O futuro da política fora dos partidos

O futuro da política fora dos partidos

Como passei alguns dias longe do Balaio, peço um pouco de paciência aos leitores para este texto mais longo do que o habitual, resultado de várias conversas que tive e de fatos acontecidos nas últimas semanas.

Em resumo, para quem não puder ir até o final, quero falar do rápido e progressivo esvaziamento do papel dos partidos políticos em todo o mundo.

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Está havendo um movimento global de grandes manifestações populares que não são mais comandadas por partidos ou líderes políticos, seja para derrubar governos, expressar sua fé ou opção sexual, seja, simplesmente, por um descontentamento vago e generalizado que varre o mundo.

Em São Paulo, no último feriadão, tivemos duas marchas que mobilizaram milhões de pessoas nas ruas, deixando os partidos de fora, em dimensão muito maior do que os grandes atos políticos na Campanha das Diretas, em 1984, ou nas disputas presidencias após a volta da democracia.

De um lado, no dia de Corpus Christi, a monumental Marcha para Jesus, que segundo seus organizadores reuniu 5 milhões de pessoas ao longo de uma interminável caminhada. A Polícia Militar calculou o público em um milhão de participantes, mas, de qualquer forma, as imagens mostraram muita, muita gente.

De outro, no domingo, tivemos a Parada Gay, já uma tradição em São Paulo, que este ano teria reunido 4,5 milhões de militantes, de acordo com os organizadores (a PM desta vez resolveu não informar seus cálculos).

Nas semanas anteriores, tivemos manifestações menores para defender a legalização da maconha, que acabaram em pancadaria, mas depois foram liberadas pelo Supremo Tribunal Federal.

Não dá para dizer que estas manifestações não tenham também um cunho político, já que os dois lados se criticaram mutuamente, um acusando o outro de intolerância, mas os partidos ficaram longe das marchas.

Na Espanha, na Itália e em Portugal, em razão da crise econômica que afeta os bolsos e ameaça os empregos, mas não só por isso, as multidões nas ruas derrotaram governos de direita e de esquerda e defenderam mudanças no sistema político, sem que ninguém saiba definir exatamente o que colocar no lugar.

O povo nas ruas também derrubou velhos ditadores em diferentes partes do mundo, e não apareceram até agora partidos e líderes políticos capazes de administrar o espólio e muito menos explicar o que fazer com ele.

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Em Brasília, partidos aliados do governo dão demonstrações de fisiologismo explícito na disputa fraticida por nacos do poder, enquanto a oposição discute o que fazer com a sua massa falida.

Num misto de balcão de negócios e circo de horrores, no qual ninguém parece interessado em debater temas de interesse geral e real do país, mas apenas nas suas pequenas vantagens privadas, o Congresso Nacional parece sempre estar chegando ao fundo do poço, que nunca chega.

É este o mais dramático resultado da falência dos partidos, de todos eles, à esquerda e à direita, sem propostas e sem novas lideranças capazes de entusiasmar o eleitorado.

Até os políticos parecem insatisfeitos com seus partidos, como demonstra a crescente adesão à nova sigla lançada no mercado pelo prefeito paulistano Gilberto Kassab, o tal do PSD.

O que vem a ser isso? Para facilitar as adesões, seu criador já anunciou que este partido não será nem de esquerda nem de direita, muito menos de centro, nem de cima e nem de baixo, não será governo nem oposição, quer dizer, não é nada.

Só tem utilidade eleitoral para abrigar e oferecer legenda aos descontentes dos outros 27 partidos já existentes _ isso mesmo, vinte e sete!

Na entrevista exclusiva que Heródoto Barbeiro e eu fizemos para o Jornal da Record News com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, na semana passada, perguntei a ele como via o futuro do seu PSDB. Suas palavras não foram nada animadoras. Nem para os tucanos, nem para os outros.

FHC, que recentemente se engajou no debate global sobre o uso e o combate às drogas, um tema que nunca fez parte do repertório dos nossos partidos, nem dos debates no Congresso Nacional, constata que todos eles, inclusive o PT, estão se distanciando cada vez mais da vida real dos brasileiros, deixando de representar o pensamento e os anseios dos seus eleitores.

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Na manhã desta segunda-feira, durante seminário promovido pela revista “Brasileiros”, conversei sobre o mesmo assunto com o governador pernambucano Eduardo Campos, que pertence a outra geração, mas repetiu quase as mesmas palavras desalentadoras de FHC sobre o futuro dos partidos.

Campos não precisa ir muito longe, pois sente o problema no próprio PSB, o velho Partido Socialista Brasileiro, que lidera e preside. Às voltas com disputas internas, o PSB não consegue traduzir em ações políticas concretas as suas expressivas vitórias em 2010, não sabe como atrair a juventude, novos militantes.

Aliado do governo, Eduardo Campos não se sente à vontade para dizer diretamente à presidente Dilma Rousseff o que acha errado em iniciativas como o trem-bala e o sigilo no orçamento da Copa do Mundo. Há um vazio na articulação política, consequência da falta de lideranças partidárias.

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Já vinha pensando neste assunto há um bom tempo, e hoje, por coincidência, encontro no alto da página 3 da “Folha” o artigo “A vida fora dos partidos políticos”. Foi escrito pelo ambientalista Fábio Feldmann, um jovem de 56 anos, que, após 24 anos de militância partidária, desligou-se do PV e anunciou que daqui para a frente vai atuar suprapartidariamente, ou seja, sem se filiar a ninguém.

Na mesma edição do jornal, Marina Silva, do alto dos quase 20 milhões de votos que conquistou na última eleição presidencial, também anuncia sua saída do PV para criar um novo partido. Que novo partido? Mais um?

Se cada um que não está satisfeito com as 27 siglas existentes resolver criar seu próprio partido,  faltarão eleitores na nossa ainda imberbe e frágil democracia.

Quando Marina resolveu sair do PT alegando questões éticas, mas, na verdade, apenas buscando uma legenda que lhe garantisse a candidatura presidencial, fiz uma longa entrevista com ela e escrevi que minha amiga estava sendo mordida pela “mosca verde”.

Não que o PT não tenha lhe dado bons motivos para sair, já que vivia às turras com seus colegas de governo Lula. Certamente, porém, o PV não lhe deu nenhum motivo muito nobre para entrar no partido.

Ou alguém acha mesmo que Marina se encantou com as propostas ecológicas do programa do PV do deputado paulista José Luiz Penna, o velho coronel urbano que é dono do partido?

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Estas disputas por poder dentro dos partidos e nos vários níveis de governo só interessam mesmo aos editores da velha imprensa e seus colunistas, que vivem das futricas brasilienses em seu mundinho particular, um puxando o outro para baixo, como se o país vivesse em crise permanente.

A crise é deles, não nossa.

Valeu, Graziano!

Estive no ano passado em Santiago, no Chile, para visitar meu velho amigo José Graziano da Silva, o popular Grazianinho, e sou testemunha da luta incansável dele para que o Brasil conquistasse a direção geral da FAO, o orgão da ONU que cuida da segurança alimentar.

Com a ajuda do então presidente Lula e, depois, da presidente Dilma, e da sua mulher, a incansável jornalista Paola, Graziano rodou literalmente o mundo, não apenas para conquistar votos, mas para defender as propostas brasileiras colocadas em prática no Fome Zero e no Bolsa Família, os programas sociais mais bem sucedidos e copiados, de acordo com a própria ONU.

Fiquei feliz por ele, pelo Brasil e, principalmente, pelos milhões de famintos espalhados pelo planeta, que poderão agora receber uma contribuição mais efetiva da ONU para combater o maior flagelo da humanidade.

Voltando atrás

De uma só tacada, a presidente Dilma Rousseff voltou atrás em duas questões polêmicas, que só provocaram grande desgaste ao governo nos últimos dias: agora, não haverá mais documentos oficiais que poderão ficar secretos para sempre, como queriam Sarney e Collor, e não serão mais sigilosos os orçamentos da Copa de 2014 e das Olimpíadas de 2016, como foi aprovado na Câmara.

Chega de sigilos e atos secretos. Melhor assim.

15 thoughts on “O futuro da política fora dos partidos

  1. Caro Ricardo Kotscho,
    Gosto muito do seu texto, nos leva a reflexão e a compreender o que acontece sob os nossos narizes.
    Bem diante de tudo isso, a política fora dos partidos… penso que seria um grande erro essa proposta de lista fechada para o legislativo.
    Isso distanciaria ainda mais a política do povo, certamente que os que são a favor disso são os que temem serem excluídos do poder pelo voto popular.
    Exemplo é o que não falta: Artur Virgílio, Jereissati e outros que o digam.

  2. Essa situação se deve a falta de bons nomes no nosso país. Aproveito a oportunidade para sugerir que você cobra aqui uma agenda de atitudes do Governo Federal, que está sem rumo. Reformas pra ontem: tributária, política e do inss. Isso está ficando ingovernável pela incompetência petista. Se fossem escrever um cordel sobre os tributos no Brasil, poderiam aproveitar o título da novela das seis e criar o Cordel do Tributo Encantado, aquele que a gente paga, mas não vê onde ele foi parar. Um novo estudo do Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT) expõe a conhecida dificuldade nacional de transformar em bem-estar para o povo o dinheiro arrecadado com os tributos. Entre os 30 países com as maiores cargas tributárias, o Brasil ocupa o último lugar, com o pior retorno. No ranking, os vizinhos Argentina e Uruguai aparecem melhor na fita. Os Estados Unidos ocupam o primeiro lugar. Japão e Irlanda completam o pódio.

  3. Caro Kotscho, a opinião que tomo a liberdade de expor neste Balaio é, na verdade, uma pergunta para tentar compreender esse processo paradoxal: quando esperávamos a coletivização vem a “multidanização”.

    Será que era esse o resultado que a concentração da liberdade de expressão apenas na imprensa nas últimas décadas esperava?

    Não é contraditório, apesar disso, ver o Lula vencer eleições e, o mais importante, governar, tendo contra ele as baterias da mídia corporativa e ao mesmo tempo popularidade recorde?

    Acho que esse fenômeno, a política fora dos partidos, é resultado dessa campanha sistemática da velha mídia contra a democracia, os políticos e, consequentemente, os partidos.

    Mas também e fundamentalmente pelos valores disseminados por essa mesma e velha mídia, tanto na cobertura jornalística quanto na área de entretenimento e no departamento de ficção dos meios de comunicação monopolizados são o sexo, com ou sem nexo, o dinheiro, com ou sem trabalho, a vingança como sinal de justiça, a guerra como garantia de paz, a traição como base da liberdade social, a vulgarização da violência como reflexo da realidade e qualquer consciência crítica como terrorismo intelectual.

    O resultado disso é uma sociedade partida em indivíduos que, ligados uns aos outros pelos mesmos valores individuais, formam multidões; não em partidos nos quais cidadãos e cidadãs, unidos por ideias e ideais convergentes, deveriam formar movimentos conscientes e organizados.

    Os indivíduos, e seu individualismo, são subprodutos de uma meia verdade, a liberdade (apenas) “da” imprensa, sem espaço para a consciência crítica, só para a reprodução inconsciente e constante de conteúdo.

    Os cidadãos e cidadãs, e sua cidadania, deveriam ser fruto de uma verdade inteira, a liberdade “de” (toda) a imprensa, na qual tanto a sua metade imprensa quanto a sua metade sociedade deveriam e poderiam produzir, reproduzir e criticar o conteúdo produzido por uma e outra, retroalimentadas e retroalimentando-se consciente e constantemente, cada uma com suas ferramentas técnicas, éticas e estéticas disponíveis.

  4. Revisando: (…) Mas também e fundamentalmente porque (e não pelos, como passou no meu comentário) os valores disseminados por essa mesma e velha mídia (…)

  5. Só queria entender o que fez os moderadores recusarem o meu comentário aqui no Balaio sendo que não ofendi ninguém tratei de tema pertinente ao assunto ( 2° Encontro Nacional de Blogueiros Progressistas ) e as razões ao meu ver desse movimento todo nas ruas do Brasil e os seus responsáveis.

    Kotscho meu amigo
    Acabou a liberdade ???
    Os moderadores viraram censores ???
    No tempo do velho Balaio a conversa e o debate corria solto, agora fica difícil comentar.
    será que é por isso que são publicados tão poucos comentários se comparados com as avalanches do tempo do IG ???

    Em tempo: Caros Srs. “censores” moderadores, caso não queiram publicar essa minha terceira tentativa, FIQUEM A VONTADE !!!
    Estou copiando e mandando para o e-mail do dono do blog, ou seja, o jornalista Ricardo Kotscho

  6. Tudo é reflexo da revolução interna que esta em andamento dentro de cada ser humano. A liberdade levada à sua maior expressão, esgotou a fé em soluções já conhecidas, já experimentadas, dentre elas a principal , a fé no próprio ser humano, e em tudo que ele criou até aqui. Resta apenas um leve encanto pelas criações tecnológicas, que logo, logo também serão descartadas. Como zumbis, ou como baratas tontas, grandes ou pequenas, se agrupam em busca de um caminho por quaisquer deles inimaginável, daí a crise de liderança. Sob este “tsunami interior”, este “terremoto nas almas”, uma nova humanidade , com uma nova idealogia, esta pra nascer, dentro dela, só haverá espaço para a velha e esquecida solidariedade, não mais politizada mas puramente humanizada. As coisas estão acontecendo muito rapidamente, o tempo não é mais cronológico, as angústicas vão além do existencial. A sua mulinha em movimento, simboliza muito bem este momento.A liberdade nos limitou, nos fazendo seus escravos. As velhas ideologias, a velha política,as velhar religiões, o velho cristo, todos estão agonizantes. Mas…os deuses que nos trouxeram até esta situação nos trarão a solução, é só ter paciência.
    …e vamú qui vamú…

  7. …Concordo com o nosso amigo Ênio no comentário abaixo, os moderadores estão tirando a espontaneidade daqueles que resolvem deixar aqui seus comentários. Estão dando excessiva importância âs besteiras que aqui colocamos, tiraram a linda alma que tinha este Balaio.
    Cadê o Targinosilva ???
    Cadê o Fábio Pi Pi Pi ???
    Cadê o Samuel ???
    Cadê o…

    Senhor moderadô
    Não fique preocupado
    Não tenha medo o sinhô
    De nenhum episcopado
    Quem é que pode dizê ???
    O qui é certo ou errado ???

    Se o caba nesta vida
    Num cometê infração ???
    O que é qui vai fazê ???
    Quem nos concede o perdão ???
    Ao nos livrar do pecado
    O sinhô moderadô
    Mata…
    Quem perdoa o perdoado.

    Fafavô…
    …presta atenção…
    …Modera a moderação…
    …negão!!!

  8. Oi Ricardo, na minha modesta opinião, o que acontece aqui no Brasil é diferente do que acontece na Europa ou nos países árabes.O Brasil atravessa o seu melhor momento com estabilidade econômica e distribuição de renda.A presidenta Dilma segue no norte que ajudou o LUla a fazer do Brasil o grande país que é hoje, respeitado e até servindo de modelo para nossos irmãos do Continente e da África.O companheiro Martinez acerta em cheio o seu comentário ao criticar o que bem chamou de “multidanização”.A velha mídia é quem está a outra vez a querer manipular o povo.Ela já se deu conta de que seu apoio às campanhas sórdidas dos candidatos oposicionistas contra a Dilma, não deram certo.PSDB,DEMO e PV estão pulverizados por falta de projeto e por colocarem a campanha presidencial no pior nível já constatado pela história.O PT tem sua culpa tb. porque, embora sempre unido,parece mais às vezes um balaio de gatos.A mídia golpista vê isso.Agora procurar alimentar a idéia de que o povo brasileiro está insatisfeito.Sobra para o governo as insinuações e as principais críticas de seus colunistas ,nada comprometidos com a verdade dos fatos.O que vale , e a minha fé não esmorece , é que temos uma presidenta comprometida com o norte que ela ajudou o LUla a traçar para o Brasil seguir transforamndo-se num pais onde as desigualdades vem diminuindo.Acho muito bonito o povo ir às ruas, clamar pelos seus ideais, mas o Brasil segue sendo maior do que se viu nas manifestações.Não se viu ninguém levantando cartaz contra o governo da Dilma e isso é o que é mais importante.Isso a mídia e os amestrados colonizados não tiveram o gostinho de mostrar nas suas telinhas.Um abraço.

  9. Parece que o governador de Pernambuco também não havia entendido o tal sigilo de que o projeto se revestia e que foi explicado à exaustão. Eu tenho a impressão de que não é que não entendem, é porque defendem os interesses das empreiteiras que financiam eleições desses camaradas. Porque o presidente do TCU, o coordenador da CGU entenderam e concordaram. Talvez o problema esteja no que Bresser Pereira falou na entrevista que deu ao Valor: o PSB está se tornando em um partido de negócios. Quanto ao trem bala, transporte público, que sirva à coletividade nunca foi realmente o forte dos representantes políticos brasileiros, tanto que, em 500 anos nada foi feito. Ferrovia então! O bom mesmo é rodovia porque as estradas estão sempre dependendo de um conserto aqui, outro ali,; as montadoras pressionam de outro lado para vender mais seus carros, caminhões. Sem falar nas concessões para o povo pagar além dos impostos, os pedágios. Estamos muito mal realmente de representantes, seja intelectual, político, empresário, sem falar no judiciário que está um horror!

  10. Enquanto nós, trabalhadores e contribuintes não aprender-mos a anular os nossos votos a politica vai continuar de mal a pior. Os politicos sabem que por mais corruptos e picaretas eles sejam sempre acabam se reelegendo. Eles deitam e rolam em cima dos contribuintes. A Dilma deu 4% de aumento para os trabalhadores que recebem salario minimo e, deu 40% para o bolsa familia, uma forma de pagar os votos que recebeu. Nós contribuintes financiamos a compra de votos dos politicos corruptos.
    João Leite

  11. Quero aproveitar a oportunidade para concordar com o comentário do Enio Barroso. A outra “janela” era mais ampla, dava mais visibilidade.

  12. Lenir “A velha mídia é quem está a outra vez a querer manipular o povo.” Como, contando as verdades de um desgoverno inábil e paralisado? Que conversa mais petista e radical essa!

  13. Kotscho,

    Acho que o que estamos vendo esteve diante de nossos olhos o tempo todo. Os partidos, suas disputas internas e externas e os rituais do poder, acrescidos das mordomias deselegantes e imorais que elevam nossos representantes a um patamar da cidadania, inexistente nas ruas, e que nenhum trabalho conquista, sempre estiveram ao nosso lado. A novidade pode estar no poder das pessoas se organizarem sem passar pelos partidos, tomarem iniciativas para expressar suas maneiras de olhar o mundo e a si mesmas de forma muito mais contundente do que um discurso feito por um senador, deputado ou vereador, ou mesmo do que uma entrevista nas amarelinhas ou coisa que o valha.

    Os ataques contra a democracia, aqui, na Europa e em todo o mundo e a incapacidade ou desinteresse dos representantes das massas, e os riscos que as pessoas comuns percebem que correm nesta tentativa de voltar para tempos medievais, concorrem para que as pessoas assumam a defesa de seus interesses, sem esperar pelos gestos de seus supostos representantes.

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