Rapazes do Atlético devem aprender com moças do handebol

Rapazes do Atlético devem aprender com moças do handebol

Em tempo (atualizado às 17h de 22.12.2013):

Acabei de saber agora há pouco, enquanto estava na estrada, que as meninas do handebol do Brasil ganharam de 22 a 20 da Sérvia, em Belgrado, e conquistaram o inédito titulo de campeãs mundiais.

Ganhar na casa do adversário, com a torcida toda contra, dá ainda mais sabor e valor a esta vitória de um esporte ainda pouco valorizado no Brasil.

Quem sabe, agora, com o título nas mãos, as nossas campeãs mundiais ganhem mais atenção das autoridades esportivas e dos patrocinadores.

Nove jogos, nove vitórias, sem perder o pique e sem fazer firula.

Parabéns, meninas do handebol!

***

É o grande assunto do esporte brasileiro neste final de ano: a jornada épica das meninas do handebol feminino que disputam neste domingo a final do Mundial em Belgrado, na Sérvia, pela primeira vez na história.

O que me leva a escrever sobre este assunto, já tratado exaustivamente nas colunas dos meus competentes colegas Álvaro José e Mylena Ceribelli, aqui no R7, é fazer a inevitável comparação com o que aconteceu esta semana com os rapazes do Atlético Mineiro na semifinal do Mundial no Marrocos.

Ganhar ou perder faz parte de qualquer jogo, o problema é saber como se ganha ou se perde. As meninas ganharam oito partidas e estão invictas jogando com o coração na boca, lágrimas nos olhos e a valentia da mulher brasileira batendo no peito, enquanto o time de Cuca se apequenou diante do Raja Casablanca, como se não estivesse em disputa um título mundial.

Jogando de ladinho, fazendo firulas no meio de campo, como se estivesse cumprindo tabela no Campeonato Mineiro, até que saiu barato para o Atlético perder por apenas 3 a 1 do modesto time dos donos da casa, que fizeram como as meninas no handebol: brigaram por cada bola, lutaram até o último minuto e agora vão enfrentar o poderoso Bayern alemão na grande final, às 17h30 da tarde deste sábado.

A diretoria do Atlético poderia aproveitar este período de férias para obrigar seus jogadores a assistir todos os dias aos jogos da seleção feminina de handebol (estão na internet) para aprender a honrar a camisa que vestem e respeitar a brava torcida do Galo mineiro.

E o sempre triste Cuca, que agora vai ganhar uma fortuna na China, deveria, antes de mais nada, fazer um estágio com o dinamarquês Morten Soubak, técnico da seleção brasileira, para saber como tirar da letargia e motivar o time numa disputa tão importante como o Mundial de Clubes.

Só o talento não basta, como acaba de provar mais uma vez o Ronaldinho Gaúcho.

9 thoughts on “Rapazes do Atlético devem aprender com moças do handebol

  1. Caro Kotscho, não consigo ter pena do Galo por uma razão muito simples, chegou longe demais para um time pequeno. Ou pode ser considerado grande um time que, tendo um Mineirão lindo e com capacidade para 60.000 torcedores, continuar acreditando na mística do tal do Horto (Caiu no Horto tá morto… Saiu do Horto também tá morto… não ganha de ninguém fora de casa)? Coisa de time pequeno que tremeu vergonhosamente diante de um adversário brioso mas de futebol primário. E que sirva de lição também para Cuca com seus espetáculos de fé religiosa explícita, uma coisa medieval, e que aprenda que nem Deus e nem Alá, se de fato existirem, tem clubes favoritos. Futebol se joga e se ganha dentro do campo. E camisa ainda ganha jogo… que o digam o São Paulo, o Flamengo e o Corinthians.

  2. É espetacular o feito das meninas do Handebol. Os esportes olímpicos no Brasil só têm ganhado algum investimento agora (principalmente por conta do Governo Federal) em razão das Olimpíadas que se aproximam. Depois de lá, é esperar para ver se os patrocinadores permanecerão. Por tudo isso, valorizo muito conquistas como essas. Quanto ao Galinho de Minas, posso dizer, Pedro Rocha, que o Mineirão já tem dono e ele é azul. Time pequeno tem que jogar em local pequeno.

  3. E a congregação midiática deveria deixar a hipocrisia de lado, elogiando as meninas nessa hora favorável, e ter antes acreditado nas mesmas, proporcionando aos brasileiros a possibilidade de assisti-las nos jogos que fizeram essa incrível caminhada. Como informa o comandante balaieiro só dá para vê-las na internet, através de um tal de Esporte Interativo. A mídia que agora elogia para faturar mais alguns é a mesma que as abandonou não apostando um vintém para mostra-las atuando para o país. Durma-se com uma mídia dessas, que a cada dia, cheira cada vez pior.

  4. É verdade Ricardo. O que faltou ao Atlético Mineiro sobrou nas meninas do Handebol: PERSONALIDADE E ATITUDE. O segredo de sucesso em qualquer atividade. Nervosismo exacerbado do Cuca e de seus atletas. Falta de liderança do Ronaldinho Gaúcho. Parece-me mais preocupado com suas festas e comemorações do que em continuar superando limites. As meninas do handebol, ao contrário, vem se superando a cada partida num esporte em que o Brasil não prima pela tradição, apesar de que, em minha época, de ginásio e científico, já se jogava o handebol (década de 60). Tomara que elas tenham a mesma atitude na final contra a Sérvia e tragam esse título para o Brasil. Mas, se não ocorrer, já fizeram muito mais do que era esperado delas. Lamentável o Atlético e aplausos para as meninas do handebol. Abraço e bom Natal.

  5. Como se explica um técnico deixar vazar às vésperas da decisão de um torneio aguardado por 42 anos que vai-se embora pra China resolver sua situação financeira pelas próximas gerações? Como se explica, diante de tal mercantilismo, a sua manifestação religiosa pessoal exposta publicamente à exaustão em um país laico? E, como se não bastasse, ainda afirma à imprensa que o clube chinês que já o tem a soldo o autorizou a levar 2 jogadores do Galo consigo. Às vésperas do Natal, o que diria São José sobre este devoto travesso da Virgem Santíssima? Quanto às meninas do hand, ainda não se deixaram morder nem pelo mercantilismo, nem pela devoção do treinador que fez um negócio da China em cima da torcida do Galo, e de seu presidente mordido pela mosca politiqueira, com direito a se alinhar com CBF contra o Bom Senso FC. Virgem Santa,

  6. Caro Kotscho, anmigos – se não fosse pelo nefasto boicote das principais empresas de TV a cabo, leias-se Sky e Net ao canal Esporte Interativos, muitos brasileiros poderiam ter assistido e vibrado com a nossa seleção de handebol.
    Aproveitando a oportunidade –
    —- Feliz Natal a todos e um excelente ano de 2014 —–
    abs

  7. Esperar o que de um time que vem capengando no brasileirão? Felismente não torço prá este time. Ele é minha vergonha juntamente com politicos do PSDB. Um fracasso completo!

  8. Kostcho, BASTA ACONTECER UMA DERROTA, para vir alguém com “A MESMA DESCULPA DE SEMPRE”: “não tem patrocinio, o Brasil não apoia os seus atletas e bláblá, bláblá,bláblá… Ora, os patrocinios existem no Brasil de terceiro mundo, nos Estados Unidos de primeiro mundo e até no Kênia do fim do mundo; mas os patrocinios seguem o mesmo critério em todo lugar: São para “OS BONS ATLETAS”. Esse futebol feminino É UMA VERGONHA, só sabem reclamar sem apresentar resultados. O Brasil INVENTA TORNEIOS PARA ELAS GANHAREM, trazendo seleções MEDIOCRES e elas AS VEZES PERDEM COMO ACONTECEU aqui em São Paulo por diversas vezes. Felizmente não deram vexame em Brasilia desta vez. O futebol feminino É COMO O FUTEBOL NA EPOCA DO PELÉ e do GARRINCHA, pois tem duas que sabem jogar: “A Marta (a Pelé) e a Cristiane (a Garrincha) e as demais NÃO SABEM NADA”. O Pelé “não é humilde para reconhecer o amadorismo da época dele”, mas o Garrincha que ERA TÃO BOM quanto o Pelé dentro de campo, “ao ponto de ganhar a copa de 62 sozinho”; e “muito melhor que o Pelé fora de campo”, admitia isso e até dizia que os adversarios eram um bando de “João bobos” (ingenuos). O Pelé e o Garrincha FORAM INTELIGENTES e “aproveitaram a fragilidade do adversario e ganharam titulos; ao contrario da Marta e da Cristiane, que são individualistas, e não ganham nada. A éra da Marta e da Cristiane vai passar, e elas sem titulos ficarão esquecidas como ficaram Canhoteiro e Artur Friednreich. O que acontece com o futebol feminino é o mesmo que acontecia no volei feminino, que também vivia reclamando sobre patrocinio, mas bastou começar a ganhar para os patrocinios aparecerem. Alguém precisa ter uma conversa seria com estas mulheres do futebol, porque é uma pena tanto talento como o da Marta e da Cristiane, serem desperdiçado pela arrogância de ambas. Essas meninas do Randbol SERVEM DE EXEMPLO para o futebol feminino e para todos os atletas, que querem ganhar dinheiro sem apresentar resultados. DUVIDO QUE ALGUMA DESSAS “CAMPEÃS DO RANDBOL VÃO RECLAMAR SOBRE PATROCINIO DAQUI PRA FRENTE”. Eu não conheço NENHUM ATLETA campeão ou em nivel de campeão que reclame de patrocinio. O proprio governo tem feito esforços de patrocinios para atletas.

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