Justiça está certa, sim, ao proibir filme escabroso

Justiça está certa, sim, ao proibir filme escabroso

Claro que não vi o filme “A Serbian Film – Terror sem limites”, e certamente não vou ver. Mas,  como acompanho o noticiário por dever de ofício e ainda tenho o bom hábito de ler jornais, não tenho a menor dúvida de que esta aberração tinha mesmo que ser proibida pela Justiça.

Tudo tem que ter limites e, por mais que eu defenda e dependa da liberdade de expressão para trabalhar, ninguém pode tudo. Tem coisa que pode e tem coisa que não pode, como já escrevi esta semana sobre outro assunto.

Só para vocês terem uma ideia do que se trata: o filme do diretor sérvio Srdjan Spasojoveic mostra cenas com sugestão de estupro de recém-nascido, incesto envolvendo criança e necrofilia.

É preciso dizer mais? Tem que ver o filme para concluir que é preciso mesmo tomar uma providência em defesa da sociedade?

Nós nos habituamos a sempre criticar a Justiça e, principalmente nestes casos, defender a mais absoluta liberdade de expressão, como se a vida em sociedade não exigissse de cada um de nós um mínimo de respeito aos direitos e à liberdade do outro, principalmente de quem não tem como se defender.

Não, não se trata de censura, é preciso deixar bem claro e parar com esta bobagem.

Até porque, agora, qualquer limite imposto a crimes cometidos pela imprensa ou por outros meios de comunicação humana, a exemplo deste filme, é logo qualificado pelos idiotas e pervertidos mentais como um “atentado à liberdade de expressão”.

Outros países mais desenvolvidos culturalmente do que o nosso também já proibiram este filme, que seria exibido no último sábado num festival de cinema de terror no Rio de Janeiro.

Filme de terror é uma coisa, mas estimular os sentimentos mais doentios do ser humano, num momento em que a pedofilia e a violência contra as crianças se dissemina pelo mundo, é outra coisa.

Só porque a ação contra a exibição de “A Serbian Film” foi movida pelo DEM, um partido que nas últimas eleições se aliou à mais preconceituosa e retrógada campanha política já vista no país, isso não me obriga a sair por aí gritando que “a censura está de volta” e defender o absolutamente indefensável em nome do “politicamente correto”.



Está certíssima a juíza Katerine Jatahy Nygard, da 1ª Vara da Infância, da Juventude e do Idoso, do Rio de Janeiro, ao proibir a exibição e determinar a apreensão da cópia do filme, assim como está cumprindo seu dever o Ministério da Justiça ao suspender o processo de classificação indicativa de “A Serbian Fim”. Este filme, simplesmente, não tem classificação.

Não pensem que escrevo isto porque sou moralista retrógado ou um católico carola que vive rezando com o terço na mão e fazendo cara de santo. Apenas me sinto no direito de defender, em nome do que nos resta de dignidade humana, o bom senso e um mínimo de respeito no que se convencionou chamar de liberdade artística.

Sob o título “Tutela descabida”, o editorialista da “Folha”, é claro, escreveu exatamente o contrário do que penso: “Só o excesso de zelo, ainda que revestido da melhor intenção, pode explicar o novo atentado contido na proibição do longa-metragem “Um filme Sérvio – Terror sem Limites”. (…) Constitui uma violência o Estado arrogar-se o poder de decidir o que um cidadão pode ou não ver no cinema. As liberdades artística, de expressão e de informação contam com sólidas garantias na Constituição Federal”.

Sem dúvida, mas por acaso estas garantias podem se sobrepor aos direitos que qualquer sociedade civilizada tem de se defender das barbaridades cometidas por delinquentes amorais e celerados em geral?

Quer dizer, então, que ninguém, nem os orgãos do Estado criados para isso, pode colocar limites aos que querem impor as suas taras ao conjunto dos cidadãos?

Peço aos leitores que mandem sua opinião e, se possivel, respondam a estas minhas dúvidas.

***

Tudo de novo de novo?

Leio na sempre bem informada coluna da minha amiga Mônica Bergamo, na mesma edição da “Folha”, uma notícia que parece velha, lá do tempo do cinema mudo, mas que foi publicada hoje, sexta-feira, 29 de julho de 2011, sob o título “Serra lá”:

“O PSDB está montando uma agenda para convencer José Serra a disputar a Prefeitura de SP. No final de agosto, haverá uma cerimônia de boas-vindas a novos filiados da qual, além de Fernando Henrique Cardoso, o ex-governador será a estrela. Alguns dias depois, em outro evento, sobre reforma política, Serra dividirá o palco com Tasso Jereissatti, presidente do Instituto Teotônio Vilela, e Beto Richa, governador do Paraná. “São eventos para que Serra se mobilize, se empenhe e decida”, diz o secretário Julio Semeghini, presidente municipal do PSDB”.

Vocês já não viram este filme? É sempre a mesma história: o “mocinho” reluta, reluta, faz doce, mas acaba aceitando a candidatura, e morre no final.

Ou, então, na melhor das hipóteses, larga a Prefeitura no meio do mandato para concorrer a outro cargo mais importante.

O fato é que o PSDB não tem outro nome, assim como o PT também está na maior dificuldade para escolher seu candidato.

Uma coisa é certa: se Serra for o candidato dos tucanos, Marta Suplicy será a candidata do PT para fazer a comparação entre o que os dois fizeram ou deixaram de fazer na Prefeitura.

Pode dar briga boa, uma disputa municipal digna de cachorro grande. O filme não é novo, mas promete fortes emoções.

Na sua opinião, quais seriam os melhores candidatos para o lugar de Gilberto Kassab na Prefeitura de São Paulo?

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41 thoughts on “Justiça está certa, sim, ao proibir filme escabroso

  1. Ricardo,

    Liberdade de expreção não quer dizer libertinagem de expreção.
    Aplausos para a juiza e para o DEM que moveu a ação contra este inclassificavel filme.
    Como podem qualificar como arte algo tão ediondo, tão desumano como o que descreveu sobre esta pelicula.
    Pior, como pode existir no mundo um debio mental alucinado que tem a coragem de fazer algo assim?
    Mas, tem outra pelicula entrando em cena que não será tão medonha como esta mas que pode gerar cenas de pastelão hilarias.
    “SERRA NAS ESTRELAS” E “OU MARTA OU MORRE!”

  2. Ricardo Kotscho

    Realmente, Libertanagem de Expressão não é Liberdade de Expressão.

    Porém no filme não cabe qualquer limitação. E nem deve.
    No filme impera a mais pura Liberdade de Expressão MESMO.

    Não se pode judicializar ARTE; mesmo aquele caso dos quadros com Chefes de Estado e de governo.

    A Arte é, em si mesma, feita para chocar. É completamente subjetiva.

    Deve caber apenas a classificação para maiores de 18 anos.

    O simples argumento de “tem coisa que pode coisa não pode” não cola. É simplório.

    O ato de “defender” um povo de uma mensagem (ou arte) não cabe ao Estado, mas apenas ao próprio povo. Ao Estado cabe apenas limitar o Poder de Atuação e direcionamento da Arte.

    Não se deve Proibir algo simplesmente por ser de “mal gosto” ou “ofensivo” aos costumes; mas se este algo ofende e/ou é de mal gosto, cabe apenas ao, no caso, telespectador a julgar – já Limitados pelo Estado por idade.

    Portanto, o ato de proibir é, sim, censura.

    Ninguém tem o Direito de me proibir ver uma obra.

    Talvez deva reconsiderar seu posicionamento, Ricardo Kotscho.
    Apesar de afirmar que não é conservador ou algo do tipo, sua opinião demonstra exatamente o contrário.

    Aliás, não confundir Censura com Sigilo de Justiça e/ou Investigação Sigilosa.

  3. Sempre acreditei que a sétima arte era um meio de enriquecimento de conhecimentos, mas, ultimamente procuro selecionar mais à miúde os filmes para assistí-los. Contudo, ao ler essa matéria postada pelo meu amigo Ricardo Kotscho, fico estarrecido só em saber que nos tiram como uma sociedade de dementes, como se aqui fose um enorme manicomio, tentando nos empurrar goela abaixo uma ”produção” tão nociva. Claro que deve ter a exibição proibida.

  4. Boa noite Ricardo!
    Boa noite amigos balaieiros!

    Pois é Ricardo, estive pensando sobre isso o dia todo, e infelizmente devo “discordar” de você e da decisão da tal juíza.

    Acredito que seja sim, censura “prévia”.

    Eu por exemplo, não assistiria tal filme. Primeiro porque não gosto de filmes de terror (os que assisto nos meios políticos já me bastam), e segundo porque os tais temas abordados são para mim, insuportavelmente INSUPORTÁVEIS.

    Mas tenho que dentro de um Estado Democrático de Direito, reconhecer que isso não é motivo legítimo, nem legal, para que outros “que queiram” (tem gosto para tudo) não possam assistir.

    É palhaçada? É porcaria? É nojento? …É!!!!

    Mas não devemos esquecer que também é uma OBRA DE FICÇÃO, pois em nenhuma cena usaram seres de verdade…senão estaríamos adentrando na esfera criminal.

    Portanto, você pediu minha opinião, e está aí.

    Critico por tabela o tal senhor do DEM…que na minha opinião NÃO FEZ O BEM!

    Quanto ao Serra (O abandonão)…se ele se candidatar à prefeitura e perder para a Marta…como ela vai assumir? Largando o mandato de Senadora também pelo meio???

    Abraços! E desculpe a demora em escrever no baláio…estou quase sem tempo……….quase!!!!

    Robson de Oliveira

    http://ecoblog-blogeco.blogspot.com/

  5. ”Não, não se trata de censura, é preciso deixar bem claro e parar com esta bobagem”
    Não. Claro que não Kotscho. Nenhum idiota se atreveria a reclamar de censura num procedimento que é previsto em lei Diz alei ; Art.220 ,§ 3º – Compete à lei federal:
    I – ”regular as diversões e espetáculos públicos, cabendo ao Poder Público informar sobre a natureza deles, as faixas etárias a que não se recomendem, locais e horários em que sua apresentação se mostre inadequada;
    § 4º – A propaganda comercial de tabaco, bebidas alcoólicas, agrotóxicos, medicamentos e terapias estará sujeita a restrições legais, nos termos do inciso II do parágrafo anterior, e conterá, sempre que necessário, advertência sobre os malefícios decorrentes de seu uso.”
    Ou seja. Tudo dentro dos conformes.
    O que os ”idiotas” reclamam muito é do autoritarismo e nas decisões em gabinetes, de acordo com o entendimento dos sábios e do todo poderoso do momento.
    O que não é, nem de longe, o caso em discussão.

  6. O problema é que ninguém está te acorrentando e colocando você para ver o filme. Vê o filme quem quer, quantas vezes quiser, a hora que quiser. Por escolha própria.

    Os órgãos são responsáveis por regular, isto é, informar sobre a natureza e faixa etária etc. Assim como o Luiz citou acima. Não há menção sobre censura, ainda bem.

    É o mesmo que um evangélico querer que seja proibido a comercialização de filmes pornográficos homossexuais porque “querem impor as suas taras ao conjunto dos cidadãos” ou alegando estar se defendendo “das barbaridades cometidas por delinquentes amorais”.

    *A questão dos celerados não cabe nessa situação também, pois existe diferença no ato de assistir e no ato fazer algo. Acusar que uma pessoa que assiste o filme seja capaz de cometer tais crimes é um erro. Quem assiste Jogos Mortais não sai cortando membros por ai. Quem assiste Dexter não vira um serial killer.

  7. É censura! Não pode ter outro nome a proibição de um filme que não fere a CF nem ao ECA, como dizem por aí os que não viram o filme. Você também não assistiu, e tá dando a sua opinião, assim como que pôde, deu a canetada: em cima do disse-me-disse. Não vi mas achei inadequado? Não vi mas não gostei? Não vi e proibi? Opa! Censura sem conhecimento de conteúdo? Isso é gravíssimo.
    Pois então, ao contrário de você, antes de escrever sobre o filme e sobre a decisão de censura (sem eufemismos, por favor), eu assisti o filme (inteiro, a versão original, sem cortes – e viva a internet), que é ruim pacas, que tem duas cenas de embrulhar o estômago sim (duas, eu disse duas) e mais algumas bem bizarras, mas que não fazem nem cócegas se formos comparar com Jogos Mortais, por exemplo.
    Hoje decidem que filme podemos ou não assistir, amanhã decidem que tipo de notícia podemos o não ler (e a gente bem sabe que isso já acontece, na surdina), depois vão decidir sobre o que podemos ou não falar.
    O que acontece é que o bafafá em cima do filme foi tão grande que hoje mais gente está assistindo sob o véu da censura do que assistiria, se o filme tivesse sido liberado, com as restrições convenientes, com os avisos adequados.
    O filme é ruim. Ruim mesmo. Mesmo assim eu sou absolutamente contra qualquer tipo de censura! Ainda mais censura sem conhecimento de conteúdo… meodeos!

  8. Eu acho que liberdade de expressão não significa automaticamente um vale tudo. E acho que em nome da arte e da cultura certas pessoas estão tentando ganhar dinheiro com apelações desse tipo.

  9. ISSO É CENSURA!
    A Desculpa esfarrapada do DEM, e o pior é que eles nem sequer viram o filme, isso é uma piada.
    O mínimo que essas pessoas que querem proibir o filme deveriam assistí-lo para saber do que estão falando. Até por que o filme não faz apologia a pedofilia.

  10. …não é censura, pois foi uma decisão tomada por um agente responsável pela aplicação da lei. Censura é aquela que sofremos diariamente, estabelecida nos gabinetes de suas empresas, pelos donos de nossos meios de comunicação, ao nos sonegar informações que não são de seus interesses. Isto sim é que é censura.

  11. Eitcha questaozinha complicada… A proibicao pode nao soh ser ineficaz (em tempos de internet onde se baixa qualquer coisa) como atrair para um filme mediocre, publicidade indesejada. E se foi alguem do DEM que entrou com o pedido, eh uma razao adicional para acreditarmos que existe um forte esquema de marketing por tras deste filme.

  12. …aos psicopatas arautos da tão decantada liberdade de expressão, que se esqucem que, em última instância, a função da liberdade é estabelecer limites, aos psicóticos censores daqueles que defendem o “simplismo” do ” tem coisa que pode e tem coisa que não pode “, sugiro-lhes deixarem acumular em seus quintais, o lixo e o esgoto que produzem, contrariamente aos que buscam uma vida saudável que os enviam para lugares a eles destinados.

    Ao combatermos os vírus e as bactérias patológicas, o fazemos para evitarmos o mal que nos causam, e não pelo prazer de exterminá-los.

    Aliás…espero que estes delinquentes, ao pegarem uma grave virose, não procurarem um serviço médico…deixem os virus exercerem as suas liberdade de expressão…né não ???

  13. Que proveito se pode tirar de um filme produzido pelo delírio de um cineasta “mente poluída”? E ainda pagar ingresso para assistir !!!
    Já não bastam as mazelas que a gente vê no dia-a-dia, gratuitamente?
    Dá licença!!! E não aceito o argumento de “liberdade de expressão”
    Para tudo existe um limite. Liberdade é uma coisa, abuso é outra.

  14. Liberdade?? Então vamos também liberar a maconha e cada um que decida por si…É isso que o homem da Folha prega??
    (O FHC tenho certeza!!)
    Amigo, a palavrinha retrógado não achei no dicionário mas ”retrógrado”, sim!!
    Abç!!

  15. Não vi, nem vou ver o filme, mas, como o Sr., tenho mania de ler, de modo que me reservo o direito de não assistir tal filme, mas acho que bastava isso, proibir?? Sei não, alguem ai disse que poderia render mais curiosidade ainda, tb penso assim, foi assim com aquele Turistas, esse sim acho que Brasil deveria ter proibido por motivos obvios, mas vamos la, tem tanta coisa que é liberada na tv aberta e passa em horarios que qualquer um pode assistir, me desculpe a record, mas vamos começar pelo show de horrores que é a tal fazenda, tb não vi um epsodio, mas so pelos seus frequentadores, meudeus, vamos começar pelo tal Kleber, um babaca debiomental que produzia um programa horrendo e até onde se sabe teve que fugir do pais, e a tal Bruna Surfistinha que esfrega na cara de nossas filhas que ser prostituta é bom, não me critiquem, não sou preconceituosa, cada um faz da sua vida o que quer, mas não venha uma emissora tentar dizer que ser prostituta ou cantora de funk é bom, enfim, isso não é proibido, logo, não vejo porque de proibir um filme que passara no cinema e que vai ver quem quer, e numa coisa sou radical, foi o dem que pediu a proibição?? Esse balaio de gatos podres deve estar levando algo em troca, pois causaram um tremendo alvoroço em torno de algo que passaria despercebido. Quanto a Serra na prefeitura de SP, bom, não me meto no estado alheio, só posso dizer, meus pesames SP, caso resolvam eleger o sr bolinha de papel, o protagonista da campanha mais sordida e suja que ja presenciei, e olha que eu vi a campanha do Collor, fez ele parecer criança mimada de jardim de infancia perto do que Serra Favela Cenografica mais o seu fiel escudeiro Indio fala asneira da costa, aquele que foi tapar buraco, rsrs. Torço para que apareça em nosso pais uma oposição decente, apesar de ser petista filiada e ferrenha admiradora de Lula e Dilma, sei que precisamos sim de oposição, de gente que cobre, que fique em cima para que tudo seja feito em nome do povo e para o povo, mas o que esta ai é piada, esse sr deveria tentar uma parceria com ricardo teixeira, esse poderia ensinar a ele como comprar emissoras, como mandar em tudo e em todos. Pronto, falei!!!

  16. kotscho, parabens pela coragem. Eu vou fazer como os Tucanos e ficar em cima do muro. Prefiro matar saudade do Robson: Meu bom Tucano, voce, como sempre, não perdeu a oportunidade pra achincalhar o PT. A Marta, por acaso, prometeu terminar o mandado de senadora ? Registrou em cartório esse compromisso ? Mostrou o documento em rede nacional de rádio e TV (vulgo PIG) ? Robson, se tem uma coisa que eu admiro em voce é a sua fidelidade canina aos siameses, PSDB e DEMO. Um exemplo a ser seguido por nós petistas. Parabens e tenha um ótimo fim de semana. Em tempo: Robson, não faça como ouros que logo diriam antes que voce diga que faltei com respeito,

  17. Concordo plenamente com você Ricardo Kotscho,acredito que este filme é uma violência sem igual a sociedade,por retratar cenas tão horríveis e cruéis como as que estão nas cenas.Acredito que a Juíza Katerine Jatahy Nygard tomou uma atitude corretíssima,e os que defendem que este filme não deveria ter sido proibido,eu gostaria de indagá-los se eles iriam a uma sala de cinema ver este filme?Acredito que a resposta imediata seria:”Eu não,credo”,então eu penso por que criticam?O Brasileiro têm um trauma irreversível da época da Ditadura,mas ao mesmo tempo muitos gostam mesmo é de se utilizar disso como justificativa para as suas opiniões,quando não têm argumentos favoráveis aos seus posicionamentos.

  18. Corrigindo e concluindo meu comentário : Robson, fidelidade canina é uma qualidade impar e valiosa em um ser humano. Portanto não se sinta ofendido ou insultado, como outros já o fizeram, por escassez de argumentos.

  19. QUE CAMBADA DE BURROS!!! Esse pessoal não entendeu coisa alguma; aliás não entende o que dizer liberdade de expressão. A justiça proibiu??? Excelente!!! Vão mascarar essa “liberdade de expressão” em outro planeta!!!

  20. Determinar judicialmente que um filme não pode passar no cinema faz o oposto do que pretendia o juiz que aprovou essa decisão= um filme que passaria batido, de pouquíssima repercussão, sendo visto por uns gatos pingados, deve estar sendo assistido como nunca, pois dispomos da internet ( e parece que juízes e políticos se esquecem desse detalhe).

    Ouvi um crítico de cinema da rádio CBN e o que ele diz é semelhante à opinião da Juliana Freitas.

    É sempre um perigo alguém dizer que isso pode ou não ser visto. Nos anos 70, num regime de censura declarado, decidiu-se que um filme não deveria ser visto pelos brasileiros. Quase 07 anos depois ele chegou aos cinemas. Era o Último Tango em Paris. Uma censura – que provavelmente o sr. Ricardo Kotscho deve ter sido contra na época – que durou até 79.

    A intenção do censor é sempre nos proteger. Mas, aí cabe uma pergunta = quem nos protegerá do censor?

  21. Penso que houve um ato falho ao mencionar que há paises mais desenvolvidos, culturalmente. O que deve haver são culturas diferentes, não!
    Não tenho o hábito de perder tempo com coisas que não colaboram com o bem estar! E também, quanto a possíbilidade de ver de novo o mesmo filme, em São Paulo, penso que estamos vivento um novo cenário, com a participação de Fernando Haddad, nas próximas eleições!!!

  22. Kotscho, concordo contigo quanto à proibição do referido filme neste caso específico. Aqui não se trata de ferir a liberdade de expressão, mas sim de proteger um mínimo de dignidade humana. Abs, Fábio Faiad.

  23. Vi o filme agora. Não veria, mas vi. Acho que o filme é inapropriado para a TV aberta, mas um adulto pode ver sem problemas. Ninguém vai virar pedófilo ou necrófilo ao ver o filme sérvio.

    Acho que a sua posição é velha e cansada. O filme conjuga temas fortes em um roteiro esquisito, porém não incentiva o que há de pior na dignidade humana.

    De todo modo, nesse fim de semana a internet provou que o controle da informação tem os dias contados.

  24. SERÁ QUE O FILME “UM CÃO ANDALUZ” LANÇADO NOS ANOS 1930,SOFREU CENSURA,À ÉPOCA,POR MOSTRAR A FAMOSA CENA DO OLHO CORTADO POR UMA NAVALHA?QUE EU SAIBA NÃO.EMBORA A REAÇÃO DO PÚBLICO BURGUES DA ÉPOCA TENHA SIDO PÉSSIMA.(MUITOS DEIXAVAM AS SALAS DE CINEMA DESCONTENTES,E NÃO POUCOS ANTES MESMO DO TÉRMINO DO FILME EM SÍ.

  25. Não sendo o cidadão obrigado a assistir tal filme, sua proibição não pode ter outro nome a não ser censura. Sim, Kotscho, quem diria: você escreveu um artigo defendendo uma censura arbitrária. Por mais asqueroso que seja, é uma manifestação artística, e o cidadão que paga o ingresso é que deve tirar suas conclusões, não um Juiz ou uma comissão. A decisão, além de abrir um precedente perigoso, é também anacrônica, já que só faz aumentar a curiosidade do público.

  26. A lei 3773/2008 tem o seguinte artigo:

    “Art. 241-C. Simular a participação de criança ou adolescente em cena de sexo explícito ou
    pornográfica, por meio de adulteração, montagem ou modificação de fotografia, vídeo ou
    qualquer outra forma de representação visual:
    Pena – reclusão, de 1 (um) a 3 (três) anos, e multa.”

    Se há uma lei que proíba e puna tais atos está sim correto que tal filme seja proibido. Ou seguir a legislação do país é censura? Creio que não. E acho que nós brasileiros que reclamamos muito da falta de cumprimento da lei em nosso país, deveríamos ficar orgulhosos de ver a lei sendo cumprida!

  27. A censura rediviva

    Lamento ver pessoas que admiro defendendo a proibição judicial do filme “A Serbian Film”, que seria exibido no Rio de Janeiro. É censura, sim. E viola os princípios constitucionais que representam a própria essência do estado democrático de direito.

    Embora já pareça contraditório que alguém amaldiçoe algo sem conhecê-lo, o debate não deveria nem arranhar apreciações de natureza subjetiva. O Judiciário precisa coibir abusos da imprensa e de manifestações públicas em geral (não que ele esteja interessado no assunto), mas obras ficcionais são intocáveis. Simples assim. Pouco importa que exibam as patologias mais horrorosas, ou mesmo que incitem a demência coletiva. Cercear a difusão do produto criativo, sob quaisquer pretextos, sempre incorrerá em alguma forma de autoritarismo.

    Se o Estatuto da Criança e do Adolescente serve para esse tipo de abuso, logo veremos um magistrado proibindo “Lolita” (Vladimir Nabokov), clássico da literatura universal, porque seu protagonista estupra a enteada, uma garota de 16 anos. Depois os saneadores culturais perseguirão todos os vilões que lhe parecerem demasiado asquerosos, os objetos artísticos que afrontem suas sensibilidades, os palavrões das músicas, a nudez e a escatologia dos espetáculos teatrais. E assim chegaremos ao mundo paranóico e restritivo que os conservadores tentam engendrar sob o pretexto do bem comum.

    http://guilhermescalzilli.blogspot.com/

  28. “Claro que não vi o filme ‘A Serbian Film – Terror sem limites’, e certamente não vou ver. ”
    Depois dessa sua frase, Kotscho é melhor vc ficar calado.
    ABAIXO A CENSURA!
    VIVA A LIBERDADE DE EXPRESSÃO, ESCOLHA, CULTURA E INFORMAÇÃO

  29. E censura sim. E sem ver o filme nao da pra julgar.
    Voce nao viu mas eu vi, e posso lhe assegurar que nao se trata de incitacao ou apologia da pedofilia. Muito pelo contrario, o filme mostra essas cenas como um crime e nao tem nada explicito. Tudo e apenas sugerido. O personagem pratica esses atos movido por drogas e chantagens e em nenhum momento e mostrado como uma coisa certa.
    Ja vi muita coisa muito pior em outros filmes por ai e ate em novelas.
    Portanto cuidado com o que fala sr cotxo. Nao critique sem conhecimento de causa. Esse e o pior tipo de censura.

  30. Eu acredito que a população tem capacidade de discernir o que quer assistir ou não . Apesar das “boas intenções” não podemos viver tutelados por meia duzia de pessoas que dizem o que ver , o que comprar , em quem votar , quem é o candidato do partido etc
    O povo cansou de ser tutelado , exceto alguns que endeusam seus GURUS e dão a ele direito de decidir por todos , como em Cuba , Coreia do Norte e em alguns partidos no Brasil . Veja o texto de Fernando Lyra e entendera que por vezes se atendem interesses de uma simples facção da sociedade para estar bem com ela.Censura nunca mais!

    A promessa de democracia no Ministério da Justiça foi cumprida no governo Sarney, durante minha gestão. Exceto, já no final, por causa daquele lamentável episódio de censura ao filme “Je vous salue, Marie.”

    Fui chamado ao palácio pelo presidente Sarney. Chegando lá, ele estava com o general chefe da Casa Militar e tinha um pedido do bispo de Aparecida, ao qual era muito ligado, para impedir a exibição do filme, que eles imaginavam ser um afronta à Igreja Católica.

    Fui contra e disse ao Presidente que jamais censuraria uma obra de arte, que por sinal para mim era medíocre. Mas o presidente reafirmou que era para censurar.

    Eu repeti: “Eu não censuro.” E o presidente respondeu: “Quem censura sou eu”.

    Rebati: “Mas, Presidente, quem assina é o Ministro.” E saí da sala disposto a renunciar ao Ministério.

    Faltavam oito dias para que eu deixasse a pasta.

    Chegando ao gabinete convoquei Cristovam Buarque, José Paulo Cavalcanti Filho e Joaquim Falcão, que trabalhavam comigo, para lhes comunicar que iria renunciar porque jamais censuraria o que o Palácio queria.

    Eles, menos Joaquim Falcão, argumentaram que eu não poderia renunciar a oito dias da saída. Fiz tudo para convencê-los, mas não consegui.

    Durante todo o período que fui Ministro, este é o único fato que me entristece.

    Hoje, o fato tende a se repetir e jamais poderia deixar de dar este depoimento.

    Uma democracia madura só pode se formar em um ambiente de consciências livres. E essa liberdade ampla não pode conviver com nenhuma forma de censura. Sobretudo nos dias que correm, já distantes dos tristes anos de autoritarismo e do cenário de incertezas que marcaram a transição democrática no Brasil.

    A censura ao filme “A Serbian Film – Terror sem limites” é, com todas as letras, um absurdo.

    Quem não gostar do filme, não vá vê-lo. Quem for e não gostar, saia no meio da sessão.

    É impensável que o Estado se atribua o papel de decidir o que devemos e o que não devemos ver. Um ambiente assim, de intolerância, no fundo conspira contra a democracia.

    Fernando Lyra

  31. você citou a “defesa da sociedade”. TODOS os censores se fazem valer desse discurso moralista para reprmir a liberdade de expressão. é assim que eles funcionam e você sabe melhor do que eu. falavam a mesma coisa para restringir a liberdade de expressão. eu me preocupo quando alguma outra pessoa que não eu mesmo é que decide o que eu posso ou não assistir.
    eu até imagino que você tenha certa dificuldade em se considerar conservador, tentando se justificar por tal opinião acerca dessa decisão judicial, mas é exatamente essa sua postura, você está legitimando que a justiça (na figura de um ser humano com o título de “juiz”) tutele o bom gosto, a moral, a virtude, a decência…

    e só uma informação de última hora, comportamentos “doentios”, “chocantes” e condenáveis pela nossa sociedade como os abordados pelo filme, existem desde ANTES de sua representação simbólica e vão continuar existindo mesmo que nenhum maníaco assista ao filme. Acho que eles não precisam desse tipo de conteúdo para se inspirar…

    P.S.: Um filme que poderia passar despercebido do público agora virou algo bem interessante. É claro que eu vou asistí-lo de alguma maneira e acho bem difícil que eu me torne um monstro após isso (assim como eu não tenho nenhuma vontade de matar ninguém depois de ver um filme de psicopatas).

  32. Estão dizendo que a proibição a este filme ameaça a democracia. Uma rápida busca na Internet mostra que o filme foi também banido (ou seja, a forma mais radical de censura) na Noruega e na Espanha. No Reino Unido e na Austrália, foi permitida sua exibição, porém com cortes (ou seja, censurado). Independentemente do mérito da questão, alguém diria que a democracia corre risco nesses países, por causa do filme?

  33. Aos Três Poderes ;
    A produção e comercialização de revistas e vídeos de sexo explícito é liberdade de expressão? V. Exas. acham que uma mãe diria:”Eu gostaria que a minha filha fosse uma atriz pornô? V. Exas. acham que uma mãe sente orgulho em saber que a sua filha é explorada e humilhada nos filmes pornográficos? “Isso não é liberdade de expressão em nenhum lugar do Universo! Infelizmente a solução é fictícia:importação de políticos(nem os políticos evangélicos estão isentos),juízes e jornalistas(nunca li ou ouvi alguém questionar),mas que tenham senso de justiça e moral.
    “É melhor dizer uma verdade desagradável do que uma mentira cordial:favorecimento à prostituição e impunidade é o que houve em comum entre a ditadura militar,PSDB e PT.”

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