrobras, a militância não vai acreditar e o acusará de se ter vendido ao capital e aos americanos. Depois não entendem porque não podem mais andar nas ruas sem serem vaiados pelo povo.

  10. Que crise que nada, RK! O blogueiro Miguel do Rosário acaba de informar que Dilma fez mais um gol dando um olé na Lava Jato: Petrobrás fecha parceria no México para setor naval. “O esforço da “República do Paraná” para destruir a cadeia da indústria brasileira que floresceu em torno do pré-sal acaba de sofrer mais um duro revés. O primeiro revés foi a entrada da China. Agora é um acordo a ser firmado entre a Petrobrás e a Pemex, sob orientação da própria presidente da República, Dilma Roussef, para que as duas empresas estabeleçam parcerias na cadeia de fornecedores, em especial o setor naval. O setor naval tem sido um dos mais atacados pela irresponsabilidade dos procuradores responsáveis pela Lava Jato. Milhares de trabalhadores do setor naval já foram demitidos, por conta da fúria destrambelhada de setores do MP, que queriam promover incêndio e destruição em Roma para derrubar o cônsul. Felizmente a presidenta Dilma resolveu governar e fazer política, e começou em grande estilo, fazendo uma parceria de R$ 200 bilhões com a China, e agora chancelando acordos entre a Petrobrás e outra gigante estatal, a Pemex.” E dá-lhe Dilma! Quem pensava que ela estava acuada que vá se acostumando com o estilo insuperável da nossa presidenta de governar. Ela vai costurando pelas beiradas e vai chegando lá. Como já disse o blogueiro Miguel do Rosário e volto a repetir: governar o Brasil não é para amadores não!

  11. Levy cria que não seria levado a deglutir o seu ajuste levítico ou leviano, mais cru e sangrando e menos do que mal passado. Temer não esperava tantas vaidades e a escalada da disputa pelo comando majoritário do PMDB, com os recursos de poder, ora redistribuídos internamente entre os três. O fato político mais impotante da semana foi a reação dos senadores petistas atacando duramente a repressão fiscal dos direitos e garantias trabalhistas e uma agenda econômica regressiva de todos os pontos de vista, exceto o recente convite ao setor financeiro para pagar um fração minoritária da fatura do senhor Levy. Certamente, o dono do Bradesco deve ter dito poucas e boas ao seu garoto de recados feito ministro fazendário de Neo-Dilma, em sua versão 2.0. Aparentemente, o PT de alguma forma mostrou certo grau de reação à esquerda compatível com o substrato histórico do partido. Se vai dar em alguma coisa, ou os senadores empurrarão o rabo entre as pernas, os próximos dias dirão. A conferir. Procurei o que os botões de MIno Carta teriam a dizer em Carta Capítal neste 25 de maio e… nada. O melhor que Temer e Levy poderiam fazer é continuarem cutucando a onça com a vara curta para ver se a vaca tussa. A única forma do “Volta Lula” pegar no breu é Temer ajudar Levy a ter êxito na sua “repressão fiscal”. Com a economia indo para o vinagre, o retorno de Lula à ribalta, como disse Míno no penúltimo editorial (Cuidado com Ele), estará garantido. A única forma de se salvar Lula e o PT do desastre consumado do governo Dilma é a organização de uma estratégia desde já, sistemática, programática, continuada e progressiva de disputar 2018 com uma frente de esquerda e centro-esquerda capaz de repatriar os movimentos sociais exiladas e à deriva, sem falar nos sindicados e associações de classe que foram desdenhadas pelo dilmismo e seu grupelho de aloprados. O fim da crise no núcleo do poder jamais se resolveria com Dilma e seu grupelho. Lula de novo é o mote.

  12. Lamentável e censurável o constrangimento, assédio moral e desrespeito pessoal ao ministro Mantega, mais uma vez, praticado no restaurante Aguzzo. Quem conhece o Aguzzo, em Pinheiros, sabe que se trata de um restaurante bom e sem sofisticação. Nada parecido com os Fasano, DOM, Parigi e Geros, para não falar nos Ici Bistrô, frequentado por tucanos de alto escalão, gente da alta finança e por Temer e seus consortes do PMDB.
    Mais lamentável ainda é o fato de que Mantega estava acompanhado de sua esposa.
    Tem razão o editorial de Mino Carta deste 25 de maio, a destilar saudades do Brasil do seu pai….
    Ao ministro Mantega, a nossa total solidariedade, embora dela não precise para um simples jantar.

  13. A presidente Dilma, Sr.Kotscho terá que forçosamente fazer o que Lula fez em 2003, ou seja. despetizar o governo. Com os petistas ela não chega a lugar nenhum. Vamos, pois, relembrar aqui o início do governo Lula cuja primeira e mais importante ação foi ,indiscutivelmente, a completa despetização da economia colocando no BC Tucanão e mega banqueiro Henrique Meirelles com o já convertido Palocci que, de imediato, aplicaram um superavit primário nunca dantes visto em nenhuma nação do Planeta: 7.5% do PIB. Levy ,pobre coitado ,está lutando por um superavit de apenas 1,2% e esta sendo moído na usina de difamações do PT. O Levy foi inclusive elogiado pela presidente do FMI que, doravante, se tornará uma visitante constante ao Brasil. Já se sabe inclusive, da revoada de petistas para o ninho do PSOL. São centenas, diariamente em busca de amparo entre ex-companheiros d’antanho. Vale lembrar o fato histórico: A combatente senadora Heloisa Helena ,em 1 de janeiro de 2003, na cerimônia de posse do Lula, no Planalto, caiu em prantos e num gesto de dignidade raro nos meios políticos e mesmo entre os humanos. se recusou a cumprimentar o Henrique Meirelles. O desencanto da senadora foi o sucesso da economia do governo Lula.

  14. Kotscho, “Cadê aquelas pesquisas para medir a aprovação do governo Dilma do PT, que a grande midia vinha fazendo ‘toda semana’ depois da eleição de 2014, cujo esta mesma grande midia não tinha a coragem de fazer pesquisas semelhantes para medir a aprovação do governador Alckmin do PSDB?” Será que “a grande midia está com medo” de mostrar que, passado o calor das eleições de 2014 e a apuração da corrupção na Petrobras, quando “oportunistas remunerados e ingênuos desinformados”, sairam às ruas em março pedindo o impeachment da Dilma; a aprovação da presidente Dilma subiu, visto que na ultima pesquisa feita pelo Datafolha, ainda no frescor da esvaziada manifestação de abril, onde apenas 35% dos manifestantes de março voltaram as ruas pedindo o impeachment da presidente; mostrava que a aprovação da Dilma tinha parado de cair? -E’ Kotscho, sem discurso o PSDB e o Pequeno Ditador, e sem fato novo contra o PT para que o Padrão Globo de jornalismo, poder alimentar o seu terrorismo contra a economia do Brasil; só restou para a oposição ao governo Dilma, tentar plantar uma briga entre a presidente Dilma, o ministro Levy que ela empossou e o vice presidente Temer, que ela “o deliberou para articulação politica no plenario”; cujo o Aecio Neves, como se nunca tivesse administrado o estado de minas, soltou a perola de dizer que a presidente Dilma “estava deliberando poderes aos ministros e ao vice presidente Michel Temer.” – Já está claro meu caro Kotscho que a Dilma ja venceu também o “terceiro turno”; e a falta de munição dos seus opositores é tão gritante, que “esse mesmo artificio de tentar jogar a Dilma contra os seus aliados, ja foi tentado, quando o FHC tentou jogar a presidente Dilma contra o Lula, e ela o fez passar um tremendo vexame, ao dizer em publico, como foi o governo que ele FHC deixou para o Lula.” Kotscho, mas esta data está certa mesmo, de que manifestantes sairam daqui de São Paulo em abril para chegarem em maio à Brasilia?” Meu, se estiver correta essa data, a Dilma pode ficar sossegada, pois “se para encontrar o PSDB que não tem moral para pedir o impeachment de ninguém visto que não presta conta sobre o que faz com o dinheiro publico em seus governos; os deliberados militantes do PSDB demoram um mês para chegarem proximos à Dilma”; para se conseguir um apoio dos Estados Unidos para fazer um golpe militar contra a Dilma, eles levariam 4 anos até chegarem em Washington.-Seria mais facil se eles fossem até a Aparecida do Norte, pois sem argumentos e agora também sem o apoio popular; somente com um milagre para conseguirem o impeachment da Dilma. -Será também que estes manifestantes “terceirizados do PSDB” são registrados? Sim porque se forem, sabe como é né: “Sem impeachment, ficam sem função. E sem função o caminho é a demissão!” -E demissão pela nova regra, só tem direito ao seguro desemprego depois de 1 ano de trabalho.

  15. Engraçado como o Balaieiro incomoda-se tanto com “os alucinados pro impeachment do Movimento Brasil Livre, um pequeno punhado de marchadeiros que saíram de São Paulo…” e nunca escreveu uma vírgula sobre os arruaceiros do MST do João Pedro Stedile!!!

  16. Já que estamos chegando ao segundo semestre, será mesmo que esse ajuste fiscal – que o governo federal está tentando baixar há quase 5 meses – vai surtir algum efeito? Porque o que mais se vê hoje é o governo tentando segurar os gastos daqui, e o congresso, e até mesmo o judiciário, querendo puxar a gastança dali. Onde que esse cabo de guerra financeiro vai parar?

    Kotscho, falando nos que querem porque querem a cabeça da presidente, você tem observado esse pessoal que está atacando até mesmo a oposição tucana? É uma raiva eleitoral tão canalizada, que esse pessoal deve estar achando que o impedimento da presidente será uma catarse coletiva.

  17. Confesso que perdi a motivação com o governo atual, embora seja petista desde a primeira hora. Um diretor de empresa, um chefe, e principalmente um governo, seja lá quem for, quando começa a falar em cortar gastos (ou se você quiser, leitor, ajuste – um eufemismo) fico logo desanimado. A crise está se aprofundando. O país está praticamente parado. As empresas não contratam, não investem. O clima da crise contamina a todos, Claro que os capitalistas não sentem nada. Mas o povão………Um governo que defende os trabalhadores precisa fazer a diferença. Investir, em todos os setores, principalmente na saúde, abrir portas de emprego, passar motivação, confiança para o povo. Infelizmente, não é isso o que está acontecendo. Este ano está praticamente comprometido. Tudo parado.
    Deus tenha misericórdia do povão brasileiro

  18. A crise já se encontrava incubada no modo dilmista de gestão. Levy e Temer são o outro lado da medalha, que tem a rosto da presidenta. Renan e Cunha as contraprovas da inépcia dilmista na condução dos negócios de governo e da política de Estado. A crise não terá fim, apenas mudará de tonalidade, até o fim do segundo mandato já previsto como, no mínimo, sofrível e melancólico. O que o PT pode esperar? Que Lula esteja fisicamente bem; o suficiente para disputar 2018. Não há como esperar bons resultados de um arrocho fiscal leviano, ainda mais quando apoiado pelo FMI.

  19. Dilma declara em entrevista: “Eu acho injustas (as críticas a Levy) porque não é responsabilidade exclusiva dele. Não se pode fazer isso, criar um judas. Isso é mais fácil. É bem típico e uma forma errada de resolver o problema”. Como se vê, a crise não chegou ao núcleo do poder, mas se originou dentro dele. Agora Dilma II faz um movimento, no mínimo, estranho: afinal, a política econômica leviana é dela, foi contratada por ela, que a terceirizou ao tucano de figurino cortado no traje neoliberal. Mais engraçado, se não fosse ridículo, foi a comparação que levou Temer a igualar Levy a Jesus, ao dizer que o ministro da fazenda de Dilma II estava mais para Jesus do que para Judas. Das duas, uma, ou nenhuma, porque Levy – ungido a status canônico -, terminaria muito mal, seja na primeira hipótese, como na segunda. Até porque ele é filho do deus mercado financeiro. Levy não está nem aí para Dilma II ou Temer. Levy faz o serviço de encontrar receita – a quaisquer custos, exclusivamente sobre o andar de baixo -, para pagar os juros aumentados pelo BC. Em 2015, até o último aumento da Selic, serão 300 bilhões. Apenas com os aumentos de janeiro a maio de 2015, a política econômica leviana acrescentou mais 16,5 bilhões nessa conta, cuja fatura vem sendo repassada ao custo de mais impostos e menos direitos sociais e trabalhistas. Cristo!!!

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