Quem é o autor do slogan "Lula-Lá"?

Quem é o autor do slogan "Lula-Lá"?

O assunto foi tratado pela primeira vez aqui no Balaio no dia 26 de maio de 2010, no início da campanha presidencial, quando a Folha publicou matéria com o título “Marina recorre a inventor do `Lula-Lá ´”.

No mesmo dia, publiquei post contestando a informação da Folha, pois trabalhei na campanha de Lula em 1989 e sabia como e por quem o jingle havia sido criado: “Folha errou: `Lula-Lá ´é de Hilton Acioly”.

Dizia a matéria da Folha: “PV recruta Paulo de Tarso, mas diz rejeitar marqueteiro profissional. Autor do jingle petista nas eleições de 1989 já prepara senadora para eventos. Contrato ainda estaria em negociação”.

Se o PV rejeita marqueteiro profissional, então é porque está recrutando um marqueteiro amador, se é que isso ainda existe (além do falecido Carlito Maia, criador do slogan “Lula-Lá”, não conheço nenhum). Se é amador, para que negociar contrato? Não fica claro.

A verdade é que a Folha confundiu slogan com jingle e errou duas vezes: o publicitário Paulo de Tarso não é autor de nenhum dos dois. Foi apenas o marqueteiro que levou o slogan de Carlito, criado no ano anterior, como sugestão para o compositor Hilton Acioli usar no jingle da campanha de 1989, que acabou virando um hino.

Pensei que o assunto estivesse esclarecido e morto, quando na semana retrasada me ligou uma repórter da Folha querendo checar uma informação publicada sobre o assunto na coluna da minha amiga Monica Bergamo. Repeti-lhe o mesmo que está escrito no meu post de maio do ano passado.

Dias depois, o sr. Paulo de Tarso Santos enviou um comentário desvairado ao meu blog, que nem me dei ao trabalho de responder.

Só agora entendi o motivo: a família de Carlito Maia resolveu contestar a versão dada por Paulo de Tarso e encampada pela Folha, reinvindicando a autoria do slogan.

Maurício Maia, filho de Carlito, enviou-me neste final de semana a longa troca de correspondência que manteve com a Folha.

Ao final da leitura das mensagens, que reproduzo abaixo, não tenho a menor dúvida, diante da cronologia dos fatos e das notas publicadas em jornais, inclusive na própria Folha, de que a autoria do slogan é mesmo do meu querido amigo Carlito Maia e o jingle da campanha foi criado por Hilton Acioly.

O slogan de Carlito é bem anterior à montagem da estrutura de comunicação da campanha, em meados de 1989. Só eu e o colega Sergio Canova começamos a trabalhar mais cedo, cuidando da área de imprensa, no início daquele ano.

Sei por experiência própria que a Folha tem grande dificuldade em reconhecer erros históricos que comete, preferindo reescrever a história, mas neste caso não dá para ficar calado diante de um episódio do qual fui testemunha.

Peço aos leitores deste Balaio que porventura também tenham trabalhado na primeira campanha presidencial de Lula, em 1989, ou guardem consigo qualquer lembrança ou documento daquela época que, por favor, ajudem a esclarecer esta polêmica sobre um fato ocorrido 21 anos atrás.

Transcrevo abaixo a correspondência com a Folha que me foi enviada por Maurício Maia:

***

Prezado Ricardo Kotscho,

Como imaginava, a Folha de S. Paulo ignorou meus protestos contra as notas publicadas pela colunista Mônica Bergamo, em que atribui ao publicitário Paulo de Tarso da Cunha Santos a autoria da frase “Lula lá”. Só resta recorrer à blogosfera para mostrar que o jornal Folha de S. Paulo errou em algum momento nesta história. Ou em 1989, quando publicou diversas notas em que a autoria da frase era atribuída a Carlito Maia; ou agora, quando endossa a versão do publicitário Paulo de Tarso.

Esse problema não se resume apenas ao “Lula lá”. Ele mostra como existe uma parcela do jornalismo que se acha imune às críticas. Lembro-me de uma frase sua que sempre foi um norte para o exercício da profissão (“O trabalho do jornalista é essencialmente crítico e a gente tem que começar a criticar o nosso próprio trabalho para poder melhorar”). Ao contrário do que escreveu a colunista Mônica Bergamo (“Sua carta foi encaminhada ao Painel do Leitor e seguramente será publicada”), o jornal parece não ter considerado relevante minha argumentação. A carta não saiu no Painel do Leitor e a ombudsman nem se deu ao trabalho de responder as mensagens que lhe enviei.

Apresentei à Folha de S. Paulo diversas evidências de que a autoria da frase é de Carlito Maia e que caberia ao publicitário Paulo de Tarso demonstrar que teve antes a ideia. A expressão se tornou pública em nota que saiu na coluna de Zózimo do Amaral em dezembro de 1988. Esta e todas outras notas que encontrei publicadas na imprensa ao longo da campanha eleitoral de 1989 seguem logo abaixo para que se possa montar uma linha do tempo. Em anexo, mando facsímilie das colunas “Tenho Dito”, publicadas na Gazeta de Pinheiros. Amanhã cedo, pedirei ao Centro de Documentação do Jornal do Brasil cópia da coluna do Zózimo. As notas da Folha de S. Paulo podem ser verificadas no sítio virtual do jornal.

A colunista Mônica Bergamo insiste que não há documentos para provar a autoria da frase. Os jornais da época seriam o que, então? Obras de ficção? Como ela se apega às declarações de suas fontes, procurei algumas pessoas ouvidas pelo jornal.

O vereador José Américo Dias (PT-SP), que coordenou a comunicação de rádio e de TV da campanha eleitoral de 1989, reconhece que não havia estrutura alguma montada em 1988. Aguardo nota que ele se comprometeu a me enviar com data aproximada da primeira vez que ouviu a expressão “Lula lá” (o vereador é uma das fontes ouvidas pela Folha de S. Paulo que referendaram a versão de que a ideia seria de Paulo de Tarso).

O compositor Hilton Acioli diz que recebeu a frase das mãos do publicitário Paulo de Tarso entre o final de janeiro e começo de fevereiro de 1989 num encontro de publicitários realizado em Cajamar. Ainda não localizei nenhuma referência a essa reunião. De qualquer modo, ela é bem posterior à nota publicada no Jornal do Brasil. Acioli não se lembra exatamente quando entregou as duas versões da música (um samba e a composição consagrada na campanha) aos coordenadores da campanha. Garante, no entanto, que é fantasiosa a versão apresentada no livro “Notícias do Planalto”, do jornalista Mário Sergio Conti, que relata ligações telefônicas de madrugada (telefonemas que nunca existiram, afiança Acioli).

O livro de Conti, publicado no final de 1999, parece ser o primeiro momento em que o publicitário Paulo de Tarso assume publicamente a autoria do “Lula lá”. Vem dessa época a estranha versão de uma ideia surgida simultaneamente na cabeça de dois publicitários. Essa história foi repetida no livro “Partido dos Trabalhadores – Trajetórias”, editado em 2000 pela Fundação Perseu Abramo. Na época, procurei Zilah Abramo para que a fundação corrigisse o erro. Nada foi feito.

Recorro agora a você para que essa história seja passada a limpo definitivamente. Seu testemunho pode ajudar a esclarecer alguns pontos obscuros dessa história. É espantoso, por exemplo, que o publicitário Paulo de Tarso não tenha procurado a Folha de S. Paulo ainda em 1989, caso as notas publicadas pelo Painel estivessem atribuindo à pessoa errada a criação do “Lula lá”. Gostaria muito que você fizesse um esforço de memória para tentar identificar a data em que os jingles foram apresentados aos coordenadores da campanha eleitoral. Se foi em fins de maio ou começo de junho, como sugere a nota publicada pela Folha de S. Paulo a 3 de junho, como o publicitário Paulo deTarso explicaria a nota de 16 de abril, quando a campanha não contava com canção alguma? Será que Paulo de Tarso não lia a Folha de S. Paulo? O Jornal do Brasil, pelo visto, não fazia parte de seus hábitos de leitura.

Desde já, grato pela atenção.

Maurício Maia

Dia 7/12/1988:
Jornal do Brasil, Caderno B, Coluna de Zózimo Barrozo do Amaral:
“Carlito Maia, filósofo popular de São Paulo, faz tanta fé no PT que acaba de criar um slogan para a campanha de Luiz Inácio da Silva à presidência da República. Lula lá. Parece canção de ninar”.

Dia 5/2/1989:
Gazeta de Pinheiros, coluna Tenho Dito, de Carlito Maia:
“(…) Logo mais teremos Lula lá e PT saudações. A continuação da virada…”

Dia 16/4/1989:
Folha de S. Paulo, Painel, p. A4:
“O publicitário Carlito Maia está tentando convencer Rita Lee a fazer um rock para a campanha de Lula, baseada no slogan que criou – Lula lá”

Dia 1º/5/1989:
Folha de S. Paulo, Painel do Leitor, p. A3:
[carta do leitor Sidney Lopes, provavelmente enviada em reação à nota do dia 16 de abril]
“Lula lá nunca, se Deus quiser”.

Dia 7/5/1989:
Gazeta de Pinheiros, coluna Tenho Dito, de Carlito Maia:
“(…) Então – Lula lá!”

Dia 3/6/1989:
Folha de S. Paulo, Painel, p. A4:
“Lula-lá – O compositor Hilton Accioly, autor da música ‘Disparada’ com Geraldo Vandré, fez duas versões para o jingle de campanha de Lula, a partir do slogan criado pelo publicitário Carlito Maia”.

Dia 21/3/2011:

Folha de S. Paulo, p.E2

LULA LÁ 1

Quem é o verdadeiro autor do “Lula Lá”, que embalou as campanhas presidenciais de Lula nas últimas décadas? Mais de 20 anos depois da eleição de 1989, Tereza Rodrigues, viúva do publicitário Carlito Maia, insiste em dizer que saiu da cabeça de seu marido. Tereza escreveu à coluna para protestar por causa de um texto em que a criação do “Lula lá” foi atribuída ao publicitário paulista Paulo de Tarso Santos.

Folha de S. Paulo, 21/3/2001, p. E2

LULA LÁ 2

Já Paulo de Tarso diz que teve a ideia num encontro do PT. Escreveu a frase num papel e a mostrou para o compositor Hilton Acioli. “Ele sacou que a frase era musical e a usou no jingle. A razão da frase é a musicalidade”, diz. “Admito que o Carlito Maia possa ter tido essa ideia ao mesmo tempo que eu, mas isso nunca chegou a nós durante o desenvolvimento do trabalho”. Testemunhas que coordenaram e participaram da campanha confirmam a versão de Tarso.

Enviada em: segunda-feira, 21 de março de 2011 12:52
Para: Monica Bergamo
Assunto: Lula lá

Prezada sra. Mônica Bergamo,

Sou filho de Carlito Maia e há anos venho me batendo contra a versão farsesca da autoria do “Lula lá”. Como o tema voltou à sua coluna, na edição de hoje, aproveito para demonstrar que o publicitário Paulo de Tarso mente quando diz que a ideia foi dele. Trata-se de simples cronologia. A expressão veio a público em nota que apareceu na coluna de Zózimo Barroso ainda em dezembro de 1988. A estrutura publicitária da campanha do então candidato Luiz Inácio Lula da Silva só foi montada em meados de 1989, conforme depoimento de vários participantes daquela disputa eleitoral. Sugiro contato com o compositor Hilton Acioli para confirmar quando ele recebeu a sugestão do “Lula lá”.
Reproduzo abaixo o texto que publicamos no sítio virtual em homenagem a Carlito Maia que, depois de morto, tem sido bombardeado com acusações de ter plagiado suas próprias ideias (o “Lula lá” é apenas um caso, há quem tem a cara de pa u de dizer que não era dele a criação da “Jovem Guarda” de Roberto Carlos e cia.).
Duvido que o sr. Tarso tenha prova material de ter se encontrado com o compositor Acioli ainda em 1988 – ou antes de maio de 1989.
Atenciosamente,

Maurício Maia

http://www.carlitomaia.etc.br/home.html

A participação política foi um dever de cidadania para Carlito Maia, traduzida de diversas maneiras: escrevendo cartas indignadas para jornais, colaborando na criação das campanhas eleitorais do Partido dos Trabalhadores, principalmente nas disputas de Eduardo Suplicy e com a parceria de companheiros de longa data, como Erazê Martinho. Também emprestava seu nome para manifestos políticos e movimentos sociais. O Movimento dos Sem-Terra foi ardorosamente defendido por ele.

Em 1983, criou o Tribunal Tiradentes, que julgou e condenou a Lei de Segurança Nacional. Também instituiu um prêmio simbólico para personalidades que se destacassem na luta pela Paz, pela Justiça e pela Liberdade. Os vencedores seriam aqueles que, na opinião de 1.062 amigos de Carlito (muitos dos quais ele sequer conhecia pessoalmente), fossem os mais votados pelo que fizeram ao longo de 1981. A premiação, que consistia apenas no anúncio dos vencedores e nada mais, seria feita em 1o de janeiro de 1982, Dia da Confraternização Universal. O Prêmio Mahatma Ghandi da Paz foi concedido a Dom Paulo Evaristo Arns, que recebeu 366 votos; o Prêmio Bertrand Russell da Justiça foi dado ao advogado Heráclito Sobral Pinto (que obteve 297 indicações); e, por fim, o pensador Alceu Amoroso Lima foi o vencedor do Prêmio Charles Chaplin da Liberdade, com 314 votos.

Duas das maiores criações de Carlito, no entanto, foram feitas para o PT: “optei” e “Lula lá”. Houve quem quisesse dividir a paternidade do “Lula lá”, mas registros jornalísticos não deixam dúvida de quem foi o criador da expressão que consagrou as campanhas eleitorais de Lula para a presidência da República. O publicitário Paulo de Tarso Santos, por duas vezes (em entrevistas publicadas nos livros “Notícias do Planalto” e “Partido dos Trabalhadores – Trajetórias”), insistiu em dizer que também era autor do “Lula lá”. Na lembrança de Paulo de Tarso, “Lula lá” teria surgido nas primeiras reuniões da equipe de criação da campanha de TV do candidato
petista (ocorridas provavelmente em meados do primeiro semestre de 1989). Mas a expressão já havia sido cunhada por Carlito muito antes do processo eleitoral. A referência mais remota aparece em nota publicada no Jornal do Brasil, a 7 de dezembro d e 1988:

“Carlito Maia, filósofo popular de São Paulo, faz tanta fé no PT que acaba de criar um slogan para a campanha de Luis Inácio da Silva à presidência da República. Lula lá. Parece canção de ninar”

Ao contrário do que supunha o jornal carioca, o mote tornou-se um dos mais belos jingles das campanhas políticas com a música de Hilton Acioli. Carlito era um entusiasta propagador da idéia, como mostra sua coluna “Tenho Dito”, da Gazeta de Pinheiros. Na edição de 5 de fevereiro de 1989, ele escrevia:

“Brasil: vote-o ou fique-o! Logo mais teremos Lula lá e PT saudações. A continuação da virada…”. Três meses depois, em 7 de maio, arrematava assim seu texto dirigido aos eleitores de 16 anos: “Então, Lula lá!”.

Em 21/03/2011 13:07, Monica Bergamo escreveu:

Olá, Mauricio, tudo bem?

Agradeço a sua mensagem.

Na nota que publicamos, o Paulo de Tarso não acusa o Carlito de plágio. Ele diz inclusive que admite que o Carlito possa ter tido a ideia do Lula lá.

Mas diz que também não pode ser acusado de plágio pois não sabia, nunca tinha ouvido ou lido nada a respeito.

Procuramos registrar a posição da família sem deixar de dar voz ao publicitário, que nos deu a explicação agora publicada.

Um grande abraço, muito obrigada

Mônica

Enviada em: segunda-feira, 21 de março de 2011 21:59
Para: Monica Bergamo
Assunto: RE: RES: Lula lá

Prezada Mônica,

Curiosa essa situação. Apresentei-lhe dois registros jornalísticos – públicos, portanto – da expressão “Lula lá”. Um deles, por sinal, impresso numa das colunas mais lidas da imprensa brasileira de então, publicada por Zózimo Barrozo do Amaral no Jornal do Brasil. Ambos são bem anteriores às primeiras reuniões da campanha publicitária do então candidato Luiz Inácio Lula da Silva.
Na nota publicada hoje, a última palavra ficou com o sr. Paulo de Tarso e sua equipe de campanha. Ponto para o jornalismo declaratório e azar da apuração da verdade fática.
Caso sua coluna não volte ao caso, enviarei carta ao Painel do Leitor. É sempre bom que os leitores da Folha de S. Paulo não sejam ludibriados com apurações incompletas.
Atenciosamente,

Maurício Maia

Enviada em: terça-feira, 22 de março de 2011 11:11
Para: leitor@uol.com.br; Monica Bergamo; Ombudsman Folha de S.Paulo
Assunto: Lula lá: quando a Folha errou?

Prezados senhores,

Na edição de ontem, 21 de março, a colunista Mônica Bergamo voltou a insistir que o publicitário Paulo de Tarso é autor do slogan “Lula lá”, um dos fatos mais marcantes da campanha eleitoral de 1989. Ou a Folha de S. Paulo erra agora ou errou em sua edição de 3 de junho de 1989, quando publicou nota no Painel em que atribui a autoria do “Lula lá” a Carlito Maia, meu pai (FSP, 3/6/1989, p. A4).
Ontem mesmo, enviei à colunista da Ilustrada outros elementos que provam que o publicitário Paulo de Tarso tenta de apropriar de criação alheia. Em dezembro de 1988, o Jornal do Brasil publicou na coluna do Zózimo nota em que dizia: “Carlito Maia, filósofo popular de São Paulo, faz tanta fé no PT que acaba de criar um slogan para a campanha de Luis Inácio da Silva à presidência da República. Lula lá. Parece canção de ninar”.
Não bastasse essa prova pública de autoria, que circulou numa das colunas mais lidas do jornalismo brasileiro dos anos 80, Carlito Maia ainda voltou ao tema em sua coluna no jornal Gazeta de Pinheiros a 5 de fevereiro de 1989 (“Brasil: vote-o ou fique-o! Logo mais teremos Lula lá e PT saudações. A continuação da virada…”) e a 7 de maio (“Então, Lula lá!”).
A colunista Mônica Bergamo não é a primeira pessoa a dar crédito à versão mentirosa do publicitário Paulo de Tarso. O jornalista Mario Sérgio Conti, em seu livro “Notícias do Planalto” (lançado em 1999) deu crédito à fantasia de Paulo de Tarso. O livro “Partido dos Trabalhadores – Trajetórias” repete o erro. Nas duas vezes, a autoria de “Lula lá” é atribuída tanto a Carlito Maia como a Paulo de Tarso. Este último, em concessão generosa, admite que a ideia possa ter saído de duas cabeças ao mesmo tempo. O caso é de dar inveja à polêmica entre os irmãos Wright e Santos Dumont. Cabe a ele, portanto, provar que se encontrou com o compositor Hilton Acioli em dezembro de 1988 ou, então, explicar porque não protestou quando a Folha de S. Paulo publicou a nota de junho de 1989.
Não custa lembrar que a fantasiosa versão de simultânea autoria do “Lula lá” só começou a circular depois que Carlito Maia não podia se defender. Vítima de doença neurológica, deixou de publicar cartas e protestos desde 1999. Desde então venho tentando devolver a Carlito o que é de Carlito.
Como a colunista Mônica Bergamo optou pelo jornalismo declaratório (“checando” sua informação com “testemunhas que coordenaram e participaram da campanha [de Lula]” e que “confirmam a versão de Tarso”), rogo a publicação desta carta para que os leitores da Folha de S. Paulo tenham acesso a informações documentais que derrubam a farsa do publicitário Paulo de Tarso.
Em tempo: um dos maiores orgulhos que tenho de meu pai é que ele nunca ganhou um centavo por algumas de suas maiores criações publicitárias (como, por exemplo, “Optei” e “Lula lá”).
Atenciosamente,

Maurício Maia

Em 22/03/2011 20:36, Monica Bergamo escreveu:

Maurício,

Tudo bem?

Como eu já disse a você num outro e-mail, diante da acusação que a família de Carlito Maia faz ao Paulo de Tarso de que ele plagiou o slogan, nós o procuramos para que falasse a respeito.

Ele disse que teve a ideia e que, até então, nunca tinha ouvido falar que Carlito criara frase idêntica, nem lera nada a respeito.

Ele diz que nunca leu esta nota que você cita do Jornal do Brasil, publicada, segundo você, muito antes da campanha.

Nós registramos tanto as afirmações da família quanto a do publicitário.

Hilton Acioli, citado por você, também foi procurado por nós, entre outros que participaram daquela campanha.

Ele diz que recebeu a frase do Paulo de Tarso.

Diz que depois disso teve alguns encontros com Carlito Maia e que Carlito Maia nunca reivindicou a autoria da frase.

Hilton Acioli me contou que certa vez, num comício, Carlito Maia chegou a perguntar a ele: “Quem te passou essa frase?”

Acioli respondeu: “O Paulo de Tarso”. Carlito mais uma vez nada disse sobre ser o autor do slogan, segundo Acioli. Comentou apenas que a canção só poderia ser coisa “de um petista apaixonado”.

Acioli explicou a ele então que não era petista.

E nada mais, segundo ele, foi dito.

Enviado: terça-feira, 22 de março de 2011 21:34
Para: Monica Bergamo
Assunto: Re: RES: Lula lá: quando a Folha errou?

Prezada Mônica,

São surpreendentes as declarações que você relata quando cotejadas com o material publicado na imprensa em 1989. Só hoje tive acesso à nota publicada no Painel da Folha de São Paulo que trata justamente da autoria da frase e das duas versões da composição musical de Acioli.
Caso não tenha recebido cópia da carta que encaminhei ao Painel do Leitor, transcrevo a nota – que você pode acessar no banco de dados que a Folha de S. Paulo gentilmente colocou à disposição dos leitores. Trata-se de ferramenta fundamental para evitar os riscos de memórias construídas.
Se quiser, posso lhe mandar também cópia fac-similar da nota publicada por Zózimo.
São provas incontestáveis de autoria e mostram que a criação musical de Acioli é de junho de 1989, quando a criação de Carlito Maia já havia sido publicada em dezembro de 1988 no Jornal do Brasil.
Não se trata de guerra de versões. A frase é de Carlito Maia. O resto é invencionice.
Faço questão que o jornal publique esses dados, essenciais para que os leitores do jornal saibam de que lado está a verdade. Suas notas de segunda-feira, por sinal, têm um viés claramente favorável ao publicitário Paulo de Tarso, quando trata da “insistência” da viúva e de que integrantes da campanha confirmam a versão do publicitário Paulo de Tarso.
Resta à Folha de S. Paulo dizer a seus leitores se errou em 1989 ou se erra em 2011.
Grato pela atenção.

Maurício Maia

Painel – FSP, 3 de junho de 1989

Lula-lá

O compositor Hilton Accioly, autor da música “Disparada” com Geraldo Vandré, fez duas versões para o jingle de campanha de Lula, a partir do slogan criado pelo publicitário Carlito Maia.

Em 22/03/2011 23:03, Monica Bergamo escreveu:

Maurício,

Sua carta foi encaminhada ao Painel do Leitor e seguramente será publicada.

Sobre a apuração da coluna, eu quero apenas lhe dizer que não foi feita em cima apenas de declarações do Paulo de Tarso, mas sim de apuração com outras fontes.

Em nenhum momento dissemos que a frase não é do Carlito Maia.

Relatamos que a família, vinte anos depois, insiste, e é fato, em dizer que ela é dele.

E que o publicitário Paulo de Tarso admite que Carlito Maia possa ter tido a ideia.

Ninguém desmente a família.

Mas Paulo de Tarso afirma que teve a mesma ideia e que não sabia que Carlito Maia também tinha tido.

O fato de uma nota ter sido publicada no JB não prova que ele sabia.

Ele diz que não leu a nota do JB, que não sabia de nada.

Qual é a prova de que ele leu, sabia e copiou:

Outras fontes, da coordenação da campanha, dão o crédito ao Paulo de Tarso. Não se referem a nota no JB nem a informações anteriores de que o slogan é do Carlito Maia, embora não coloquem em dúvida a palavra da família.

Você citou o compositor Acioli e por isso eu relatei na mensagem anterior o que ele disse à Folha.

Um abraço, obrigada

Mônica

Enviada em: quarta-feira, 23 de março de 2011 09:49
Para: Monica Bergamo
Assunto: Re: RES: RES: Lula lá: quando a Folha errou?

Prezada Mônica,

Volto, então, ao ponto mais surpreendente dessa história. Até agora, você não relatou em momento algum a nota que encontrei ontem, publicada no Painel a 3 de junho de 1989. A clareza da nota é meridiana (repito: “Lula-lá: O compositor Hilton Accioly, autor da música”Disparada” com Geraldo Vandré, fez duas versões para o jingle de campanha de Lula, a partir do slogan criado pelo publicitário Carlito Maia”). Ou vocês me dizem que essa nota estava errada, ou houve um problema sério de apuração em sua nota publicada na última segunda-feira.
O publicitário Paulo de Tarso primeiro diz ser criador da frase “Lula lá” (apropriando-se decriação de Carlito Maia) e agora diz “que não sabia” da ideia de Carlito Maia (toma de empréstimo a famosa frase do Lula presidente?). Convenhamos, é muita cara de paulo (estou tomando de empréstimo frase de meu pai quando se referia a Paulo Maluf).
Volto a insistir: há um problema técnico em sua apuração, apoiada em declarações que se chocam com farto material publicado entre 1988 e 1989. Caso Acioli negue a nota publicada pela Folha de S. Paulo em junho de 1989, é razoável que o jornal comunique a seus leitores que errou naquele momento.
Continuo aguardando a publicação da carta que enviei ao jornal. Gostaria, no entanto, que sua coluna se manifestasse sobre todas as evidências que lhe mandei desde segunda-feira.
A nota na coluna do Zózimo, publicada em 1988, pode não provar que o publicitário Paulo de Tarso fosse leitor habitual do JB, mas prova que a ideia é de Carlito Maia, da qual nenhum aventureiro tem o direito de lançar mão.
Quando houve a polêmica entre os irmãos Wright e Santos Dumont, um oceano separava os inventores da aviação. A disputa pela autoria do “Lula lá” se dá n um universo infinitamente menor e todas as evidências da época que recolhi até agora mostram como é difícil acreditar na coincidência có smica da mesmíssima ideia ter surgido simultaneamente na cabeça de duas pessoas distintas.
Repito: o publicitário Paulo de Tarso assumiu a “paternidade” do “Lula lá” publicamente apenas em 1999, na entrevista a Mário Sérgio Conti, quando meu pai já estava seriamente comprometido por problemas neurológicos.
Como diria meu pai, continuo aguardando.
Atenciosamente,

Maurício Maia

Em 23/03/2011 12:30, Monica Bergamo escreveu:

Maurício,

Eu não posso responder pela nota de 1989. Não apurei, não sei como foi feita.

Mas sei como a Folha funciona.

Certamente o jornalista que assinava a coluna naquele momento ouviu a história de uma fonte fidedigna, ou não teria publicado.

Ele fez a nota baseado na declaração que alguém deu a ele. Confiou e publicou.

Não tinha como ser de outra forma. Não há documentos para provar nada. Só testemunhos, ou seja, declarações.

E eu fiz a minha nota baseada em declarações da família, do Paulo de Tarso e de coordenadores e participantes daquela campanha.

Em nenhum momento a minha nota desmente a nota de 1989.

Em nenhum momento diz que Carlito Maia não teve aquela ideia.

Diz, isso sim, que a família insiste em dizer que a ideia foi dele e que o Paulo de Tarso admite que isso pode ter acontecido.

Mas que não sabia. E sustenta que teve a ideia do “Lula lá” de sua própria cabeça e a levou para a campanha.

Você acha que o Paulo de Tarso é farsesco, é mentiroso, é aventureiro e etc.

É um direito seu.

Eu, como jornalista, não posso entrar nesse julgamento subjetivo.

Um abraço, muito obrigada

Mônica

Para: Monica Bergamo ,ombudsman@uol.com.br
Assunto: Re: RES: RES: RES: Lula lá: quando a Folha errou?
Enviada: 24/03/2011 08:45

Prezada Mônica,

Você há de concordar que a nota publicada pela Folha de S. Paulo a 3 de junho de 1989, atribuindo a autoria do mote “Lula lá” a Carlito Maia, prova que foi em meados do ano que o compositor Hilton Acioli fez o jingle da campanha de Lula. Se você consultar todas as suas fontes, creio que nenhuma deixará de confirmar ter sido nessa época que Acioli fez sua composição.
O publicitário Paulo de Tarso pode não ter lido a coluna de Zózimo, que na edição de 7 de dezembro de 1988 publicou a nota “Carlito Maia , filósofo popular de São Paulo, faz tanta fé no PT que acaba de criar um slogan para a campanha de Luis Inácio da Silva à presidência da República. Lula lá. Parece canção de ninar”. Muito menos as duas edições da Gazeta de Pinheiros em que “Lula lá” aparecia na coluna “Tenho Dito”, de Carlito Maia (dias 5/2/1989 e 7/5/1989).
Encontrei hoje, no entanto, outra nota publicada na seção Painel, da editoria de política da Folha de S. Paulo, que torna evidente que a criação do “Lula lá” é exclusivamente de Carlito Maia. Publicada a 16 de abril, no mesmo Painel (página A-4), a nota relata: “O publicitário Carlito Maia está tentando convencer Rita Lee a fazer um rock para a campanha de Lula, baseada no slogan que criou – Lula lá”. Será que Paulo de Tarso também não era leitor da Folha de S. Paulo?
Essa última evidência mostra que, antes mesmo da entrada em cena de Acioli, “Lula lá” já circulava publicamente em São Paulo, a ponto de causar reações indignadas entre aqueles que tinham aversão ao PT, como o leitor Sidney Lopes, que teve sua carta publicada no Painel do Leitor a 1º de maio de 1989 (“Lula lá nunca, se Deus quiser” – p. A-3).
Em respeito à cronologia dos fatos, rogo mais uma vez que você repare o erro cometido em sua coluna na última segunda-feira. A autoria de “Lula lá” é única e exclusivamente de Carlito Maia.
Desculpe-me a insistência. Não há subjetividade alguma nos elementos que lhe apresento.
Leitor voraz, meu pai costumava distribuir aos amigos os belos textos que encontrava pela frente. Fazia questão de colocar em destaque as fontes de onde retirava tudo o que compartilhava entre os seus. O respeito ao direito autoral é um dos mais importantes fundamentos da civilização moderna.

Maurício Maia

Para: ombudsman@uol.com.br
Assunto: Fwd: RES: RES: RES: Lula lá: quando a Folha errou?
Enviada: 25/03/2011 12:28

Prezada ombudsman,

Desde segunda-feira aguardo publicação de carta que enviei ao jornal para corrigir erro publicado na coluna de Mônica Bergamo. Até ontem, mantive esperança que a colunista reparasse o erro diante da várias mensagens que trocamos desde então. Hoje, tenho certeza que ela não pretende voltar ao assunto. Pelo visto, o Painel do Leitor também não se interessou por minha carta (que a colunista Mônica Bergamo disse que “seguramente” seria publicada).
Pois bem. Minha última esperança é que a representante dos leitores trate do assunto em sua coluna dominical. O jornal Folha de S. Paulo sempre foi muito cioso em questões de direitos autorais (vide a polêmica que resultou no desligamento de professor da USP que plagiou trabalho alheio).
Como lhe enderecei toda a minha argumentação relativa ao episódio da criação do “Lula lá”, não vou esmiuçar todos os pontos que apresentei. Só quero voltar a uma questão, fundamenta l no meu entendimento.
A colunista Mônica Bergamo insiste em dizer que a história se encerra em versões distintas e que não há “documentos” para provar ter sido de Carlito Maia a autoria da frase.
Pois bem, a cronologia mostra que meu pai teve a ideia em dezembro de 1988, quando foi tornada pública na coluna de Zózimo do Amaral. Voltou à ela, publicamente, em outras tantas oportunidades ao longo de 1989. Como a representantes dos leitores pode verificar no acervo da Folha de S. Paulo, o publicitário Paulo de Tarso não rebateu em 1989 nenhuma das notas publicadas sobre o “Lula lá”, nas quais a autoria era atribuída a Carlito Maia. Muito menos apresentou qualquer evidência que tenha dado publicidade à “sua” ideia.
Se essa documentação não é suficientemente sólida, estamos definitivamente diante do fim da História.
Aguardo sua manifestação pública sobre esse episódio. Por mais que a colunista Mônica Bergamo negue, estamos numa encruzilhada: ou a Folha de S. Paulo errou em 1989 ou erra agora.

Maurício Maia

79 thoughts on “Quem é o autor do slogan "Lula-Lá"?

  1. Por isso que as assinaturas de jornais só perdem …….infelizmente a falta de ética já não contamina só o “caderno político”,até o “caderno de esportes”(graças aos investimentos dos envolvidos)sofrem com “matérias plantadas e infundadas”.
    O “quarto poder” poderia chamar-se de “quarta vergonha nacional”

  2. Da vida não se leva nada. Apenas o nome. Está mais do que provado que a autoria é de Carlito Maia. Não se pode denegrir o nome de uma pessoa ainda mais com esse tanto de provas. Abraços a familia Maia.

  3. Primeiro, que essa criação é infantil e que poderia ter sido feita por qualquer um, e não chega aos pés das frases do Carlito Maia. E aí, vou dizer novamente, e com exemplos ridículos, que essa onda de assumir autoria esta chegando ao limite do bom senso.
    José garante que o BOM DIA é seu, e processa todo mundo que usa a frase
    Pedro garante que Ate Amanhã foi cunhado por ele e processa, etc etc
    João garante que AMOR é uma expressáo que ele usou pela primeira vez e etc etc.
    Vamos trabalhar?

  4. Sabe de um negócio, Ricardo: Q vc tome a defesa do Carlito; todo bem. Agora, querer comentários sobre essa farsa do Tarso… Quero dizer desse Paulo de Tarso, é outra.
    Engraçado, é q esse cara, me parece, vive “criando”… Será q foi, esse, o tipo quem nos trouxe, tbm, o mosquintinho da dengue? Cara chato….
    No mais, aquele abraço, fraterno

  5. Eu trabalhei voluntariamente na campanha do Lula e de outros políticos de esquerda em 1989, no diretório carioca do Partido Comunista do Brasil, e o que o Kotscho escreveu está correto – o slogan “Lula Lá” é do tal Carlito Maia, já o jingle eu naõ sei de quem é. É isso aí.

  6. Meu caro Maurício, seu pai foi um grande entre os grandes e merece respeito pelo belo trabalho que fez para o PT.Não tenho dúvidas das verdades que você conta, mas lutar contra “Folha, pretendendo que ela se retrate, é chover no molhado.São raros os jornalistas qu merecem respeito dentro daquel antro.No mais, meu querido, o refrão ” Lula lá ” será sempre lembrado como obra de seu pai.Quanto à Folha será sempre lembrada como a “FALHA”.Um abraço faterno.

  7. hey, por favor, virem a pagina, AGUAS PASSADAS NÃO MOVEM MOINHOS, ocupem o tempo com algo mais util, aprofundem os conhecimentos aos temas atuais, NÓ nuclear, é um bom assunto ao meu ver, ninguem sabe nada e etc…….

  8. Caro Kotsho, responsável por esta delícia de blog,
    das duas, uma, como diria qualquer velho filósofo: considerando a data da publicação da primeira nota, o criador do slogan ou foi o Carlito ou foi o Zózimo; não cabe um terceiro.
    Bom, o Carlito foi autor de uma prodigiosa correspondência com amigos e colegas. Nos bilhetes e cartas, sempre registrava as suas frases geniais. Certamente, o “Lula, lá” está em várias delas. O pessoal da velha Guarda da Globo com certeza recebeu; resta saber se ainda tem. Talvez a família da Elis Regina tenha. Vou procurar nos meus muitos e desorganizados baús, mas o Maurício também poderia sair atrás dessa papelada.
    Grande abraço,
    Graça Lago

  9. Como sempre acho que V. está errado, desta vez, dou meu apoio e testemunho. O grande amigo Carlito, criou o Lula lá, como antes disso criara o oPTei. Um sujeito admirável.
    Deus poupou-o de ver aquele amor a quem emprestou seu talento, oP T se transformasse no mensalão.

  10. Isso e uma coisa que já virou domínio público

    Essa frase Lula – lá na real difícil saber quem são os autores ou autor, na real autor pode ser aquele individuo que apenas registrou, como uma oportunidade que estava livre

    Mas vamos falar de outras autorias, e os jornais sem citar a folha, tiram proveito das ideais de projetos idealizados por outros

    Exemplo: escrevo uma ficção sem fim, termina o dia que morrer falecer a morte e a mesma que falecer morrer

    Quando morava no MS escrevi vários projetos idealizados por mim mesmo, sendo que a maioria foi implantada pelo atual governador do MS, que na época era Prefeito se reelegeu Prefeito foi eleito governador foi reeleito Governador

    Ele implantou o projeto passe livre que virou bilhete integrado bilhete único etc. implantou o projeto fim dos camelos e a solução que por sinal esta sendo implantado pelo Brasil todo com apoio dos bancos, têm mais não só isso fim da esmola fim das favelas, e de braços abertos

    Pergunte isso ao Andre Puccinelli Atual governador do MS isso para mim não faz diferença importante e a diferença que isso esta fazendo, se eu tivesse a ganância que muitos têm já estaríamos enterrados, isso e domínio público

    Porem?

    Vivo no desconforto que da condição de escrever o conserto enquanto isso os outros vivem no conforto das coisas alheias

  11. É realmente muito chata essa coisa de querer re-inventar a história e, sabe-se lá por quais razões, redistribuir direitos autorais a quem não se deve.

    É mais ou menos como me sinto ao escutar que, antes de 2003, no Brasil era a treva e o que espírito de Lula pairava sobre as águas…

  12. Eu trabalhei na campanha de 1989, e realmente a autoria da frase do lula-la é do Carlito , a musica e letra do Hilton Acioli.
    A campanha no inicio usava outra musica do Hilton nos clips, só depois que o Lula criticou os programas feitos que mudaram a música. tenho todos os programas gravados. depois a campanha deslanchou e o clip que pegou foi o Lula -lá.

  13. Prezado Ricardo Kotscho:

    Sou testemunha (felizmente) viva da querela criada pelo jornal Folha de S. Paulo. Carlito Maia é sim o pai da criança (slogan) e Hilton Acioly o genitor do magnífico jingle. Comecei a trabalhar na campanha presidencial petista de 1989, que classifico como uma epopéia, tamanho o empenho da militância de então, no dia 1º de setembro de 1988. Esta data está registrada na minha Carteira de Trabalho. Abraços.

    Sergio Canova

  14. Pessoal,

    com certeza, quem poderia ajudar a desvendar esse mistério é o grande (e primeiro) marqueteiro Chico Malfitani. Aliás, Chico é o responsável pelo vídeo da primeira campanha política de Lula, em 1982, então candidato a governador de SP. O cara deve saber como ninguém dessa história. Em tempo: não tenho procuração da família Maia, mas se é para acreditar em alguém nessa polêmica toda, admito que sou muito mais o Carlito, o qual sempre considerei muito ético e honesto.

  15. Quarta vergonha nacional. Um belo nome. Parabéns ao Aracaty pela bela construção. Pura verdade. Como dizia um grande idiota: “isso é uma vergonha”.

    1. Sou irmão do Paulo de Tarso.
      Meu irmão coordenou a campanha de Lula em 1989. Foi a campanha inteira que teve êxito e não este simples slogan.
      Jornalista sem talento busca polêmica para aparecer. Uma coisa é certa. Ele fala como se tivesse participado, mas não conseguiu participar.
      Leitor leviano, como esse tal de Marcus, opina sem se inteirar do assunto.
      Meu irmão não quer denegrir o Carlito; não tem sentido. Mas também não pode deixar impor-se uma versão só porque os outros querem. Ele teve sua idéia e a usou. Se não foi original, porque outros tiveram a mesma idéia antes, não quer dizer que ele copiou. Só quer dizer que os dois tiveram a mesma idéia. Entretanto, o slogan ficou para a história graças ao jingle composto pelo Hilton Acioly no âmbito da campanha inteira. E quem orientou o Hilton foi o Paulo de Tarso e mais ninguém.
      O Paulo de Tarso tem vida própria. Não precisa criar factóides.
      Quanto esse tal de Maurício Maia, imagino que quer aparecer em cima do nome do pai. É tão medíocre, que sobra a impressão de que não sabe o que significa chamar o outro de mentiroso. Isto sim causa revolta e indignação. Uma coisa é certa: na época, ele não estava no lugar do pai nem sabia nada do que acontecia.
      Mentiroso, Sr. Maurício, é gente da sua laia que solta palavras ao léu. O Sr. agora escolhe: ou cala a boca, ou deverá arcar com as consequência judiciais.
      Sinto pena da realidade brasileira, que me obriga a me manifestar por causa de um jornalista que faz mal uso do veículo para criar intriga barata.

  16. Que coisa ultrapassada nada! Os EEUU se arrogam ares de hegemonia na produção publicitária por terem criado pérolas como “I like Ike” (‘ai laique aique”), da campanha do sisudo general da segunda guerra à presidencia, Eisenhauer (“Ike”, para os intimos). “Lula lá” é um diamante publicitário. Intimismo, musicalidade, conteúdo, definição de público alvo… tudo em três sílabas. Já li em mais de um lugar que “Lula lá” seria ainda melhor que “I like Ike”, em termos de designe publicitário.

    Já não é mais patrimônio do PT ou de Lula, mas da publicidade brasileira.

  17. Folha, para mim não representa nada, existe melhores imprensas escritas e mais bem elaboradas e respeitadas.
    Ricardo, parabéns mais uma vez, sou seu fã de carteirinha.

  18. “”””JUSTAMENTE NESSE?”””” “””ME DESCULPEM PEÇO QUE CONSIDEREM””, no postado anterior: “”APENAS O PRIMEIRO RESOLVEU; PRIMEIRA VEZ; A NOSSA; A PRESIDENTE; VOTO.””””” “SOU COLUNISTA, NÃO SOU REDATOR, mas COMO TAMBÉM NÃO SOU A FOLHA DE SÃO PAULO, NÃO TENHO PROBELMA NENHUM EM ADMITIR MEUS ERROS”! Mas insito, MEU, “”””””A PRESIDENTA NÃO DÁ”””!

  19. PERMITA CONTRARIAR, O REFRÃO “LULA LÁ” É PARÓDIA MUSICAL DE “MELAO DE CAÑA – MOOLA LAH” DA “CANTANTE” CUBANA “CELIA CRUZ” – “BY” MERCEDES PEDROSA E VOCAL JOHNNY PACHECO & PEDRO KNIGHT, SENDO AMPLAMENTE APRESENTADA NO FILME AMERICANO “OS REIS DO MAMBO” E GRAVADO NO CD ‘THE MAMBO KINGS” P. 1992 – PELA BMG ARIOLA LTDA. CONFIRA..

  20. Ricardo,

    Muita gente pode achar que esta luta é querer renascer um passado. Mas, o jingle “Lula Lá” marcou muito e se trornou um hino, como falastes, da grande virada politica do país. O povo realmente exercendo seu direito de voto.
    Não pelo valor material, mas sim pelo valor histórico devemos dar ao Carlito o que é de Carlito, ou seja o grande achado do slogam Lula Lá que marcou muito embora Lula tenha perdido para o Collor, o maraja das Alagoas, a musica ficou, o slogam penetrou no subconsciente coletivo e foi pegando força energia e finalmente aconteceu o Lula Lá.
    Ouvi alguem cantando DILMA LÀ em um dia de campanha.
    Em fim, este slogam, jingle se tornou um mantra que marcou uma época na história política do país.
    Mas do que ninguém, você pode e deve dar seu aval a esta polêmica pois viveu exatamente o olho do furãcão eleitoral e muito bem sabe quem criaou o slogam, a frase em fim, o autor desta maravilhosa frase que marcou e ainda marca.
    Talvez em 2012, surja o ‘ OLHA LULA LÁ DE NOVO”!!!” mas este é meu, criei agora, vou registrar na FBN amanhã, rapidinho. O que tem de pai para filho bonito neste pais sem ter ao menos beijado a mãe, é fantastico. Neguinho adora pegar carona na aba do chapéu alheio.
    Que cara de pau esse senhor.
    Famila Maia, tem meu apoio, preservemos a memória do grande Carlito e vamos mostrar a verdade. Provas voces tem suficiente e um grande padrinho que viveu o momento. Quem sabe tenha sido um dos primeiros a ou8vir a frase.
    Kotsho, pau nesses carinhas!!!

    1. Ricardo,

      Fumei um boldo brabo que me fez viajar na maionese.
      Olha, quem colocou o comentario fui eu. Troquei as bolas,
      È esse emprestimo compulsorio fraudulento que surgiu na minha aposentadoria está me endoidano.
      Desculpe. Agora quem quiser mandar emails para mim, vão poder, sem problema, pois saberei o e mails deles.
      Desculpe o erro!!!

      1. Hi! O comentario sumiu!!!
        Bom, façamos oputro!!!

        Muitos podem achar que reinvindicar a autoria desta frase é coisa boba, passada, antiga. Mas, requisitar e reconhecer a autoria do slogam é reconhecer a genialidade de alguém que criou um manjtra, criou a fixação de um momento histórico dentro do país.
        Tem muitas gente que adora pegar carona na aba do chapéu alheio. Se o Tarso levou a frase para o Acyoli, ele foi um mero carregador ou entregador de uma criação não o escultor, o pintor, o genio criativo.
        A famílias Maia tem sim que brigar, bater o pé, pois, materialmente não sei se terá algum retorno, mas históricamente, nossa, vale a spena espetar o trazeiro desse Tarso e do Jornal.

        Palhaçada pura!!!

  21. O maior desempate é o testemunho do Ricardo. Que a Folha de S.P. transcreva as palavras do Ricardo, é o minimo que um jornal que se diz sério deve fazer. Apesar de que não gosto de me meter em “coisas” do PT, na minha visão o Lula lá é do Maia. Como não vou ganhar nada, como êles ganham, está encerrado o papo.

  22. Caros Kotscho e Maurício Maia

    É difícil ter a documentação das criações de Carlito Maia pelo fato de ele só se valer a vida toda de duas canetas ( uma preta e uma vermelha ) e de qualquer pedaço de papel que tivesse na sua frente. Foi assim que criou o slogan “oPTei” na época da fundação do Pt que segundo contam foi em um guardanapo de papel da mesa de um bar assim como do slogan “o amigo publico n° 1” criado para a primeira campanha ao senado de Eduardo Suplicy.
    Ah sim !!!…o Carlito tinha também como “instrumento de trabalho” um pequeno carimbo com a sua assinatura circundada pela frase “Confio em você” que costumava “chancelar” os envelopes com as xerox de poemas e textos com os quais presenteava os amigos acompanhados de um bouquet de flores. Eu ganhei dele um desses presentes maravilhosos que guardo até hoje !!! Quando acho que as coisas não estão bem me recorro dessas leituras SEMPRE !!!

    Conto no meu pequeno blog como conheci o Carlito Maia neste endereço : http://optremdastreze.blogspot.com/2008/12/um-putabracito-no-carlito.html

    Mas em relação ao tema em questão sobre o célebre LULA-LÁ me lembro de ter visto pela primeira vez quando fui delegado ao Encontro Estadual do PT de São Paulo preparatório ao VI Encontro Nacional realizado em meados de junho de 1989 no Colégio Caetano de Campos – São Paulo, SP. que oficializou a candidatura do companheiro Lula para a Presidencia da Republica naquele mesmo ano.

    HAVIA UMA ENORME FAIXA NA PAREDE LATERAL ESCRITO “LULA-LÁ” !!!

    Ainda não havia até então candidatura oficial e portanto não poderia haver ainda “marqueteiro” oficial !!!
    Tenho absoluta certeza de que o Paulo de Tarso também viu essa faixa !!! Assim como todos sabiam que se tratava de mais uma do Carlito !!! A MINHA MEMÓRIA NÃO FALHA QUANDO SE TRATA DA HISTÓRIA DO MEU PARTIDO !!!

    Mas o que deixa perplexo é essa preocupação toda com o que sai escrito nas paginas do ex-jornal e agora panfleto demotucano FOLHA DE SÃO PAULO….cuja unico intuito atualmente é tentar reescrever a história como no episódio da “Ditabranda” e em MENTIR DESCARADAMENTE como na publicação de uma ficha falsa da Presidenta Dilma durante a campanha. A “ficha” publicada afirmava que a Dilma “assaltou” o cofre de Ademar de Barros dentro de seu gabinete e de que ela roubou armamentos militares do quartel do exército de Quitaúna em Osasco !!! Uma militante terrorista com essa destreza e desse quilate não poderia ter sido julgada pelo Tribunal Militar em plena ditadura e ser condenada a apenas dois anos de prisão NÃO ACHAM ?
    Sem contar que os donos dessa “mundiça” que alguns poucos ainda a considera jornalismo permitiu que o seu mais “conceituado” colunista, um tal de Josias de Souza escrevesse lá que a Dilma Rousseff não passava de uma “vagabunda e vadia” !!!

    SE A FOLHA DIZ QUE A VERDADE ESTÁ COM O PAULO DE TARSO É PORQUE NÃO ESTÁ !!!

    Meu medo é que acabem no fim dando razão ao querido Carlito Maia, isso sim é que poderia manchar a sua tão brilhante e admirada biografia !!!

  23. Meu caro Ricardo, não me leve a mal, mas você hoje pisou na bola.
    Sou assiduo leitor do seu blog, onde sempre encontro coisas interessantes. Mas hoje, apesar de ser petista de carteirinha, acho que você escreveu e transcreveu muito, sobre uma coisa de pouca imporância.
    Tenho certeza que amanhã srá melhor.

  24. Bem… Acaba sendo a palavra de um publicitário contra a de outro e apesar de ser uma categoria de baixíssima credibilidade em termos éticos e morais, é evidente que existe uma impossibilidade espacial e temporal envolvidas.

    Enquanto um afirma que o slogan já existia muito antes de sua plasmação (o jingle), o outro concorda; mas não reconhece o plágio.

    Ora, bolas… A chance de duas pessoas terem exatamente a mesma idéia (composta por três fonemas, na mesma sequência), para o mesmo fim, é zero. Como está documentado de que de uma delas (Carlito) não se tem dúvidas, problema resolvido.

    Mas há que se fazer uma ressalva; é comum no meio publicitário, quando uma idéia dá certo, nem exame de DNA conseguir detectar o único pai daquela criança virtuosa. Até o porteiro da agência diz aos amigos que o comercial em questão é dele…

    Dona Mônica Bérgamo deveria saber disso; e respeitar a cronologia dos fatos.

  25. …é simples…tem um cara aí em cima que falou tudo…se a Folha disse que não foi o Carlito, então foi o Carlito.

    Cá pra nós Ricardo, um primor de slogam deste tem cara de algum Tarso, tem ????

    Tarso é nome de quem é bom pra criar eslogam de vermífugos.

  26. nesse pais vira pagode. Esse negócio de Lula-lá já se tornou um passado longinquo, principalmente para mim que nunca acreditei que as coisas fossem melhorar para o povão, como podemos observar no prosente momento. Jamsi acreditarei em “slogans” politicos, pois isso me parece mais um engôdo.
    Não sei se esse comentário será exibido, pois tenho sido boicotado todo tempo pelo pessoal dai e pelo “Fale Conosco”, porquê tenho uma visão da realidade ampla e profunda.
    RF

  27. Kostcho,

    Para quem nao leu meu post anterior sobre sua matéria com o titulo “Folha errou sobre o autor do Lula La , achei interessante vc chama-lo de desairado. Repito, para quem nao leu e uma boa opinião. Sugiro aos seus leitores que voltem no tempo para antes das eleicoes de 2010 e busquem um texto com o titulo acima (Folha errou…etc, sobre Marina Silva). La no finalzinho, apos uma dezena de comentários de leitores, aparece minha resposta uma vez que eu que so vim a ler a nota em 2010 e que a respondi indignado mesmo. Tratava-se de servico com a marca K, kabotino, (auto) encomendado e escoito, indireto, atacando a Folha sem coragem de atacar-me diretamente. As ilações que o jornalista faz agora unindo meu texto “desairado” com uma notinha publicada por Monica Bergamo ha uma semana que magoou a familia Maia podem ser dirimidas com a leitura do meu primeiro post que e claro, objetivo e cheio de informações.. O resto e coisa jornalista de aluguel, assassino de reputação e irresponsável, coisa da midia de direita que me atacou repetidamente durante os anos que trabalhei para o Governo Lula. Insisto na pergunta, meu digno K. De onde vem tanta admiracao por Duda, tanto honra em ser amigo de Duda, tanta badalacao para ele?
    Apresente apenas um texto sobre como o conheceu e como virou seu tiete. So uma resposta: como vc o conheceu?.
    Quanto a Mauricio Maia, quero começar dizendo que entendo e respeito a dor da família mas que seu pai nas mais diferentes ocasiões que se encontrou comigo depois de terminada a campanha, jamais tocou neste assunto embora tenha tido diversas oportunidades. Jamais me descrendeciou como vc pretende fazer agora, Na minha frente, jamais reivindicou a autoria da expressão Lula La e nem mesmo se interessou sobre se havia havido coincidência ou nao.
    Fiquei sabendo da sua reivindicação de Carlito como pai da expressao depois do fim da campanha pelas notinhas que apareciam na imprensa. Jamais respondi, Mauricio, porque sempre achei a polemica sem sentido e porque naquela época, como durante toda minha vida, nunca busquei os holofotes da midia sobre minhas ideias. Nao era da nossa alma Mauricio, Nos trabalhávamos, eu e seu pai, para mudar este pais. Ninguém recebia, ninguém cobrava, todos acreditavam. Nao havia sequer a figura do “marqueteiro” . Com o tempo fui me profissionalizando (depois da morte de seu pai) e mesmo assim minha postura sempre foi a de coadjuvante nas campanhas que fiz: poucas entrevistas, poucas opiniões publicadas. Faco isso por crer que sao os políticos que comandam o processo e todos nos somos coadjuvantes. Mas ouvir acusações de plagio em silencio e outra coisa, Repito: seu pai pode ter tido a mesma ideia? Pode, mas jamais nos chegou nenhum tipo de imput vindo dele antes da criação da campanha. E eu me lembro perfeitamente do dia em que escrevi a expressao em Cajamar e confirmo tambem que, como sempre, K. nao estava Assim como confirmo o que tenho dito, ela e so uma expressão de um processo que mobilizou todo o povo brasileiro. Se tivesse fracassado ninguém estaria aqui trocando acusações. Nos somos figuras menores nisso tudo.
    Mas uma coisa tenho quero registrar, as acusações estão mudando de figura: o que se coloca em discussão agora e o meu carater,o meu estilo de trabalho, as poucas coisas que que fiz e e como as fiz Sao acusações caluniosas que eu repito, nunca dirigi ao seu pai, por exemplo, por respeito profissional. Nunca neguei que ele pode tem tido a mesma ideia. Mas ele, jamais foi plagiado, nao, foi, no máximo, coincidência, porque ninguém era bandido na epoca nem e agora como quer fazer crer mister K.
    Fica portanto, mesmo contra a vontade de K., registrado para vc. que nem na investigação recente feita sobre o tema pela Folha se manifestou a favor do seu pai. Ele ficou como e de seu feitio, em cima do muro dizendo que nem confirmava nem desconfirmava. E que de repente, Mauricio, na sua frente “se converteu” e ganhou certeza divina sobre algo que quando ele poderia de fato ter opinado, se omitiu. E se omitiu porque ele conhece e verdade. K. nunca passou nem perto, de nenhum de nossos trabalhos para TV. Nao tinha mesa de trabalho na produtora. Nao viu nem palpitou sobre musica, vinhetas, temas de reportagens, onde muitos brasileiros bem mais importantes do que eu, ralaram, pensaram e deram seu talento, com especial homenagem a um velho jornalista amigo nosso que levava o dia a dia da campanha e que foi um das grandes cabeças por trás de tudo. Nao menciono seu nome para nao envolve-lo numa birrinha boba como essa. Mas K. sabe quem e.
    Pode ter havido uma coicindencia, pode. Mas nada mais do que isso.
    O numero de pessoas que pode testemunhar e grande. E nenhuma dessas materias que vc usou para argumentar sobre a anterioridade da expressão chegou ate mim ou ao Hiltom antes do trabalho. Nao somos nem recisamos ser plagiarios. Partimos do zero, sem nenhuma ajuda, imput, dica de Carlito, essa e a verdade. Trabalhamos em cima de um trocadilho, rabiscado por mim num momento de descontração (brain storm), que eu nem levei muito a serio, e que Hilton com seu talento tornou musical e grandioso. Fazendo letra e musica da cancao.
    Fofoca e fofoca calunia e calunia. Vc nem me conhece nem sabe quem sou. Por favor, me deixe em paz como seu sempre deixei seu pai em paz.

    Paulo de Tarso.

    Obs- A primeira pessoa que consultei sobre a ideia da rede Povo, foi Eraze Martinho, meu irmao querido que trabalhou quase quatro anos ao leu lado como redator da McCann.
    Ele achou a ideia otima. E nem mencionou o nome de seu pai. Acho que nem ele sabia nada sobre a criacao de Carlito, porque mal carater, tenho certeza, ele nao era.
    E jamais denegriria o nome de Carlito Maia (que adorava) nem o meu sem assumir a responsabilidade. Sem sequer me informar.
    Perdoe meus erros de teclado Mc.

    Paulo de Tarso da Cunha Santos.

    Para o leitor que me acusa: meu amigo, crie vergonha na cara.? Junho de 89 a campanha já estava criada.

    PT

  28. Moderação é o novo artifício para amordaçar as idéias que são contrárias às nossas fragilidades.

    E olha que não sou o único que percebeu isso.

    Volta logo Lula, antes que acabem os temas.

  29. So me faltava essa. Depois de 3o anos de trabalho ser tachado de carregador, entregador de uma criação, etc. Bom, paciência.
    20 anos se passaram. Vc também, Marcus se informe e ataque com propriedade.
    Se dependesse da minha vontade passaria a noite aqui respondendo a um por um, todos os comentários. Quem nao gosta de ser respeitado e querido? Mas nao, essa polemica de espetar traseiro alheio nao me diz respeito. Sou pela divergência de opiniõe , mesmo que sobre para mim.
    Nao responderei a mais nenhum comentario. Boa sorte a todos.
    Paulo de Tarso.

    1. Sr. Paulo,

      O que sei são fatos e atos os quais em 1989 registrava Brasil a fora. Sei pouco sobre o senhor, lemento pois pode ser um erro meu, mas ao contrário conheço alguma coisda do Carlito Maia, a qual o chamava de um dos ultimos poetas de guardanapo do paí, fato que veio ser avalizado pelo Enio.
      Seguirei o seu conselho, entrarei em contato com o mundo e estudarei, me informarei mais sobre sua pessoa, e do coraçõa, espero que venha a descobrir um engano.
      Comno falei, é um marco histórico, e a criação deva swer respeitado, deve ser dado a quem realmente criou.
      Tudo indica que realmente o senhor foi um mero entregador da idéia do Carlito ao Jinglista. Digamos, portador, arauto em fim, algum adjetivo que não te ofenda, mas que signufuque portador da boa nova, nazareno, sei lá.
      Que vergonha existe nisso? È muito mais importante e vivificador colocar a sua capacidade de reconhecer uma obra e incentivar, com a humildade dcos sábios do que apoderar as frases os versos e as idéias, que um dia, voltam montados nos cavalos da verdade.
      Passde bem, sr Tarso, e é u7m prazer saber que o senhor le a coluna do Ricardo Kotsho, que como falaria meu grande mestre Arthur da Távola, é simples sem ser banal!

    2. pois é! Depois de 30 anos nas assessorias de marketing ew imprensa nas grandes multinacionais, voltei a ser FOCA freelancer em uma pequena agência de notícias no fundo da minha casa. Isso me rwevlta? Claro que não! Isso me edifica mais e mais. Vergonha é roubar e não poder carregar o fruto do roubo!!!

  30. ai, que saudade do meu pai!!! marqueteiro amador, apaixonado febril, que nasceu com o dom de descobrir na frente de todo mundo a essência óbvia das coisas.

    ai, que saudade que dá!

    mas temos o Kotscho, outro querido e, pra felicidade geral, vivo demais!

    1. Cara Malu,

      Conheci seu pai em um rapido encontro ãqui no Rio. Sua sapiência e estalos que transcendiam o momento, me fez definiulo como o umtimo poeta dos guardanapos,poi9s onde estivesse colocava no papéu na maioria da vezes Pérolas que atyé hojem povoam a literatura nacional.
      Você hoje não tem só o Kotsho, tens um batalhão que está a seu lado, do seu irmão em fim, da sua familia em provar que Lula Lá, é tipico e caracterísco de Carlito Maia.
      Basta pesquizar seus “achados”.

  31. Trabalhei muito na campanha eleitoral do Lula de 1988. Acredito que se o Lula tivece ganhado a eleição em 1989 a historia o Brasil seria outra. Dizia a direita da época que o Lula não conseguiria governar. Governaria sim. Toda a massa trabalhadora bem informada estava com o Lula. De 89 a 2002 foram 13 anos de lavagem cerebral no Lula e no PT. O Lula de 1989 Morreu quando o Lula foi eleito em 2002. Quanto ao gingle Lula la só intereça ao autor do gingle.
    João Leite

  32. Pra mim o slogan “Para sempre, Lula lá” vou também dar um jeito de registrar patente dele.
    O mais importante é que o homem derrotou a tunganagem e transformou o Brasil para melhor e eliminou praticamente a zero (0) as possibiladades deles voltar e para a tunganagem é Never, Forever tunganos trolólós.
    A frase antiga que pode ser usada para o autor se dfender do tablóide : ” A Cesar o que é de Cesar” , só isso.

  33. Caro Ricardo,

    Vc está absolutamente certo. Carlito Maia, uma das pessoas mais inteligente, criativa, irônica e divertida que conheci na minha vida criou esse slogan Lula-lá. Nessa época eu trabalhava no SBT e lembro-me que meu grande amigo Rubens Carvalho dos Santos, então superintendente comercial do SBT, chegou a empresa num final de tarde, vindo de um almoco com o Carlito Maia e nos mostrou as várias alternativas de slogan criadas por ele que poderiam ser usadas na campanha do Lula para a Presidencia da República. Os demais detalhes do uso do slogan eu desconheco, mas lembro-me muito bem desse episódio. Interessante a postura da Folha nesse episódio. Apesar de bem jovens, tanto Luizinho Frias como Octavio Frias Filho já trabalhavam na Folha e acompanhavam de muito perto a movimentacão dos 2 principais candidatos (Lula e Collor) e também de Leonel Brizola, pois literalmente “se cagavam de medo” de uma vitória do Lula ou do Brizola. Eles sabem muito bem quem criou o slogan. Um abraco

  34. Desculpe a fraquesa.
    Chequem o cronograma apresentado no texto de K. sobre minha resposta a materia da minha participacao na campanha de Marina e a atual polemica na Coluna De Monica Bergano.
    As datas sao o samba do criolo doido. Nao batem porque sao mentirosas . Puro gancho falso de jornalista
    Marcelo,retificando meu texto longo. K. NAO CONFIRMOU A AUTORIA DO SEU PAI QUANDO CONTATADO PELA FOLHA. DISSE QUE NAO SABIA. BELA TESTEMUNHA OCULAR DA HISTORIA. MURO PRA ELE.

    PT

    1. Não te sintas obrigado a se desculpar pela MINHA franqueza !!!

      Então quer dizer que além de trabalhar para o PV tu também já trabalhastes para o PSDB no Governo FHC ?

      Então já não há mais polêmica alguma !!!
      Tá tudo explicado !!!

      ,,, só a Folha mesmo pra entrar numa dessa !!!
      É a verdadeira cara daquele ex-jornal !!!
      Me faz lembrar também da publicação do artigo do Cesar Benjamin inventando que o Lula era pedófilo e estuprador na cela em que esteve preso durante a Ditadura Militar e Assassina !!!

  35. Lula lá,,,brilha a estrela nossa,
    Dilma lá.
    Com a Dilma, Lula lá está.
    Para o povo ser feliz, cantar,
    Brilha a estrela,
    Dilma lá.
    Lula lá, Lula lá, Lula lá.
    Adeus elite exploradora.

    1. Pobre quando se elege, necessita que alguém lhe dê apoio senão os oportunistas de plantão logo arranjam uma maneira de o deslalojar do posto que o povo lhe atribuiu através do voto.
      A coisa gira do seguinte modo; é como aquele famoso ditado “quem não tem padrinho, morre pagão”.
      Se o Lula metesse os pés pelas mãos agindo como um aloprado, nem ele teria concluído seu mandato e nem o Brasil seria hoje um dos participantes dos BRICS e talvez estaríamos num retorno da ditadura correndo o risco de sermos como um Egito, uma Líbia e outros países árabes se não, sofrendo uma conturbação (para eufemisar convulsão) social.
      Dos males o menor e a escolha a melhor, pois os donos do poder são aqueles que tem poder economico e já sabem, que mecher com eles é o mesmo que mecher em uma caixa de abelhas africanas.
      Se não podes com eles, os mantenhas aliados e seu intento será alcançado.
      O resto? Bem,,, o resto é fazer como ele fez, amealhou distribuição entre os mais necessitados e ganhou a admiração do mundo. e o mais importante; ganhou a aprovação dos seus patricios com mais de 80%.
      De quebra, ainda conseguiu eleger a sua indicada. Não é à toa que ele é chamado de “o cara” e agora doutor “Honores causa” pela Universidade de Coimbra.
      Pobre governar e artista de circo equilibrando sobre um cabo de aço, maus amigos, é a mesma coisa.
      Se não tiver equilíbrio, logo se estatela no chão.

  36. Guardo até hoje um cartão de mais ou menos 10,0×20,0 Cm, que o saudoso Carlito Maia, mandava fazer e distribuia para todos os amigos. Neste que guardo, do início dos anos 80, está impresso ” PT – Puta tesão”, bons tempos, bom PT, hoje seria ” PT – Puta Tesilusão”, Mas votando ao tema principal, não acompanhei os bastidores de nenhuma eleição do Lula, não conheço o trabalho do publicitário Paulo de Tarso. Mas, ainda office-boy na TV Globo, pude conhecer e adorar a genialidade libertária de Carlito Maia através dos cartões que enviava a muitos jornalistas, alguns destes cartões acabavam caindo em minha mãos. É bem provável que “Lula-lá” seja fruto da criação espontânea e ao mesmo tempo comprometida de Carlito Maia. Torço pela verdade. “Lula-lá”, é simples, genial e definidora que merece além de autoria, estudo sociológico.

  37. Caro Kotscho! você não publicou meu comentário!
    Nesse país é assim mesmo o regime não é DEMOCRACIA o REGIME é a “PARTIDOCRACIA” : É O GOVERNO DO PARTIDO, PARA O PARTIDO, PARA OS COMPANHEROS, PARA OS ALIADOS, PARA OS PARTIDÁRIOS, e se sobrar é para o POVO QUE DIZEM QUE ESTÁ FELIZ, é só sair na periferia para verificar isso! nos Serviços de saúde, nos serviços daducação……

  38. Li as mensagens enviadas pelo publicitário Paulo de Tarso dos Santos. São de causar espanto. Ele insiste que Carlito Maia nunca reivindicou a autoria do “Lula lá”. Curioso: por que teria que reivindicar algo que era seu?
    Nas buscas que fiz sobre o mote “Lula lá” em 1989, não encontrei manifestação alguma do Sr. Paulo de Tarso reivindicando a autoria do “Lula lá” até 1999.
    Em 1994, organizei exposição em homenagem a meu pai na sede do comitê eleitoral da campanha de Lula. O “Lula lá” estava ali como sendo de autoria de Carlito Maia e não houve nenhum reparo da parte do Sr. Paulo de Tarso nem de ninguém do Partido dos Trabalhadores.
    Posso estar enganado, mas a primeira referência pública do Sr. Paulo de Tarso como autor do “Lula lá” aparece somente em fins de 1999, com a publicação do livro “Notícias do Planalto”. Na conversa que tive com o compositor Hilton Acioli ontem à tarde, ele relatou que nunca houve telefonema de madrugada como aparece relatado no livro. Há outros erros de apuração ali?
    Também encontrei entrevista do Sr. Paulo de Tarso, publicada na revista Propaganda, onde ele diz ser o autor da frase. A entrevista é de 2009.
    Se ele é tão “romântico” e desapegado quanto diz, espero que possa explicar porque levou tanto tempo para assumir a paternidade da ideia.
    Se puder, mostre referências públicas de que assumiu a autoria do “Lula lá” ainda em 1989. Se não queria holofotes então, porque pretendeu um banho de luz dez anos depois daquela campanha eleitoral.
    A propósito: não há dor alguma na minha manifestação. É de meu ofício a busca da verdade. E, por tudo que apurei até agora, a verdade não está ao lado do Sr. Paulo de Tarso.
    Embora meu pai tenha colocado muitas ideias no papel, escreveu apenas um livro. E deu a ele um nome bem sugestivo: “Vale o Escrito”. Frase que mostra que, mesmo na malandragem, no jogo do bicho, existe uma ética.
    Até dezembro de 1988, é possível dizer que “Lula lá” era uma ideia que estava no ar. A partir de 7 de dezembro daquele ano, circulava nas páginas do Jornal do Brasil, numa das colunas mais lidas do país.
    Em tempo: meu pai dizia que o Partido dos Trabalhadores era um partido muito dividido, onde havia xiitas, xaatos, xiiques e xuucros. Pelo nível de argumentação do publicitário Paulo de Tarso, creio que ele fazia parte deste último grupo.

    Maurício Maia

  39. Belo tema… apra quem não tem o que fazer.

    – Gente sofrendo, morrendo nso hospitasi públicos, não só por falta de médicos, como equipamentos, leitos, etc…. Gente sem suas casas por causa daa enchentes e o NÃO cumorimento das promessas do LULA e outros, ESTRADAS, pontes, cidades, destuíds .

    Quebeleza a estrada em Goiás onde scoa aproduçaod e soja… maravilha e o DENIT ( boa M.. que o FHC fez em trocar de nome) o que jáera ruim, piorou, E O MISNTRO DOS TRANSPROTE, COTNINAU O MESMO incopmeptnete………

    E VOCÊS FALaNDO EM LULA, quem teve a infeliz idéia

  40. Que coisa feia Kotscho. Voce só aceita publicar os comentarios que te agradam, dos que concordam com voce. Eu fiz um comentário hoje pela manha e agora vejo que não consta aqui e não continha nada que pudesse impedir sua publicação. Assim fica fácil, para que le os comentarios parece que o mundo inteiro concorda contido. Cade a democracia?

  41. A MIDITADURA, veio substituir a velha ditadura militar, pode ser tão poderosa usando letras em vez de metralhadoras – essa foram palavras do meu amigo CARLITO MAIA, EVIDENTEMENTE lá em cima,lendo essa ridicula polemica, já oPTei, vamos gargalhar CARLITO MAIA!!!! LULALÁ chegou ao Rio como sendo dele na campanha de 89, beijares e abraçares, JB

  42. Publicitário que se volta contra o PT vira gênio e mago do marketing político de repente. Anda por cima cheio de diletantismo, já que nem marqueteiro profissional era.

    Maurício, o único jeito de recuperar o que era de direito do seu pai é dizer que nos últimos anos de vida dele ele iniciou uma obra que repousa incompleta: uma coleção de motes e jingles para José Serra, que virou seu ídolo nos últimos anos de vida.

    Abs

  43. MAURICIO MAIA.

    ONTEM A NOITE EU FUI DORMIR INJURIADO COM AS CALUNIAS QUE VC ESTA LAN’CANDO CONTRA MIM.
    ESTA NOITE SONHEI COM A LUL LA. COM A ALEGRIA DE VE-LO NASCENDO PELAS MAOS DO HILTOM. PELO NERVOSISMO DE MOSTRAR A OBRA PRONTA AO LULA, NA VILA MARIANA, DE IMPROVISO, ONDE EM NAO ESTAVA PRESENTE.
    PELO MARAVILHOSO IMPACTO DA ESTREIA ONDE NOSSO JINGLE JANTOU TODOS OS OUTROS QUANDO NOS ESTÁVAMOS PREOCUPADOS (EU E O HILTON) SOBRE COMO VIRIAM OS OUTROS.
    DA MARAVILHOSA EMOCAO QUE SENTI NOS COMÍCIOS, ENTRE ELES O DO PACEMBU NO SEGUNDO TURNO QUANDO SEU PAI SE APRESENTOU A MIM PARA ME DAR OS PARABENS. NESTA NOITE, MINHA CABECA CANTAVA.
    A CADA DIA QUE OUCO ME ALEGRO E ME SINTO ORGULHOSO. HOJE NO MEU SONHO VOLTEI A SENTIR AQUILO.
    AMIGO , CHEGA DE RANCOR. EU NAO TENHO CULPA DE NAO CONHECER A EXPRESSAO QUE VC. DIZ TER SIDO CRIADA POR SU PAI E SIGO AFIRMANDO QUE NAS PALAVRAS CANTADAS NO JINGLE ELE NAO TEVE PARTICIPACAO, NINGUEM SE LEMROU DELE, NAO HOUVE PLAGIO. ASSIM COMO TAMBEM NAO TENHO CULPA DA MIDIA ME ATRIBUIR PARTICIPAÇÃO NA CRIAÇÃO DA CANCAO PORQUE ‘E VERDADE .
    MAS NUNCA INCENTIVEI ESSA VERDADE NEM FIZ RP AS RAZOES SAO AQUELAS DO POST DE ONTEM, NAO ESTAVA NA NOSSA ALMA., NOS NAO QUERÍAMOS ISSO.. EU NUNCA FIU RP, NAO ACREDITO EM RP. ESTA PRATICA DA MIDIA ME CITAR COMO INVENTOR DO LULA LA SURGIU RECENTEMENTE COM OS ANOS, NAO E FARSA E NAO PRETENDO FAZER NADA SOBRE ISSO. O QUE ESCLAREÇO SEMPRE POR JUSTIÇA E QUE SO CONTRIBUI COM A EXPRESSÃO, SENDO A MUSICA E A LETRA DO HILTOM DEVIDAS AO TALENTO DO HILTON.
    E MESMO QUE MIDIA CA E LA (NAO SOU TAO IMPORTANTE) ME ATRIBUA A PATERNIDADE DA EXPRESS NAO HA NADA A ESCLARECER POIS E A MAIS PURA VERDADE.
    ACHO QUE TODA SUA ATITUDE ATUAL CONFRONTA DIRETAMENTE COM NOSSOS SONHOS A EPOCA, NOSSAS ALEGRIAS E ESPERANÇAS, COMO JA DISSE AS ESPERANCAS MINHAS, DO HILTON, DO SEU PAI E AT’E DO TONTO DO K. E PRINCIPALMENTE, DO POVO.
    SO PARA TE INFORMAR, VELEU DEMAIS TRABALHAR NESSE PROJETO. O ORGULHO E A HONRA SAO INCALCULÁVEIS. AGORA QUE VC CONHECE MELHOR OS FATOS, PECO QUE RESPEITE A MEMÓRIA DE SEU PAI QUE FEZ PARTE DESSE MOVIMENTO DE MUITAS MANEIRAS E QUE ‘E MUITO RESPEITADO POR ISSO.
    SAUDAÇÕES PARA TERESA SUA MAE QUE SO ENCONTREI UMA UNICA VEZ… SAUDAÇÕES PARA VOCE QUE SE VE NUMA GUERRA SANTA. REFLITA: A MEMORIA DO SEU PAI NAO GAHA NADA COM ISSSO, NAO PRECISA DISSO POIS ELE TEM TRABALHOS MAIS DO QUE RELEVANTES E NINGUÉM JAMAIS O ACUSOU DE PLAGIÁRIO, PORTANTO, NAO HA DO QUE SE DEFENDER COMO E O MEU CASO.
    VC NUNCA ME VIU NA VIDA, MENINO. NAO SABE COMO FOI BOM VER O BRASIL SONHANDO. SEU PAI AMOU TUDO. EU TAMBEM. TEMOS PELO MENOS ISSO EM COMUM.
    CHEGA DE RANCOR. RESPEITE OS MAIS VELHOS E DESCONFIE DE RAPOSAS ANTIGAS COMO O K. QUE TEM OUTROS MOTIVOS HUMANOS PARA SE SENTIR EM DIVIDA COMIGO.
    ABRACOS, PAULO DE TARSO.

  44. UM PEQUENO ADENDO AO COMENTÁRIO DE CLAUDIO CARILLO.
    AQUELES QUE ME CHAMAM DE DILETANTE, SO COMO INFORMAÇÃO JA SE VAO MAIS DE 34 CAMPANHA, VARIAS PARA O PT, DEPOIS DE TANTO TRABALHO ALGO APRENDI.
    E PARA VC, CLAUDIO, SEGUE O DITADO DE UM VELHO PORTUGUÊS QUE PODIA ATE SER DO MANUEL DA NOBREGA :
    “QUEM NAO TEM COMPETENCIA NAO SE ESTABELECE.”

  45. Olá Ricardo, Que cara de pau esse Tarso. Quem é esse “k” que ele fala? E o Marcelo? E como ele enfiou agora na discussão a nota sobre o próprio amadorismo? Se ele aceitou que a idéia era do Carlito, então ele deveria dizer que o slogan é realmente do Carlito, afinal qual a “idéia” por trás da frase “Lula lá”? Isso tá parecendo aquelas apurações que se davam no meu colégio interno entre crianças e adolescentes. E a dona Mônica? Esse tipo de argumentação que ela defende vai aparecer no currículo dela. ” … defende suas fontes sem medir consequências.” Mas todos nós sabemos o quão profissional ela é. É triste ver o jornalismo capenga, cada vez mais, da Folha de São Paulo se impondo como verdade incontestável. Afinal de contas, esta frase tem direito a “royalties”?

  46. Juizes Federais ameaçam fazer greve para ganhar 31.000 mensais.

    Salário Mínimo é 545 e não vi nenhum deles protestar.

    Sempre condenei a violência policial contra grevistas, mas desta vez vou abrir uma exceção. QUERO VER POLICIAL DESCENDO O SARRAFO nas costas destes pilantras que pretendem meter a mão fundo no meu bolso-contribuinte.

    Dá para você falar algo sobre esta greve escandalosa Kotscho?

  47. Este é o tereceiro comentário, pois os anteriores sumiram. Assim não dá para manter qualquer tipo de participação. Se tivesse só feito elogios teriam publicado.Meu caro, cada cabeça uma senteça…

  48. Lindo que você conseguiu levar ao público a nossa verdade, Kotscho.

    É muito bom poder saber que muito mais gente, por variados motivos, compartilha a mesma verdade.

    É muito bom constatar a grandeza histórica que outras tantas pessoas atribuem e assinam embaixo do Lula lá.

    Assim como é valioso saber o quão pode ser indefeso e indefensável um ser vivo e se manter preservado e íntegro um outro que nem existe mais.

    beijinho gratíssimo
    Malu

    Ah! fui dar uma olhadinha, pelo Google Books pra facilitar a busca, no livro que o Erazê Martinho escreveu sobre meu pai e tava lá na cronologia que o autor levantou:

    1988 – Primeiro registro do slogan “Lula-lá” (Jornal do Brasil, 7 de dezembro), que transformou-se num marco da campanha presidencial de 1989.

    O Erazê também se foi, mas deixou o registro no seu livro CARLITO MAIS – A IRREVERÊNCIA EQUILISBRISTA.

  49. Caro Maurício,
    Não entraria nessa disputa irrelevante, e a meu ver até desabonadora da memória do seu pai, não fosse o fato de vc ter citado minha mãe, e de uma forma maneira que leva a entender que ela teria sido omissa em relação à questão. A verdade é que ela levou sua queixa à Editora da Fundação Perseu Abramo, e, se nada foi feito, é porque não havia nada a ser feito.
    A expressão “Lula lá” era corrente já no final da década de 70. Lembro, nessa época, minha tia-avó, Lelia Abramo, dizendo que tinha que “por o Lula lá na política”. Quem inventou a frase? Não sei nem quero saber. Pode ter sido até o Carlito. E também pode ser que não.
    Agora, usar a frase como slogan para a campanha de 89 do Lula é outra história. E não vejo nenhuma razão concreta para desacreditar no Paulo de Tarso.
    []s

  50. PRONTO !!!
    Agora a “pendenga” está definitivamente esclarecida !!!

    Além de todos os relatos e provas cronológicas atestando a autoria do SLOGAM e não da letra da música Lula lá como sendo do Carlito Maia…
    Vale a pena ler o comentário do Sr. Vasco Santos que se identifica como sendo irmão do Paulo de Tarso – de 28/03 âs 22:26 h. – Está logo abaixo do comentário de Marcos das 15:15 h. na página 1 de comentários deste post.

    Lá o Sr. Vasco diz assim:

    “…Ele teve sua idéia e a usou. Se não foi original, PORQUE OUTROS TIVERAM A MESMA IDÉIA ANTES, não quer dizer que ele copiou…”

    Ora, ora. ora…
    Mas é disso mesmo que se trata esse post !!!
    Sobre quem PRIMEIRO teve a idéia da frase !!!
    Que até os mastros das bandeiras erguidas naquela campanha sabem que foi do Carlito Maia e de que a canção é do Hilton Accioly !!!

    Sr. Paulo de Tarso
    Fica aqui a nossa admiração e o agradecimento por ter modelado e dado vida do ponto de vista publicitário, para a mais bela e mais comovente campanha eleitoral da história do osso país !!! Só quem a viveu intensamente e initerruptamente sabe o que foi tudo aquilo !!!

    Mas reivindicar a autoria de uma frase que não é tua faz com que fiquemos ao invés de admirados… “emputacidos” com a tua doentia e inexplicável teimosia !!!

    Vou deixar aqui mais uma das famosas frases do saudoso Carlito Maia para a tua reflexão:

    “Nós não precisamos de muita coisa. Só precisamos uns dos outros.”

  51. Esta questão essencial para o desenvolvimento humano está me deixando insone. Há três noites não durmo. Já consultei Sherlock, Agtha e nada! Vou procurar um psiquiatra.

  52. Querido Kotcho, muito obrigada!
    É duro assistir a tal barbaridade rolando solta. Queria ver se Paulo de Tarso teria toda essa verve, se Carlito ainda estivesse vivo!
    Voce tem autoridade reconhecida para atestar quem criou o Lula-lá. É claro que foi Carlito. Nos todos vivemos isso!
    Só falta ele ter criado tambem, ao mesmo tempo, o Optei! Muitos beijos carinhosos da Tereza.

  53. Kotscho,
    como posso enviar para você a cópia escaneada de um artigo meu, de 26 de november de 1988, em que lancei o “Lula lá”? Não tenho seu emeio.
    E o meu comentário de ontem foi retirado. Que houve?
    S.

  54. Kotscho,
    há 23 anos, precisamente no dia 26 de novembro de 1988, publiquei uma análise das últimas eleições municipais em alguns estados do Brasil, onde as esquerdas alcançaram expressiva vitória. A análise era o foco de um artigo meu no jornal A União, da Paraíba, página dois, intitulado “Lula lá”. Ao mesmo tempo, sugeria ao PT um slogan para a campanha, coisa que o partido ainda não tinha.
    Dias depois, o slogan saiu publicado na coluna do Zózimo, no Jornal do Brasil, atribuindo-se a autoria a outra pessoa. Eu não quis questionar o assunto, pois uma polêmica sobre o fato traria um desgaste incalculável à campanha da qual eu era um dos coordenadores na Paraíba (Frente Brasil Popular).
    Mas agora o assunto voltou à tona, alimentado pelo seu blog d e pela coluna de Mônica Bergamo (Folha de São Paulo, Ilustrada). Já fazendo mais de duas décadas da primeira campanha de Lula, resolvi contar a minha versão e mostrar ao público o teor do artigo “Lula lá” – que pode ter inspirado os marketeiros de plantão. Tentei mandar o escâner do artigo para você, mas não tenho o seu emeio. Segue o texto digitado. Estou à sua disposição para outras informações. Grato,
    Sitônio.

    LULA LÁ

    Sitônio Pinto

    A surpreendente e acachapante vitória das esquerdas brasileiras nas recentes eleições poderia ter sido muito maior. E, de certa forma, foi. Nos estados onde as esquerdas não se coligaram, obtiveram em alguns casos também o segundo lugar – além da vitória. O Rio Grande do Sul foi um exemplo notável com o resultado de Porto Alegre. Santuário de Brizola, Porto Alegre deu a vitória ao PT e, de lambuja, agraciou o PDT, partido do santo da casa, com o segundo lugar. E assim aconteceu alhures, com as esquerdas fazendo ora o segundo, ora o terceiro lugar, além do primeiro. Tivesse havido coligações dos partidos de contestação nas cidades em que elegeram os prefeitos, a vitória das esquerdas teria sido muito mais expressiva, absoluta.
    Noutras cidades, a exemplo de Fortaleza, quase os partidos populares, mesmo desunidos, chegaram lá. Em Fortaleza, o PDT deixou de fazer o prefeito por uma irrisória diferença de cinco mil votos. Um virtual empate técnico num dos maiores eleitorados do Brasil: hoje Fortaleza disputa com Porto Alegre e Belo Horizonte a quarta colocação em número de eleitores no ranking brasileiro.
    Na Paraíba, onde a desunião das esquerdas foi mais exacerbada, os partidos socialistas defendendo dois candidatos próprios e um impróprio, ainda lograram eleger dois vereadores – praticamente cinco, contando-se o quinto na pessoa de Antônio Barbosa, que teve seu nome de guerra registrado mas sonegado na lista da apuração. E só não se fez o sexto por quê não foi encestada a candidata do PCB, Emília Correia Lima, executada pelo eleitorado na condição de avalista do PMDB.
    Emília era nome tão forte que foi cogitada para vice na chapa ecumênica dos cristãos novos. E mesmo seus companheiros de coligação ofereceram resistência para aceitá-la, temendo perder uma vaga para a candidata comunista. Mas foram as coligações espúrias que derrotaram Emília. O mesmo fenômeno quase se repete com Francisco Barreto, esperado como o mais votado dos vereadores e obtendo, apenas e a duras penas, o quinto lugar numa lista de seis.
    Ressalta-se ainda o fato de Francisco Barreto ter sido, às vésperas da campanha, o mais cotado nas prévias eleitorais para prefeito, apesar de seu nome sequer constar da lista de candidatos.
    A coligação das esquerdas de João Pessoa foi frustrada por dois procedimentos radicais: o primeiro, do PT, que excluía a possibilidade de coligações ou de formação de frentes, sofismando uma composição limitada com a alternativa semântica de “alianças”; a segunda, do PCB, que professava uma fidelidade conjugal ao deputado Antônio Mariz, candidato potencial do PMDB à prefeitura de João Pessoa. Eis que Mariz não compareceu ao altar, deixando a grinalda de laranjeiras murchar na fronte da suspirosa.
    Ainda houve segunda tentativa de coligação das esquerdas, dessa feita até com o PCB formando em torno do nome de Genival Veloso de França, médico do PT. Mas o PT, com medo de contaminação ideológica, refugou a meisinha do médico da família, preferindo a garrafada de suas raízes populares aviada pelo mestre Carlos Alberto.
    E o leite do aveloz cegou o povo.
    A eleição presidencial se apresenta como oportunidade rara, messiânica, conjunção astral difícil de ser repetida. Dois líderes das esquerdas como favoritos, ou mesmo três: Lula, Brizola e Erundina. Uma intervenção divina na História que não se repetia há dois milênios. A eleição do presidente do Brasil no próximo ano poderá ser decisiva não só para a Nação, mas para a humanidade e toda a era de Aquários. Eis a responsabilidade das esquerdas brasileiras.
    Lulalá!
    26-11-1988, A União, PB.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *