Por falta de nomes, Dilma dá um tempo

Por falta de nomes, Dilma dá um tempo

Bem que a presidente Dilma Rousseff já gostaria de ter concluído sua minirreforma ministerial para poder se dedicar apenas a melhorar a gestão de governo, o seu grande objetivo para 2012, mas as mudanças estão emperradas pela falta de bons e confiáveis nomes no mercado partidário.

Numa conversa que tivemos antes do início da campanha presidencial de 2010, quando ainda era ministra-chefe da Casa Civil, Dilma queixava-se exatamente da falta de quadros para compor a equipe de governo.

O que dificulta ainda mais a escolha de substitutos para os ministros que estão balançando nas cadeiras é a necessidade de contemplar os partidos no esquema de capitanias hereditárias adotado pelo “presidencialismo de coalizão”.

Já está decidido que as próximas trocas deverão ocorrer em Transportes, Trabalho, Igualdade Racial e Cultura, mas a presidente não está conseguindo conciliar os interesses partidários com um perfil adequado para unir na mesma pessoa competência profissional com conduta ética.

Faço uma pergunta aos leitores: qual nome do PR vocês indicariam para o lugar do interino Paulo Passos no Ministério dos Transportes, que é da cota do partido de Valdemar Costa Neto?

Da mesma forma, qual seria o candidato natural do PDT de Carlos Lupi para ocupar o Ministério do Trabalho?

Ana Holanda, da Cultura, assim como Luiza Barrios, da Igualdade Racial, também só continuam em seus postos porque Dilma ainda não encontrou ninguém para substituí-las. Neste caso, o problema não é partidário, mas achar alguém que não signifique trocar seis por meia dúzia, como já aconteceu no Ministério das Cidades, por absoluta falta de opção.

Enquanto não conclui a reforma no primeiro escalão, Dilma vai discretamente substituindo por técnicos da sua confiança nomes antes indicados pelos partidos para ocupar áreas estratégicas como a Conab, o Dnocs e a Casa da Moeda, e em diretorias do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal.

PEC-300 vai para a geladeira

Em semana aparentemente tranquila, uma coisa é certa: agora, depois da greve na Bahia e da ameaça no Rio de Janeiro, é que o governo federal não vai mesmo apoiar a PEC-300, que estabelece piso salarial nacional para os policiais. Seria ceder às chantagens dos grevistas.

Caberá ao Ministério da Justiça encontrar alguma outra solução para acalmar os funcionários públicos fardados e armados que se mobilizaram nacionalmente e ameaçam fazer novas paralisações.

Fernandos esquecidos

E não se fala mais nos ministros da Integração Nacional, Fernando Bezerra, e do Desenvolvimento, Fernando Pimentel, que chegaram ao final de 2011 como as bolas da vez.

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21 thoughts on “Por falta de nomes, Dilma dá um tempo

  1. Para o ministério da Cultura tem um nome do PT que não seria trocar 6 por meia dúzia e reestabeleceria uma coisa que se chama política cultural que a Dilma ainda não tem e que o governo anterior construia com muito vigor…

  2. Ricardo,
    Esse é o ponto chave. Faltam nomes. Nos partidos políticos, com raríssimas exceções, só militam “goelas grandes” que estão na política para enriquecer e não para dar sua contribuição ao País. Nesses partidos da base aliada (PMDB, PR, PDT etc.) todos sabemos muito bem quem são seus expoentes. Só resta a Dilma ir buscar nomes na iniciativa privada. De que forma ??? Boa pergunta não ??? Será que bons nomes da iniciativa privada aceitariam trabalhar para o governo onde reinam “maracutaias”, “roubalheiras”, “pilantragens”, “falta de ética e de vergonha” e tudo que existe de mais abominável no ser humano ? Não acredito. Por isso o País patina tanto. Por isso as obras aqui custam 10 vêzes mais do que em qualquer lugar do mundo. Por isso se perde tanto dinheiro em corrupção. O melhor a fazer é seguir o conselho do Johanpetter e diminuir o numero de ministérios para 17.

  3. Vai ser dificil explicar aos policiais e ao povo porque o governo negará apoio à Pec-300. Vai ser dificl explicar aos leigos que existe fartas verbas para demandas salariais e empregaticias do poder legislativo e do poder judiciário, e não existe para os policiais. Está certo, os dois são poderos autonomos, mas de um corrporativismo exacerbado, ofensivo aos ganhos médios da população e de funcionáriosda saúde e da segurança, e que se sustenta com as verbas ditads pelo orçamento. Apoiar a Pec-300 não é ceder a chantagem, mas, de uma vez por todas, dar um passo decisivo para a valorização profissional dos policiais que se arriscam diariamente (incluo os bombeiros). É preciso fazer dessa atividade algo honroroso e estimulante. Menos (aumentos e vantagens) para os que agtuam em gabinetes e ambientes com ar condicionado, e mais para aqueles que trabalham nas ruas. Se o governo não perceber isso, assim como não tem percebido as perdas das aposentadorias do INSS acima de um salário minimo, então está demonstrando falta de sensibilidade social e está sendo incoerente contra os históricos discursos do PT

  4. Historiador na CartaCapital dessa semana citou o Pronasci como o maior programa de segurança do mundo. Nele estava prevista a bolsa-formação para os militares de todos os Estados. Tal bolsa funcionava como uma complementação de salário para aqueles militares que pretendia estudar. Segundo o historiador, isso acalmou um pouco os policiais militares. Mas tal bolsa foi cortada no começo de 2011, naquele corte do orçamento que a Dilma fez. Isso procede?
    Para o Ministério do Trabalho um nome se destaca: Brizola Neto!

  5. “E não se fala mais nos ministros da Integração Nacional, Fernando Bezerra, e do Desenvolvimento, Fernando Pimentel, que chegaram ao final de 2011 como as bolas da vez”

    Pior, Kotscho… muito pior… Já não se fala mais da greve dos PMS que iria, até sexta passada, destroçar o Brasil. A falta de credibilidade do PIG e sua eterna obsessão em derrubar Lula, Dilma e o PT está criando um perigoso precedente, o de não ser possível acreditar em absolutamente nada do que eles publicam. Já passou da hora de termos, além da internet, uma mídia minimamente responsável. A Fábula “Pedro e o Lobo”, nunca foi tão atual…

  6. Boa noite Ricardo!
    Boa noite amigos balaieiros!

    Essa questão de troca troca, pega pega, duro mole, esconde esconde, e trepa trepa de minístros dá uma novela e tanto. Deixa a brincadeira infantil saudável, para adentrar na nojeira partidária. Trabalho da presidente que é muito bem paga pra isso.
    Já no caso da tal PEC 300, bem, os policiais são ou não são trabalhadores? O partido que governa é ou não é dos “trabalhadores”?
    Então, ou se REDUZ ao nível nacional os salários da polícia do DF, ou se igualam os dos outros TRABALHADORES dos do DF…simples!!!!

    O que fazem os policiais do DF de tão especial para terem tais vencimentos?
    Só por estarem “cercados” de bandidos que não podem ou não conseguem prender devem ser melhor remunerados? Por “Status”?
    Os policiais (todos) civis e militares, merecem respeito. Esse respeito é MUITO MELHOR, mais eloquente, mais concreto, do que simplesmente verbalizado, se for expressado em alguma coisa mais substancial, mais concreta, mais…”respeitosa”!!!!!

    Assim como os professores e médicos, o profissional que “pega na sujeira” deve ser bem pago sim, e pronto!

    Mas vem aquela discussão mesquinha do governo não ter verba para sustentar tal “respeito”?

    E o Judiciário com seus “respeitosos” e excelentíssimos respeitos?
    E o Legislativo com seus “auto-respeitos” também excelentíssimos?
    Nem vou falar do Executivo pra não politizarem ainda mais…
    Eu sei é que, essencial é essencial, e deve ser muito bem remunerado, resta saber só o que é VERDADEIRAMENTE ESSENCIAL NESSE PAIS?????

    Abraços!

    Robson de Oliveira

    http://ecoblog-blogeco.blogspot.com/

  7. FORÇA, LULA. Aguenta mais um pouco dessa chatisse dolorosa.

    Para o Ministério do Trabalho um nome com a credibilidade/conhecimento necessários, é o Dep.Brizola Neto.

  8. Por falta de nomes? Será que o Brasil está tão pobre de proficionais qualificados e honestos para assumir ministerios?. O problema é falta de coragem da presidente para Nomear ministros com esperiencia proficional e honestidade em cada area que ele vai trabalhar.

  9. O Johnny quer tirar os corruptos pra colocar os corruptores. É isso mesmo, Johnny, vamos colocar banqueiros e empreiteiros nos ministérios que resolve. E durma com um barulho desses !!!!!

  10. Robson de Oliveira disse : ” Mas vem aquela discussão mesquinha do governo não ter verba para sustentar . . . . . ” ////// Pois é, Robson, e o governo FHC, que voce defende de forma esfusiante, promoveu o maior arrocho salarial da história desse país. Então, já passou da hora de voce parar com conversa fiada e fazer sua parte votando nas próximas eleições. Escolha seus representantes, arque com a responsabilidade de sua escolha e deixe de trololó. Vote em seus ídolos tucanos, mas vote. É isso que nós, os Petralhas, fazemos. E durma com um barulho desses !!!!!!!

  11. Como se não existissem no Brasil cidadãos com formação, capacidade técnica e ética para ocuparem tais postos. Que nojo sinto ao constatar que tudo não passa é de leilão partidário, troca-troca, toma lá da cá, interesses pessoais, quem-ganha-mais-com-isso, essas coisas!

  12. Oh, midiazinha despudorada! Para não dizer um outro nome mais agressivo. Os jornalistas inventam um palavreado que vende notícias, depois cobra do governo, sobre a mentira que criou. Assim foi com a “faxina”, palavra nunca dita por Dilma, e até desmentida para Patrícia Poeta, quanto esta a entrevistou no Planalto. Dilma disse, não se trata de faxina, pois faxina se faz na parte da manhã, e à tarde ou à noite, tudo está sujo de novo. Da mesma forma, ela nunca falou em reforma de ministério.Os jornalistas inventam, e aínda vem Ricardo Kotscho dizendo que, por falta de nomes, Dilma dá um tempo. Nomes bons é o que não tem faltado ao PT e à base aliada. Saiu Sérgio Gabrtielli, imediatamente surgiu um nomão forte, Graça Foster. sairam ministros “defenestreados” pela mídia, logo logo foram encontrados nomes tão bons quanto. Defenestrado é outra palavrinha escolhida para dar maior ênfase às invenções venenosas dos jornalistas. Esses profissionais precisam saber falar correta e equilibradamente, mesmo que não tomem partido de ninguém. Ainda há tempo para eles aprenderem que o mundo mudou depois da internet, cujos internautas estão atentos para as bobagens que escrevem.

  13. Se há falta de nomes para ocupar ministérios, imagine para Secretarias e Diretorias. NO caso da troca de sei por meia dúzia, depois de uma semana a secretaria executiva do ministério das cidades continua vazia, o ministro não nomeou chefe de gabinete e outras secretarias continuam na mesma: gestor sem representatividade é cadeira vazia! E assim a tal eficiência na gestão é coisa de missão impossível 5… Espere e verás…

  14. Pois é Victor! Agora foi você que finalmente se entregou.

    “”” (…) Vote em seus ídolos tucanos, mas vote. É isso que nós, os Petralhas, fazemos. E durma com um barulho desses””””” !!!!!!!

    Então…PETRALHAS estão votando em TUCANOS AGORA??

    Realmente é difícil dormir com esse barulho, mas como estou cansado e trabalhei bastante hoje, como sempre, irei dormir bem mais tranquilo sabendo dessa tua opção de voto em contradição com o que pregas!!!

    Eu já desconfiava!!!!

  15. Na cultura tem um nome maravilhoso, ético, competente e comprometido com o povo. Célio Turino, o homem que desencondeu o Brasil com os Pontos de Cultura, que enquanto o Brasil não aproveita seu talento, brilha pelos países da América Latina fazendo a Cultura Viva acontecer.

  16. Robson, é voce mesmo ? Não estou acreditando !!!! Finalmente voce não surtou, não foi agressivo nem mal educado. Pelo contrário, usou de uma ironia verdadeiramente “Victorhuguiana” num texto conciso e bem humorado. Parabéns, Tucanão !!!!!

  17. Sra Digníssima Presidenta Dilma, não precisa se preocupar com a sua reforma no ministério porque a oposição já deu a sua ajuda e tirou dos cargos sem que a senhora se preocupe os 7 ministros permitindo antecipadamente a reforma. Não podemos reclamar que a oposição não colaborou, ela foi eficiente e nos poupou muito trabalho na procura de quem não se conduziu com lisura, se assim podemos pensar. Agora há a possibilidade com esta redução de economizar em salários e reduzir o número de ministros.

  18. No que diz respeito a cultura, a desculpa da falta de nomes atrasa queda de Ana de Hollanda do MinC. Há certos momentos que preferia ter minha opinião vencida do que me deparar com a crueza dos fatos: não há quadros no grupo atual do Governo para compor o MinC. Isso já se sabe. Até por que cultura nunca foi prioridade dentro do PT. De certa maneira era para o Lula devido a óbvia presença de intelectuais e artistas na geração primária do PT. Mas Mario Pedrosa por exemplo está esquecido pelo fato de que o trotiskismo não tem aceitação dentro do partido como as linhagens que estão no Governo. Dilma Rousseff não encontrou alguém ainda na sua região geográfica preferida. É a história de um partido que nega a sua própria história. Sepultar o legado de Mario Pedrosa e não reverberar em décadas o único autor brasileiro que se ocupou sistematicamente com o papel da política partidária e que sobretudo atuou elaborando políticas públicas de arte e cultura é assinar o atestado anticultura. Outra coisa é a revivificação do mito da Ditadura como parâmetro de ocupação dos ministérios. Outro absurdo, provavelmente a devolutiva da presidenta para com seus fiéis seguidores de geração, seus companheiros. Mas a verdade é uma só. Dilma está perdendo o bonde da história. O PT pode não possuir gente para ocupar o MinC mas o PCdoB e o PSB possuem. Celio Turino e Carlos Siqueira, por exemplo. Outro perfil outsider, mas válido dentro do contexto atual seria de Eduardo Gianetti da Fonseca. Falo isto porque ninguém é capaz de cogitar um nome da sociedade civil que possa não ser ligado a partidos. Mais uma vez: cultura continua não sendo prioridade neste Governo e nem no próprio PT. Basta ver que os PTistas antigovernistas, as alas mais jovens protestam sobre muitas coisas mas sobre cultura não falam. É isso ou não? Ou querem nos dizer que entre 200.000.000 de brasileiros não há ninguém com capacidade para assumir o MinC? Isso é um insulto a inteligência e mais um “olé” na falta de mobilização dos seguimentos de arte e cultura no Brasil. Em suma, Dilma Rousseff não quer substituir a sua ministra e no alto escalão de seus conselheiros todos estão longe de saber o que é cultura e muito menos de por em pauta a urgente necessidade que o Brasil tem de tratar cultura como ação estratégica de desenvolvimento.

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