Carta de despedida da filha ao Dr. Manreza

Carta de despedida da filha ao Dr. Manreza

O meu amigo neurocirurgião Luiz Alcides Manreza, mentor da lei sobre morte encefálica que permitiu a multiplicação dos transplantes no Brasil, passou a vida salvando vidas. Morreu sábado, aos 67 anos, de um enfarte fulminante, quando o avião já pousava no aeroporto de Miami, na véspera do Natal. Metade da família estava a bordo e a outra metade o esperava no aeroporto.
Foi como se tivéssemos perdido alguém da nossa família. Mariana, minha filha mais velha, e Roberta, a caçula de Manreza, estudaram juntas a vida toda, são jornalistas e juntas trabalham na televisão, apresentando o programa “Papo de Mãe”, na TV Brasil.
São mais do que amigas, irmãs de fé.
Na manhã desta quinta-feira, 29 de dezembro, Roberta Manreza nos mandou a comovente carta de despedida que escreveu ao pai, enquanto a família aguarda a liberação do corpo em Miami.
Por isso, interrompo o breve período de trégua do blog neste final de ano para reproduzir abaixo esta bela prova de amor de uma filha pelo pai e aproveito para agradecer aos amigos Celso Amorim e Paulo Oliveira Campos, ao nosso consulado-geral em Miami e ao Itamaraty a generosa assistência que prestaram à família Manreza neste momento de dor.

***

Carta de despedida e homenagem ao Prof. Dr. Luiz Alcides Manreza, o melhor pai e melhor médico do mundo.

Pelo menos para mim, essa é a maior verdade, incontestável. O médico Luiz Alcides Manreza era um apaixonado pela profissão e não um apaixonado da boca para fora. Eu nunca vi em toda a minha vida meu pai reclamar de sair no meio da noite para atender a um caso, de solucionar pedidos de ajuda que vinham de todas as partes e de operar durante mais de dez horas, sempre disposto.

Até nas férias ele se metia a socorrer as pessoas. Prestar socorro a um banhista que pulou de uma pedra e bateu a cabeça no fundo do mar _ até aí, tudo bem, para um neurocirurgião. Mas engessar o braço das pessoas praia afora? Ele se achava Deus, dizem que os neurocirurgiões se sentem acima de tudo mesmo. Era convencido, sim! Eu ficava preocupada:
-Pai, mas você tem certeza que sabe o que está fazendo?
-Fica tranquila, Roberta, dizia ele, enquanto raspava os pelos do braço da vítima e engessava o braço quebrado, com gesso mesmo!

Quem conhecia o meu pai deve estar se perguntando: mas e o sangue espanhol do Luiz, catalão como ele gostava de dizer, leonino e vaidoso até o último fio de cabelo da charmosa careca dele? Tinha esse lado também. Meu pai conquistou a minha mãe, Maísa, quando cursava o quarto ano da Faculdade de Medicina da USP. Ela era caloura e ele a convenceu a fazer neuropediatria.

Meu pai era o típico “boa praça”. Tudo estava bom para ele, mas era orgulhoso. Tinha vários amigos, era uma delícia conviver com ele. Muito inteligente, bom de papo, a memória do meu pai era irritante. Você podia falar com ele sobre qualquer assunto e meu pai adorava contar piadas. Eu nunca consegui contar direito uma piada na vida! Sempre esqueço parte da piada e ela fica sem graça. Ah, ele gostava também de fazer palavras cruzadas. Adorava.
Na profissão, um das maiores alegrias da vida dele foi ter sido diretor do Pronto Socorro do Hospital das Clínicas de São Paulo. Cargo que ele ostentava com muito orgulho e que lutou com unhas e dentes para preservá-lo. Dizem que lá ele salvou inúmeras vidas; vítimas de traumatismo craniano, balas e facadas na cabeça. Aliás, um dos muitos casos que ficaram famosos solucionados por ele foi de um homem com uma faca enfiada na cabeça. Foi operado e salvo. Era também diretor do Hospital São Luis.

Meu pai também se orgulhava de duas outras coisas na vida profissional dele. Autor do conceito de morte encefálica no Brasil, fazia parte da Sociedade Brasileira de Transplante de Órgãos e comemorava o sucesso da trajetória dos transplantes no país, hoje um trabalho reconhecido internacionalmente. Ele também fazia parte da Sociedade Brasileira de Neurocirurgia, da Sociedade Brasileira de Coluna e outras sociedades que eu não me lembro agora, me desculpe. Era delegado do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo.

Ele ainda falava com alegria da constribuição que deu para a criação do resgate do Corpo de Bombeiros. Recentemente, até foi homenageado no Corpo de Bombeiros. Quando eu era criança, lembro dele levar para casa uma boneca importada usada para treinar primeiros socorros. Boneca que, na época, acho que era a única no Brasil, e seria usada pelo pessoal dos bombeiros. Por isso, tenho hoje noções básicas de primeiros socorros.

Acima de tudo, ele amava viver. Era muito feliz, amava a família e fazia questão de estarmos sempre juntos, como agora. Perdi o meu porto seguro, o meu colo, o meu paizão para quem eu podia ligar a qualquer hora e fazer uma “consulta” para os amigos, para pedir um conselho ou, simplesmente, saber como ele estava. E ele estava sempre bem.

Minha mãe me falou que ele tem muitos pacientes antigos, aqueles que estão sempre no consultório, nos aniversários e no Natal, que vão sofrer, como nós estamos sofrendo. Os familiares e amigos, nem se fala.

Gostaria de agradecer todas as mensagens carinhosas e a ajuda que tenho recebido. Todas estão sendo de extrema importância nesse momento.

Pai,

Te amo, saudades.

Tenho muito orgulho de ser sua filha.

Bjs,

Roberta Manreza

26 thoughts on “Carta de despedida da filha ao Dr. Manreza

  1. Eu e minha família ficamos muito tristes com a notícia do falecimento do Dr. Manreza. Há quase oito anos atrás fui internada por ter passado uma semana com dores de cabeça fortíssimas e me encontrar, na ocasião, num estado de semi-consciência. Para minha sorte, fui operada pelo Dr. Manreza. Eu particularmente, não lembro de muita coisa pois como mencionei, não tive conciência do que estava acontecendo comigo. Minha família é que me contou do profissionalismo mas principalmente, da grandeza humana do Dr. Manreza. Após 5 horas de cirurgia, minha família aguardando e rezando muito pela minha vida, o Dr. Manreza pessoalmente deu o resultado, com uma expressão amiga e amorosa ele comunica a todos “ganhamos na loteria! era só um abcesso, ela vai ficar boa!” todos se comoveram com a alegria dele e com a forma carinhosa do emprego do verbo GANHAMOS – naquele momento, ele era parte da família. Estou aqui escrevendo essa mensagem e chorando, são poucos seres humanos que se envolvem dessa forma com essa dedicação com pessoas que acabaram de conhecer. O Dr. Manreza fez a diferença no mundo. Como disse o poeta: “Ah, se todos fossem iguais a você”. Meus sinceros sentimentos e solidariedade para a família (linda, em todos os sentidos, tanto pela união, amor, como por ser linda mesmo, no sentido literal, pois vi no seu consultório os retratos). O Dr. Manreza vai deixar MUITA SAUDADE.

  2. Pois é Ricardo Kotscho ! Uma grande perda, não só para a familia, mas tambem para o país. Um proficional com vasta experiencia e disposto a trabalhar a qualquer hora é raro. Com serteza. Ele tem o seu lugar reservado no Paraizo.

  3. “Um proficional com vasta experiencia e disposto a trabalhar a qualquer hora é raro. Com serteza”

    Vou dar ao J. Leite o benefício da dúvida…

  4. Prezada Roberta, que sirva como consolo, seu Pai teve uma boa vida e uma boa morte. A lembrança que teremos dele será a de um homem pleno, atuante e servindo ao próximo até o último minuto de sua existência. Infelizmente, algumas mortes, de tão dolorosas, desgastam profundamente e tiram a dignidade que todo ser humano merece na hora de sua despedida. Seu Pai foi um grande… e como Grande, será sempre lembrado. Um beijo, um abraço e meus sinceros sentimentos à você e toda sua Família.

  5. Chance, o léxico empregado pelo J. Leite lembrou muito o de um tal João que, de vez em quando, aparece por aqui. Serão duas faces da mesma moeda? Como uma pessoa de léxico impecável como o conhecido J. Leite pode, ainda que etilicamente afetado, escrever “proficional” ou “serteza”? Só Tutty Vasques, e sua galeria de heterônimos, explica…

  6. Ricardo,
    a perda de um amigo é sempre irreparável. Nossos amigos são únicos. Insubstituíveis. Nem sempre convivemos de perto com nossos amigos mas eles estão sempre presentes em nossos pensamentos. Os verdadeiros amigos não precisam estar sempre presentes, mas quando temos oportunidade de encontra-los é sempre um momento especial em nossa vida. Não conheci o Dr. Manreza. Pela carta de despedida de sua filha é possível vislumbrar sua nobreza. Recentemente perdi um velho amigo de 30 anos de convivência. A falta que ele faz é contínua. A saudade é imensa. Mas a lembrança da convivência nos traz momentos de nostalgia. Para eles terminou a missão aqui na Terra. Deixam saudades e exemplos. Para nós fica a lembrança e a expectativa do reencontro no outro Plano da Vida.

  7. Ontem foi com muito pesar que soube do falecimento do meu amigo e médico Dr. Manreza. Por coincidência meu marido comentou comigo que precisava trocar uma idéia com ele, obter ajuda especializada para destrinchar um problema neurológico de um personagem num romance que está escrevendo. Foi pesquisando no Google se havia um email de contato do consultório que soubemos de seu falecimento através de uma nota da Sonesp.
    Estou até agora arrasada.
    Ele era um anjo da guarda para mim. Se estou aqui, hoje, contando essa história, é porque ele salvou minha vida. Fui operada por ele e retirei um tumor cerebral em 1991.
    Passei pelas mãos de 15 médicos até ser indicada ao Dr. Manreza. Ele se encontrava em um congresso e tive que esperá-lo. Quando saí de seu antigo consultório na Rua Itapeva, estava aliviada. Ele me tranqüilizou, aliviou meu coração desesperado. Preocupada com o pagamento da cirurgia — que não era barata —, ele me disse para esquecer porque o Hospital o pagaria. Disse-me que teríamos que nos concentrar apenas em retirar o tumor e deixar o resto para lá, sem estresses desnecessários. Eu, meu marido — na época meu noivo — e minha mãe, fomos comemorar a boa notícia com um suco de laranja na Av. Paulista.
    O Dr. Manreza foi o único médico que conseguiu me deixar confiante. Foi o único que me fez voltar a sorrir.
    A cirurgia foi um sucesso, graças a Deus e ao Dr. Manreza.
    Ele acabou se tornando um ídolo para mim e para minha família. Íamos para as consultas e escutávamos as suas histórias (de quando foi para a Turquia e trouxe de lá ervas e condimentos ou de seus passeios náuticos). Minha mãe vivia lhe levando doces árabes — já que somos descendentes — e ouvíamos as suas piadas (tem razão, Roberta, ele era um bom contador de piadas, um gozador). Meu marido vivia admirando a coleção de máquinas fotográficas que ele tinha no consultório (lhe prometemos uma Pentax antiga de presente para a próxima consulta — que agora infelizmente não haverá mais).
    Acompanho sua carreira desde minha cirurgia. Sempre li matérias relacionadas e ele e as entrevistas que concedia. Guardo muitas delas comigo.
    Deus entendeu fazê-lo dar o melhor de si agora em outros planos.
    Eu sempre lhe dizia: para mim é Deus lá em cima e você aqui em baixo. Agora estão ambos lá em cima.
    Minhas sinceras condolências à toda família.

  8. Dr. Manreza foi um grande médico e um ser humano notável. Sou testemunha de sua contribuição na implantação do Sistema de Resgate do Corpo de Bombeiros de S. Paulo. Através de seu conhecimento e de suas palestras brilhantes e bem humoradas sempre defendeu a implantação de um serviço de atendimento pré-hospitalar rápido e de boa qualidade, beneficiando milhares de pessoas. Um homem do bem. Uma perda irreparável que deixa saudades de todos que o conheceram.

  9. Impossível não derramar muitas lágrimas lendo o magnífico comentário da Estela Moricz. Fica no final um sentimento dividido de alegria por saber que ainda existem no mundo pessoas como o Dr. Manreza. Mas também sobra um pouco de frustração; de não ter tido a chance de conhecer essa maravilhosa pessoa. À Família deixo minhas condolências e votos de que, de alguma forma, a obra do Dr. Manreza tenha sequência. Que Deus os abençoe.

  10. Para mim, a noticia chegou somente agora e a tristeza tomou conta do meu coração. Não fui salva pelo Manreza mas sempre o admirei. Tive rápido convivio com a familia no tempo de escola dos nossos filhos; Eramos do grupo de rodízio até o Santa e durante um ano o Manreza — muito generoso — carregou pra escola meus filhos às 6h00 da manhã…uma benção que não esqueci
    Vou aproveitar este espaço para deixar aqui minhas sinceras condolências para toda a familia Manreza. Um beijo especial para a Roberta e outro pra Maisa.

  11. Cara Roberta,

    Li sua carta de despedida do seu pai aqui. Me emocionei. Gostaria de compartilhar algumas coisas com você.
    Você provavelmente não lembra de mim, mas nos conhecemos na casa de seus pais, no final dos anos 90, estive lá em alguns churrascos que seu pai muito bem fazia.
    Seu pai teve uma importância enorme na minha formação médica, começando pela opção por neurocirurgia. Lembro até hoje de um ensaio do Show Medicina, no meu sexto ano, que seu pai, “sapo”, junto com uns amigos, “invadiu”. Fui conversar com ele sobre a neurocirurgia e o seu entusiasmo e a paixão ao falar da carreira me ajudaram muito na opção.
    Boa parte do tempo que passei no Pronto Socorro da Neurocirurgia foi durante a época em que ele era o Diretor. Lembro muito bem que todos os dias ele passava visita em todos os pacientes, de maneira resolutiva e, ao mesmo tempo, didática. Ele adorava explicar e ensinar, você tem toda a razão quando escreveu que ele era verdadeiramente apaixonado pelo que fazia. Aprendi muito, mas muito mesmo com ele. E era um ótimo chefe. Quando alguém fazia uma reclamação de nós, defendia a gente com unhas e dentes. Depois ia averiguar o que aconteceu. Se o erro tivesse sido nosso, chamava a atenção da gente em particular, numa boa. Nós vestíamos a camisa e dávamos sangue, porque sentíamos enorme respaldo nele. Era um líder, grande líder, inquestionável. Posso dizer com toda certeza que o auge, o ápice do Pronto Socorro de Neurocirurgia ocorreu durante a Diretoria dele.
    Era também um apaixonado pela Faculdade. Tinha vivido a vida acadêmica intensamente, a Atlética, o Show Medicina, e sabia da importância disto. Valorizava os formados pela Casa de Arnaldo sempre. Sempre foi muito ético e lutava pelo seu ponto de vista, mesmo que o custo pessoal fosse muito alto, outra característica de um líder.
    O trabalho que ele fez junto aos bombeiros (Resgate) para padronizar o atendimento pré-hospitalar até hoje salva inúmeras vidas. A formalização do conceito de morte encefálica permitiu o desenvolvimento dos transplantes, outro marco na medicina brasileira.
    Você tem que ter mesmo muito orgulho de ser filha dele.
    E eu tenho muito orgulho de ter sido discípulo dele.
    Dr. Manreza, muito abrigado por tudo.

    Arthur Werner Poetscher

  12. ROBERTA,SEI O QUE VOCÊ ESTÁ SENTINDO. A PERDA DE UM PAI, ESPECIALMENTE DO QUILATE DO SEU, CAUSA UMA DOR INCALCULÁVEL. MAS, QUE TE SIRVA DE CONSOLO,VOCÊ FOI UM PESSOA AFORTUNADA POR TER TIDO UM PAI COMO ELE E,A MORTE QUE ELE TEVE, É A MORTE QUE TODOS NÓS DESEJAMOS TER, OU SEJA, SEM SOFRIMENTOS.
    ROBERTA, EU FUI UMA DAS MUITAS OPERADAS POR SEU PAI E VOCÊ NÃO IMAGINA, COMO PASSEI A ADMIRÁ-LO POR TODOS ESTES ANOS, DESDE A OPERAÇÃO QUE OCORREU EM 2006. TIVE UM TUMOR CEREBRAL LOCALIZADO NA CELA TÚRCICA (ESPERO ESTAR DIZENDO CORRETO) E, NUNCA ME ESQUEÇO O QUE ELE DISSE: O LOCAL É DIFÍCIL, MAS NÃO IMPOSSÍVEL. E ÊLE FEZ O IMPOSSÍVEL.
    MEUS SINCEROS PÊSAMES PARA VOCÊ E SUA FAMÍLIA

  13. Ricardo,

    Bela homenagem a um amigo que se vai. Linda homenagem de uma filha que realmente viveu o pai nas mais variadas matizes que se apresentou.
    Esta experiencias nós não estamos livres. Alias, é a unica experiência que sabemos que passaremos um dia.
    Questiono muito o para que uma vida aqui? Para acabar no momento da morte? Apagou a luz, acabou? Não, seria muito egoismo do cosmo fazer isso com a gente. A vida aqui tem um enorme sentido. Vivemos aqui para colher experiências, dar experiencia em fim, vivemos aqui um dos passos de nossa evolução. E, viver a ida de um ente querido para a eternidade é vivenciar a experiência que um dia iremos passar.
    O fato é qure mais importante disso tudo é o que deixamos aqui na terra. O que nossa passagem por determinada encarnação deixou par aqueles que continuam no caminho terreno.
    O reconhecimento da filha do medico é consequencia de uma vida reralmente vivida com amor. E viver com amor é se doar, se dar de corpo e alma a vida que se vive pois é dela que vem os louros e os castigos por algo que fazemos.
    E pelo que li, o Dr. Manreza foi um destes espiritos iluminados que Deus resolve por em algum lugar do planeta para melhorar o hambiente sendo um veiculo do proprio criador para espalhar bençãos.
    Avida do Dr. não terminou em um avião rumo Miame. A vida do Dr. continua nos filhos, nos netos e na sua obra deixada com carinho e pelo que vejo, conservada pelos familiares mais proximos e por amigos fieis a sua memoria.
    A Roberta, gosataria de dar meu apoio pois, o reconhecimento de um pai não se deve dar apenas na sua morte mas sim, como ela fez, vivendo cada momento em especial do pai e dividir aqui, nesta carta com todos aqueles que lerem a mensagem.
    Deus abençoes esta familia.

  14. Roberta
    estou emocionada,,o teu texto é lindo e conta bem como foi o teu pai ( eu conheci quando entrou na faculdade )tinha grande admiração pelo homem,,pelo medico e agora pelo pai,,ERA UMA PESSOA ESPECIAL
    e um grande amigo
    bjs e obrigada irene

  15. Roberta
    Fiquei emocionada ao ler sua carta!
    Seu pai me devolveu a saúde e a alegria de viver! Fui operada por ele há 7 anos e serei lhe eternamente grata. Ao acordar da cirurgia e perceber que não tinha mais dor, me dei conta que um anjo com mãos abençoadas tinha acabado de marcar a minha vida para sempre.
    Roberta, estarei rezando por ele e por sua família!
    Que Deus os ampare nesse momento.
    Um grande beijo

  16. AMIGO E SOFREDOR DO CURSINHO PARA O VESTIBULAR DE MEDICINA ! AMIGO E COLEGA NA FMUSP ! ENCONTROS ESPORÁDICOS NO HOSPITAL SÃO LUIS ! DEIXA UM LEGADO NA MEDICINA E NA FORMAÇÃO E SUCESSO PROFISSIONAL DE SEUS FILHOS … ATRAVÉS DE VOCÊ , ROBERTA , UM ABRAÇO A TODOS OS SEUS E ESPECIAL PARA MAMÃE , TAMBÉM COLEGA NA FMUSP , SAUDADE ETERNA MANREZA ,,,

  17. Foi um grande homem, e um grande médico. Tive a honra de conviver com ele durante mais de 30 anos. Foi meu professor quando era estudante. Sua personalidade, retidão de caráter e inteligência sempre me impressionaram. Vai fazer muita falta.
    Pedro Puech

  18. Nas minhas viagens a SP foi através da família Pereira Costa que conheci o Dr. Manreza., Hoje lendo os depoimentos tomei consciência do quanto Dr. Manreza era GRANDIOSO, eu sabia através dessa linda família, Pereira Costa, que ele era ESPECIAL. É com alegria que agradeço a essa família por ter conhecido esse médico e ser humano NOBRE. Um homem do bem que só poderia atender ao chamado de Deus no momento especial, no momento de AMOR, CONFRATERNIZAÇÃO E DE LUZ. Hoje estive na Basílica do Senhor do Bomfim (Salvador-Bahia) para pedir o conforto da família, amigos e pela passagem iluminada do Dr. Manreza.
    Salvador 03/01/2012 Joana Farias

  19. Dr.Luiz Alcides Manreza…. na minha familia conhecido como um anjo…me acompanhou desde horas de vida, na qual por várias e várias vezes salvou a minha vida… serei eternamente grata, e ele sabe disso,pois sempre que tinha oportunidade eu agradecia e dava um abraço nele.Obrigada.
    Chegava em seu consultório e ele logo abria um sorrisao, sempre de bom humor, sempre desde criança me lembro que me senti muito tranquila em saber que o meu médico para mim era o MELHOR… nao tenho duvida nenhuma disso, ele me carregava no colo para sala de cirurgia e sempre me chamando de espuleta…
    Falei com ele na semana passada e entreguei o meu convite de casamento que acontecerá este sábado, eled disse que voltaria para meu casamento e ainda brincou que sentaria na primeira fileira… Merecido! Pois para mim ele foi como um pai, um anjo, um amigo… participou da minha vida nos momentos mais dificeis, sempre disposto a ajudar, a fazer o bem….sempre mostrando fotos dos filhos e netos,era muito orgulhoso da familia maravilhosa que tinha e que hoje eu pude ter certeza, uma familia incrivel !!!
    Á Familia eu desejo muita força pois eu sei oque é perder uma pessoa tao queria, muita força e fé…
    Roberta, sua carta me emocionou muito, acho que voce descreveu ele de uma forma que só mesmo uma filha…
    Agradeço a cada dia que pude passar com este médico incrivel e o quanto sempre serei grata… Vou sentir saudades imensas…

  20. Sou muito grata ao Dr. Manreza. Durante 30 anos ele cuidou do meu marido: um acidente de moto, traumatismo craniano, perda de 1/4 do cérebro e da caixa craniana. Quantas próteses cranianas o Dr. Manreza colocou nele nesses 30 ano? Seis, eu acho. Mais que isso: ele sempre transmitiu tranquilidade ao meu marido, segurança, confiança. Uma vida normal, foi isso que ele nos deu. Pra mim, era a certeza de que tudo ia ficar bem com o Geraldo. Muito obrigada, Dr. Manreza, por tudo. Deus o abençoe, onde o senhor estiver. Egoisticamente, sinto-me tão desamparada ao saber da sua ida, mas creio que a vida aqui é transitória e que o senhor continuará a sua trajetória de luz noutros planos, mais elevados, porque o senhor é homem de Deus.

  21. Nem sei muito bem como começar. Ainda estou perplexa, é quase inacreditável pensar que ele partiu.
    Minha mãe sempre dizia que ele era um médico maravilhoso, pois sempre cuidou do meu irmão desde de pequeno. Mas foi só em 2010 quando minha filha ficou internada por 22 dias e realizou vários tipos de procedimentos, e mesmo assim saímos do hospital sem saber o que ela tinha, que a levamos a uma consulta com ele.
    Quando chegamos, mostrei todos os exames e ele sorriu e disse “Não podemos dizer que exames ela não fez”, depois de examina-la ele disse que era um típico caso de enxaqueca do tipo que se encontra em livro e que não havia necessidade da internação, passou a trata-la com a medicação certa, ela melhorou e a enxaqueca esta controlada. Mas o modo como ele falou nos passou um confiança e certeza que ela ficaria bem. Pois ele realmente amava o que fazia.

  22. Roberta,

    Desculpe, mas tomei a liberdade de escrever para expressar meus profundos sentimentos e condolências para você e família.

    Tomei conhecimento da notícia e realmente eu e minha família ficamos profundamente abalados.

    Iremos orar para que Deus ampare você e sua família.

    Dr. Manreza cuidou da minha mae no ano de 2006 quando ela teve que enfrentar três cirurgias devido um tumor cerebral.

    Seu pai nos devolveu a alegria e confiança e foi o responsável por minha mãe estar bem hoje.

    Muito Obrigada Dr. Manreza e saiba Roberta que ele sempre foi muito atencioso em suas consultas. Uma pessoa única no jeito de ser.

    Sempre agradeci a Deus por ele ter aparecido em nossas vidas.

    E continuarei sendo grata a você e família por tudo que seu pai fez por nos.

    Obrigada

    Que Deus abençoe todos!

    Angela

  23. Cara Roberta,
    Fiquei emocionada ao ler sua carta. Entrei no Google para saber sobre seu Pai e acabei chegando a esta noticia. Nào sabia que o Dr, Manreza tinha falecido e fiquei muito triste. estamos quase nos Dia dos Paus. Eu não tenho mais o meu aqui e sei como é esta dor.
    O Seu Pai foi meu medico durante anos na minha vida. Ela me operou quando eu era pequenina e desde então fazia sempre consultar de rotinas e acompanhamentos. Um ser hjmano maravihoso e iluminado. Que Deus abençoe e ilumine sempre o Dr. manreza, Você e Toda a sua família. Meus sentimentos e um abraço espeical. Ana Cristina

  24. Nossa, eu ja ouvi falar varias vezes do Dr.Manreza, no hospital onde trabalhei em SP, um neurocirurgiao respeitadissimo, professor de varios outros neuros…Sempre tive muita vontade de conhece-lo,so de ouvir falar na pessoa que ele era!Hj, nao moro mais em SP, entao, estava fussando na Internet e me veio o nome de em mente, resolvi pesquisar…Qdo vi, a noticia do seu falecimento…Muito triste, chorei com a carta de sua filha e com todos os comentarios que fizeram…Descanse em paz Dr.Manreza…

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