João Paulo é primeiro político condenado

João Paulo é primeiro político condenado

Os votos de Cezar Peluso e Gilmar Mendes pela condenação, como já era esperado, tornaram João Paulo Cunha, candidato do PT a prefeito de Osasco, o primeiro político a ser condenado no julgamento do mensalão.

Em seu voto de despedida, Peluso foi além e anunciou também a pena que atribuiu ao ex-presidente da Câmara: seis anos de reclusão em regime semi-aberto.

No final da tarde desta quarta-feira, no momento em que escrevo esta nota, quando o placar já estava 6 a 2 pela condenação de João Paulo, ainda votava o ministro Marco Aurélio de Mello, mas já se confirmava o rolo compressor apontado na sessão de segunda-feira, com todos seguindo quase na íntegra o voto do relator Joaquim Barbosa, que pede a condenação de todos os réus.

A condenação do deputado federal João Paulo Cunha, antes mesmo que entrasse em julgamento o chamado núcleo político do processo, sinalizou para os advogados de defesa, já bastante pessimistas desde a última sessão, que a tese de “caixa dois” para financiar campanhas eleitorais foi derrotada no STF. João Paulo pode ter sido apenas o primeiro.

27 thoughts on “João Paulo é primeiro político condenado

  1. Sr. RK
    Parabéns ao STF. Chega de impunidade. Agora o chefe da quadrilha não pode se safar: cadeia pro Zé.
    Mas parece que com o chefe mesmo não acontece nada, ele até ta fazendo a campanha do Hadad em Sampa. Pelo menos há coerência, vide aliança com o Maluf. Esse povo tem muita experiência no trato do dinheiro .
    E ainda tem quem diga que o mensalão não existiu…

  2. Pois é meu amigo João Paulo. Lamento Mas. Voce como membro de um partido que pregava a ética na politica deveria voce ter denunciado a roubalheira no governo e, não participar dela.

  3. Circo mambembe montado pelo PIG tendo como atores marionetados os que se dizem juizes. Pobre Brasil,vc em materia de judiciário continua sendo uma republiqueta de quinta categoria.
    Enquanto isso os bicudos penados continuam aprontando e um bando de otários alienados por uma mídia corrupta,batendo palmas.

  4. Imagina quantos anos pegarão os citados no livro privataria tucana, se o STF chegar a julga, esse sim, o maior escândalo de desvio de recurso público de toda a história da república e com as provas lá mesmo, no dito livro. Eles “devem estar morrendo de rir” desse circo montado por eles, o mensalão, para pegar “os trouxas”.

  5. Não se fala em condenação dos que colaboraram com tudo isso, será que é só eles. Onde estão os restantes tambem envolvidos.
    Para que eu possa acreditar nesse resultado, terá que divulgar todos os que colaboraram nessa condenação de João Paulo que aprovaram todos os serviços executados.

  6. Grande farsa jurídica, enorme embuste político, nada de moral, nenhuma honestidade, só hipocrisia. Não sou profeta, mas não é difícil de advinhar, a direitona, encastelada na mídia venal, não vai parar por aí. Vai avançar, em outras ações, porque sabe que não retoma tão cedo, por voto, a presidência da república. Poderá vir um repeteco do 31 de março de 1964, “constitucional”, embasado em ato jurídico perfeito. Em nome da “moralidade” e para o bem de todos… que tem bico grande e penas coloridas. É hora dos movimentos sociais começarem a reagir, enquanto é tempo.

  7. …condenado por quem ? Por um tribunal que absolveu o Dantas ? Vão pedir a Globo que devolva o dinheiro ilicíto que recebeu dos “marginais” ?
    …o ódio ao PT, por parte desta elite fedorenta, é a grande força que tem alavancado o nosso progresso, em todos os sentidos, pois agora não terão como ficar omissos de julgarem os delinquentes do PSDB, a privataria tucana.
    Vamos ver uma debandada de membros da elite paulista para morarem em Miami ou Nova York.
    …quanto mais batem, quanto mais tentam desconstruir, mais o PT cresce , além de LULA e DILMA, agora temos o HADDAD para futuro presidente.
    VIIIIIIIIIIIVA LULA, QUE LIBERTOU O BRASIL DESTE BANDO DE VAGABUNDOS.

  8. É certo que Serra jamais será julgado por esses juízes pela Privataria Tucana… Mas está sendo julgado pelo eleitorado, até mesmo o de São Paulo, que não para de rejeita-lo. Deus escreve certo por linhas tortas…

  9. É de se lamentar le rcertas opiniões que acham que se os militares, o FHC e os outros governos anteriores roubaram dá direito ao PT de roubar, seguindo essa linha de raciocinio a roubalheira não vai acabar nunca. Quê tipo de pessoas pensam dessa maneira? Como se pode construir uma nação com esse tipo de pensamento. Se os outros roubaram, são ladrões iguais aos atuais, não tem diferença nenhuma. Sempre os partidários dos governos que estão no poder usam esse argumento para continuar roubando..

  10. Se o PT fosse um partido sério, que não dependesse do Lula para tudo, exigiria o mesmo rigor no julgamento do mensalão do PSDB e nas ações de criminalidade contra Serra que estão caducando no supremo. Mas cadê a ombridade do PT? Vai virar chacota, o ultimo P que vai para a cadeia no Brasil. Preto, Pobre, Puta e Petista!

  11. Mas o “mensalão” não se confirmou neste caso. João Paulo teria recebido 50 mil reais para dar vantagens à uma empresa de publicidade; não tem nada a ver com receber suborno para votar projetos do governo. O “mensalão” tal como apregoado por sete anos pela velha mídia, não aconteceu. Nem neste caso nem em outros. Duvido que um José Genoíno tenha cobrado para votar projetos do…Genoíno.

  12. Gilmar Mendes concedeu dois habeas corpus ao banqueiro Daniel Dantas, condenado pela Justiça.
    Marco Aurélio de Mello concedeu habeas corpus ao banqueiro Cacciola, que fugiu.
    Gilmar Mendes concedeu habeas corpus ao médico estuprador Abdelmassih, que fugiu.
    Marco Aurélio de Mello oncedeu habeas corpus ao assassino de Dorothy Stang.
    São esses que estão julgando o tal “mensalão”.

  13. Enquanto isso, o mensalão mineiro caminha, a passos largos, para a prescrição. E a nossa mídia golpista aplaude…Como bem disse Gersier, 29/08/12, às 20:26hs, estão transformando o STF num circo mambembe para delírio da nossa mídia golpista. Cesar Peluso já vai tarde e quando será a vez do nosso “querido” Gilmar “Dantas”?

  14. ainda bem que o candidato do PT, e o Serra vai tomar ferro em SP.aki em Campo Grande esses falsos honestoS estaõ em 03 lugar nas pequisas. mais tambem estamos ferrados! em primeirio esta essa corja do PMDB que não valem nada tambem.

  15. Conclusão: imprensa PIG é mais poderosa que o STF.
    Alguém ainda duvida?
    Pior é quem tem um monte medalhões no PT que acham este negócio de “mídiaPIG” uma bobagem … hehehe
    Continuem achando, né Franklin!

  16. Everaldo, Luiz Dantas, Mr Chance, a mentira repetida mil vezes pode ser confundida com a verdade por pouco tempo. Apesar dos anti-PT’s do Balaio não terem percebido ainda (raciocínio lento) os demotucanos estão sendo varridos da Terra. E a batata do PIG está assando. Estou otimista. “Vamu qui vamu”. Abração a todos.

  17. No país em que compraram-se votos para reeleger o presidente da hora, enquanto arriscavam-se, confessadamente, como estando no “limite da irresponsabilidade”,
    No país que desde Caminha, a elite deita e rola no erário público, sem que nada lhe aconteça ou seja cobrado em qualquer instância, que diga então, na suprema,
    No país em que no estado mais desenvolvido, não se consegue instalar uma única CPI para investigar suspeitas e suspeitas de corrupção e malversação do dinheiro público, com a conivência da mídia amiga,
    No país em que o livro Privataria Tucana, substanciado por documentos e mais documentos provando a esbórnia com dinheiro público, é ignorado pelo Procurador Jornal da República e pela mídia amiga e seletiva,
    No país em que o banqueiro Dantas, pego no flagra, recebe dois HC expressos, na pessoa do Gilmar do STJ,
    No país em que o partido no governo sequer consegue levar para falar na CPI do Cachoeira o “jornalista” Policarpo da Veja,

    Nesse mesmo país, da impunidade ampla, geral e irrestrita para o pessoal da Casa Grande, alguns dos mais importantes dirigentes do partido mais arraigado aos interesses da maioria da população e no governo, são levados as barras do STJ e condenados por dinheiro utilizado em campanha política.
    João Paulo, torna-se “bandido”, “lavador de grana”, por pegar 50 mil reais para pagar pesquisas de campanha. Imaginaram se isso virasse jurisprudência, não ia sobrar nem mesmo quem apagasse a luz da camâra em Macuco do Conceição a Dentro.
    E o pior, além do partido pusilânimamente, através de seus dirigentes, não reagir ao ataque feroz e hipócrita que vem sofrendo a anos de uma mídia auto declarada partido de oposição, tem ainda quem não entende bulhufas sobre o que está ocorrendo.

    O golpe paraguaio está armado, a hora que quiserem levam Dilma e quem mais desejarem “à justiça suprema” e retomam as rédeas do poder, que não mais conseguem através da democracia, através de votos.

    Está na hora de reagirmos, se não quisermos, a maioria, que esse país tenha novamente como futuro a senzala e o atraso por garantia.

  18. A nação brasileira espera com uma certa ansiedade,que o STF, realize algo que as outras instituições repúblicanas(com exceção do MP e PF) não conseguiram-Combater a corrupção-Condenando a todos os corruptos.

  19. Em matéria de supremo, aprecio mais o de frango, sou-lhe sincero, paulistano, paulista, etc.

    A seleta cegueira da justiça nunca foi tão (e)vidente.

    O número de gabaritadíssimos deuses desse olimpo do faz-de-conta me faz recordar de um numeral “parente”, distante, pelos (temerários) padrões de avaliaçãoa temporal de hoje em dia: cento e onze. Lá, morreram sem direito à defesa alguma; aqui, “matam”, fingindo que não viram a defesa. Isso tudo vai ser cobrado, demostenisticamente. O pó de onze pesará mais do que o de cento e onze?

  20. Prezado Jornalista, Ricardo Kotscho.
    Confio no seu grande conhecimento sobre homens e justiça! Mas, para que serve mesmo a Justiça? Nosso ilibado Supremo, serve, a se ver, mesmo para lembrar de uma iguaria gastronômica, simplesmente, hilário… Penso que o Dr. Ophir, presidente da OAB deve mesmo estar preocupado com as próximas provas do exame de ordem para os bacharéis das Ciências Jurídicas e Sociais que desejarem seguir na carrreira de advogados: será de bom alvitre incluir questões que abordem as sandiçes ou deliquências processuais criadas nas cabecinhas deslustradas dos nobres julgadores, estre estes os vesgos, Fux e Rosinha! Ai, Ai… Se o magistral Goethe pudesse se debruçar sobre as ementas produzidas por esses juízes de araque, poderia repetir “que é preferível uma injustiça do que a total ausência dela, pois, estaríamos diante do caos”?! Então, que utilidade prática tem um arcabouço jurídico, se, fatos delituosos não são tratados pelo Poder Judiciário, com todos os trâmites: com inquérito, com observância de prazos, com a preservação de provas e com as devidas denúncias?! Pois é, caro jornalista, já estive deste lado, mas, cansei de ver, repetidas vezes, o que estamos vendo: injustiça sendo praticada a torto e a direito… Não me espanta nenhum pouco perceber nosso vetusto STF vergado sob o medo e a vergonha, a corte disfarçada de honestidade… Que droga de mensalão é este onde não existem provas materiais robustas que comprove a “mão-na-massa”? fotos, gravações autorizadas? Como estes homens? (duvido que eles se vejam nesta vulgar condição) conseguem votar nestas condições? Vejam que eles tiveram que parir algumas esdruxulas artimanhas para se convencerem que a falta de prova era crime! Isto só para se falar o menos… Será que há um rasgo de imparcialidade na nossa imprensa, tirando fora a Carta Capital e a Brasileiros, quem teria interesse em trazer à luz uma cronologia dos escândalos envolvendo a cena política brasileira desde os “50 anos em 5” do JK até hoje, passando por todos os governos, incluindo o período negro (ditadura-Golbery-Andreazza-Delfin, alguém lembra? ou todos viraram ovelhinhas?), Sarney, Collor, Itamar, FHC, compra de votos para reeleição (EC), privataria-Serra, mensalão do PSDB-Arezedo, mensalão do PT. Neste caso específico: qual o objetivo da arrecadação? aprovar matéria de interesse do governo petista? Affff…
    Então, para terminar, sou um velho prolixo, que se há de fazer! tenho um desejo atávico por justiça! das boas, de se fazê-la, com honra e mérito, tim-tim por tim-tim, no seu tempo certo, com a apuração e a devida punição, de todos, sejam os de um partido ou de outro! com o retorno do dim-dim desviado aos cofres! Será que isto é uma utopia?! Será que o STF, vaidoso e arrogante, vassalo da desídia, opera, intencionalmente e com a conivência da PGR, pela prescrição dos outros não menos escabrosos desmandos político-financeiros de nossa recente história democrática? Será que eu serei abençoado, no ocaso de minha passagem terrrena, com o Bóris Casoy disendo: “isto é uma INJUSTIÇA”! A meu ver, INJUSTIÇA, é quando há um tratamento diferenciado para crimes iguais. Parece que é difícil fazer o simples!
    Com respeito e admiração pelo seu trabalho, e um abraço aos freqüentadores do balaio!
    Honorável Indignado

  21. Kotscho, gostaria que você comentasse a opinião do Miguel do Rosário aqui reproduzida:”…Enquanto isso, vemos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), no afã de condenar os réus do mensalão, flexibilizarem a presunção da inocência. Os argumentos de Rosa Weber para condenar João Paulo Cunha são estarrecedores. Seguindo Gurgel, ela também alega que a própria ausência de provas condenatórias seria um sinal do crime.
    Luiz Fux vai mais fundo, e diz que ônus da prova vai para quem é acusado.
    Como não há “ato de ofício”, que seria a ação pela qual se suborna um servidor público, os ministros então decidiram inovar e inventam a tese de que crimes de corrupção passiva independem de ato de ofício.
    A inovação é absurda e produzirá uma instabilidade tremenda na justiça brasileira. Um político desonesto manda um laranja seu depositar R$ 10 mil na conta de seu adversário, e pronto, o sujeito está condenado.
    Os ministros estão esquecendo que a democracia brasileira inscreve-se num regime capitalista e o nosso sistema eleitoral é fortemente competitivo e concorrencial.
    Ou seja, todo mundo tece grandes elogios à democracia, a seus valores, etc, mas quando seus mecanismos internos são desvelados, todo mundo vira o rosto e começa a xingar? É incoerência. O amor pela democracia deve se estender às suas facetas mais complexas. Os partidos precisam de recursos para fazer campanhas políticas. Não entender isso, e ao mesmo tempo se autodenominar um defensor dos valores democráticos, é ser hipócrita. Num cidadão comum, isso é pernicioso, triste. Num juiz, é uma tragédia republicana. É contaminar o judiciário com o vírus do lacerdismo.
    Segundo Rosa Weber, o simples fato de “poder praticar atos de ofício” já seria uma prova de culpabilidade. Isso é evidentemente um monstro jurídico, uma peça quase fascista. Ela criminaliza o poder, o qual, numa democracia, emana do povo. Ela criminaliza, portanto, a democracia, a política e o povo.
    Luiz Fux afirma que “a verdade é uma quimera, é o que se infere. Se trabalha com a verdade suficiente”. Ou seja, o ministro instaura um novo procedimento: como não se pode provar o crime de um réu, e como a pressão midiática é muito forte, então deve-se condená-lo apenas em função da “verdade suficiente”, ou seja, de uma tese.
    Daí a ministra junta três notas, vê que números de série são seguidos e interpreta aquilo como “estranho”. Não importa que este fato sequer tenha sido mencionado pelo Ministério Público. Weber, no desespero de trazer algum resquício de argumento para condenar, assume o papel de um investigador meia tigela.
    Para condenar um político inimigo da “opinião publicada” não é necessário mais provas, nem atos de ofício, nem testemunhas, nada. Basta coletar alguns artigos de jornais e decretar a sentença. No dia seguinte, os jornais virão com aplausos e o ministro será festejado quando for visto caminhando em Ipanema.
    De fato, existem algumas regras constitucionais que são realmente enfadonhas. É chato, né, ter que arrumar provas para condenar um réu. Bom mesmo era na ditadura, onde um inimigo político era condenado sem que se precisasse reunir documentos, testemunhas, contra a sua pessoa.
    O ódio contra a democracia na mídia é cada vez latente e perturbador.”

  22. Epa, um momento!

    A discussão a respeito da Ação Penal 470 está pesadamente contaminada pela política partidária, como se tudo se resumisse a isso. O próprio Kotscho criticava esse clima de torcida em torno do julgamento. Independente do que está nos autos, já estavam prontos os argumentos para se criticar o STF como instituição.

    Se os acusados fossem absolvidos o argumento seria o de que a maioria dos ministros (oito deles) foi indicada por Lula e Dilma (ficam de fora o Celso de Mello, nomeado por José Sarney, Marco Aurélio, nomeado por Fernando Collor, e Gilmar Mendes, nomeado por Fernando Henrique). Logo, se absolvesse o STF seria tido como “aparelhado”.

    Como veio a condenação, logo o STF é antidemocrático, é pautado pela grande imprensa, e um longo etc.

    Do lado do Ministério Público Federal: se este denuncia o José Roberto Arruda (ex-DEM) no esquema chamado “Mensalão do DEM” no Distrito Federal é aplaudido, mas se leva adiante a Ação Penal 470 é vaiado? Onde é que está a coerência?

    Além disso, as consequencias desse julgamento ultrapassam o PT e atingem também o Roberto Jefferson (PTB) e dão uma sinalização negativa para Eduardo Azeredo e seu “Mensalão Mineiro”. Políticos (de diversos partidos) e operadores financeiros no banco dos réus são uma novidade no Brasil e espero que vire um hábito.

    Por fim, não se pode chamar o STF de antidemocrático ou reacionário, porque é aquele mesmo tribunal que reconheceu o direito de união civil homoafetiva, a possibilidade de aborto por anencefalia e a constitucionalidade da política de cotas nas universidades, teses políticas progressistas que também sofreram (e ainda sofrem) pesado bombardeio dos setores conservadores, mas as quais o STF subscreveu.

  23. Somos um grupo de amigos do que se chama a classe média paulistana: médicos, arquitetos, sociólogos. Estamos tristes sim com o resultado do julgamento do chamado mensalão. Carta Capital dessa semana me emocionou, nos emocionou, como emociona milhares de brasileiros.
    Queremos sim que os políticos sejam julgados por seus mal feitos. mas todos os políticos. E por ordem de crime. E com regras valendo para todos. Até agora o STF muda as regras do nosso direito ao seu prazer e aos dos jornalistas. Uma lástima.
    Enquanto o Demóstene spor crimes mais grave canta Let’s me try again, o Joa Paulo Cunha vai para a cadeia por 50 mil reais que o Revisor Lewandoski, nao viu crime. Isso não é ruptura nem novo paradigma. É a manutenão do poder nas maos de poucos e dos mesmos. Como diz Mino é a Casa grande, os 5% que detestam Lula e Dilma, mas que ocupa todos os meios de comunicação. Só eles têm voz. Onde está a ruptura?
    O que setores da mídia está fazendo é crime contra o direito à defesa. Muito me admirou o Koscho, justo ele, dizer que Tófoli não convenceu?
    Quem convenceu o Fux, que até confundiu os réus? a Weber que gaguejou e se mostrou nervosa?
    Os jornalistas deveriam vestir a toga dos ministros e acabar com a farsa. Quem julga são sempre eles. E a suprema corte. Ora a corte, com um bufão como o Gilmar Mendes, como levar a sério essa Corte?

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *