CBF devia proibir TVs de mostrar futebol europeu

CBF devia proibir TVs de mostrar futebol europeu

Foi uma semana de muito futebol na televisão, esta que passou. Como meu time, o São Paulo, já foi eliminado do Paulistinha, pude acompanhar neste domingo vários jogos sem ficar nervoso nem me irritar, só pelo prazer de ver o esporte mais popular do mundo.

Depois de assistir a algumas partidas da Liga dos Campeões da Europa durante a semana e os melhores momentos das finais dos campeonatos estaduais brasileiros, confesso que me deu vontade de chorar. É covardia. Parece até que o futebol daqui e o de lá são esportes diferentes. Lá, se joga sempre para a frente, em busca do gol; aqui, para os lados ou para trás.

Como já dizia o velho Parreira, gol no futebol brasileiro é detalhe _ um detalhe cada vez mais raro. Pelos resultados, dá para se ter uma ideia da pobreza das finais nos principais Estados. Em São Paulo, o Palmeiras ganhou do Santos por 1 a 0, mesmo placar da vitória do Vasco contra o Botafogo, no Rio. Em Minas, com Atlético e Caldense, e no Rio Grande do Sul, com o Gre-Nal de sempre, os jogos terminaram 0 a 0.

Mais do que resultados, estes números poderiam ser as notas do futebol mostrado pelas oito equipes. Nenhum jogador, nenhum técnico, nenhum time conseguiu se destacar. A mediocridade foi socializada.

E o que mais poderíamos esperar de um futebol que continua sendo comandado pelos Marins e Marco Polos da vida, legítimos herdeiros de Ricardo Teixeira, cartolas bons de negócios, particulares principalmente, mas que ficaram na poeira do campo esportivo?

O que nós vimos nos gramados nativos neste domingo é o retrato da decadência dos seus dirigentes, não muito diferentes dos personagens da cena política de Brasília. Mesmo assim, e apesar da lambança da seleção de Felipão na Copa do ano passado, temos cada vez mais crianças apaixonadas por seus times, que vibram nas vitórias e choram nas derrotas.

Será que ao tratarem do futebol apenas como um comércio _ muito mal administrado, por sinal _ nossos cartolas em nenhum momento são capazes de pensar no sofrimento que provocam nos nossos pequenos torcedores?

Já que não tem outro jeito, e para evitar comparações que só nos humilham e não deixam esperanças, bem que a CBF poderia pensar em proibir as emissoras de televisão de transmitirem jogos dos times europeus.

Aquele trágico 7 a 1 do jogo contra a Alemanha no Mineirão foi apenas o início do fim dos bons tempos em que Pelé e Garrincha, que nunca jogaram na Europa, faziam a alegria do nosso povo. Agora, temos que nos contentar em admirar o futebol dos outros.

E vamos que vamos.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

18 thoughts on “CBF devia proibir TVs de mostrar futebol europeu

  1. É o fim do caminho do “escrete canarinho”. A mediocridade é a pedra de toque dos times brasileiros onde apenas cabeças de bagre pisam nos “tapetes” verdes. Não há mais um narrador como Fiori Giglioti e um comentarista como Mário Moraes. Não há Garrinchas e Júlios Botelhos, Rivelinos e Da Guias, Gersons e Dirceus Lopes, Edus e Cajus, Djalmas e Niltons, Amarildos e Coutinhos, Zitos e Clodoaldos, Romários e Ronaldos. Deixemos o diamante negro e o maior dos maiores de lado, e não mencionemos a geração de 82, perdedora, apenas para demonstrar como o futebol brasileiro chegou ao fundo do poço. Os dez gols tomados na semifinal e no quarto lugar, humilhantes e vergonhosos, claramente selaram o fim do futebol brasileiro. A “nova” seleção de Dunga é a cara da vulgaridade e mediocridade do futebol brasileiro, com a exceção de Neymar; este, sim, parece ser um possível herdeiro, senão da genialidade, pelo menos do talento dos grandiosos futebolistas brasileiros do passado.

  2. Caro Kotscho, de fato tem sido recorrente. Recentemente, estava assistindo uma partida do Barcelona vs PSG, (Barcelona 3 x1), e anoite meu Santos fizera um jogo pela Copa do Brasil. Uma lástima. Assisti o primeiro tempo por respeito a camisa santista, depois deu sono (ou raiva). Como disseste bem, parece dois esportes diferentes.
    O nome do esporte, Futebol, continua sendo o mesmo, contudo, logo a Fifa terá que dá uma classificação, como nas notas das agências de classificação de risco. O futebol europeu teria a nota A, sem dúvida. Quanto nossas peladas havia duas situações: Futebol tipo B, por não querer humilhar, ou já classificaria logo como Tipo EA. (Esporte Amador).

  3. Prezado Kotscho: “Para evitar comparações que só nos humilham e não deixam esperanças”, acho que não é bem essa maneira que você propõe no seu artigo de hoje, ou seja: “a CBF poderia pensar em proibir as emissoras de televisão de transmitirem jogos dos times europeus.” “Já que não tem outro jeito” mesmo, um dos caminhos é assistir os jogos do Coringão, torcendo a favor ou contra, porque “admirados com o desempenho do clube no início do ano, torcedores alvinegros apelidaram o jogo praticado pela equipe de “Tite-Taka”, uma mistura do técnico Tite com a maneira como a seleção da Espanha e o Barcelona costumam atuar em campo”, segundo o que consta na matéria “6 problemas que Tite terá de resolver a tempo para jogo na Libertadores”, publicada no UOL, hoje, 27/04/2015. Então, no meu caso, é Vai Corinthians!

    1. Caro Heraldo,
      não leve as coisas assim ao pé da letra. É claro que me vali da uma ironia para criticar quem acho responsável pela decadência do futebol brasileiro.
      Teu Corinthians e o Tite são exceções neste campo hoje dominado pela mediocridade.
      Abraços,
      Ricardo Kotscho

    2. Prezado Kotscho: Tinha captado a sua ironia no artigo. Também concordo que a CBF, apoiada por boa parte das Federações e dos empresários da bola, seja a responsável pela decadência do futebol brasileiro. Abraços, Heraldo.

  4. Koptscho, fiquei assustado com seu pedido, se não podemos assistir jogos do Europeu, iriamos assistir o que. Também sou São Paulino e fico puto da vida, ao ver o toque de bola do São Paulo, parece jogo dos catados futebol clube. Quanto aos coroas da CBF, está na hora de colocar gente nova nas federações, e também nos clubes.

  5. O Kotscho de hoje está um pouco melhor que aquele dos últimos tempos. Hoje, foi sincero ao se manifestar torcedor sampaulino, sem qualquer perspectiva no “paulistinha”; e daqui a pouco ficará também em relação à Libertadores, pois seu time será fatalmente eliminado pela Raposa! No que respeita à apontada diferenca, basta notar a radical escolha de hoje, talvez em razão da decepção com seu ParTido político, cujas lambanças não quer mais reportar. Uma pena, pois o brilho intelecual do ilustre balaieiro muito contribuiria para o bom esclarecimento de seus leitores, desde que embasado de imparcialidade e coerência.

  6. Boa essa Kotscho: …”a mediocridade foi socializada” (rsrsrs).
    E o que também se percebe, que os contratos dos atletas são curtos e quando se vê já o craque está jogando em outro time, e assim poucos mantém fortes vínculos com a agremiação, amor à camisa, e identificação com a torcida. São raros os exemplos como no caso de Rogério Ceni com o São Paulo.
    Tem craque contratado só por uma temporada e aí ele já esta procurando outro time, ou se estressando com contrato futuro. Caso também que acontece com os técnicos; um dois tropeços do time já são o bastante para o time pensar em substituição. E por aí vai.
    Ops! Vai Corinthians!

  7. É Ricardo, triste realidade, de tanto os dirigentes e técnicos quererem imitar o jogo tático dos Europeus acabamos perdendo nossa magia. Culpa dos técnicos, olheiros e pessoal de base, que hoje só procuram garotos que correm 100mts abaixo de 12 segundos, Que em primeiro lugar conseguem compor o sistema defensivo, Isto faz com que não haja espaço pra habilidade e criatividade que no passado nos tornaram simbolo de futebol jogado com excelência.

    1. Mestre balaieiro, este lhe deu uma senhora “snookada de bico”, digna do drible do craque de pernas tortas de Pau Grande, e melhor, com esperta elegância, pois ao citar entre responsáveis, dirigentes, técnicos, olheiros e pessoal da base, pelo despautério rodrigueano dos vira-lata, professado, poupou os milhões de entendidos, entre os quais o autor, no jogo da redondinha, frise-se, do esporte bretão ou melhor, futebol, para que não desperte os instintos coxinhas mais primitivos, nos maledicentes.

  8. Eu acho que os jogadores brasileiros vão pra Europa pra aprenderem futebol porque aqui eles desaprendem. Enquanto não devolverem os 7×1 prá Alemanha com gols de calcanhar e embaixadinhas, não vou mais aos estádios.

  9. Kotscho, o povo brasileiro está cada vez mais “politizado e mais culto”. Se os times brasileiros quiserem mais publico e mais receita nos seus times, precisam parar de se comportarem como “”amadores”” e respeitar mais a inteligencia dos torcedores. -Craque ou heroi “”não são fabricados””. Quando o time é bom, ele atrai publico em qualquer lugar do mundo, e quando “o jogador é craque”, ele é desejado por “todos os times”. Não existe “craque que nunca recebeu proposta de nenhum outro clube em toda a sua carreira”, assim como “não existe idolo que não seja bem quisto por todos os torcedores independente do time que jogue”. – Romario, Zico, Messi, Cristiano Ronaldo, Neymar,Ronaldo Fenomeno, Taffarel, Marcos e “até o Pelé e o Maradona”; sempre foram desejados por varios clubes e varias torcidas, e por isso “”receberam Inumeras propostas de contratação””, e consequentemente até hoje são garotos propaganda de varias empresas, porque são ídolos. -Quando o jogador é craque de verdade, “vira idolo”, e o time dele ganha dinheiro vendendo camisas até para torcedores de times adversarios. Também Kostcho, “não dá pra ensinar o que não se sabe”, por isso é que o futebol brasileiro, deveria contratar “tecnicos europeus”, que sabem tatica, ou pelo menos não abrir mão de ter como tecnicos, “tecnicos que foram jogadores na europa”. – O bom desempenho do Dunga na seleção, “””não é por acaso”””. Ele jogou muitos anos na Europa, e “”sempre foi lider dentro de campo””. Os atuais tecnicos do futebol brasileiro, “foram na sua maioria, jogadores mediocres que sequer jogaram nos grande clubes do Brasil”; e não por acaso, o Muricy e o Luxemburgo, que jogaram em grandes clubes, “são os melhores deles”; sendo que o Luxemburgo é melhor tecnico que o Muricy, porque ja na sua carreira de jogador, era lider, ao contrario do Muricy, e de outros tecnicos que até jogaram na europa, mas nunca foram lideres, como: O Zico, o Junior Capacete e o Falcão; e por isso não conseguiram sucesso como tecnico. -Tivemos também Kotcho, na semana passada uma chacina de torcedores do Corinthians, onde o deputado do PSDB coronel Telhada, fez alguns questionamentos, como: Por que que a Pavilhão nove ocupava um espaço publico e no que interessaria que uma torcida dessas ocupassem espaços publicos?; e o deputado Olin do PP, fez algumas afirmações como a de que politicos estariam envolvidos com torcidas uniformizadas. Ambos disseram que vão fazer uma ampla investigação sobre torcidas uniformizadas. -E a pergunta Kostcho é: Será que essa bancada da bala na ALESP, vai investigar politicos do PSDB e da base aliada do governador Alckmin, pois “até hoje os deputados estaduais do PSDB, não deixaram investigar nada contra os governos do PSDB, pois foram engavetados mais de 70 pedidos de aberturas de CPIs para investigar os governos do PSDB? – Nunca é demais lembrar que o deputado estadual, Promotor Fernando Capez do PSDB, todo ano diz que vai dar um jeito nessas torcidas uniformizadas, e até hoje não fez nada, pois “sequer tem um cadastro com nomes de membros de torcidas uniformizadas”. Um justiceiro da TV, disse que “”existe o crime organizado (PCC), infiltrado nas torcidas uniformizas””. – Mas a verdade Kotscho, é que “”existe torcida uniformizada infiltrada no crime organizado PCC””; pois a mesma dificuldade que o promotor deputado Fernando Capez do PSDB tem para acabar com as torcidas uniformizadas, “que não dá lucro aos clubes, promove a violencia e espanta os torcedores de verdade”; e a mesma dificuldade que o governador Alckmin do PSDB tem de autorizar o seu secretario de segurança, transferir o Marcola do PCC para um Presidio Federal.

  10. Não sei se proibir seria o melhor a fazer. Mas que foi um absurdo não se mostrar a final da COPA DO NORDESTE, com o melhor jogo do ano de 2015, tanto em velocidade como em intensidade. Muito acima do que os Barças ou os Reais da vida apresentam repetidamente.
    Dois golaços de cabeça feitos por dois zagueiros. O técnico Silas do Vovô alvinegro mostrou que temos grandes técnicos em ação. O Castelão lotado com o maior público registrado no futebol brasileiro até agora. Um espetáculo superior aos realizados no Camp Nou ou no Bernabeu.

    1. Caro Netho,
      é evidente que empreguei esta força de expressão para mostrar que proibir a transmissão dos jogos dos campeonatos europeus seria a única forma de evitar comparações entre o nosso futebol dos Marins e Marco Polos e o que é jogado lá fora. Fico feliz em saber que a final da Copa do Nordeste foi um jogão. Há muito tempo não vejo um bom jogo no futebol brasileiro.
      Abraços,
      Ricardo Kotscho

  11. Peço-lhe as devidas escusas, caro Kotscho. Ao fazer a releitura da postagem observo que se encontra muito clara a “força de expressão”. Registro, outra vez, a pujança do futebol cearense, neste domingo de maio, com mais de 54.000 pessoas na final do futebol alencarino. Um 3 a 2 com virada e revirada até os últimos 5 minutos de jogo. A Arena Castelão não bateu o recorde da quarta-feira anterior, porque houve menos ingressos disponíveis, em virtude da medida prudencial de acomodação das torcidas, com vistas à segurança dos torcedores (muitas crianças e mulheres). Mais de 100.000 pessoas – em menos de uma semana -, é um número digno de qualquer grande espetáculo de futebol do planeta, visto pelo canal do Esporte Interativo. O Vozão jogou com 10 boa parte do jogo e o Leão abriu a contagem com um gol impedido. Os torcedores têm muito o que comemorar. Lamentavelmente, a “civilidade” saiu carimbada com sinal negativo, porquanto a euforia da torcida leonina desaguou sobre o tapete verde, sob o efeito de manada, com violência e quebra-quebra. A rede social e o campo de futebol, desgraçadamente, não apresentam muita diferença; exceto que as violências são verbais, na primeira, e físicas, no segundo.

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