Imprensa e governo: o papel de cada um

Imprensa e governo: o papel de cada um

 

 

Quando ocupava a sala da Secretaria de Imprensa, no Palácio do Planalto, onde hoje trabalha meu amigo Franklin Martins, no início do primeiro mandato do presidente Lula, costumava dizer aos amigos, meio brincando, meio a sério, que só tinha dois problemas ali: o governo e a imprensa, um reclamando o tempo todo do outro.  

Desde o primeiro dia, ficou claro para mim que é muito difícil conciliar os interesses destas duas instituições de naturezas, tempos e interesses tão diversos. Instalado do outro lado do balcão, assisti à gincana promovida pelos meus colegas repórteres em busca de notícias negativas sobre o governo, certamente uma demanda de suas redações, que simplesmente  não assimilaram e não se conformaram com a vitória de Lula e a mudança de mãos do poder, depois de mais de 500 anos.

A competição entre os profissionais que fazem a cobertura do Palácio do Planalto, por vezes pertencentes à mesma empresa, é feroz, implacável, ainda mais com a proliferação naquela época, começo de 2003, do jornalismo online e dos canais e emissoras de notícias, que a todo momento precisavam entrar no ar ao vivo, de preferência com alguma novidade.  

Lembrei-me daqueles primeiros tempos de Brasília enquanto ouvia o ministro Franklin Martins, que na época era o homem mais importante do jornalismo da TV Globo em Brasília, na abertura do Seminário sobre Liberdade de Imprensa, em boa hora promovido pela TV Cultura, na manhã de quinta-feira, em São Paulo.

Um a um, Franklin foi espantando os fantasmas acenados pelos donos da mídia para assustar a platéia toda vez que alguém procura discutir qualquer medida de regulação dos meios de comunicação social, até hoje regidos por uma legislação dos anos 60 do século passado, quando ainda não existia nem TV a cores, e celular, internet, essas coisas todas então, então, nem pensar. O ministro lembrou que sequer o capítulo da Constituição de 1988 referente à Comunicação Social foi até hoje regulamentado.

Depois de defender a refundação do Ministério das Comunicações para transformá-lo num centro formulador de políticas e descartar uma por uma todas as “ameaças” à liberdade de imprensa no país, garantindo que ela não corre nenhum risco, Martins defendeu um debate com a sociedade sobre um marco regulatório para o setor, até para defender a radiodifusão brasileira diante do vertiginoso crescimento das empresas de telecomunicações no país. Acontece que a mídia brasileira se recusa a discutir a mídia.  

Nenhum representante patronal estava presente ao seminário, como constantei na breve fala que fiz em seguida, durante a mesa de debate da qual participei, com a moderação da jornalista Monica Teixeira, junto com Sergio Dávila, editor-executivo da Folha, e do professor Demétrio Magnoli. É difícil e seria até meio redundante falar depois de Franklin Martins porque ele é um jornalista apaixonado pela profissão como eu e que se sabe se expressar muito bem, ao contrário deste que vos escreve.

Em todo caso, já que estava lá mesmo, li o meu “improviso”, que reproduzo abaixo, mostrando as dificuldades no relacionamento entre imprensa e governo, que seria bem melhor cada um se limitasse a cumprir o seu papel sem transformar as divergências, que são naturais, numa guerra permanente.

Liberdade de imprensa para quem? 

 Sempre que se discute liberdade de imprensa _ e nunca se discutiu tanto como agora _ faço uma pergunta. Em primeiro lugar, precisamos saber de qual liberdade de imprensa estamos falando. Liberdade de imprensa para quem?

  • Diante do espanto da platéia, iniciei com esta pergunta a palestra que fiz em seminário promovido pela ANJ, a Associação Nacional de Jornais, entidade patronal da mídia impressa, faz uns dois ou três anos, em Brasília.
  • Não se trata de garantir liberdade apenas para a imprensa, quer dizer, para as empresas e para os jornalistas.
  • Quando se fala em liberdade de imprensa devemos falar, em primeiro lugar, na liberdade de imprensa como um direito que a sociedade tem à informação, assim como à água encanada e à energia elétrica. 
  • Aí cabe perguntar novamente: que tipo de informação, com que grau de qualidade, credibilidade e honestidade?
  • A melhor resposta para esta questão crucial da liberdade de imprensa e de expressão está num estudo apresentado recentemente pela consultora Eve Salomon, da Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura, a Unesco.
  • Salomon estudou, coisa que poucos entre nós costumam fazer, a situação do sistema de radiodifusão brasileira, ao longo de um ano, com o objetivo de propor diretrizes para uma nova regulação de mídia. A que está em vigor data dos anos 60 do século passado.
  • Em entrevista a Lisandra Paraguassu, do Estadão, a consultora afirma: “Regular não é censurar, e as diferentes visões políticas precisam ser protegidas”.
  • Com toda clareza, Salomon responde à pergunta que fiz acima. Abre aspas: “A regulação, quando feita da maneira correta, é uma maneira de proteger a liberdade de expressão”, fecha aspas, diz ela, ao contrário do que temem os porta-vozes da velha mídia.
  • Abre aspas novamente: “Isso não é apenas para garantir o direito de dizer o que você quer, mas também o direito dos cidadãos de receber o que eles precisam para operar em uma democracia. É preciso respeitar a privacidade das pessoas, não transmitir mensagens de ódio, é preciso respeitar as crianças e garantir que as notícias sejam acuradas. Esses são os princípios básicos que estamos propondo para o Brasil, nada mais”, fecha aspas.
  • Nem precisaria de mais nada, acrescento eu. Acontece que nós vivemos num país em que os donos da mídia simplesmente se recusam a discutir qualquer regulação, qualquer marco regulatório. Não admitem sequer discutir a autorregulamentação proposta pela ANJ, algo que já existe no setor de publicidade há mais de 30 anos. Não aceitam, simplesmente, qualquer regra ou limite para a sua atividade. Neste seminário, por exemplo, não há nenhum representante dos proprietários dos meios de comunicação.
  • Toda vez que se tenta discutir as regras do jogo da comunicação social em defesa dos direitos de informação da sociedade, as entidades patronais e seus colunistas de estimação, saem logo gritando: “Fogo na floresta! Isto é censura! É o controle social da mídia! Querem acabar com a liberdade de imprensa!”.
  • Desde a posse do presidente Lula, há quase oito anos, ouço esta mesma ladainha, e eu faço outra pergunta a vocês: qual foi a iniciativa concreta implantada pelo governo federal para cercear a liberdade de imprensa neste período?
  • Bastaria pegar agora qualquer jornal ou revista, abrir os blogs, sintonizar qualquer emissora de rádio ou televisão, para ver que a imprensa tem a mais absoluta liberdade de expressão _ e até abusa dela frequentemente, com informações muitas vezes erradas, manipuladas e incompletas, sem falar em graves ofensas pessoais ao presidente da República. 
  • Sempre que afirmo isto, tem alguém na platéia que levanta o braço para contestar. E a censura ao Estadão? E a expulsão do Larry Rother? Então, já vou logo respondendo: a censura no Estadão não tem nada a ver com o governo federal. É um absurdo, uma aberração, eu também acho. Mas é uma decisão do Judiciário, envolvendo um processo que corria em segredo de Justiça. Daí a dizer que, por causa disso, existe censura à imprensa no Brasil é uma aberração maior ainda.
  • Quanto ao tal do Larry Rother, houve inicialmente um grave erro do governo, sim, mas que, graças a Deus e ao Márcio Thomás Bastos, com a minha ajuda, não se concretizou.
  • O resto fica no campo dos medos, das ameaças e dos fantasmas que ressurgem toda vez que o assunto entra em pauta.
  • Para ganhar tempo e dar mais espaço ao debate com vocês, já vou logo respondendo também à questão levantada pelo tema da palestra de amanhã (hoje, sexta-feira) com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.
  • “A liberdade de imprensa corre risco no Brasil?”.
  • Não, a meu ver a liberdade de imprensa não corre nenhum risco no Brasil neste momento e até onde a minha vista alcança.
  • A sociedade brasileira, sim, corre sérios riscos de não ser informada corretamente quando a sua grande imprensa assume o papel de partido de oposição, como admitiu publicamente a presidente da ANJ, Judith Brito,  e demite os colaboradores que não seguem o pensamento único dos seus donos.
  • Partido é partido, imprensa é imprensa e governo é governo. Assim como a imprensa não deve tomar  partido, também não é papel do governo ser ombudsman da imprensa. A jovem democracia brasileira agradeceria se cada instituição se limitar a cumprir o papel que lhe cabe.

Ricardo Kotscho

24.10.2010

48 thoughts on “Imprensa e governo: o papel de cada um

  1. A imprensa (seus dirigentes) tem que entender que democracia não é “uma terra de ninguém”, “a casa da mãe-joana”, um vale-tudo. Democracia é delimitada e regulamentada pelo Direito. É a lei que vai definir o limite; e tem que haver um limite. Nem digo um limite para a “burrice”, que está muito viva por ai, mas limite em quem age por má-fé, que planta noticia almejando um resultado proveitoso pra si. O direito – a regulamentação da sociedade – é o que civiliza o mundo.
    Um abraço Cidadão K e bom fim de semana – com esta matéria acho que vc vai ter um descanso – os religiosos e xiitas de plantam voltarão aos túmulos…

  2. Prezado Kotscho;
    O ministro Franklin Martins está equivocado quando diz que à comunicação social não foi regulamentada na CF de 88.
    Foi sim: ”Presidência da República
    Subchefia para Assuntos Jurídicos
    LEI Nº 8.389, DE 30 DE DEZEMBRO DE 1991.
    Institui o Conselho de Comunicação Social, na forma do art. 224 da Constituição Federal e dá outras providências.
    O PRESIDENTE DA REPÚBLICA
    Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte lei:
    Art. 1° É instituído o Conselho de Comunicação Social, como órgão auxiliar do Congresso Nacional, na forma do art. 224 da Constituição Federal. Art. 9° Esta lei entra em vigor na data de sua publicação.
    Art. 10. Revogam-se as disposições em contrário.

    Brasília, 30 de dezembro de 1991; 170° da Independência e 103° da República.

    Trata-se, pois, da regulamentação Constitucional do que exige o Art.224 da CF de 88.

  3. “…meus colegas repórteres em busca de notícias negativas sobre o governo, certamente uma demanda de suas redações…”

    Lapidar sua frase. O MUNDO é assim mesmo.

    E voce quer nos convencer que não sabe que a imprensa do MUNDO INTEIRO é assim, e que em TODOS OS TEMAS a imprensa é assim, que NOTÍCIA RUIM é a que vende jornal, acha que somos todos tolos? Franklin não sabe? Lula não sabe?

    Só notícia ruim do governo não pode! Já entendi… Teremos nosso Granma, nosso Pravda, enfim, nunca é tarde para tentar o arbítrio.

  4. Ricardo,

    Idubitavelmente estou me tornando seu fâ confesso! Voce disse nessa nota tudo e ainda mais, por ser um profundo conhecedor do tema, o que eu tinha vontade que dissessem.

    Realmente no meio de nossa imprensa é muito difícil separar o joio do trigo e só os anos de leitura e acompanhamento de jornais e revistas nos vai ajudando a criar uma casca que aguce nosso senso crítico das notícias. Ainda me acredito nesse processo de aprendizagem.

    A devida regulamentação dessa atividade poderia ajudar e muito a nós brasileiros em entender a complexidade de nossa sociedade, suas mazelas e nos guiaria na busca por caminhos melhores. Sem falar que na minha humilde opinião é uma ferramenta chave para o amadurecimento de nossa democracia.

    Te saúdo!!

  5. Parabéns, Ricardo. Este discurso esclarece e “enquadra” os donos de meios de comunicação, e também aqueles que não são donos mas que são os chefes de redação e que tentam fazer de seus subordinados verdadeiros “capangas” para defender seus interesses. Já tive um pensamento radical a respeito da imprensa: pensar sobre algo e falar e publicar sobre algo leva uma diferença muito grande. O pensar é livre e íntimo. Permite o erro e a retificação, sem consequencias. Falar e publicar pode prejudicar aqueles envolvidos na situação sobre o qual se falou e ou publicou. Falar e publicar, não permite erro, a não ser de ortografia ou de digitação, porque temos o livre arbitrio ao comentar e principalmente publicar. Sim ou não, simples assim. Há duas responsabilidades envolvidas: a de informar e a de formar opinião. Creio que a imprensa tem a responsabilidade de informar. Não de formar opinião, pois há aí o risco de manipulação. Por isso, sempre pensei que o jornalista corrupto, manipulador, mentiroso, deveria ter suas mãos e lingua decepados, para que “entrassem no reino dos céus sem elas, ao invés de continuarem em pecado”. Assim como o policial e agente da justiça corrupto, vendido ao crime. Também deveriam ser punidos como traidores dos colegas que tem dignidade e compromisso com a paz e a justiça assim como são traidores da sociedade. Aprendi ao longo da vida, que sempre temos a oportunidade e o direito de defender nossas idéias, mas não de enganar e tirar proveito.

  6. Meu caro Kotscho!

    Já diz o ditado: ” Juízo e caldo de galinha não faz mal a ninguém”. Ao ler seu texto sobre liberdade de imprensa me admiro mais com a forma ajuizada em que escreve. O caldo de galinha deixarei para quado vier novamente a Recife. Espero que esse ano ainda; como havia dito.

  7. Imprensa, e as diversas instituições empresas, e cada um de nos

    Tem que expor todas as coisas como elas são, para curar tudo que queremos

    Fundo da pobreza e obrigação e um direito que todos os sócios do Brasil têm

    E o fundo para o fim da pobreza miséria favelas esmolas, e a solução da ficção

    Muita gente assim como muitas instituições, vão começar as substituídas aos poucos com a vinda de muita gente atualizada na realidade humana, assim como muitas instituições novas virão atualizadas, porque muito adiante também será substituído se pararem no tempo achando que já tomaram posse de tudo do mundo

    Imprensa e uma instituição como outras são instituições que publicas ou privadas, apenas trabalha com produto e coisas diferentes

    Mas todas as instituições têm por princípios as intenções de produzir solução com boas iniciativas, mas todas têm seus mocinhos fazendo papel de bandidos

    Isso foi uma cria produzida pelas indústrias cinematográficas onde todas as produções tinham seu mocinho eterno, na vida real a morte ainda não saiu de linha esse filme ainda vai pro cinema novela etc.

    Pelo tempo de vida que já vivi, não fui morto por todas tentativas feitas nem uma conseguiu esse efeito produzir a morte uma coisa certa no nosso meio

    Um dos lances dos tantos, isso aconteceu no presente e pedofelia, no passado era o que?
    http://www.aconteceuisso.blogspot.com/ e a prova esta no Tribunal MS

    Outro fato quando prestei serviço no deposito de armamento se fazia recolhimento das armas, e se fazia uma mágica, como se as armas fossem destruídas quando na realidade era revendida, a maioria para o Rio onde nos temos o maior foco de pobreza no Brasil com a vinda de tudo de todos os lugares, produzindo pobreza com esse tipo de comercio pobre, para vida de todos

    Os problemas são dos que arrumam os problemas, a solução pertence a nos todos para dar condições de todos terem para viver bem a vida

    Fundo da pobreza e a solução que vai diluir a pobreza, ao mesmo tempo dissolvendo as mamatas exploradas em cima da pobreza, aprovar o fundo da pobreza e solução deixar de aprovar e morrer junto com os problemas, gente de todos os lados como esta acontecendo

    Ainda assim vivemos nesse mundo como se existissem duas espécies de vida, e dois tipos de ser humano diferente quando somos todos semelhantes uns aos outros, e os outros nos somos

    Nada de tudo no ar no presente ficara no ar no futuro adiante

    http://noticias.r7.com/blogs/ricardo-kotscho/2010/11/24/a-fe-a-ma-fe-e-o-fanatismo-religioso/?allcomments#comments

    http://g1.globo.com/platb/paulocoelho/2010/11/25/quando-os-direitos-sao-deveres/

    Brasil tem 11 milhões de pessoas ameaçadas pela fome, quando não devia ter nem uma pessoa passando fome no mundo
    http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/brasil+tem+11+milhoes+ameacados+pela+fome/n1237839425305.html

    Na ficção esta escrito que tudo da vida real ia pro ar um dia, e nada ainda foi, vai com o vai vem a solução

  8. CONCORDO e digo mais. Nos últimos dias a função da imprensa tem sido alimentar o clima de guerra, de linxamento público e de vingança policial para que as autoridades suspendam as garantias constitucionais dos traficantes à integridade física e ao devido processo legal para que Policiais e Militares possam executar suspeitos nos morros Rio de Janeiro.

    Um acordo entre desiguais, porém todos igualmente canalhas (políticos, jornalistas e policiais).

    Quando o BOPE entrar atirando no Projac da Globo, nos luxuosos hotéis e nos prédios de apartamentos da orla, o tráfico no Rio acaba! No Rio, quem mais frequenta boca-de-fumo é artista global, emissário de turista gringo e os entediados filhotinhos da classe média alta e de classe alta carioca. Todo mundo sabe disto.

    Os jornalistas bolas-murchas que defendem a ferocidade da atuação da polícia nos morros concordam com a realização de operações brutais da Polícia e do Exército nas áreas nobres onde os farinheiros cariocas ricos chafurdam na droga que compram nos morros? Claro que não!

    Nenhuma novidade. Os hipócritas que defendem o uso desmedido da violência pela polícia carioca nos morros são os mesmos que deram um golpe de estado a serviço da CIA e ainda hoje o defendem. O que eles querem é ver os favelados quietos, brutalizados e satisfeitos mesmo quando seus direitos constitucionais são pisoteados (o pior é que até o PT entrou nesta onda do vingancismo de classe da direita).

    Imprensa e governo estão no mesmo penico… todos cheirando mal pacas.

  9. alguns escritores já diziam que quando um texto começa mal, deve terminar mal, então nem me dei ao trabalho de ler o resto quando surge a frase: “…depois de 500 anos houve uma troca no poder…”
    Quanta bobagem. Quem continua mandando no Brasil são os caciques do PMDB, amigos do Lula, como o senhor. Renan, Sarney, etc. O poder não mudou de mãos coisa nenhuma senhores. Apenas a esmola para a plebe ficou maior.

  10. Ricardo,

    Quando é que você e o Franklim vão entender que a democracia e a liberdade de expressão não toleram a censura? O que vocês pregam são controles autoritários sobre os meios de comunicação. O que vocês pregam é inconstitucional e sendo assim, é crime. Se alguém ou alguma instituição se sentir injustiçada, caluniada ou difamada, elas podem recorrer na justiça. Além disso, é censura e autoritarismo. Acorda para vida, pois os devaneios comunistas dos anos de 1950 acabaram. Até o Fidel já pediu arrego. SALVE A DEMOCRACIA, A LIBERDADE E A IMPRENSA LIVRE.

  11. Concordo com tudo que o senhor disse sobre liberdade de imprensa e regulação. O problema é que o pessoal do governo (PT) não quer regulação, eles falam em controle (ou censura) de conteúdo. Até mesmo o presidente Lula quando fala sobre regulação da midia critica o conteúda das TV paga. Isto é censura.

  12. Caro Kotscho

    Eu já havia feito um comentário sobre esse assunto da imprensa no teu post anterior que trata sobre a “má fé”. Achei que tem a ver.
    Pois então copio de lá e trago pra cá sem mudar o que penso

    “Caro Kotscho
    Assisti na íntegra a tua participação no seminário sobre “imprensa livre” da TV Cultura ( por que será que a velha mídia anda tão assustada ? ) e gostei quando você botou a “Judith” na mesa e falou na “lata” do editor-chefe da Folha ( o Sergio D’ávilla ) sobre a preguiça da mídia em buscar reportagens. O tempo foi curto mas deixou claro que existem dois lados antagônicos da questão. De um deles estão os que insistem com a soberba de sempre na defesa de que certa imprensa não deve largar o osso de se manter como 4° poder. Foi o que deixou claro o tal de Demétrio Magnoli, um ex-professor de cursinho (geografia) que a velha mídia resolveu “diplomar” em “especialista” de comunicação !!! E de plítica !!! E de saúde !!! E de educação !!! E de segurança local e internacional !!! O “caba” é TUDO !!! O “caba” baba !!!
    O ar arrogante, petulante e autoritário do sujeito é o retrato fiel deste lado doente da mídia esquizofrênica, sem cura, desenganada, golpista e venal.
    Do outro lado estavam você e o Franklin Martins defendendo a regulação da mídia ( que não é controle de coisa alguma ) e propostas de liberdade jornalística que é exatamente o que o outro lado não tem !!!. No lado de lá quem manda é o chefe de redação, o dono e o patrão e “AI” do “jornalista” que sair fora da linha !!! Sará também escorraçado do seu emprego com uma mão no rabo e a outra também.
    A platéia do evento era nitidamente de maioria tucana. Estavam lá até o deputado José Aníbal e toda uma revoada ou bando de aves “bicudas” penadas e depenadas nas últimas eleições.
    E nós ? Os leitores ? de que lado ficamos ?
    Ficamos com a “blogosfera” que esta sim é livre e gratuita !!!
    Só falta vir a “banda larga”.!!!
    Aí nós veremos a “banda’ deles passar …JÁ PASSOU !!!!
    O novo tempo é muito rápido !!!”

  13. Considerando-o como “expert” no assunto, seria de grande valia para seus seguidores, uma análise e manifestação de sua parte, sobre o DIREITO À INFORMAÇÃO DOS HABITANTES DO NORTE E NORDESTE DO BRASIL, quando a maioria dos CONCESSIONÁRIOS DE RADIODIFUSÃO, são politicos em quase todas as esferas do poder.

  14. O papel da imprensa é informar o público com fidelidade, sem mentiras, sem calúnias e sem tomar posições políticas partidárias.
    O governo, tem o DEVER de tomar as medidas necessárias para que os preceitos acima sejam cumpridos.
    O governo e principalmente o judiciário, tem a obrigação de punir quem calunia, quem distorce informações, principalmente se isso partir de orgãos que são concecionário do poder público.
    Ou será que o simples fato de um cidadão ser portador de um diploma de jornalista, está imune ás penalidades que o codigo penal determina que sejam aplicadas ao cidadão “comum”?
    Porque os donos da mídia e seus capachos estão acima da Lei?
    Temos que aproveitar o governo Dilma, para limpar o Brasil
    dessa vergonha nacional.

  15. Parabens Kotscho pelo seu artigo. Mas tenha certeza que esse pessoal perdedor não vai aceitar democraticamente uma derrota. O que aconteceu nas eleições foi a coisa mais deprimente num pais que quer liberdade de imprensa. Na verdade o que querem é libertinagem. Atacaram Lula e Dilma da maneira mais infamante que assisti nos meus 75 anos de vida. Eles deveriam é ter um Hugo Chaves pra ver o que é bom pra tósse. Só posso repetir o que dizia um ancora de jornal: Isso é uma vergonha.

  16. Liberdade de imprensa para quem? Essa é a grande pergunta, Ricardo.
    Liberdade de imprensa para o leitor, afinal a imprensa é um meio de comunicação e expressão e, não, um fim em si mesmo.
    Como cidadã, considero que, numa sociedade de direitos, nenhuma pessoa, grupo ou forma de poder prescinde de regulação.
    Como cidadã leitora, entendo que a regulação da imprensa pode contribuir para a ampliação de meu direito a uma informação mais plural e objetiva. Entendo, também, que regular não significa impedir a liberdade de expressão, mas de abrir espaço para o exercício da responsabilidade pela veracidade das informações veiculadas e para a democratização dos meios de comunicação.
    Honestamente, muitas vezes vejo cassado o meu direito à informação quando a imprensa, que se diz autorregulada, apresenta como verdade a sua versão dos fatos; seleciona quais aspectos iluminar ou omitir de acordo com seus interesses e conveniências e não informa suas motivações.
    Numa saída individual, simples e possível, posso procurar outras fontes de informação. Mas, pensando coletivamente, quantos podem prescindir das informações dos meios de comunicação? Quem perderia ou ganharia com minha atitude? A quem serviria?
    Ao fim e ao cabo, se a regulação não resolve todas essas questões, pode ser um bom começo.

  17. Ricardo,

    Poucos comentários até agora. Será que os balaieiros perderam o poder de análise ? Não acredito. Será que os balaieiros não tem o que falar sobre o seu post? Talvez. É muito fácil enaltecer aquilo que nos convém e depreciar aquilo que abominamos. Os grandes veículos de comunicacão são altamente conservadores e nós sabemos disso. Porém acabam por fazer seu papel. Na situacão ou na oposicão fazem o seu papel. Morrem de medo de algumas coisas. Imagine se a Dilma, num rompante de doidice, resolve cortar os gastos publicitários pela metade? Sem mais “um país de todos”. Globo, Record, Sbt, Rede TV e Band com metade da verba. Folha, Estadão com 1/3 da verba. A casa cai Ricardo. Eu me divertiria muito vendo os veículos detonando todo mundo (PT, PSDB, PMDB, PSBS, DEM, PR etc.) at’é que as verbas publicitárias voltassem. Quer fazer reforma na mídia ? É só cortar as verbas publicitárias. Um abraco

  18. Prezado Kotscho.
    O que não falta é regulamentação.
    Veja:

    O Art. 220 da CF é regulado por duas portarias;
    Art. 220 §3º compete à lei federal:
    §3º, compete à lei federal:
    I-Regular as diversões e espetáculos públicos, cabendo ao Poder Público informar sobre a natureza deles, as faixas etárias a que não se recomendem, locais e horários em que sua apresentação se mostre adequada; (Do Ministério da Justiça, regulamenta o exercício da Classificação indicativa de diversões públicas)
    Portaria nº 1.100 de 14 de julho de 2006 e Portaria nº 1.120 de 2007;(Regulamenta o processo de classificação indicativa de obras audiovisuais de4stinadas à televisão e congêneres)

    Não existe nada parecido como um; ”território sem lei”. Ao contrário, não há um setor com mais regulamentação do que este.

    Sugiro aos comentaristas para que indiquem em seus comentários se, falam de seus desejos ou de legalidade. Só assim é possível debater. Desejos não se debatem.

    1. Sr. Luis Carlos,
      bom dia.

      O Senhor certamente já leu o livro, “Chatô, o Rei do Brasil” de Fernando Morais. Se leu, deve lembrar-se da postura adotado pelo Senhor Assis Chateaubriand na condução de seu império jornalístico. Uma vergonha só, para quem tem algum resquício de sentimento. A liberdade de imprensa era usada de forma tão vergonhosa que para beneficiá-lo em uma causa de família, foi feita uma pressão tão grande em cima do Presidente da República que este mudou a Constituição para beneficiar citado magnata. Apenas para citar um exemplo. As vezes é interessante que se coloque em análise alguns conceitos.

  19. Boa noite Ricardo. Mais uma vez bato palmas pela lucidez e verdade pura e singela em seu comentário. O Brasil nunca possuiu tanta liberdade de imprensa quanto nos últimos 8 anos. Qualquer brasileiro acessa computadores em lan houses onde, dependo do lugar, só censuram sites de pornografia, porque o resto é vastamente dibulgado para gregos e troianos. Já no início da semana anunciava-se na internet uma visita surpresa (pra quem?) do Serra a Brasília e ao congresso. A imprensa divulgou seu comentário como desempregado e que continuaria na política. Depois sai o assunto da discussão de Serra com Guerra, na presença do Itamar, porque o Guerra havia dito que o derrotado Serra deveria ocupar a presidência do Instituto Teotônio Vilela. serra ficou fulo e disse ao Guerra que era uma manobra sua para afastá-lo de ser presidente do PSDB. O velho e conhecido complexo de presidência que assola a moleira do Serra. Hoje seu colega Josias de Souza, anuncia na FSP que Julgmann, do PPS, levaria a proposta da presidência do PSDB para FHC. Ai eles vem falar de censura da imprensa. Eles mesmos tão desinformados propositalmente ou não, lançam qualquer notícia nos meios e não deixam de centralizar o poder brasileiro ao gosto dos paulistas. O PSDB só representado em dois estados, MG e SP? Ou possui representações em todos os estados? Acho eu que deveriam parar com esse tendência feia e realmente noticiar sem puxasaquismos e enxergar o Brasil inteiro. Não é a toa que perderam as últimas 3 eleições e pelo jeito perderam mais umas 30. O Lula e a Dilma devem se contorcer em risos. Isso é que chamam de esquerda no Brasil.

  20. O que nós os bloguistas comentaristas dizemos sempre quando se diz respeito a imprensa é que ela não só deixa de informar mas nunca seus comentários paralelos às ações do governo federal foram de críticas construtivas, ainda mais no governo Lula.
    Quiseram colocar a pecha no presidente Lula como uma figura de charge e nunca faltaram estas nas suas secções de humor. Mas com que tal intenções eles sempre fizeram isto?
    Evidentemente para derrubar com piadinhas e desenhos criticando o presidente, o que a meu ver, deu inicio a todas as manifestações de intolerância e preconceito que os jovens hoje classe média, tanto utilizam contra os irmãos nordestinos e que só pura e simplesmente votaram na Dilma a contra gosto da “nova” classe média paulista, não brasileira, que já tem outra postura como cidadãos de bem.
    Quantos prêmios o presidente não ganhou no exterior e que nem sequer foram notícia? Se fosse um presidente tucano na certa teria recebido pela imprensa televisiva e escrita rasgados elogios endeusando-o como fizeram centenas de vezes com o FHC.
    Nesta eleição à presidencia a imprensa, além do PSDB, Dem e PPS atuou como um quarto partido opositor à ministra Dilma e alguém por acaso perguntou o por que?
    Se eles agiram assim, tem um motivo para o qual e através de informações dos blogs chamados de “sujos” pelo candidato tucano que não mostrou até agora que tem espírito conciliador e respeitador da vontade popular, continua como se as eleições ainda não terminaram e que a contagem dos votos ainda não se deu.
    Mas porque a imprensa continua assim? Será que há algum jogo de interêsses? Mas nos perguintamos; qual será este jogo de interêses? Imprensaaaa…..não acredite nem desdenhe da inteligencia da nossa gente e quando nos informamos graças aos bloguistas progressistas ficamos sabendo de toda a tramóia existente neste interêsse incomum da imprensa que merecidamente foi taxada de PIG. E isto não um autêntico procedimento Pigueano? Porque trair a simplicidade dos leitores dando a entender serem eles incautos, iletrados, ignorantes?
    Porq

  21. Kotscho, não precisa publicar este comentário. Se puder, faça um post sobre a entrevista de Lula aos blogueiros “progressistas”. Desde o dia 23 estou alertando no meu blog sobre essa espécie de “casta” que está pretendendo, ao que tudo indica, monopolizar a blogosfera cidadã. Eles não consultaram ninguém e se “autoselecionaram” pra ir a Brasília em nome da blogosfera. Entre eles tinha até um “jarbista”, de um blog de direita… Eu tenho protestado, alertado… mas tenho sido chamada de “ciumenta”, “invejosa”… Eles não têm como se justificar e acabam desqualificando quem tem pensamento independente, crítico… O Presidente precisa ser alertado a respeito. Grata.

  22. completando, porque agir assim se a imprensa no governo Lula teve a mais irrestrita liberdade? E a tal ponto que não faltou inclusive com seu desrrespeito ao mandatário mór da nação com intempérios e até palavrões?.

  23. Ricardo,

    Como jornalista, que trabalhou por 8 anos na midia, voltando aos poucos agora, sempre tive uma visão de imprensa, seja ela a que meio se dedicar.
    “A imprensa tem o direito e o dever de informar fatos imparcialmente, mostrando sempre os dois lados da questão, sem esboçar tendências, preferências ou mesmo partidarismo”.
    A imprensa sempre foi, principalmente em época politica um teatro de operação de guerra. Suas laudas se tornam armas como se tornam bandeiras brancas. Sempre foi assim, salvo o hiato da ditadura que só deveria existir os a favor.
    Creio que realmente deve existir imprensa de direita e esquerda mas sem fugir aos princípiops éticos a qual minha visão detem. Isso é democracia.
    O fato de ter uma agencia regulamentador, realmente não significa botar a fita crepe na boca da imprensa, mas sim, mediar possiveis conflitos, exageros em fim, homenageando a Lisandra Paraguassu, ” regular não é censurar…”.
    Todas a linhas de pensamento que decorre de um estado democrático necessitam de um amparo que garanta a voz..
    Ninguém seria tão louco ou irresponsável de lançar na midia uma noticia factisiosa, mentirosa sem uma base que possa ser vista e comprovada a notícia. E vejo esta agencia regulamentar da imprensa, não das comunicações que é amplo, uma forma de manter a verdade, a lisura no que se escreve e se publica, divulgue, transmite. Isso não é censura, literalmente não.
    Sua colocação foi pontual ao perguntar
    “Desde a posse do presidente Lula, há quase oito anos, ouço esta mesma ladainha, e eu faço outra pergunta a vocês: qual foi a iniciativa concreta implantada pelo governo federal para cercear a liberdade de imprensa neste período? ”
    Pronto, com esta pergunta conseguiu dar aos homens de boa vontade ou bom senso a realidade e demonstrou que esses medos lançados no espaço são mais especulações do que fundamentos de uma verdade.
    Bela participação, belo texto, belo “improviso”.

  24. Este texto é de um puxa saco querendo aparecer…só pode.Aa intencao pura e inocente da regulacao da midia, que bonitinho, nunca vimos nada disso né e nem passamos por uma ditadura repressora né , aqui o buraco é mais embaixo e nos sabemos quem vem de mansinho assim o que quer afinal. Sabe se a imprensa nao é oposicao que graca tem? tudo a favor? quem é esse povo tao certinho e sem corrupcao que nem precisa de imprensa na oposicao/- O PT ? AH! SEI…eu nasci ontem.. sou tÃO inocente? vou cair nessa… imprensa tem que ser brava mesmo…principalmente com o governo… é a unica coisa que a classe media tem…nós que sustetamos essa côrte com nossos impostos., queremos que os reis têm alguma,pelo menos leve como é atualmente, critica, de vez em quando, pelo menos pela imprensa. Ou é só pegar o poder fazer bonito um pouquinho pro pais e já pode calar todo mundo e ficar a vontade? Quem acreditar nesse negocio de regulacao levinha como voce diz só pode ser puxa saco do governo ou ta levando algum..E eu só posso escrever isso aqui porque ainda existe um pouco de liberdade.

    1. Ora, já encheu a paciência essa choradeira burguesa “…nos que pagamos impostos…”
      TODOS NÓS PAGAMOS, querendo ou não.
      Até aquele mendigo, que vive embaixo da ponte,
      quando arruma um trocadinho e vai pro botequim
      da esquina, tomar uma pinguinha pra rebater o
      frio, paga imposto.
      E não é pouco, 70% do “precioso líquido” é imposto.

  25. Infelizmente não há imprensa livre no país.
    Existe um PIG muito ditatorial.
    Resumindo: é a própria imprensa que não quer liberdade; preferem a libertinagem.

  26. FHC, Merval, Magnoli, “discutindo” liberdade de imprensa??? E ainda falando que lei que vem de cima “não pega”?

    Ricardo, durante os 2 dias de seminário ninguém citou o caso “Escola Base” aqui de São Paulo, nem da Confecom…Gostaria de sugerir ao Lula este nome para a nossa “Ley de medios” : “Lei Escola Base”, para que nunca mais acontecesse o que aconteceu para a família proprietária dessa escola. Gostaria de ver qual seria o argumento da velha mídia contra essa lei.

  27. Higinodisse:27/11/2010 às 9:32
    Sr. Luis Carlos,
    bom dia.
    ”…da postura adotado pelo Senhor Assis Chateaubriand na condução de foi feita uma pressão tão grande em cima do Presidente da República que este mudou a Constituição para beneficiar citado magnata.”

    Sr. Higino.
    No período citado por V.Sª vigorava a Constituição de 1946 que, de forma alguma poderia ser alterada por vontade do Presidente da República. Para alterá-la seria necessário a maioria de 2/3 das duas casas legislativas em duas votações.

  28. Prezado Kotscho.
    Vale lembrar (repetidamente,se necessário) que o governo só tem poder regulatório sobre o audiovisual: TV e Rádio. No caso de jornais e revistas não.
    CF de 88, Art. 220 §6º: ”A publicação de veículo impresso de comunicação INDEPENDE de licença de autoridade”

  29. Magistral palestra e artigo prezado Ricardo.

    Por menos que a mídia monopolista goste, eles estão no centro dos debates e na pauta da sociedade. Como disse o ministro Franklin Martins, nenhuma pessoa e nenhuma entidade tem o poder de interditar este debate.

    Comunicação é poder e informação plural e de qualidade é direito da cidadania.

    Não tem volta, em tempos de internet e blogosfera, acabou o tempo dos “donos da opinião” publicada.

    Ou voltam a fazer jornalismo isento, de verdade ou vão ter que mudar de ramo de atuação.

  30. As empresas jornalísticas tem medo dessa discussão sobre a verdadeira liberdade de imprensa e a liberdade de imprensa que eles querem. O pior é que o que eles passam para o povo é que o que deve ser feito pelo governo é errado.
    Parabéns pelo texto.

  31. Técnico não ganha jogo; quem ganha são os jogadores; técnico atrapalha; o Sr. Muricy sabe disso; ele foi jogador e deve ter muita estória pra contar; na época dele, jogador mudava a tática, durante a partida; hoje a garotada fica chamando a classe dos magnatas de “professor”. Assim ele, o Sr. Muricy mais os gens de família forjou e formou o seu caráter e personalidade. Truculento, impaciente, intolerante ou “sem -educação” nas coletivas é porque conhece muito bem os jornalistas que cobrem o futebol. De uma coisa tenho certeza, mesmo sem conhcê-lo, apenas observando-o, a distância (Belo Horizonte) e por poucas vezes, jogador dele não entrega jogo; se o fizer tá fora ou ele, Muricy, pede demissão. Ele não gosta de perder. O que o time do São Paulo fez contra o Fluminense foi vergonhoso. Timinho.

  32. Eu tenho algumas questões sobre o assunto. Quando o autor afirma, por exemplo, que “A sociedade brasileira, sim, corre sérios riscos de não ser informada corretamente quando a sua grande imprensa assume o papel de partido de oposição, como admitiu publicamente a presidente da ANJ, Judith Brito, e demite os colaboradores que não seguem o pensamento único dos seus donos.” Pergunta-se: e os veículos governistas? Pode ser governo, mas não pode ser oposição? E quanto aos riscos de não ser informada corretamente? O trecho acima, por exemplo, apresenta uma distorção – uma entre outras. JB disse que a imprensa age “COMO oposição” (e não que É oposição), ou seja, que desempenha um papel crítico que caberia à oposição, que se omite por ter medo da popularidade do presidente. O leitor deste blog está sendo mal (mau ficaria melhor) informado. Aqui pode e no Globo não? E quanto às demissões? Existem mesmo? Cadê? Isto não seria uma daquelas denúncias levianas de que tanto reclamam os governistas? Ou seria apenas uma confusão entre público e privado – muito comum entre os que estão próximos do poder? Afinal, jornais privados têm suas linhas editoriais e é opção deles acolher o pluralismo de idéias. Pluralismo muito mais presente no jornalismo da Folha, Globo ou Estadão, por exemplo, do que em veículos governistas, diga-se de passagem. Outra: é justo um blogueiro classificar seus companheiros de profissão de cordeirinhos dóceis, seguidores dos “interesses do patrão”? Não conheço quem trabalhe na imprensa e se preste a um papel vergonhoso como este. Uma última pergunta: porque razão governo e imprensa governista falam em “discutir as regras do jogo” sem deixar claro quais são as propostas e os termos do debate?

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