Em Aparecida, a Igreja entre a retórica e a prática

Em Aparecida, a Igreja entre a retórica e a prática

Nos meus tempos de aluno do Colégio Santa Cruz, instituição modelar de ensino criada por padres canadenses, que tinham uma verdadeira preocupação social, embora a escola fosse frequentada pela elite paulistana, nas noites frias de inverno nós saíamos numa Kombi sempre acompanhados de algum padre ligado à OAF (Organização de Auxílio Fraterno), para levar não apenas abraços, mas sopa farta e quente, pão, café e cobertores para o povo da rua no centro de São Paulo. Foi até hoje o trabalho mais importante que fiz na vida e o que mais me gratificou.

Isso faz mais de meio século e a OAF ainda existe, graças a batalhadores como o padre Júlio Lancelotti, sempre perseguido, nunca vencido. Lembrei-me dele e destes meus tempos de colégio de padre ao terminar de ler o caudaloso noticiário publicado pelos três principais jornais brasileiros sobre a visita do papa Francisco a Aparecida nesta quarta-feira.

Todos registraram na íntegra os pronunciamentos do papa e a presença de mais de 200 mil pessoas na cidade, que em sua grande maioria passaram ao relento a madrugada mais fria dos últimos 50 anos, mas apenas a Folha deu destaque ao drama dos peregrinos, dando manchete de página: “Em Aparecida, frio e chuva levam mais de cem fiéis ao hospital”.

“No total, 106 fiéis foram socorridos no hospital militar no local. O Corpo de Bombeiros fez 60 atendimentos. A maioria dos casos era de hipotermia, por conta do frio, e mal súbito _ algumas pessoas ficaram 24 horas sem comer para não perder lugar na fila para entrar na basílica. (…) O quadro piorou no início da manhã, quando a chuva intermitente na madrugada engrossou. Muitos desmaiaram diante da basílica”, relatam os repórteres Diógenes Campanha, Daniela Lima e Fernanda Reis.

Solidariedade, fraternidade, amor aos mais pobres, foram algumas das palavras mais ouvidas nas manifestações de Francisco e dos religiosos que acompanham sua visita. Tudo muito bom, muito bonito, mas entre a retórica dos sermões e a prática da vida real, a visita do Papa a Aparecida revelou que ainda existe um abismo enorme, apesar de toda a sua simpatia e boa vontade.

Claro que o Papa Francisco, hospedado na sede da Arquidiocese do Rio de Janeiro, no alto do Morro do Sumaré, não poderia saber o que se passava nas ruas de Aparecida naquela madrugada, mas será que todas as centenas de bispos, padres, monsenhores, seminaristas, voluntários e funcionários de diferentes governos, sem falar nos católicos que vivem na cidade, não foram capazes de enxergar este sofrimento do povo e providenciar pelo menos sopa quente, café e cobertores para quem padecia no frio, ou um abrigo para os idosos e as crianças?

Segundo o ministro da Defesa, Celso Amorim, em informação publicada pelo “Estadão”, há 14.306 militares envolvidos na Jornada  Mundial da Juventude em função da agenda do Papa no Rio. Só em Aparecida, havia outros 4.040. Será que nenhum deles foi capaz de tomar uma providência antes que mais de cem peregrinos fossem hospitalizados por fome ou frio, ainda mais numa região, o Vale do Paraíba, no meio do caminho entre o Rio e São Paulo, onde proliferam unidades militares?

Como tantos outros católicos, também fiquei encantado com os gestos, os beijos, abraços e palavras de carinho do carismático papa argentino, mas na vida real, entre tantas louvações de entusiasmo e “babações de ovo” cheias de esperança reproduzidas pelos jornalões, sou obrigado a concordar com o que escreveu meu velho amigo Clóvis Rossi em sua coluna desta quinta-feira na Folha, com o título “O papa, sinais e substância”:

“Acho que é cedo para esta  beatificação em vida do papa. Tudo bem que ele tenha emitido sinais simpáticos. Tudo bem que símbolos são importantes. Mas vamos combinar que símbolos só se tornam de fato decisivos quando acompanhados de substância. E vamos combinar também que, em matéria de substância, o papa ainda deve tudo. Nem se diga que a pregação de uma igreja ao lado dos pobres já é substância. Desde pelo menos a Rerum Novarum de Leão 13, velha de 122 anos, a retórica da igreja tem forte retórica social”.

Rossi disse tudo, mas poderia acrescentar que neste ponto a Igreja Católica e a imprensa brasileira se equivalem no distanciamento obsequioso que mantém da vida real do povo. O carioca O Globo, que vem dedicando um caderno diário de dez páginas à visita desde a chegada do papa, reservou apenas sete linhas de jornal para falar dos fiéis que ficaram do lado de fora da basílica, assim mesmo citando o arcebispo de Aparecida, Raymundo Damasceno:

“Para o cardeal, chamaram a atenção o carinho e a presença dos milhares de fiéis, que não desistiram de esperar pela passagem do papa apesar da chuva intensa”.

Nas quatro páginas publicadas pelo Estadão, somente sobre a visita de Francisco a Aparecida, encontrei apenas uma pequena foto de Tiago Queiroz, com a legenda: “Chuva e frio. Fiéis acompanham missa fora da igreja”.

Ou os editores não se interessaram pelas matérias ou as dezenas de repórteres enviados à cidade fizeram como as autoridades da Igreja e dos governos: fecharam os olhos e esqueceram-se do povo congelado na sofrida e inesquecível madrugada de Aparecida. Os Júlio Lancelotti, infelizmente, ainda são muito poucos. Que papa Francisco os multiplique.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

24 thoughts on “Em Aparecida, a Igreja entre a retórica e a prática

  1. É organização para inglês ver. Pomposa, ampla cobertura jornalística (Parcial, claro), o orgulho bem católico presente, mas a ralé, sempre ralé. Há um texto no livro de Apocalipse, onde Jesus discorre sobre a falta de amor dos cristãos a Ele mesmo e ao próximo e também da riqueza daquela igreja local que a fazia se sentir confortável, diante das perseguições tão comuns a época, riquezas que a faziam se sentir livre, trocando o cuidado do Senhor pelo cuidado que seus bens poderiam lhe proporcionar. Jesus afirma que estava à porta (Isto é, fora da igreja local), mas que continuamente bateria na porta e, se a igreja ouvisse, e abrisse, Ele entraria e cearia com a mesma. Parece que nem com estes de fora (Em Aparecida), Ele estava, já que não o buscavam e sim a um “representante” na Terra. Quão distante parece Jesus estar.

  2. Perfeito, Kotscho. Tinha me impressionado com a veneração ser maior que o sofrimento das pessoas naquele frio e com a ausência de um conforto mínimo. Você tem razão, a prática ficou bem distante da retórica. E não se diga que foi uma surpresa aquela temperatura terrível. Ela foi prevista com 3 a 4 dias de antecedência. Na prática, padres e missionários poderiam ter providenciado uma assistência que, ao menos, amenizasse aquela triste condição. A imprensa, ao omitir ou não enfatizar esse senão, pisou na bola.

  3. …se este papa, conseguir que os membros de seu rebanho, gaste a metade do que gastam com seus cachorros e gatos de estimação, com os pobres de suas paróquias, será imediatamente santificado, e um dos poucos a se livrar do fogo dos infernos.
    Estou falando isto, porque ontem em uma ante-sala de um oftalmologista, ouvi uma veinha extasiada com a presença do papa, dizer que gastara 2 800 reais com uma cachorrinha sua na semana passada.

  4. Bem, Kotsho, afinal, 100 atendimentos médicos para um público de 100 mil participantes não é nada fora do normal. É previsível, e até ,convenhamos, um sucesso, já que não se noticiou nenhum caso grave.
    A hiper exposição midiática é, nada mais, nada menos do que uma questão de audiência. Se os índices se mostrassem baixos, duvido de ó dó que a TV manteria o evento tanto tempo no ar. Se o povo quer…Fazer o quê?
    Veja o futebol aos domingos; são 24 horas ininterruptas de bola.

  5. Deixa ver se entendi. Na próxima vez que um desses conjuntos de rock de fama internacional vier apresentar-se em estádios no Brasil, os fãs que fizerem fila dias antes nas portas dos estádios para ficarem com as melhores posições, caso chova, faça frio ou ambos, deverão receber um conhaque quentinho, um cigarrinho acolhedor e um sanduba esperto, para espantar a fome, o frio e a chuva que vier, pelo pessoal ligado ao conjunto e a organização do espetáculo, não descartando-se inclusive barracas para os mais frágeis poderem tirar uma sonequinha jeitosa e um centro de convivência para troca de ideias e o tempo de espera tornar-se mais suave e maneiro. É isso? Tem certeza que anda tomando da caixa certa?
    Afinal, comparar peregrino com morador de rua e cobrar o ausente e isento Amorim e esquecer do corpo presente de Alckmin, só pode ser overdose do millenium, conforme confesso.
    Queremos nosso Kotscho velho de guerra de volta, raptaram o legítimo e deixaram um clone made in China no lugar. Assim não dá! Assim não pode! Gritaria o príncipe de Higienópolis.

  6. Eu nunca me surpreendi, nem me surpreendo com essa inatingível distância entre o Papa e e o sofrimento do povo, que nem sequer tem o direito de eerto de Sua Santidade. A distância não somento do Papa, como de todos os demais dirigentes de todas as igrejas. Essa distância não deve ser vista nem notada, somente quando um Papa visita artificialmente esse povo. Alguém já viu amontoados de pobres perto do Vaticano? Para estarmos perto de Deus, não precisamos de igrejas, creio eu. Acho que um dos ensinamentos de Cristo que diz “Amai o próximo como a ti mesmo”, as igrejas conseguiram a façanha de praticar o “Amai o dinheiro do próximo como a ti mesmo”. O resto é tapeação para enganar todo mundo. Odeio o sentimento chamado pena, ou dó, mas confesso que sou obrigada a ter pena desse povo. Não uma pena mesquinha, como a que parte das próprias igrejas, mas numa forma de vontade profunda de me solidarizar a todo o povo carente, e me desdobrar em milhões na tentativa de lhe ser útil, pelo menos um pouquinho.

  7. Por que não vaiaram o papa?

    Faz sentido a constrangedora louvação da mídia ao papa Francisco: se para ela o país vive em plena convulsão social, a tranqüilidade da visita do pontífice chega a parecer um verdadeiro milagre. Nenhum protesto bloqueou os passeios do santo homem. Não houve gritaria durante as suas aparições, desacato organizado aos fiéis, enfrentamentos nos locais de vigília. Sequer um indício de vaia.
    Comparar biografias e cargos seria ridículo, mas as circunstâncias provocam um paralelo entre a passividade perante Francisco e o desrespeito contra Dilma Rousseff na abertura da Copa das Confederações. Ou entre a preservação da festa religiosa e os ataques ao evento esportivo, ambos de semelhante visibilidade mundial e respaldo financeiro controverso.
    Ora, supondo corretas as explicações hegemônicas para os apupos jecas dos torcedores, concluiríamos que os indignados políticos aprovam o líder católico, ou pelo menos a instituição que ele representa.
    Será que a juventude politizada esqueceu os inúmeros escândalos, de proporções e gravidades inéditas, que mancham a história do Vaticano? Teria se convertido à agenda obtusa, homofóbica e reacionária do catolicismo oficial? Guardaria um espaço para a fé e o misticismo nos seus rígidos protocolos revolucionários? Anarquistas respeitando os símbolos e interesses de um dos Estados mais antigos e inflexíveis do planeta? Guerreiros intrépidos, acostumados a combater policiais ferozes, com medo de crentes inofensivos?
    Há muitas vias analíticas possíveis para abordar essas contradições. Bem poucas, no entanto, explicam a tentativa de ignorá-las.

    http://www.guilhermescalzilli.blogspot.com.br/2013/02/derrota-da-obsolescencia.html

  8. Nunca via tanta bobagem em torno da franciscanização da burocracia do Vaticano.
    Não dá para engolir o silêncio de Bergoglio perante a ditadura argentina.
    Não se conhece nada, absolutamente nada, realmente significativo contra a ditadura sanguinária argentina, da parte do bispo argentino que virou Papa.
    Nada que chegasse à sola das sandálias de Dom Paulo Evaristo Arns, Dom Hélder Câmara, que no Brasil, a despeito de apoiarem o golpe militar contra um governo legitimamente eleito, não se omitiram e denunciaram a tortura nos porões do regime ditatorial tupiniquim.
    Não ouvi, nem li, nenhum pronunciamento do Papa a respeito da tortura praticada pelas ditaduras do Cone Sul.
    Há uma lacuna imperdoável e injustificável na trajetória do papa que se apresenta como “franciscano” para dar uma nova imagem à velha igreja católica com todos os seus pecados.
    Até agora não se viu, nem uma auditoria no Banco do Vaticano, que se nega a prestar informações à autoridade reguladora dos bancos na zona do Euro, nem se sabe de punição alguma aos padres pedófilos, de modo a não deixar dúvidas a respeito de que as coisas no Vaticano não seriam mais como dantes.

  9. Oh meu amigo, para escutar o meu pastor eu iria tantas vezes fosse necessário, tomaria chuva e ficaria no frio, pois tantas vezes fiz isso por uma festa mundana. Viva o Papa, viva a Igreja Católica!

  10. Caro jornalista, seu artigo é bastante interessante, no entanto a meu ver não é obrigação do governo federal cuidar da alimentação dos peregrinos, tal obrigação se necessária e foi, compete sim a basílica de Aparecida, a prefeitura local, e ao governo do estado de São Paulo, senhor Geraldo Alckmim, que lá estava,compete ao governo federal, como fez, cuidar da segurança do Sumo Pontífice, como está ocorrendo,no mais a meu entender estás jogando uma carga para o governo federal que não é da competência dele, mas dormiram os serviços sociais da cidade de Aparecida , da Basílica e do governador de São Paulo, não compete ao Ministro da defesa tal façanha à meu ver, concordando com o sr Dias, 25/07/13 das 16,03′. Porém perto de quase duzentas mil pessoas, o atendimento não foi assustador, como tenta passar para nós os pobres mortais que o acompanhamos, mesmo quando estás ainda sobre o efeito da mordida da mosca, pessimista e culpando a esfera federal, quando a obrigação é da própria casa, também fiz serviços voluntários, com os engraxates na decada de oitenta,com os menores da Praça da Sé, constantemente mortos pelos comerciantes, e os mesmos faziam uso da cola de sapateiro para doparem-se sobre a coordenação do Padre Batista na Praça da Sé, compreendendo o intuito do seu comentário sobre o Padre Julio, batalhador e preocupado com a causa dos pobres, um empreendedor, a Arquidiocese de Aparecida precisava sim entrar em contáto com ele antes dos eventos e trocar informações para poder atender a todos melhor,mas em 2017, Sua Santidade voltará em Aparecida para comemorar os trezentos anos do encontro da imagem, oxalá que estejamos vivos e com saúde e poderemos lembra aos responsáveis a necessidade de cuidar dos peregrinos, oferecendo-lhes lanches viáveis conforme a ocasião e a estação do ano. Abraços.

  11. “A hiper exposição midiática é, nada mais, nada menos do que uma questão de audiência”
    O Velho, e penso que também o Venal-Der, acredita piamente que a audiência do Globo Repórter, do Amoral Nato, que ele não perdia, era de fato uma questão de audiência… a Globo só mantinha no ar porque dava lucro. O que a gente faz com uma cavalgadura dessas, gente?

  12. Nossa, conheço tantas creches, tantas escolas, tantos hospitais, tantos padres e freiras missionarias e que ajudam o próximo que isso tudo que foi escrito não me deixa assustado. Como sempre é mais fácil desviar o olhar e ver o mau do que admirar o bem. O grande erro da humanidade.. Viva o Papa Francisco.

  13. Kotscho ontem jogou uma pipoquinha para o Venal-Der e para o Velho… Hoje jogou uma pipocas para o Victor Hugo, Mr. Chance, Everaldo e também para mim… E assim vai o nosso Balaio de cada dia. Dando uma no cravo e outra na ferradura; ou como no antigo e saudoso bolero… um pra lá e dois pra cá. Vida que segue…

  14. Bom dia! Esse post esta distorcido, pois existe uma barbara diferença entre os desprivilegiados ajudados pelos jovens estudantes da época em que o Kostho participava, e esses peregrinos ao relento, pois estes estavam ali por que queriam e não por necessidade, se ali estavam e não lhes era salubre, que dessem meia volta e se dirigissem a suas casas, o argumento da presença pela fé, é tão grosseiro quanto matar pela religião como os radicais islâmicos disseminam, então resta mais bom senso, e sim devemos ajudar os que necessitam.

  15. ……dizem que o ultimo Papa humilde, que conversava “até” com o seu cozinheiro, morreu envenenado, pois tentou vender os tesouros do vaticano para atender os pobres, e fazer a igreja voltar as origens. Seu papado não durou 6 meses.

  16. …temos que admitir que a santa (?) madre, dificilmente encontrará um outro papa tão empático e tão simpático quanto este, é um LULA clerical. Tem tudo para usar sua liderança para por nos eixos os vagabundos da cúria, que o colocaram como papa para servir aos seus propósitos, é só “ensaiar” um cisma. Se resolver o colocar em em prática, vai levar com ele, a maioria do rebanho, e até aumentá-lo, pois até eu, um pecador juramentado, sob sua liderança, voltaria a frequentar umas novenas, e recitar algumas salverrainhas. O duro seria sair vivo da mão dos cardeais mafiosos.
    ÊÊÊÊ !!! mundaõ véi discuncertado !!! Né não Pardalzim???

  17. Pois é Kotscho.
    É inimaginável à manutenção de uma produção de alto custo numa emissora privada sem uma audiência cujo faturamento não cubra a demanda financeira. Isso só é possível em emissoras estatais onde não há compromissos com a verdade, qualidade e a honestidade intelectual.
    O programa citado aqui —de forma pejorativa e difamatória—, Amaral Netto era, à época um estrondoso sucesso de audiência e bancado por patrocinadores privados. Havia sim, claro, algumas inserções do governo, como atualmente, sempre cultuando e potencializando os feitos estatais.
    Lembro aqui que, jamais, em minha vida participei de atos políticos violentos e tampouco ”apoiei” ditaduras. Ao contrário, prezo a liberdade acima de tudo e, minha memória não registra nenhuma ameaça, agressão, intimidação ou qualquer forma de coerção impostas pela ditadura dos anos 60 e 70. Mas, não sou alienado e, por isso sabia que àqueles que lutavam contra a ditadura militar nos anos 70 , exceto os inocentes, não o faziam pela democracia, mas para implantarem outra, comunista que, esta sim, a história mostrou toda sua crueldade e desumanidade.
    Ditadura nunca mais.
    CENSURA à imprensa nunca mais.

  18. É interessante como esses fanáticos seguidores do esquerdismo barato falam tanto da Rede Globo. No início a gente pensa que é raiva, indignação, ódio, mas no final fica claro que é amor enrustido! É tão patético que chega a ser hilário.

  19. caro Vannelder, faço minha suas palavras com respeitos aos fanaticos seguidores do direitismo barato em relação ou Lula. No inicio a gente pensa que é ódio, raiva, indignação, mas no final fica claro que é amor enrustido. Quanto ao patético e hilário deixo por sua conta.

  20. Faço minhas as tuas frases. Já vimos que nesses lufa-lufas, cada um faz estritamente o papel que lhe foi ordenado fazer, e não mexe um dedo mesmo que ao lado alguém esteja morrendo. De militares não podemos exigir que saiam dde forma, sob pena de serem punidos.Devem obedecer ordens e nada de iniciativas laterais.Mas da população de Aparecida, de seus religiosos, de seu alto e baixo clero, a omissão é imperdoável. Tenho a impressão que a cidade realmente vive em função do “business” do turismo ideal. O pensamento ali, parece ser: se o mau tempo bagunçou a vida dos peregrinos, azar destes. Quem mandou sairem de seus lares confortáveis (ou ao menos não tão desconfortáveis quanto as filas ao redor do Santuário)?

  21. Estou começando a ler o Livro
    Holocausto Brasileiro Vida, Genocídio e 60 Mil Mortes no Maior Hospício do Brasil de Daniela Arbex, estou na página que informa que no ano de 2.003 os sobreviventes passaram a receber dinheiro do INSS (LOAS) e passaram a viver em condições humanas (a morar em lugar decente, a consumir, viajar – como diz PHA: consumir, viajar? que horror!!!).
    Conversando com amigo dono de Farmácia fico sabendo que ele mais uma vez é avô: a filha dele está morando na Alemanha e o netinho lá nasceu. Mas, para minha surpresa, é impressionante como o Governo ajuda a mãe e o bebê (e eles nem precisam). Até uma funcionária vai na casa ajudar.
    Portanto, somente os canalhas são contra a ajuda aos miseráveis. Os mesmos canalhas que posam de paladinos da justiça aqui no Brasil e (bem lembrado sr. Guilherme Scalzilli ) “de repente esqueceram os crimes praticados por tantos Sacerdotes da Igreja Católica)”.
    Quando o Papa diz que “São Pedro não tinha banco”, vejo aí uma acusação não somente ao Banco do Vaticano, mas a todo o sistema financeiro, a todos os Bancos.
    E correta a crítica do Jornalista Ricardo Kotscho quanto aos que passaram necessidade. Deviam ter pensado neles.
    Em toda a História de nosso país não se justifica de forma alguma milhões de pessoas terem passado tanta necessidade, morrido de fome e doenças.

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