Melhoramos, mas.. ainda não somos país nórdico

Melhoramos, mas.. ainda não somos país nórdico

Em meio a este longo e rigoroso inverno de más notícias, fomos surpreendidos nesta segunda-feira com uma ótima novidade: nos últimos 20 anos, o desenvolvimento humano no Brasil cresceu 47,5%, saindo da avaliação “muito baixo” para “alto”, segundo o IDHM medido pela ONU em 185 países.

Nem seria uma grande novidade para quem costuma viajar pelos quatro cantos do país e pode ver a olho nu como a vida do brasileiro melhorou neste período. Quem se informa apenas pela grande imprensa, porém, deve ter levado um susto, já que está habituado a encontrar apenas tragédias, crises e desgraças em geral, como se o nosso país estivesse a um passo do abismo.

Posso imaginar a dificuldade dos editores para lidar com os novos números calculados com base nos censos de 1991, 2000 e 2010, mostrando que, em apenas duas décadas, a percentagem de municípios brasileiros com índice “muito baixo”, que era de 85,8% no início dos anos 90, caiu para 0,6%.

Para não dar o braço a torcer, meus colegas pinçaram números ainda negativos em várias áreas e regiões do país, gastando todo o estoque de conjunções adversativas. É raro encontrar um título ou texto que não contenha as palavras “mas, todavia, embora, entretanto, contudo…”

“Cidades avançam, mas educação é ponto fraco”, mancheteia a Folha de S. Paulo em sua na primeira página.

O carioca O Globo, ainda às voltas com o Papa, que não deu manchete para o assunto na capa, e só publicou uma chamada no pé de página sobre os indicadores do Rio, afirma exatamente o contrário do jornal paulista:

“Avanços na educação puxam melhora dos municípios do país”, publica o jornal na página 27, acrescentando: No quesito, salto foi de 128%, contra avanço médio de 47%. Mas indicador ainda está aquém de renda e saúde”.

E daí?, pergunto. O índice de Desenvolvimento Humano Municipal mede diversos fatores: riqueza, alfabetização, educação, expectativa de vida, entre outros. Claro que nem todos se desenvolvem da mesma forma em todos os municípios, mas importante é o que disse o pesquisador Jorge Chefiek, representante no Brasil do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), órgão da ONU, ao anunciar os números de 2013:

“O Brasil tem mostrado ao mundo que é possível, em pouco tempo, mudar a situação de um país”.

O índice brasileiro subiu de 0,499, em 1991, para 0,727, em 2010, ainda bem longe da Noruega (0.955), que tem o melhor padrão de vida do mundo, mas não era possível imaginar que sairíamos da condição de pobre país do terceiro mundo para os níveis dos países nórdicos num país tão desigual e ainda injusto como é o nosso.

É evidente que Norte e Nordeste ainda apresentam os índices mais baixos, mas o que a pesquisa mostrou de mais importante foi a diminuição das desigualdades, tanto de uma região para outra, como entre uma classe social e outra, com a renda dos mais pobres crescendo bem acima da média dos mais ricos.

Pude ver de perto estas mudanças ao fazer uma longa reportagem no Nordeste para a revista “Brasileiros”, uns três anos atrás, quando encontrei muitos moradores que antes viviam sem água e sem luz e agora tinham pelo menos o básico para a sobrevivência, as cisternas se multiplicando por todo o sertão e os prédios residenciais e industriais pipocando nas capitais da região. “Lembro-me que o título da matéria foi “O Brasil que cresce mais do que o Brasil”. Em vez de emigrar para o sul, constatei que muitos nordestinos estavam voltando para suas terras de origem, invertendo o processo migratório.

O maior problema é que, com todo o noticiário da grande mídia, geralmente negativo, concentrado em Brasília, Rio e São Paulo, o Brasil não conhece o Brasil _ é preciso vir um PNUD da vida para nos mostrar que o Brasil vem avançando em todas as áreas e que a expectativa de vida, em consequência destas melhorias, já é de 79 anos. Espero chegar lá, mesmo não sendo norueguês…

30 thoughts on “Melhoramos, mas.. ainda não somos país nórdico

  1. Mr. Chance (numa interpretação magistral de um dos maiores atores que vi na vida, Peters Sellers, que inclusive foi injustiçado não ganhando o Oscar naquele ano,) retratava um VIDEOTA, totalmente desprovido de raciocínio lógico, alheio a tudo o que se passava a sua volta e mantido pela caridade de outros. O nosso caricato Mr.Chance (muito além dos Jardins – será o bairro em que mora?), com certeza é um videota (só assiste a TV Brasil) ou cyberota com frequência regular a sites partidários patrocinados as milhares de dezenas de reais pelo atual governo, com dinheiro de impostos. Há um fato que já deixei claro aqui: não são as conquistas que o Brasil obteve nas últimas duas décadas que questiono, pois as reconheço. São os fracassos em metas e projetos de grande importância que não foram alcançados pela incompetência do atual governo federal. Faça uma enquete Mr. Enche, vá num supermercado ou numa feira próximo de onde mora, e pergunte às pessoas se estão gostando de ver o aumento de preços. Pergunte aos jovens o que eles acham de 39 ministérios. Vá num hospital universitário, ou em outro hospital federal e pesquise o grau de satisfação no atendimento. Faça uma viagem a Cabrobó, a poucos kilômetros do São Francisco e pergunte se a água já chegou lá. Seja mais prático e saia dessa sua retórica sonolenta e inútil.

  2. Oi.
    Caro Kotscho, os jornalistas do estado do Rio de Janeiro sao, grande maioria, omissos. Por isso o Estado esta uma merda… morre gente a todo instante e ninguem liga!!!!!
    Melhoramos, bom. Mas falta mtoooo e nao podemos nos acomodar.

    Abs

  3. E por que eu teria de ”ver” uma matéria veiculada por uma emissora sobre sua concorrente, como insiste um leitor que é dado à ofensas com quem não concorda com ele? hem? O que tenho a ver com isso? Quisera eu ter alguma influência ou participação num assunto que envolve tais valores. Mas o tema do post é justamente o que já comentamos no outro ,pois trata-se de uma matéria ,realmente, interessante para a economia brasileira e para o povão de um modo geral. No município que moro, vi pessoalmente como isso se processou na década passada. Há locais que era inimaginável redes de esgoto e asfalto, mas, estão lá, todos pavimentados.
    Note-se, contudo, que apenas 50 municípios, entre mais de 5800 atingiram IDH 0,8 ou mais e, destes, 28 estão em São Paulo. No Rio, há municípios com ruas inteiramente asfaltadas e com apenas alguns moradores; uma maravilha!!!
    Mas ,Kotscho, viu só, as autoridades e moradores de São Caetano do Sul, —o campeão em IDH— não querem mais vizinhos por lá. Estariam eles discriminando ou, como dizem os petistas,de forma pejorativa, HIGIENIZANDO?

  4. Vem o Papa e fala algumas coisas que nós já estamos acostumados a viver desde 2002 e tudo mundo acha ele Pop e se esquece de que somos um país maravilha, nem nórdico, nem África. Somos Brasil.

  5. …enquanto uma máfia como a rede Globo, mantiver como reféns todas as nossas instituições, a duras penas, continuaremos a melhorar estes índices.

  6. Caro Ricardo, é verdade que dá pra ver a olho nu que o Brasil melhorou e só não vê isso quem está com o olho vestido. Resta saber que pano é esse do olho vestido. Talvez seda ou cetim. Ou seria um tapa-olho como aquele que o grande cineasta John Ford usava? Aliás, quem não viu o filme As Vinhas da Ira, de JF, ainda não viu o melhor filme de todos os tempos, também injustiçado pela Academia de Hollywood (apesar da mensagem, digamos, socialista, o camarada Stalin proibiu o filme na URSS).
    Mas do que é que eu falava mesmo? Confesso que estou mas perdido do que a Oposição no Brasil. Já me lembrei: o distinto aqui falava desse babado de olho nu e olho vestido e, por falar nisso, em terra de cego quem tem miopia é rei. Ouvi dizer que a Dilma tem três olhos e que um olho estaria no pulso da presidente ou presidenta, como ela prefere. Calma, pessoal: explico esse negócio dos três olhos: um deles é o olho grego, o amuleto que Dilma ganhou quando assumiu o governo. Dizem que olho grego evita olho gordo. Taí: olho gordo é um tipo de olho que também precisa de lipoaspiração (Santa Mãe do Céu, abusei do nonsense e peço desculpas, caros e prezados).

  7. Os caras dão um duro danado, desde 2003, para retomarem o comando da nave Brasil. Contam com as forças da ordem da justiça e com o esquadrão da mídia do Millenium. Fazem pressão jurídica parcial e terrorismo da desinformação, desde então, usando da seletividade, quando não de associação com caudalosa quadrilha, para espocarem escândalos e desinformarem o povo brasileiro para dizimarem, desconstruindo, o partido inimigo, o dos Trabalhadores. Não se intimidam em armarem julgamentos de fancaria, emboscando sem medo de serem infelizes e colocando o Supremo em situação vexatória perante o futuro e a história, ícones políticos do porte e significado dos Josés, Dirceu e Genoíno. Utilizam-se de todos os subterfúgios possíveis para derrotarem politicamente o inimigo e ao verem a saída pelo voto improvável, não avexam-se em lançar mão de premissas para o golpe jurídico paraguaio. Usam e abusam da liberdade de empresas, perdem sistematicamente credibilidade e de repente, cansados e exaustos, são graciosamente surpreendidos pela anabolização das manifestações do MPL, graças a PM do Geraldinho e das hordas virtuais de coxinhas em footing ligeiro pelo asfalto. Vibram com a surpresa da queda do inimigo e são agraciados pelas pesquisas na boca do forno e exultam com a confirmação de queda magistral da chefa inimiga e com o prenúncio de retorno breve ao paraíso do poder central, quando de repente, não mais que de repente, um tal de IDH municipal, antes anão, agora bem crescidão, meio parente longínquo de FH (1,89%) e filhote dileto e estimado de Lula (9,18%), clareia feito luz, ilumina e mostra o caminho da volta à razão, acendendo, nos poucos que ainda possuem, entre os desvairados pela anunciada retomada breve do poder, o semancol básico necessário à realidade, a luz amarela prenunciando que agora só resta a presidenta inimiga, com a queda estancada, crescer, crescer e crescer, para novamente em 2014, manter sua nave firme rumo ao Brasil de todos, o Brasil sem miséria, sem desigualdades, sem Casa Grande e sem medo e complexo de ser feliz, por mais quatro anos. E isso dói, e como dói, na turma da vanguarda do atraso, que grama a mais de dez anos longe do poder e do qual já sentia dessa vez o gostinho de retorno as “facilidades” de outrora. Simples, né? Mas odeiam saber disso e o melhor, a maioria na Casa Grande continua a fazer festa com o que parecia ser, mas tão cedo continuará não sendo.

  8. Folha, mas,porém,todavia contudo,de São Paulo, bem que se esforça,assim como, sua congênere carioca, O Globo. Deste dizia-se nos anos sessenta, que era o “jornal que já vem traduzido”. Não mudou ,nisso e na maneira de encarar o Brasil. Tem méritos.Coerência,por exemplo. Sabe lá o que é manter-se fiel por 60 anos contra a concepção,criação e consolidação da Petrobrás? Procure no Guiness,tal feito,nada a isso se assemelhará.

  9. Não há dúvidas que estamos no caminho certo, sendo necessário somente acelerar a luta contra a corrupção de políticos caras-de-pau que zombam sarcasticamente daqueles que os elegeram. Temos de exigir honestidade e o respectivo expurgo daqueles que não servem à nação, mas, dela se servem. Aí sim, teremos uma real, digna e orgulhosa democracia.

  10. “retratava um VIDEOTA, totalmente desprovido de raciocínio lógico, alheio a tudo o que se passava a sua volta e mantido pela caridade de outros”
    Pois é… nosso amigo Venal-Der (criação imortal do Pardalzinho), não é apenas venal, é também analfabeto funcional pois seque consegue entender o que lê (é Muito Além do JARDINS… entendeu agora?); o VIDEOTA tem esse epíteto porque somente assistia TELEVISÃO, como vocês, que levam o Jornal Nacional à sério. Na verdade ele e o Velho, ao reconhecerem que não lêem nada fora da grande Imprensa, sequer percebem que mostram toda malícia de que são dotados; informado-se somente através do Quarteto Fantástico (Veja, Folha, Estadão e Jornal Nacional) continuam na ilusão de que o PSDB, o Joaquim Barbosa (aquele do Mensalão) e a Rede Globo são íntegros. Fazer o que?
    PS – Everaldo, que tal convencermos o Venal-Der e o Velho a formarem uma dupla sertaneja? O nome seria sugestivo… “Velho & Velhaco”. Faria sucesso aí em Goiás, não? O Governador adotaria a dupla no ato… ou não? Abraços.

  11. Guaribas foi a cidade do Piauí escolhida pelo Lula em 2003 para ser a primeira visitada.
    Em 2010 o IDH era de 0,479.
    Seria interessante comparar os IDH de Guaribas no período 1995 2010.

  12. Dias – 30/07/2013 – 18h07
    ” um tal de IDH municipal, antes anão, agora bem crescidão”
    Antes quando?
    Estamos comemorando os números positivos e não a meia verdade que embute a mentira pura que, neste caso ,transforma-se em proselitismo eleitoral.
    ”O que foi divulgado pela ONU ontem, dia 29-10-2013, mostra que o IDHM cresceu mais no governo F.H.C do que no governo Lula.
    Aos fatos;
    Entre 1991 a 2000, o IDHM cresceu 24,4%. Já entre 2000 e 2010 a evolução foi de 18,8%.
    A fonte;
    A conclusão é do Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil 2013, feito pela ONU em parceria com o IPEA, e com a Fundação João Pinheiro.
    Entendeu companheiro?

  13. “Entre 1991 a 2000, o IDHM cresceu 24,4%. Já entre 2000 e 2010 a evolução foi de 18,8%”
    Engraçado, Velho das 22:42… Eu tinha certeza que o governo FHC havia iniciado em 1995… mas acho que me enganei, certo?

  14. Da decrepitude natural, quando não mais se pensa, a falácia sobrenatural, quando se pensa não mais a realidade:
    Luiz Carlos, o velh(ec)o falacioso
    “Estamos comemorando os números positivos e não a meia verdade que embute a mentira pura que, neste caso ,transforma-se em proselitismo eleitoral.
    ‘O que foi divulgado pela ONU ontem, dia 29-10-2013, mostra que o IDHM cresceu mais no governo F.H.C do que no governo Lula.”
    Aos fatos;
    Entre 1991 a 2000, o IDHM cresceu 24,4%. Já entre 2000 e 2010 a evolução foi de 18,8%.
    A fonte;
    A conclusão é do Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil 2013, feito pela ONU em parceria com o IPEA, e com a Fundação João Pinheiro.
    Entendeu companheiro?”

    Não só entendi, como explico-lhe a falácia.
    Na realidade comemoras exatamente a meia verdade que embute a mentira pura que, nesse caso, transforma-se em proselitismo eleitoral, e por que?
    Porque é falacioso dizer que nos governos FHC o IDHM cresceu mais que nos governos Lula pois os fatos não permitem isso, quando na realidade apenas informam que na década 91/00 cresceu 24,8 e na década 01/10 cresceu 18,8. Sabendo que FHC governou de 95 a 02 e Lula de 03 a 10, qualquer ser provido de um neurônio, além do tico e teco, sabe que é falacioso qualquer conclusão baseada apenas nessa fonte, pois a mesma não detalha-o ano a ano e sim apenas no último ano da década, não permitindo assim conclusões falaciosas como a repetida aqui pelo velho eco em questão. A única conclusão superficial que se pode obter de tal índice é que na década anterior a de Lula cresceu mais, mas não dá para inferir de forma relacional nada, pois Lula carrega os dois piores anos FHC (01 e 02) e FHC apenas 6 anos da década anterior aos dois anos finais de seu governo, além que sempre será superficial, pois qualquer especialista sabe inferir que os avanços, percentualmente, do atraso (inicio) para o topo, não são absolutamente relacionáveis. Para melhor compreensão, basta imaginar os progressos de Sergei Bubka a partir dos primeiros saltos, nos primeiros 5 anos de saltador com vara, em relação aos progressos obtidos nos últimos 5 anos de sua carreira, quando cada centímetro estabelecia novo recorde. Para finalizar e deixar a falácia sem vara no ar, Márcio Pochman informa no blog do Eduguim que um índice complementar de mais valia para precisar os avanços sociais nos períodos em questão, seria o da queda da desigualdade, que mostra a desigualdade no período FHC caindo 1,9% e no período Lula desabando 9,2 %.
    Deu para captar ou precisa que aumente a reverberação?

  15. “melhoramos, mas…..ainda não somos um pais nórdico” , e nunca seremos, não troco um coqueiro por um pinus, uma feijoada por batata com linguiça, um banho de mar por sauna, uma floresta tropical pelo deserto de gelo.

  16. É isso aí, Dias das 02h26! Disse tudo. Agora vamos ver o que o Sr. Velho tem a dizer, se é que é possível dizer alguma coisa pois, como dizem, contra fatos não há argumentos….

  17. “Luiz Carlos, o velh(ec)o falacioso”
    Sem contarmos caro Dias das 02:26 que os anos 2000, 2001 e 2002 compõe o triênio do APAGÃO energético, com a economia estagnada e até retrocedendo e o dólar chegando a bater R$ 4,00 em função do terrorismo eleitoral promovido por Armínio Fraga e seu patrão, George Soros, aquele que obteve todos os espaços midiáticos possíveis para afirmar “É Serra ou o caos” . O infeliz em questão (velh(ec)o) mente a mais não poder. Um velho mentiroso… Que tristeza.

  18. Prezado Kotscho.
    Por favor, avisa aí alguns dos seus leitores que IDHM é uma estatística que, por si só não altera a nossa dura e terrível realidade. A prefeitura de Natal, Rio Grande Norte decreta estado de calamidade pública na saúde pública.
    A justificativa para o extremado ato são fatores como a PRECARIEDADE ESTRUTURAL E A SUPERLOTAÇÃO detectadas em diversas unidades de saúde da rede municipal.
    O problema Kotscho, com algumas raras exceções é igual em todo o sistema no País.
    Que Deus tenha piedade de quem não pode ter um convênio privado.

  19. Sinceramente, Kotscho, voce está parecendo com aquele garotinho que coloca os sapatinhos na janela, na noite de Natal, e Papai Noel não vê, ou não passa por lá. Quais as más notícias deste inverno? Só pelo fato de o inverno ser uma estação fria, e os dias escurecidos? Ou será porque o sistema de emprego ainda é pleno? Ou será porque a média salarial dos trabalhadores ainda é bem maior do que a inflação?Ou será porque a segurança do papa, foi exemplar, contrariando todos os agouristas de plantão? Nem eu, que sou lulista e dilmista de carteirinha, fiquei tão pessimista com a queda da presidenta, na aprovação popular. Aliás, acho que a minha calma se deve ao fato de que até o momento ainda não apareceu ninguém, ninguemzinho, que ameçe a sua reeleição em 2014. E sabe por que? Porque o único projeto para o País, apresentado por aqueles que almejam o lugar de Dilma, é o quanto pior, melhor, ou alguma ação contra o governo, em algum setor da Justiça. O mais, é esperar para ver o que acontecerá até 2014. E chega de pessimismo!!

  20. Quem vive se enganando, se iludindo, tapeando a si próprio, apenas revela o grau de fanatismo partidário. Um estudo estatístico da ONU com base em duas décadas foi o suficiente para esses pobres coitados se agarrarem a essa “tábua de salvação” em meio ao mar revoltoso dos protestos, ESTAGFLAÇÃO, queda de aprovação popular do atual governo federal, casos de corrupção como o mensalão, inércia política junto ao congresso, etc…. E você repare a ironia: o PAC é o Programa de Aceleração do Crescimento, e o Brasil nestes quase 3 anos teve como média um crescimento de 1,8% do PIB (levando em consideração a estimativa otimista de 2,0% para 2013). Mas que aceleração é essa? Agora os fanáticos seguidores do esquerdismo barato nem reclamam de se ter como meta a Noruega. Mas não são Cuba e Venezuela os paraísos? (pelo menos de acordo com o Google Earth?). Antes eu achava que se tratava de uns pândegos, mas agora percebo que são alucinados mesmo.

  21. Pois bem o nosso país vinha desde a época do fraco presidente FHC numa pindaíba danada por causa das péssimas administrações mais voltadas ao entreguismo das nossas riquesas, vendas de empresas produtivas, investimentos mal direcionados e duvidosos e isto sem contar com privatarias mil. Que país rico em recursos naturais que pode aguentar tudo isso? Foi só entrar um presidente com bom discernimento e as coisas mudaram! Os anteriores eram movidos as reuniões regradas a champanhe frances e tapetes vermelho e o povão que se danem. Este IDH é a prova que o que faltou nos governos anteriores ao Lula sobrou na sua administração e as locuções adversativas que o PIG usa, capitaneado pela rede Globo, causa neles um constragimento na hora de noticiar através dos canais de tv e emissoras e porisso procuram justificar que este progresso não foi assim lá como o anunciado. Usam o contraponto dizendo que podiamos ter ido bem melhores em quesito que nem importancia teria. Qual seria a razão disro? É claro, desmerecer a ótima administração do PT e causar confusão nas mentes dos eleitores, uma vez que está próxima a eleição para presidente e desde já trabalham afim de derrubar o prestígio popular da presidenta Dilma e sabem que não será fácil ganhar de modo limpo dela. Eu penso que eles poderiam se dar muito melhor se TRABALHASSEM mais e melhor que inventarem futricas como vovós.

  22. Para aqueles que estão empolgado com a noticia recomento ler o que diz o prefeito de Santana de Parnaíba, a decima sesta cidade na classificação, a frente de americana, Campinas e São Paulo. (www.webdiario.com.br). Ele disse… não da para se empolgar com o resultado. Santana de Parnaíba tem 25000 moradores bem de vida que moram no Alfhavile mas. Tem 100.000pobres que moram na periferia. O que temos que fazer é tirar de um lado e aplicar no outro disse ele.

  23. É visível a evolução do país, e principalmente de seus cidadãos, não sou nem muito novo e nem muito velho.
    A 16 anos quando iniciei curso superior (na grande Florianópolis), precisei aguardar estar no 4o. ano para conseguir carteira assinada e salário “justo” para o conhecimento já adquirido, foram árduos anos de estágio e rendimento mínimo, dando apenas para pagar parte do ensino e transporte, dando uma atualizada, vendo os valores do curso que fiz hoje, tirando a parte que tinha financiado, e somando o valor do “busão” (ônibus circular), daria hoje algo em torno de R$ 550,00 no máximo R$ 650,00. Qual curso fiz? Ciência da Computação, a tal da profissão do futuro, de emprego e renda garantido e bons, e era esse o valor pago, e era disputado quase que a tapa uma boa oportunidade de estágio, passava-se por testes, entrevistas, e até tinha que se dirigir às empresas.
    Hoje, até próximo a minha terra natal, existem empresas buscando profissionais em universidades, e pagando para estagiários um valor em torno de R$ 1.100,00 + vale alimentação + bolsa total ou parcial para pagar a Universidade…..
    Vemos e ouvimos pessoas reclamando do preço altíssimo da gasolina, mais cada vez vejo mais e mais carros nas ruas, o trânsito até em cidades pequenas está ficando caótico….
    .
    Agora a melhoria, a de se colocar também, que é devido ao povo que foi a luta, que buscou melhorar, não é só do governo ou de governos o mérito, esqueçamos um pouco o pessimismo divulgado por aí, e vamos a luta de melhorar cada vez mais nossas vidas…..

  24. olá.
    E o IDH???
    Porque desta vez estamos usado o IDHM, se ninguém o usa?!?!
    Queremos ver o IDH e comparar com os países do nosso nível de desenvolvimento, principal/e os membros do BRICS.
    O IDHM é uma brincadeirinha de criança, que muda o jogo a seu bel prazer.
    E sim, ainda bem que melhoramos. kkkkk
    Abs

  25. Ricardo que tal publicar essa reportagem do Estadão desse dia 04/08:

    Desigualdade de renda cai em 80% dos municípios do Brasil em uma década
    Entre 2000 e 2010, rendimento dos 20% mais pobres cresceu mais rapidamente do que o dos 10% mais ricos em quatro de cada cinco cidades do País; nos dez anos anteriores, a desigualdade medida pelo índice de Gini havia crescido em 58% das cidades
    03 de agosto de 2013 | 22h 12
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    José Roberto de Toledo e Amanda Rossi – O Estado de S. Paulo
    De 2000 a 2010 aconteceu algo inédito no Brasil: em 80% dos municípios, a desigualdade de renda entre seus habitantes diminuiu. O fato é ainda mais relevante porque reverteu uma tendência histórica. Na década anterior, a desigualdade medida pelo índice de Gini aumentara em 58% das cidades brasileiras.

    Veja também:
    link Estadão Dados: Veja o mapa da evolução da desigualdade na década
    link Emilianópolis lidera diminuição de fosso entre ricos e pobres
    link A 178 km de SP, represa marca um abismo social

    A maior queda da desigualdade aconteceu numa cidadezinha do interior de São Paulo. No extremo oeste, perto de Presidente Prudente, Emilianópolis viu seu índice de Gini cair pela metade, de 0,76 para 0,38 em 2010. A escala varia de zero a 1. Se os 3 mil emilianopolenses ganhassem igual, o índice seria 0. Se um deles concentrasse toda a renda da cidade, o Gini seria 1.

    Emilianópolis é um bom exemplo, uma vez que as condições em que se deu a redução da desigualdade são representativas do que aconteceu em outros 4.431 municípios brasileiros. O Gini da cidade crescera nos anos 1990, de 0,43 para 0,76. A reversão na década seguinte ocorreu com o enriquecimento da população em geral: a renda do emilianopolense foi de R$ 373 para R$ 585.

    Na maior parte do Brasil foi igual. De 2000 a 2010, o rendimento domiciliar per capita cresceu 63% acima da inflação, na média dos 5.565 municípios. Foi um enriquecimento mais intenso do que nos dez anos anteriores, quando o ganho havia sido de 51%.

    Isso é importante porque uma forma perversa de reduzir a desigualdade é via empobrecimento geral. Se os ricos perdem mais do que os pobres, a desigualdade também cai. Foi o que aconteceu em grande parte do Brasil nos anos 1980, por causa da recessão.

    Nos dez anos seguintes, o alto desemprego comprometeu o salário dos trabalhadores e a renda voltou a se concentrar no topo da pirâmide. O índice de Gini do País cresceu, e a desigualdade aumentou em 58% dos municípios brasileiros.

    Partilha do bolo. É o oposto do que aconteceu em 80% dos municípios do Brasil na década passada. Nos anos 2000, houve redistribuição da renda simultânea ao crescimento. O bolo aumentou para todos, mas a fatia dos pobres cresceu mais, em comparação à dos ricos.

    Em quase todo lugar, os ricos não ficaram mais pobres. Ao contrário. Mesmo descontando-se a inflação, o rendimento médio dos 10% mais ricos de cada município cresceu 60%, na média de todos os municípios ao longo da década passada.

    A desigualdade caiu porque a renda dos 20% mais pobres de cada município cresceu quase quatro vezes mais rápido do que a dos 10% mais ricos: 217%, na média. A distância que separava o topo da base da pirâmide caiu quase um terço. Ainda é absurdamente grande, mas o movimento está no sentido correto na imensa maioria dos municípios: o da diminuição.

    Em 2000, a renda dos 20% mais pobres de cada um dos municípios era, na média, de R$ 58 por pessoa. Os 10% mais ricos ganhavam, também na média municipal, R$ 1.484. A diferença era, portanto, de 26 vezes. Em 2010, a renda dos 20% de baixo chegou a R$ 103, enquanto a dos 10% de cima ia a R$ 1.894. Ou seja, os mais ricos ganham, em média, 18 vezes mais.

    Riqueza e pobreza não são conceitos absolutos, mas relativos. Em Emilianópolis, para estar nos 10% do topo da pirâmide de renda, o morador precisa ganhar pelo menos R$ 1.005 por mês. Mas, com essa renda, ele não estaria nem entre os 40% mais ricos de Porto Alegre, Santos, Curitiba e outros dez municípios brasileiros.

    Já para estar entre os 20% mais pobres de sua cidade, basta a um emilianopolense ganhar menos do que R$ 250 por mês. Mas se ele morasse em Marajá do Sena, no Maranhão, e ganhasse os mesmos R$ 250, seria elite: estaria entre os 10% mais ricos da cidade. Apesar do nome, Marajá é o município mais pobre do Brasil.

    A redução da desigualdade não foi total. Em 16% dos municípios, a distribuição de renda piorou. Principalmente no Norte do Brasil. O maior aumento aconteceu em Abreulândia, no Tocantins. As duas cidades de maior desigualdade entre seus moradores, Itamarati e São Gabriel da Cachoeira, ficam no Amazonas.

    Trabalho e Bolsa Família.O aumento da renda obtida no trabalho é o protagonista da queda da desigualdade nos municípios entre 2000 e 2010. Ele é responsável por 58% da redução, segundo o presidente do Ipea, Marcelo Neri. Outros 13% podem ser atribuídos ao Bolsa Família. Os números foram calculados em pesquisa da instituição.

    Em outras palavras, o Bolsa Família leva o “Oscar de coadjuvante”, brinca o pesquisador. Mas é um coadjuvante de peso. Sem as políticas de transferência de renda, “a desigualdade teria caído 36% menos”, afirma o estudo. No figurino do protagonista, estão aumentos reais do salário mínimo e formalização do emprego. / COLABOROU DIEGO RABATONE OLIVEIRA

  26. Noruega e os outros países nórdicos como Suécia e Dinamarca são Monarquias, fora os outros que possuem os maiores IDH e são os menos corruptos como Holanda, Canadá, Austrália, Nova Zelândia, Inglaterra, Japão etc! Se o Brasil fosse Monarquia seria uma potência de Primeiro Mundo muito melhor que eles! 😉

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