Dilma fez o que devia e deixa oposições sem discurso

Dilma fez o que devia e deixa oposições sem discurso

O que eles queriam, afinal?

Que Dilma deixasse tudo como está e nomeasse um companheiro revolucionário ou um burocrata anódino para comandar a economia no seu segundo governo?

As primeiras críticas feitas pelas oposições ao seu governo, à direita e à esquerda, antes mesmo do anúncio oficial, mostram que a presidente Dilma Rousseff estava certíssima ao montar sua nova equipe econômica com Joaquim Levy, na Fazenda, Nelson Barbosa, no Planejamento, e mantendo Alexandre Tombini no Banco Central.

Já que é impossível agradar a todos ao mesmo tempo, ainda mais num momento tão convulsionado da vida nacional, a presidente fez o que devia: acima de rótulos ou de siglas, nomeou três profissionais de competência reconhecida, com o objetivo central de restabelecer um clima de confiança, tanto entre investidores, aqui dentro e lá fora, como na sociedade dividida pela campanha eleitoral.

A primeira entrevista coletiva do novo trio econômico, que ainda não tem data para tomar posse, me passou uma sensação de tranquilidade, de saber o que estão falando e o que pretendem fazer para que o país volte a crescer sem atropelos, sem soluções mágicas, sem pacotes, sem sustos.

Quem pode ser contra o que disse Joaquim Levy, o chefe da nova equipe, que trabalhou na gestão econômica de Fernando Henrique Cardoso e foi Secretário do Tesouro no primeiro governo Lula, destacando-se tanto nas funções públicas como na iniciativa privada? Veja suas primeiras declarações:

“Temos a convicção de que a redução das incertezas em relação às ações do setor público sempre é ingrediente importante para a tomada de risco pelas empresas, trabalhadores e famílias brasileiras, especialmente as decisões de aumento de investimento (…) Essa confiança é a mola para cada um de nós nos aprimorarmos e o país crescer”.

“A gente vai ver no dia a dia como a autonomia no cargo ocorre. Mas evidentemente quando uma equipe é escolhida é porque há confiança. Não tenho indicação nenhuma em contrário. O equilíbrio da economia é feito para garantir o avanço na área social que nós alcançamos”.

“O Ministério da Fazenda reafirma o compromisso com a transparência de suas ações e manifesta o fortalecimento da comunicação de seus objetivos e prioridades e a comunicação de dados tempestivos, abrangentes e detalhados que possam ser avaliados por toda a sociedade, incluindo os agentes econômicos”.

“Nossa prioridade tem que ser o aumento da taxa de poupança. Aumentando sua poupança, especificamente o primário, o governo contribuirá para que os outros agentes de mercado e as famílias sigam o mesmo”.

É importante registrar que, antes de conceder esta entrevista, Joaquim Levy e seus dois colegas de equipe almoçaram com a presidente Dilma Rousseff e com ela acertaram os ponteiros. Quem já joga num confronto entre os novos ministros e deles com a presidente da República, como os “analistas independentes” do apocalipse, que sempre aparecem nestas horas para dar fundamento “científico” aos colunistas do pensamento único do Instituto Millenium, podem ir tirando o cavalinho da chuva.

Quem define política de governo e dá as ordens é quem senta na cadeira de presidente no terceiro andar do Palácio do Planalto, não os eventuais ocupantes de ministérios, aliás, por ela escolhidos. Se Dilma nomeou estes três é porque confia neles e não tem esta besteira de que daqui a dois anos, feito o ajuste fiscal com um “saco de maldades”, vai trocar a equipe e voltar a ser tudo como era antes. Isso é papo de quem continua jogando no quanto pior melhor e não aceita o resultado das urnas, achando que nada neste governo pode dar certo, para ver se fatura algum na especulação financeira.

O fato é que Dilma deixou sem discurso esta turma do contra e setores do PT e da base aliada inconformados com a ousadia da presidente em dar um cavalo de pau na economia para colocar o navio novamente no rumo certo. Por falar nisso, o economista Joaquim Levy também é engenheiro naval e sua primeira missão, certamente, será consertar os rombos no casco.

Mais do que das palavras e intenções, gostei da cara boa dos três, gente comum capaz de sorrir mesmo em horas graves, falando coisas que a gente entende, sem querer mascarar as dificuldades, mas também sem nos tirar o ânimo para enfrenta-las. Por isso, fiquei mais otimista ao olhar para 2015, na contramão dos profetas do fim do mundo.

Kátia Abreu, não

Se Dilma Rousseff provou que estava certa na indicação de Levy, Barbosa e Trombini, o mesmo não se pode dizer da anunciada nomeação de Kátia Abreu para o Ministério da Agricultura. Tem coisa que pode e tem coisa que não pode. Kátia Abreu não pode, pelo conjunto da obra pregressa. Seria o mesmo, por exemplo, que nomear Paulo Maluf para o Ministério das Cidades ou lhe entregar as chaves do Banco do Brasil.

Parceira de Ronaldo Caiado e seus coronéis na famigerada União Democrática Ruralista (UDR) dos tempos da ditadura militar, que de democrática nada tinha, Kátia Abreu sempre esteve lutando do lado exatamente oposto aos que, no PT e fora dele, defendem como razão de viver a reforma agrária, a proteção do meio ambiente, a agricultura familiar, a demarcação das terras indígenas e dos quilombolas.

A política também é feita de símbolos _ e Kátia Abreu, hoje presidente da Confederação Nacional da Agricultura, simboliza o que há de mais reacionário, intolerante e autoritário neste importante setor da vida nacional. Não é possível que Dilma não encontre outro representante do agronegócio para ocupar este ministério. Alguém com o perfil de Roberto Rodrigues, por exemplo, um líder realmente democrático e capaz em seu ofício, que fez campanha para José Serra, em 2002, foi ministro da Agricultura de Lula, a partir de 2003, e agora apoiou Aécio Neves. Não tem problema. Como dizia o velho amigo José Alencar, vice de Lula, um sábio sem diploma, o importante não é a cor do gato, mas que ele seja capaz de caçar o rato.

Governo tem que procurar escolher os mais competentes e mais representativos em cada área, sem se preocupar com críticas de adversários nem muxoxos de aliados. Pode até descobrir depois que errou, mas não pode já começar errando. Ainda está em tempo de Dilma pensar melhor neste assunto.

Vida que segue.

26 thoughts on “Dilma fez o que devia e deixa oposições sem discurso

  1. Prezado Ricardo Kotscho,

    Não me parece que a Katia Abreu siga hoje a mesma linha do Ronaldo Caiado. O Código Florestal aprovado por exemplo, não foi o dos sonhos dos movimentos sociais, mas também não foi o dos sonhos dos ruralistas. Foi uma negociação mediada. A Katia Abreu respeita o que foi aprovado, ou seja ela não joga contra o Congresso Nacional. Creio que caso Dilma mantenha a escolha, será uma decisão acertada. Importante mesmo para os movimentos sociais, reforma agrária, agricultura familiar, demarcação de terras indígenas, quilombolas e outros depende de quem a Dilma colocará no MDA, Ministério do Desenvolvimento Agrário, que ficou esses 12 anos nas mãos da DS, corrente interna do PT. Acho que está na hora de mudar a direção do MDA. O Ministério da Agricultura não tem essa importância toda.

  2. O editorial de Carta, às 5 da madrugada, dá o fio da meada. Abaixo transcrito, se não for malferir as regras dos direitos editoriais, nem as do Balaio.

    ” Pergunto de abrupto aos meus botões: seria Antonio Palocci um saudosista? Se os botões pudessem piscar maliciosamente, assim o fariam. Trafega uma sombra pelos meus pensamentos, a deslizar sorrateira no bastidor da cautelosa gestação do futuro governo da República. Algumas nomeações certamente gozam da aprovação paloccica. Mas não seria a sombra dele mesmo, ministro da Fazenda de Lula no primeiro mandato e chefe da Casa Civil de Dilma por alguns meses? Não se teria abalado, o indomável Palocci, a distribuir um ou outro palpite, um ou outro conselho?

    É aí que se revela a saudade alimentada pela personagem, como se o projeto fosse reconstituir os começos do primeiro governo Lula, dirigidas as devidas mesuras à casa-grande, aquietados os terrores de quem gostaria de viver em Dubai, tranquilizados os fiéis do deus mercado. Obra capital da operação sorriso, a “Carta aos Brasileiros”. De autoria de quem mais se não Antonio Palocci? Sinto que o homem está em plena atividade, ainda que se esgueire pelos cantos.

    Se valem estas minhas arriscadíssimas… procuro a palavra… sensações? Intuições? Suposições? Fantasias? Pois é, caso tenham alguma relação com a verdade factual, a quais conclusões nos levam? Que o entendimento entre Lula e Dilma é muito mais profundo neste exato instante do que se imagina. O filtro entre Palocci e Dilma só pode ser o ex-presidente, sabidamente intérprete magnífico da Realpolitik.

    Inquietos, os botões me puxam pelo paletó. Calma lá, suspiram, mas valeria hoje o mesmo esquema que funcionou há 12 anos? Medito antes de responder, e penso em Severina e Maria das Dores, e em todos os brasileiros que nestes 12 anos melhoraram de vida. São eles que, na reta final do pleito recentíssimo, contra o golpismo do mercado, da mídia nativa, dos brasileiros que gostariam de viver em Dubai, da reação tucana, garantiram a sofrida vitória de Dilma.

    Houve avanços nestes 12 anos, sociais e na independência brasileira assentada na política exterior que nos convém. O Brasil atual não é mais aquele. A política do poder, destinada a garantir a chamada governabilidade e a enriquecer ilicitamente várias categorias de graúdos, ainda causa, contudo, estragos e atrasos monumentais em um sistema patrimonialista capaz de bater recordes mundiais em termos de cifras envolvidas.

    Mudaram, eles sim, os saídos da miséria mais funda, cidadãos como todos os demais. Os graúdos sabem que não se trata do proletariado de décadas atrás nos países mais progredidos, e, antes ainda, dos sans-culottes da Revolução Francesa, o que, de certa forma, os tranquiliza, até sem se darem conta da situação, aceita como fato natural. Nem por isso as circunstâncias atuais deixam de ser bem diferentes em relação ao momento em que Lula chegou à Presidência. Mesmo porque, a crise econômica mundial só eclodiria em 2008 e seus efeitos alcançariam o País ainda mais tarde.

    O que está em jogo, de todo modo, são as esperanças realizadas e aquelas estimuladas. Creio que mais poderia ter sido feito em proveito da inclusão social, mas animadores passos adiante foram dados, e os beneficiados, ou aspirantes aos benefícios, no momento, e por incrível que soe, não pesam na balança.

    Que acontecerá com movimentos sociais importantes como o MST? Que acontecerá com o próprio Partido dos Trabalhadores, aviltado por seus pecados, a exibir sua incapacidade de formar quadros à altura das circunstâncias? Nem me atiro a formular este gênero de perguntas aos meus botões, poupo-os nesta hora de grande perplexidade. De saída, sei que citarão um sábio: quem perde a ideologia, ou, se quiserem, a fé, destina-se inexoravelmente à contemplação. O que, sublinho, o qualifica à condição de súcubo.

    Tenho uma última pergunta, a subir ao céu para se dissolver nas alturas nevoentas, como o fogo dos peles-vermelhas ao ameaçar a diligência ousada que singra o território hostil no fundo do vale. Se a opção é crescer ou crescer, qual seria o nexo entre o propósito e sua realização se nos rendermos ao deus mercado? Ou é admissível que os empresários brasileiros, abandonados irresponsavelmente, e de várias maneiras ao seu destino, tornaram-se todos, sem distinção, rentistas?”.

  3. A Dilma se arrependeu de tudo que prometeu na campanha. Infelizmente os eleitores só podem se arrepender depois de quatro anos. Mas, talvez a este prazo seja encurtado pela justiça e pelo congresso. Lugar de estelionatário eleitora deveria ser na Papuda. Eu me contentaria com um impeachement pura e simples.

  4. Para variar o PT procura especialistas fora do seu grupelho.
    Então como Lula, Dilma coloca técnicos do PSDB para consertar tudo que os “técnicos” do PT estragaram.
    Lembrando que o IBGE já se movimenta para “mudar a metodologia” para calcular o PIB
    O PT continua trocando o tipo maquiagem em vez de trocar o maquiador.
    Desta vez nem o Henrique Meirelles (colunista da Folha de São Paulo) quis colocar sua mão nesse caldeirão cheio e fervendo de muita coisa errada e maquiada.

  5. Dilma fez o que devia mas ainda é ESTELIONATO ELEITORAL. Disso a oposição pode acusá-la sem medo de ser feliz. Além do mais, quem diria que eu ainda veria Ricardo Kotscho defendendo um PT Neo Liberal. Vida que segue…

  6. Extra! Extra!
    PT adere à Black Friday e reduz o valor de propina em 50%.
    Promoção é válida para licitações em todos os órgãos públicos. Correiros e Petrobrás estão com ótimas oportunidades.

    1. Opa essa eu vou aproveitar,vai que amanhã eles sobem o preço como fez com a taxa selic,gasolina,diesel e conta de luz 11 dias depois da eleição!!!!!!!!!

  7. “Que Dilma deixasse tudo como está e nomeasse um companheiro revolucionário ou um burocrata anódino para comandar a economia no seu segundo governo?”
    Referências veladas à Mercadante e Guido Mantega???
    Estou louco para ver os comentários dos PTistas de carteirinha deste blog concordando com sua posição no mínimo peculiar.

  8. Vejo a nomeação de KA muito mais como uma “bofetada” de Rousseff na cara do PT. Rousseff, na minha opinião, quis deixar bem demarcada a sua linha de “otoridade”. Governo novo; comportamento velho…

    Penso que, após o “estelionato eleitoral” cometido por Rousseff e o PT, ela resolveu mandar alguns “recadinhos”. Ao “mercado” ela sinalizou que ajoelhou e vai rezar pela cartilha do “DEMÔNIO CAPITALISTA”. Ao PT e “cumpanheiros” – KA realmente ministra – o recado é curto e grosso:”Faço o que me dá na telha”…Governo novo; comportamento velho.

    Não deixo de salientar que só acreditarei em KA como ministra quando vir a mesma sentada na cadeira. Digo isto porque acho que em termos de “estelionato eleitoral” essa nomeação, para o eleitor minimamente informado, bate todos os recordes de descompromisso.

    Claro está que ela jogará algumas migalhas para os iludidos e os “bobinhos’. Ministérios de segunda e terceira linha pululam no governo(????) de Rousseff. Receberá “tolinhos” como Boff e Beto e lhes dirá E X A T A M E N T E o que eles querem ouvir. Mas, o que realmente será executado já está muito claro na cabeça daqueles que não estão encabrestados pelo criminoso assistencialismo petista.”PREPARA TEU LOMBO BRASIL”…

  9. O Stedile disse que se Aécio ganhasse os movimentos sociais iriam para a rua, Madame nomeia Katia Abreu e eles não vão pra rua? Também não vão para a rua em protesto contra a quadrilha (Quadrilha com irmãos do ministro) que roubava terra dos assentados ? Falando em gato, Dilma colocou o gizo no gato do MST?

  10. A engenharia naval anda coalhada de catástrofes e cadáveres. O “Titanic”, com um absurdo acúmulo de erros, afundou nas águas geladas do Atlântico Norte. A presença de Levy não é garantia, absolutamente, de coisa alguma, como o noticiário procura, principalmente dos jornalões e internacionais, fazer crer.
    Há uma longa jornada, que só está começando; e, custa nada lembrar, a história do primeiro mandato de Lula, simplesmente não tem como se repetir, simplesmente porque o contexto da economia mundial é totalmente diferente. Lula ainda surfou a útlima onda do ciclo de crescimento exuberante da economia mundial. A situação mudou da água para o vinho e estamos no centro daquilo que Krugmann denomina de “a grande recessão”.
    Engraçado e inusitado é como Guido vem sendo lançado ao mar e a “nova” equipe saudada como salvadora da pátria.
    A perspectiva está mais para o vaticínio de um Sêneca do que as esperanças de Plauto.
    Sempre resta um Papai Noel, a quem faremos o pedido de que “o outro Armínio Fraga” conduza o cavalo de pau na embarcação nas águas do Atlântico Sul, com sucesso.
    Alguém já disse não há como dar cavalo de pau em transatlântico…

  11. Também acho que Dilma fez o que devia. Acalmou o mercado. Acho o sr. Joaquim Levy uma pessoa técnica e não fará nenhuma besteira que vá desagradar aos que votaram em Dilma como eu. Dilma cumprirá o que prometeu em campanha: assegurará emprego e aumento da renda dos trabalhadores. Por mim Mantega deveria continuar pois ele fez um excelente trabalho enquanto esteve à frente do Ministério da Fazenda. Quanto à Katia Abreu em outros tempos eu seria radicalmente contra à sua indicação em virtude da sua oposição ferrenha ao governo Lula mas a manceba até que amansou em seu ódio ao governo petista, tanto é que mudou para o PMDB tornando-se uma aliada do governo Dilma. Caso se confirme sua nomeação, concordo com o PHA de que o MST vai ter que aprender a conviver com isso.

    1. “Mantega ,excelente trabalho?”Sério???????Agora tenho certeza o fanatismo cega.*ATENÇÃO-Todos os comentários anti-petista aqui serão censurados,aprovados aqui só a mesma meia dúzia pró-PT que bate ponto todos os dias(mais de um por post da mesma pessoa,isso quando não são seus alter-egos)aqui no universo paralelo irreal do Ricardo Kotsho,ou comentários que acariciem o ego do blogueiro,e desçam o pau na oposição,como foi ensinado no camping digital do PT.

  12. Caro Ricardo, concordo 100% com a avaliação que você faz, tanto da equipe econômica quanto de Kátia Abreu. A impressão que tenho, no caso de KA, é que Dilma não dá a menor importância para questões como reforma agrária, demarcação de terras indígenas, meio ambiente e outros temas de responsabilidade do ministério da Agricultura. Se desse importância, não pensaria em colocar na pasta uma pessoa que não moverá uma palha para solucionar os graves problemas em pauta. Parece que Dilma vai saciar a fome da base aliada distribuindo ministérios que considera secundários.

  13. Texto impecável e que apenas deixa ainda mais claro que esta Oposição que aí está tem ideia fixa apenas no impeachment; estão se lixando para o Brasil. Comandada por um decadente e decrépito FHC, corre o risco, se continuar se apoiando apenas na nossa Imprensa igualmente decrépita, de ver o PT mais 12 anos no comando do Brasil. Nosso povo agradece…

  14. …assim falou Zé de Tustra: Todo subordinado adora agradar o chefe, a chefa no caso. E, se ele tem idéias diferentes da chefe, mais se empenhará para que ela fique satisfeita.Por isto não importa a linhagem de quem ela indique para o posto, Por outro lado, para nós petralhas, o nosso comportamento é o mesmo do Cristo crucificado entre o bom e o mau ladrão. Se o mala estiver do nosso lado, pode ser banqueiro, usineiro, caloteiro, trambiqueiro, bicheiro, não importa, se estiver trabalhando para melhorar as condições de vida de nosso povo, vai para o paraíso, Mas, se o caba é dos contra, se leva um escapulário no peito com a imagem do FHC, pode ter diploma de santo que a gente cassa e despacha o féla da mãe direto para o inferno.Só não aceitamso o Malafaia, o Aécio e o FHC porque são muito lazarentos.

  15. Durou apenas “2 meses” a recessão que o pequeno ditador e a grande midia, disseram que o Brasil estava. Usaram os gastos com a copa, para justificar “um gasto do governo maior que a arrecadação”, sem considerarem que são investimentos na area social”. Por isso era normal que os gastos do primeiro trimestre (janeiro, fevereiro e março) e do terceiro trimestre (abril, maio e junho), ficassem acima do previsto e até que a inflação ficasse acima da meta nesse periodo. Preferiram usar uma metodologia propria, para “inventar”, uma situação de recessão “mesmo sabendo que no primeiro mês, julho, do terceiro trimestre (julho, agosto e setembro), a economia brasileira ja mostrava recuperação”, e demonstrando que “a tendencia seria de recuperação do Brasil nesse terceiro trimestre”. Agora no quarto trimestre (outubro, novembro e dezembro), “para o desespero do pequeno ditador”, a tendencia é que a economia cresça muito mais do que cresceu no terceiro trimestre, devido: a injeção do decimo terceiro na economia, o ultimo mês de IPIs reduzidos e as viagens de fim de ano; e a economia feche assim o ano na crescente. O pequeno ditador e a grande midia, estão tão “sem ter mais o que fazer”, que agora inventaram um novo discurso, “dizendo que a Dilma está fazendo tudo ao contrario do que falou na campanha”. Isso seria até normal, porque isso é o papel deles, mesmo sabendo que nenhum desses nomes de ministros, fizeram parte dos planos dos outros candidatos. No entanto “é de se lamentar que a Marina Silva”, sem duvida a maior perdedora da eleição, deixe de ser professora de Historia e passe a ser contadora de estória, aderindo a este discurso irreal de oposição, pois ela deve se lembrar, afinal não faz tanto tempo assim que tivemos os debates, em que a “economista”, Dilma perguntou a ela assim: “””Candidata Marina, você disse que vai baixar a inflação para 3% e vai ampliar os investimentos na area social. Você poderia me responder de onde você vai tirar o dinheiro pra fazer isso?””” E a Marina ficou calada, como ficou sem palavras para explicar as sua diversas ações na campanha, que a levaram a derrota. Portanto, a Dilma continua com o mesmo discurso de meta de inflação de 6,5%, cortes de gastos publicos “sem afetar o programas sociais”, que podem levar a uma redução de inflação para 4,5%. Sobre a Katia Abreu, é bom lembrar que, “quem manda no país”, é a presidente Dilma, e portanto “se bem instruido fiscalizado o ministerio”, até o “Delfim Neto”, que é o maior economista do Brasil, poderia ser ministro da fazenda. O FHC “que foi bem instruido e fiscalizado pelo governo Itamar”, pode se apresentar como super-ministro; porém, ja quando “ele virou presidente, e tinha a obrigação de instruir”, deu no que deu. Veja que até esta corrupção na petrobras, se deve “ao governo FHC, que inconsequentemente, provavelmente pela falta de experiencia administrativa, acabou com as licitações na petrobras, e isso deu plenos poderes aos diretores da petrobras, para que contratassem quem eles quisessem, sem se importarem com os preços apresentados por estes fornecedores”. Claro que é culpa do Lula como também é culpa da Dilma, por não terem acabado com isso; mas de maneira nenhuma, pode se dizer que é culpa da Dilma ou do Lula, o fato do Paulo Roberto Costa ter cometido crime de corrupção na petrobras, afinal o Paulo Roberto Costa, “era um funcionario de carreira”, que entrou na petrobras ha mais de 30 anos via concurso publico. Quem não confiaria em “promover um funcionario de mais de 30 anos trabalhando na empresa ou em sua casa?” Então se o Paulo Roberto Costa, depois de 30 anos de trabalho honesto na petrobras, resolveu virar corrupto após uma promoção, isso não é culpa do Lula ou da Dilma, que só deram a ele o cargo de diretor de abastecimento, depois de verificarem a ficha limpa do cara.

    1. Caro Gesiel,VAMOS RELAXAR,ganhamos a eleição….quem manda é a Dilma….o PT é tetra… a política econômica é comandada pela presidenta…o Aécio Never só pensa no Leblon…o juiz Sérgio Moro adora um VAZAMENTO…a revista VEJA só fala em “GOLPE”….vida que segue…

  16. Lendo o titulo me lembrei de um amigo meu, polemista juramentado, fazendo criticas a outro amigo comum, dizendo que era muito chato conversar com ele. Tentei contornar: “Mas fulano é sempre tão educado e atencioso”. E ele retrucou, dando xeque-mate: “Por isso mesmo! Quase sempre concorda comigo!”…..kkkkkkkk. Bem : 1- Dilma deixou a oposição sem discurso (certamente pra se opor); 2- É razoável concluir que Dilma fez o que a oposição gostaria de fazer, ou de ver feito; 3- Só que Dilma passou a campanha inteira dizendo que não faria, e que a oposição era muito “malvada” por querer fazer…..

  17. O fato em questão me faz lembrar, de uma entrevista da jornalista Marília Gabriela na Rede Bandeirantes ao indagar porque Jânio Quadros, por onde passou sempre teve a fama de bom, administrador público, ao que ele respondeu de pronto:- Eu sempre recrutei para trabalhar comigo os mais capazes, jamais me cerquei de amigos e parentes! É FATO!

  18. 300 gatos pingados, neste momento, expulsaram – no vão livre do MASP – algumas dezenas de insanos que insistem na volta da Ditadura Militar. Segundo Lobão, o líder do impeachment, eles são contra Golpes militares… apenas a favor de Golpes democráticos. E, como diria Victor Hugo, durma-se com um barulho desses…

  19. A guinada à direita, como até Carta Capital observou em entrevista do Mino, sem dúvida procura uma alternativa para o governo sair, curiosamente, das cordas; como se houvesse perdido a eleição.
    Uma coisa foi a Carta aos Brasileiros, diga-se de passagem desnecessário, com um nível de concessões outorgadas sob a pauta de Palocci, como foi a entrega da Previdência, cujo resultado acabou rachando o PT.
    Outra coisa é ganhar a eleição afirmando uma agenda claramente de esquerda e colocar na Fazenda, em lugar de um quadro essencialmente comprometido com o petismo, como Mantega, outro quadro identificado com a turma do Malan e do FMI.
    Além disso, Levy é meia boca: o sub do sub do sub do sub. Brandão, que manda em Trabuco que comanda Levi, que pede a benção a Fraga.
    Se Dilma engole Levy, o que mais não terá que engolir….
    Argumentar que Lula tocou o primeiro mandato com Meireles – sem falar na notável Katia Abreu da base alugada dos picaretas do PMDB – quer dizer nada; isto porque a conjuntura econômica mundial era totalmente diferente e a curva do PIB estava empinada pela dinâmica da China, mais a super valorização das commodities.
    Se admitirmos que Dilma fez o movimento para trás, de recuo explícito com uma agenda conservadora na economia para saciar as expectativas do mercado e evitar que marola vire tsunami, na tentativa de respirar diante da agenda negativa envolvendo a Petrobras, certamente foi um movimento arriscado para tentar arrefecer a pressão do dólar e dos banqueiros, a quem beijou a mão, como bem disse André Singer, na Folha.
    Vamos torcer muito para que o fato de Dilma haver dobrado a aposta no Chicago’s Boy, seja a repetição da história negando, tanto a farsa quanto a tragédia; senão ficaremos com o pior dos mundos.
    O retorno ao protagonismo dos sindicatos e movimentos sociais é difícil, mas é a única força capaz de deter a declarada ofensiva para desestabilizar o governo e impedir a continuidade do projeto de hegemonia social e popular, ora mais lento e na berlinda com o arrocho fiscal.
    A ver!

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