Dilma, Lula e PMDB; FHC, Serra e Aécio: 2014 está em jogo

Dilma, Lula e PMDB; FHC, Serra e Aécio: 2014 está em jogo

As longas rodadas de conversas e negociações, tanto do lado do governo como da oposição, se multiplicaram nos últimos dias por uma razão muito simples: ainda faltam 14 meses para as eleições, mas o prazo para cada lado acertar seu jogo na sucessão presidencial de 2014 termina no próximo dia 5 de outubro.

É bem diferente, embora ambos enfrentem problemas, a situação neste momento no PT e no PSDB, mais uma vez os dois principais partidos na disputa, como tem acontecido nos últimos 20 anos em que eles se revezaram no poder.

No caso do PT, todo esforço se concentra para manter a aliança com o PMDB nos palanques estaduais, uma relação agora mais difícil depois que Dilma perdeu popularidade e o partido do vice Michel Temer aumentou seu cacife. Foi este o tema central da conversa de mais de três horas de Dilma com Lula num hotel em São Paulo na quinta-feira.

Na segunda-feira, o presidente do PT, Rui Falcão, e Michel Temer já haviam tratado das dificuldades para fechar a aliança em 15 Estados. Alguns são casos dados como perdidos, como o Rio de Sergio Cabral, onde os dois partidos decidiram lançar candidatos, mas surgiram problemas novos no Paraná e no Mato Grosso do Sul, onde não é mais tão certo que o PT tenha o candidato a governador em aliança com o PMDB.

E mais uma vez a disputa interna no PSDB, agora uma guerra aberta, se dá entre o mineiro Aécio Neves e o paulista José Serra, imobilizando o partido nesta pré-campanha. Das outras vezes, Aécio queria prévias para derrotar Serra, o candidato da cúpula. Agora, marginalizado e sem forças no partido, é Serra quem quer as prévias. Aécio até topou, mas é tudo só um jogo de cena. Serra impôs um monte de condições, que não serão aceitas, e Aécio quer as prévias só no ano que vem, após o prazo legal para Serra mudar de partido, como anda ameaçando.

Mentor da candidatura de Aécio Neves, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso vai conversar com os dois neste fim de semana, quando Aécio virá a São Paulo para fazer campanha no interior e se aproximar das lideranças tucanas paulistas que ainda resistem ao seu nome. A chance de FHC conseguir acertar uma trégua entre os dois postulantes tucanos e convencer um a apoiar o outro, caso aconteçam as prévias, é praticamente zero. Serra se acha traído por Aécio não lhe ter dado o apoio devido em Minas nas duas eleições que perdeu para o PT, em 2002 e 2010. Serra só quer ser candidato, na  verdade, para se vingar do mineiro e infernizar a vida de Aécio, no PSDB ou em qualquer outro partido. Sabe que suas chances agora são menores do que das outras vezes.

Na espreita, como de costume, está uma figura menor da política, mas com grande espaço na mídia, o eterno presidente do PPS, Roberto Freire, que aguarda ansioso por uma definição de Serra, mas mantém as portas abertas para Marina Silva, se ela não conseguir legalizar a sua Rede, ou então fechar uma aliança com seu conterrâneo Eduardo Campos, governador de Pernambuco e presidente do PSB, que voltou a se movimentar com vistas a 2014. O PPS, que não tem candidato, está aberto para qualquer um que queira derrotar o PT.

O tempo é pouco para tantos acertos, o que deixa o quadro sucessório cada vez mais indefinido, bem diferente das campanhas anteriores quando o Fla-Flu entre PT e PSDB se delineava claramente bem antes das eleições. Os personagens principais, como se pode ver pelo título desta coluna, continuam sendo os mesmos, mas o jogo agora é bem mais complicado. Se a economia der uma melhorada neste segundo semestre, e crescer com mais força no ano que vem, com esta oposição, Dilma ainda corre o risco de ganhar a reeleição por WO.

 

 

13 thoughts on “Dilma, Lula e PMDB; FHC, Serra e Aécio: 2014 está em jogo

  1. Essa por WO é pura provocação, mas pode acontecer, já se passaram 12 anos, e lementavelmente a oposição não tem projeto ou proposta para mudar “tudo o que esta ai”. As apostas no denuncismo perderam credibilidade após o episodio Collor X Lula.

  2. Muito cuidado com notícias negativas da grande Imprensa nestes dias pois até as vésperas do 7 de Setembro tentarão envenenar ainda mais o espírito da população no sentido de que a percepção de descontentamento seja a maior possível. Sabemos bem a que Partido e a que políticos interessa promover a idéia de que está tudo errado e que devemos combater “tudo isso que aí está”. E concordo inteiramente com o parágrafo final do post… Por mais que o PIG se esforce e tente blindar o trensalão, periga a Dilma vencer por WO. Até lá, tome desgraça e tome Datafalha…

  3. Post claro, direto, sem firulas costumeiras de outros comentaristas políticos.
    Mas o melhor mesmo foi apresentar o Roberto Freire como ele realmente é: “Na espreita, como de costume, está uma figura menor da política, mas com grande espaço na mídia, o eterno presidente do PPS, Roberto Freire”.
    josé maria

  4. Sabe pessoal, falando-se de Marina sem partido, no meu singelo palpite o unico candidato que poderia dar um calorsinho seria o ex-ministro Ciro Gomes do partido PCdoB. Porque ele tem um discurso que na pratica, acredito que dá certo e pela experiencia como governador do Ceará. Outro, se fosse candidato seria melhor que qualquer tucano, seria o ex-presidente Collor, só pela ultimas atuações no Senado e pela coragem ao chamar às falas o presidente da PGR como tem-se visto nos seus pronunciamentos diante do microfone do Senado.

  5. O vindouro ano de 2014 – Até a lei da Relatividade, fica em segundo plano.Coitado do povo, que neste jogo dos mesmos políticos e associados de sempre – Não possui outra opções genuínas!.

  6. “Por mais que o PIG se esforce e tente blindar o trensalão, periga a Dilma vencer por WO.” Mas que ducha fria no Vavá (Vannelder), que estava tão animadinho no post anterior !!!! Sorry, Vavá ! E alguem explique a essa triste figura o que é esse tal de “Trensalao”, pois ele está mais por fora que bunda de índio. (Eu mereço !!)

  7. FHC vai tentar reviver a idéia do que um dia foi chamada de candidatura “puro-sangue” com um deles sendo vice do outro. Mas o máximo que isso poderia ser chamado hoje seria de candidatura “pangaré” pois Aécio não decola e Serra virou uma mala sem alça e sem rodinhas sobrevivendo apenas pelo senso de lealdade que alguns veículos, como a Folha, tem por ele. Mas Marina, de um jeito ou de outro, será candidata… o dinheiro faz milagres e dinheiro é o que não falta para a Rede que a apoia.

  8. O verdadeiro comentário é esse:
    O governo Dilma subiu mais dois pontos percentuais, segundo o Ibope. De 31% para o patamar que havia caído, segundo o Datafolha, agora está com 38%. O índice de ruim e péssimo, de 31% caiu para 24%, e a aprovação pessoal da presidenta subiu para 52%. E os demais canditatos, colocados por Kotscho quase nas mesmas condições do PT, e “mais complicadas” dessa vez”? Será? Devagarinho, devagarinho eu chego lá….!

  9. É o FHC quem está dizendo, hein : “… o momento é de você renovar. ” Ouviu eleitor ? Renovar, no caso, quer dizer optar pelo Fato Novo de Verdade que é o Projeto Novo e alternativo de Nação e de Política-partidária-eleitoral. Portanto, nada a ver com o PSDB do FHC-Aécio de operação plástica no rosto tentando se passar pelo Novo, supondo que o povo consciente que foi às ruas e continua mobilizado na Internet se deixará enganar com novidade epidérmica. E o que dizer do paulista, Serra, com o seu “amigo” carioca, FHC, sempre tirando as suas chances ? Aliás, foi assim em 1998, quando o paulista, Serra, tinha tudo para ser o presidente, mas o carioca, FHC, inventou a tal reeleição para si próprio, egoisticamente, e deixou Serra com a broxa na mão, no ar e sem escada. Agora, para 2014, puxando o tapete de Serra outra vez o carioca, FHC, inventou o mineiro, Aécio, como candidato à sucessão da mineira, Dilma. Cruz credo, Serra, quem tem um amigo desse não precisa de inimigos. Tem mais jeito não, o fato é que os continuistas da mesmice, tanto da situação quanto da oposição, estão com os seus dias contados, esticaram demais a corda do continuísmo e a dita cuja se rompeu. Anotem. Em 2014, o Povo de Francisco votará em massa no Projeto Novo e Alternativo de Nação e de Política-partidária-eleitoral, a ser lançado por um partido pequeno, humilde, com opção pelo sucesso pleno do bem comum do povo brasileiro, consistente, raçudo, aditivado e motivado. O HoMeM está pronto, a Mega-Solução (RPL-PNBC-ME) está pronta, o discurso está pronto, e o Partido da preferência do HoMeM também já está pronto. Vale dizer, agora temos a Mega-Solução. Portanto, chega de sermos obrigados a optar apenas entre o ruim (situação), o pior (oposição) e a tragédia (gollpismo-ditatorial). Chega dos mesmos. Evoluir é preciso. Não erre de Novo. Simbora para o futuro, Brasil.

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