Governo explica obras no Parque da Água Branca

Governo explica obras no Parque da Água Branca

Acabei de receber, e reproduzo abaixo, carta enviada pela primeira-dama do Estado, Deuzeni Goldman, presidente do Fundo de Solidariedade e Desenvolvimento Social e Cultural do Estado de São Paulo (FUSSESP), em que ela explica as obras que estão sendo feitas no local e dá detalhes dos planos de revitalização deste espaço público, tema de post publicado esta semana no Balaio, que já provocou a manifestação de 139 leitores.

Com as informações agora fornecidas oficialmente, creio que o blog cumpre sua função de abrir espaço para debater temas de interesse público e esclarecer eventuais dúvidas sobre o que está acontecendo no parque.

Abaixo, publico a íntegra da carta de Deuzeni Goldman:

“Desde que assumi a presidência do Fundo de Solidariedade e Desenvolvimento Social e Cultural do Estado de São Paulo (Fussesp), no dia 07 de abril, tomei como meta manter em funcionamento todos os programas sociais já existentes e revitalizar o Parque da Água Branca, espaço que considero privilegiado na cidade de São Paulo.

Eu mesma já freqüentei muito esse local, com meus filhos, na época em que morava no bairro e acho que o ambiente rural, aconchegante e encantado do parque deve ser mantido. O projeto de Revitalização do Parque da Água Branca inclui a recuperação de espaços físicos que se encontram degradados, a implantação de uma programação cultural gratuita para a população, a renovação do paisagismo, a iluminação do parque e a construção de novas galerias pluviais e ralos.

Vejo que muitos freqüentadores do parque estão questionando as obras realizadas e por isso gostaria de explicá-las.

A Praça de Alimentação que está pronta, aguardando apenas o processo licitatório, abrigará quiosques de sorvete artesanal, milho e derivados, sanduiches naturais e uma lanchonete. Isso quer dizer que o local não será uma praça de alimentação como as existentes em shoppings centers. Os carrinhos de pipoca e de sorvete que circulam pelo parque continuarão a circular normalmente para atender a população.

A iluminação do Parque, que vai possibilitar que ele funcione até as 22 horas, vai atender uma população carente de espaços verdes e seguros para a prática de exercícios após o horário de trabalho.

A retirada de árvores do parque não está sendo realizada de maneira aleatória. Houve um estudo do Instituto Florestal, Depav e Condephaat que constatou que muitas árvores já tinham cumprido seu ciclo de vida e ofereciam riscos aos freqüentadores do parque, já que poderiam cair a qualquer momento. Além disso, uma limpeza está sendo feita em todo o parque, a fim de se retirar o mato que cresceu sem controle e as pragas que surgiram no arvoredo. Com isso as árvores vão crescer saudáveis e terão as raízes fortes e seguras.

As galinhas, galos e pavões que andam pelo parque não serão removidos daqui, eles realmente criam uma atmosfera única no local. Contudo, eles estavam se reproduzindo sem nenhum controle e, com isso, muitos pintinhos acabavam morrendo atropelados dentro do próprio parque e muitas aves, que fogem pelos portões, acabam sendo mortas nas ruas fora do parque.

Além disso, nossa idéia é revitalizar espaços bem conhecidos do parque, sem modificar suas estruturas e características, e criar novos ambientes para o público. Queremos revitalizar o Pergolado, recuperar e ampliar o Aquário (que terá espaço para peixes marinhos, peixes de rio e peixes ornamentais), criar a Praça do Orquidário (no local da antiga mini fazenda, que está inutilizada já que os animais foram proibidos no parque, pelo Ibama), criar a Praça do Café e uma Biblioteca.

Gostaria de ressaltar que algumas revitalizações já foram feitas. O Tattersal agora é o “Espaço Cultural Tattersal”. O local, que estava em desuso, agora recebe apresentações culturais, como dança e teatro, palestras educativas e serve como cinema para os freqüentadores. Inclusive durante o mês de férias as crianças e adultos puderam contar com exibições de filmes, de quarta a domingo.

Os quiosques próximos ao aquário, que abrigavam pássaros e macacos, também estavam ociosos e foram revitalizados. O local agora é a “Praça da Leitura”; são oito quiosques, coloridos internamente, com um acervo de livros de literatura, poesia, livros infantis, revistas e jornais. Monitores ficam no local de terça a domingo (dias de funcionamento) para auxiliar a população.

O Parque da Água Branca é um local democrático e pedagógico, além de ser uma jóia verde no meio do concreto da nossa cidade. Sei o quão importante ele é para muita gente e a minha intenção é melhorá-lo e torná-lo ainda mais agradável. Convido a todos para conhecer os novos locais e aproveitarem as programações culturais”.

Deuzeni Goldman

33 thoughts on “Governo explica obras no Parque da Água Branca

  1. PRONTO !!!!

    Agora só falta privatizar !!!
    E cobrar pedágios nosso ou das galinhas !!!
    Tudo o que dizem procurar melhorar acabam é estragando !!! Vide o projeto do Parque da Juventude aqui na Zona Norte e que foi modificado totalmente em relação ao projeto original aprovado pela população daqui. Ninguém leva os filhos para um parque cujo muro dá para uma penitenciária !!! Eu me lembro que na inauguração esqueceram uma escada nesse muro que retratava por acidente o que de fato significa aquilo ali.

    Se bem que não tem mais nada pra ser privatizado nesse nosso estado desde que os tucanos o tomaram pra si há mais de 16 anos !!! O que precisa é tirar esses inquilinos de lá do Palácio dos Bandeirantes antes que vendam o palácio também !!!

    1. Kptscho

      Pergunta pra essa “socialite” mulher do Goldman por que só agora – depois que voce publicou no blog – ela resolveu dar explicações ?
      Por que não atendeu a Malu Genevois quando ela os procurou ?
      Não precisa responder…
      Já sabemos que eles só falam com o povo por escrito !!!
      Vai que alguém lhes ofereça a mão para cumprimentar…

  2. Espero que a 1ª Dama não perca o controle do processo, goataria de mais duas informações:
    Aonde esta a Fundação ou Associação Abassay? O lindo e tradicional evento Revelando São Paulo, ocorrera no Parque, ou a Secretaria de Cultura do Estado não tem interresse.
    Obrigada.

  3. Ricardinho,

    Na sua coluna você dá mais um exemplo de ética no jornalismo., ao colocar as duas partes pra falar. Como eu disse no comentário anterior, desde que as duas partes se manifestem. Ainda que seja período eleitoral, vários problemas no Parque da Água Branca não nasceram com o atual governador nem com sua mulher. Mas virou mexeu tem uma história. Nem a placa que homenageia o querido Paulinho Nogueira, com vários erros de português, são originárias do atual governo. Nem sei o que o governador acha de ter que pagar para visitar o aquário dentro do Parque da Água Branca. Vou aguardar profissionais especializados que entrarão no Balaio para, com sua competência, avaliar os argumentos fornecidos hoje, no Balaio. E pra não dizer que não falei de flores, a Praça de Leitura é bem interessante sim, e é uma parceria do Fundo com a ONG Poiesis e as monitoras dão toda a atenção solicitada.

  4. “PRONTO !!!!

    Agora só falta privatizar !!!
    E cobrar pedágios nosso ou das galinhas !!!”

    É esse tipo de colocação rancorosa que preenche todos blogs de jornalistas (independente da orientação politica) na Internet ultimamente que torna impossível qualquer tipo de discussão que é colocada na rede.

  5. Morei no bairro da Água Branca, durante quese cinquenta anos.
    Estive presente aos primeiros eventos alí realizados, sempre trazendo para a população urbana, realidades interioranas, particularmente da pecuária.
    Antes da creação do Parque da Água Funda, todas as exposições e feiras de gado, do Estado de São Paulo, eram realizadas no Porque Fernando Costa, agora chamado Parque da Água Branca.
    Guardo na lembrança, quando na minha adolescência, durante as realizações de exposições e feiras de gado leiteiro, senhoras da redondeza, pela manhã, portando vasilhames, formavam fila junto ao alambrado na Av. Francisco Matarazzo e os tratadores das vacas leiteiras, ali hospedadas, por sobre o alambrado, vendiam leite retirado das vacas.
    Hoje, já na velhice, tenho as mais gostosas saudades do tempo em que frequentava esse maravilhoso recanto da nossa querida São Paulo.
    Se me é permitido pedir alguma coisa, peço-lhes que cuidem bem dele

  6. Aprendemos ao longo dos anos q nem sempre o q é dito, é feito. Todavia, quero crer q os cidadãos conscientes estarão de olho nessas modificações e prontos para reprimir qq processo predatório e elogiar (claro, pq não?) os acertos. Os nossos governantes precisam aprender a respeitar o povo, e parar de sair com explicações criadas após reclamações, após pronunciamento dos noticiários, q se tornaram o único meio de se conseguir atitudes q deveriam ser intrinsecas äs atribuições de seus cargos. Obrigada.

  7. Boa noite Ricardo!
    Boa noite amigos balaieiros!

    Ainda resta algum tempo de “tormentas” até as eleições.
    Período esse, que verdades, e mentiras serão manipuladas, e exageradas causando espantos, comoções, enfim. Tudo em busca do “voto à qualquer prêço!
    Período também em que anjos são satanizados, e demônios santificados. Uma verdadeira troca de tiros em que a população apenas procura se “desviar das balas”.
    Um acusa o outro, e busca alguma forma de implantar o medo, embora diga que não faz o mesmo.
    O povo, hora aplaudindo e se escandalizando, ou então se escandalizando, e depois aplaudindo segue nesse fla-flu interminável.
    Não se pode confiar em nada, e nem em ninguém, pois sempre exíste a parcialidade nos meios de comunicação, nas instituições, nas publicidades, nos orgãos públicos usados para “lubrificar” as campanhas, sendo que cada lado busca tocar a “manada”, sem obviamente ousar colocar esse adjetívo nela.
    É um tal de saber o seguinte…
    Voce tem medo de que? Voce tem fome de que?
    Bastando saber isso, (ou achar que se sabe), e então é por a mão na massa, e produzir verdadeiros horrores, e absurdos maleáveis conforme a posição assumida.
    Mas o povo (e não a manada), graças a internet, já está começando a adquirir um pensamento próprio, e NÃO TÃO MANIPULÁVEL.
    Quando perceber que querem ou lhe arrancar os rins, ou lhes tirar os fígados, dando em troca apenas um pedaço de borracha, verão que algo precisa ser feito.
    Que o Estado não pode, e jamais poderá ser um “pai”, ou uma “mãe”.
    O Estado deve ser o “Tutor” dos interesses de seus cidadãos.
    O Estado, deve tão somente ADMINISTRAR os recursos (tão altos) que o povo lhes deposita nas mãos, e não abrir concorrência desleal para com o mercado que sobrevive das esmolas, e pseudo-benesses políticas eternamente emergenciais que lhes são colocadas.
    E por fim. Sempre PRESTAR CONTAS de forma decente, bem explicada, e com argumentação assim como essa senhora esta fazendo por causa da repercurssão causada pelo têxto anterior no baláio.
    Mais um ponto para a internet.

    Abraços a todos! (dia difícil)

    Robson de Oliveira nosbornar@ig.com.br

  8. Iniciativas inteligentes

    Relato a respeito do Parque, Água Branca, depois de todas as solicitações pessoais reais virtuais tomou rumo certo com as manifestações

    Para preservar o que faz parte de todos nos, se torna uma maravilha para nossos olhos deixando um pedaço da cidade de São Paulo, como era parte da natureza

    Como isso poderia acrescentar no local a continuação da parte cultural do projeto fim dos cheiras colas do Brasil da hora da leitura

    Onde quem quiser ir contar sua historia no Parque produzir um filme ou um documentário desde o dia que nasceu ate o presente, para deixar livre na internet para quem quiser acessar

    E dentro do Parque numa biblioteca digital

  9. Interessante a explicação desta senhora, lamento que algumas coisas que eram interessantes, não possam mais afzer parte porque o Ibama condena. Lamento também que alguns, aproveitem o espaço para destilar veneno ideológico, quando o assunto não trata disto. Me parece que eles nunca levam em consideração o que se faz para melhorar, mas, acham que estivessem no poder, fariam melhor, quando se sabe que não é assim.

  10. Não vou falar sobre este parque pois não o conheço.

    Mas…continuo a perguntar…que tipo de gente são os paulistas?

    O estado tem toda a sua infraestrutura pronta, saneamento básico, rodovias, rede escolar etc e o escambau, será que não sobra dinheiro para dar ao seu povo condições de andar por suas rodovias sem pagar o k.rai do pedágio ???

    A gente sai daqui de Goiás, passa por Minas, ( como vamos fazer em setembro para novamente participar do aniversário deste Balaio) não gasta um tostão, é entrar em São Paulo, e começa o roubo.

    E olha que hão há grande diferença na qualiadade das rodovias. Se brincar as mineiras são até melhores.

    Que mistério é este ?

    Será que não são estes pedágios que manteem o PIG ???

    Pra onde vai o mundão de dinheiro que entra nos cofres dos governos de São Paulo ???

    …meu Deus do céu…tem gente besta demais neste mundo !!!!

    1. Sr. Everaldo eu viajei pelo estado de Goiás até Minaçú divisa com o estado do Tocantins por estradas maravilhosas muito bem pavimentadas e não paguei um centavo de pedágio.
      Então fico me perguntando por que o estado de São Paulo por seus governantes inventam cobrar pedágios.
      O pior é que a gente não vê melhorias nenhumas na Saúde, na Educação e na Segurança e até seus funcionários precisam fazer greves para melhoria salarial?
      Dentro desta lógica acho que não haveria necessidade do estado criar estes impostos travestidos impondo ao povo este castigo.
      Nós, o povo somos seus patrões e é pela primeira vez na história que os patrões são espeziados pelo servidor (o governo) sem que o patrão ( o povo) possa reagir e tem que calar a boca.
      Isto é o cúmulo da inversão de fatores, nós temos que ser ouvidos e nossas reclamações, tem que ser levadas a consideração, a sério e não ser respondidas com respostas evasivas.
      Mas as eleições estão aí e nós não vamos mais ficar chorando, vamos responder com o voto que eles não nos interessa mais a ser nossos servidores.

  11. Acho que a frase que é dita durante qualquer ato contra o povo que diz: “O povo unido, jamais será vencido” retrata a necessidade do povo gritar quando fazem contra ele atos lesivos aos seus interesses. Os governantes, antes de qualquer iniciativa, devem se comunicar com o povo, exclarecer o que se pretende fazer deixando claro os seus propósitos para que não aja mal entendidos.
    Nossa gente precisa adquirir o hábito de se manifestar contrária aos governantes, pois só assim saberão que não podem agir por conta própria.
    Agora precisa ser fiscalizado pelo povo o que foi proposto fazer e se não estiver dentro do que foi dito deve-se novamente o povo “gritar” e paralizar as obras.

  12. Muito bem, 1ª Dama. Fez muito em em reformar o P.da Água Branca. E isso custa. Custa muito. Infelizmente no Brasil,onde poucas cebeças boas estão cercadas por um bando de ignorntes, é necessário, sim, cobrar ingresso, pois se for livre, à vontace, há a confusão de liberdade com libertinagem…me digam um lugar público onde vc. pode ir sem medo , sem sujeira, sem mendigos….E isso que o Lula ficou 8 anos no poder…. não conseguiu acabar com a miséria e nunca teve políticas para isso, a não ser dar a famigerada Esmola-Família. Educação, que cura todos os males, isso ele não deu ao povo. Educação, não. Esmola, sim..Parabens, Primeira Dama.

  13. Lamentável o que a primeira dama explica.
    Espaço cultural?
    É o fim da picada.
    Ali é um parque e assim deve ser.
    Só isso.
    Não é ser contra espaços culturais, dança, teatro e etc…
    Prá isso já tem tantos lugares e outros tantos que só ficam no papel.
    Prefiro as preocupações de Malu Genevois às explicações da Casa do Governo.
    De achar que o parque deve ser conservado como sempre foi, e claro que cada vez mais cuidado.
    E sobre as palmeiras então, a primeira-dama simplesmente silencia.

  14. O que eu acho desse período eleitoral é que de repente a Prefeitura de São Paulo resolve trabalhar, colocar fiscais nas ruas… O Governo do Estado resolve inaugurar tudo o que é populista e esquecem-se que nó eleitores estivemos esses ultimos 3 anos e meio vendo a inércia dos mesmos… Aqui em São Paulo (Estado) é um absurdo o quanto nos oneram… Pagamos o maior IPVA da federação e temos todas as estradas pedagiadas… Isso afeta o preço de tudo que pagamos em nome da propaganda “das melhores estradas do país”… Acorda povo antes que seja tarde… Chega de migalhas!!! Não vou nem citar o “Trêm com qualidade de Metrô” pois é covardia… Quem usa ou deixa de usar sabe a verdade da propaganda… Abraço!

  15. O Balaio cumpriu seu papel de importante instrumento de socialização de um espaço público, onde pessoas, representando distintos interesses (usuários e gestores), manifestaram suas inquietações e justificativas.

    A senhora Malu Genevois, exercendo seu duplo papel de co-proprietária e usuária, já que o bem é público, diante de um aparente descalabro, representado pela retirada das árvores e animais, solicitou informações que lhes foram negadas por quem de direito. Apenas, quando as denúncias das agressões ao Parque da Água Branca, geraram um cem número de manifestações de desagravo, é que a primeira-dama resolveu externar seus argumentos omitidos até então.

    Considerando, a partir de uma hipótese otimista de que o relato da primeira-dama retrate a realidade dos fatos, pergunta-se:

    ? Por que a Administração do Parque não atendeu adequada e respeitosamente a Malu Genevois quando ela buscou as informações que se faziam necessárias?

    ? Quem foi consultado para se mudar a destinação daquela área verde cercada por edifícios e asfaltos por todos os lados?

    ? Por que não fazer um chamamento público aos amantes e usuários do Parque com o propósito de ouvir sugestões acerca das mudanças pretendidas?

    ? Será por que, quem assume o poder sente-se no direito de fazer o que quer com o bem público, como se privado fosse?

    ? É tão difícil lidar com plebiscitos, dando um caráter democrático a gestão de um espaço público?

    ? Quando a primeira-dama do Estado, Deuzeni Goldman, para reforçar a mudança imposta por sua gestão, afirma que houve um estudo do Instituto Florestal Depav e Condephaat, que teria constatado que inúmeras árvores já tinham cumprido seu ciclo de vida, oferecendo, portanto, riscos aos freqüentadores do parque, isso induz, sem fazer qualquer afirmação leviana, e explicitando toda minha ignorância, a seguinte pergunta: quem, sem sombra de dúvida, conhece a reputação deste Instituto? A que interesses, de fato, ele atende?

    ? O que a primeira-dama chama de revitalização não poderia ser uma descaracterização do Parque da Água Branca?

    ? A Praça de Alimentação, que já está pronta, caracteriza ou não um início de privatização do Parque?

    Como vemos, podemos tirar alguns aprendizados desse episódio na relação entre governados e governantes, criando o feliz hábito, na sociedade, de exercer controle das ações daqueles que administram esse grande condomínio chamado Brasil.

  16. Não aguentei, provavelmente estou jogando perolas aos porcos, Dª Vic se acanhe, não tem vergonha de falar tanta asneira, seu rancor esta demode, nem a alta burguesia paulistana, regurgita mais tanta asneira como a senhora, seu tempo já foi estamos em outro Brasil, aonde pessoas da sua estirpe só atrapalham a Democracia, se é que a Srª sabe o que é isso.

  17. Fico estarrecido com a hipocrisia de alguns comentarios aqui feitos. Essa Senhora Malu simplesmente escreve uma carta falando que o Parque estava sendo ARRASADO e um bando de estupidos sem nenhum tipo de informaçao corre em socorro de uma CAUSA sem gem na realidade. Sou frequentador ha mais de 30 anos desse parque e nos ultimos tempos ele andava caido, essa senhora Deuseni veio com a boa intençao de ajudar e logo percebi que nao era apenas discurso. Já se pode perceber (isso para quem realmente quer ver) que as coisas começam a tomar outro rumo. O que me assuta é a quantidade de pessoas aqui neste espaço cheias de ódio e complexos. Garanto que o jardim da casa desses infelizes não e cheio de mato como eles gostariam que o parque fosse. O que eles esperam? Que façamos uma Parque para cada pessoa seguindo seus gostos? Não é possivel
    Deveriamos sim, parabenizar essa senhora por sua iniciativa quantas primeiras damas passam pela vida publica e nada fazem alem de tomar chazinho!

  18. Me divirto quando entro nesse blog, é neste espaço que consigo vislumbrar as várias facetas humanas. O povo fica aqui reclamando que não é ouvido não é consultado e por ai vai. Imaginem se os administradores do parque tivessem que fazer plebiscito para cada atitude que fossem colocar em pratica, ficariam anos e anos parados sem chegar a ponto nenhum. Esses “reclamantes” na sua maioria são destituidos de senso porque se o tivessem teriam procurado a administração e lá teriam sidfo informados dos varios processos em andamento. Eu fui varias vezes questionar o administrador sobre algumas obras la em andamento e obtive para meu espanto uma explanação completa e gentil de tudo que eles estavam planejando, nem em muitas empresas privadas obtive tanta atenção e amabilidade. Por tudo isso fico indignada por ver essas pessoas atacando gente que no fundo trabalha de forma incansavel para nosso bem estar. Deveriam eles sim, deixam as arvores apodrecerem e cairem em ciama das pessoas, mas com certeza essas pessoas iriam ser as primeiras a dizer porque não trataram das arvores, porque não cortaram as pobres. Enfim esses são os de sempre e são o que sempre iram reclamar, pois é a unica coisa que lhes faz bem.

    1. É interessante que a Sra. obteve todas as informações com os Gestores do Parque. Coisa que não ocorreu comigo, pois fui à audiência pública em 04/09/10, que aconteceu na Sede do Prédio principal, estavamos aguardando a presença dos engenheiros do Condephaat e estes não compareceram. Estava presente o Toninho, Administrador do Parque e um engenheiro que disse ser o responsável pelo projeto “Bosque das Palmeiras”, onde eles pretendem fazer uma passarela de madeira para as pessoas apreciarem a nascente das águas e impermeabilizar o entorno da Casa do Caboclo e o parque infantil. Pois bem, o referido engenheiro disse que não estava ao par dos outros projetos, já que sua atribuição se restringia ao Bosque das Palmeiras. Perguntado sobre como seria a manutenção do espaço após as reformas, ele também não sabia…
      Todos os reparos que visem a preservação e manutenção do projeto original do Parque são bem vindos. O que se discute aqui é a descaracterização do projeto originário e a real necessidade de se construir trilhas, impermeabilizações e cortes de árvores e o bem estar dos animais que sempre viveram naquele espaço.
      Queremos ver os projetos e avaliar se realmente são necessários, aliás, é um direito que nos assiste como cidadãos que pagam impostos.
      Se vai ser construído um estacionamento com o nosso dinheiro, este estacionamento será privatizado? O valor da privatização vai reverter em benefício do Parque?
      Há realmente a necessidade da construção de uma praça de alimentação? Onde será a mesma construída?
      Se hoje não temos espaço para alimentação, por que não se restaura o antigo restaurante?
      Bem, acho que a Sra. é a pessoa indicada para trazer as informações que não obtivemos.

      para manutenção do Parque são bem vindos, inclusive

  19. Olá, Kotscho. Parabéns pelo espaço. Após um mês, voltei a minha rotina de exercícios no parque e hoje tive um choque ao passar pelo portão da Rua Ministro de Godoy. Aquela pequena mata que ficava à direita, paralela a esta rua, foi limpa como se fosse um simples jardim. Sobraram apenas as árvores maiores. No chão, onde antes havia mata, agora vemos terra. As raízes estão todas expostas. Uma coisa é cortar árvores centenárias que já morreram e podem cair outra é acabar com uma mata e deixar tudo limpo como se fosse o quintal da casa de alguém. Talvez o da nossa primeira dama. É um absurdo!!! iluminação, reformas nos imóveis…tudo isso é fantástico. Mas prender os animais, acabar com as galinhas da ângola e depois vir escrever uma carta dizendo que gosta do ambiente rural. Me poupe.. Não minta primeira dama. A força tarefa de limpeza, que são umas 30 mulheres que andam em bando pelo parque não faz nada. Eu sempre percebi isso e hoje a cena se repetia. Elas ficam em grupos de dez, fumando e conversando com o rastelo na mão. Enganando quem cara pálida? Já comuniquei o Estadão e vou avisar a TV Globo e a rádio CBN. Tente derrubar uma árvore na porta da sua casa pra ver o que acontece?

  20. CONCORDO COM o Roberto Galvão de Brito Lira (22:56):

    E digo mais:

    Pq a primeira dama do Estado não convoucou uma coletiva de ImPrensa? Se chamasse Estadão, Folha, JT, Diário de Sp e muitos outros para expor o projeto de revitalização, tudo teria ficado claro!
    Imagine, por exemplo, se a Vejinha SP desse uma matéria falando da revitalização? Pq não daria?
    A verdade é que esta Senhora só veio a público em virtude da pressão popular.
    Exemplo? No meu prédio, aqui na Pompeia, semana passada, teve uma reunião trimestral de condôminos. Mais de 30 participantes. O parque foi assunto antes da reunião. Fiquei impressionado com o nivel de indignação de todos. Ninguém defendeu “o projeto” pq ninguém, até então, sabia do projeto! É a verdade, pessoal.
    Baita falha da 1ª dama e sua equipe. Mexer num parque maravilhoso como o Agua Branca, conhecido por todos, não é uma tarefa simples. Precisa avisar o pessoal antes. Quantos jornais e revistas de bairro não existem no entorno deste parque? muitos.
    Então, MARIA DA GRAÇA (10:15)
    Não é bem assim, do jeito que vc fala e trata do tema aqui neste Blog, como se fôssemos “bocós”. Dizendo que “a primeira dama veio para nos salvar das árvores que poderiam cair nas nossas cabeças”. Menos, tá?
    Por trás desta história tem outras coisas… A gente sabe que tem.
    Pq se não tivesse “outras coisas”, “outros interesses”, se tudo fosse feito com muita transparência, a Imprensa teria dado a notícia bem lá atrás. Tudo bem feitinho.
    Cada visitante do parque, por ex, poderia ter recebido um jornalzinho simples explicando o novo projeto de revitalização, o pq deste investimento, dos perigos das árvores, do mato, dos pequenos animais sendo atropelados etc…etc …
    Explicaria que “a praça de alimentação” não era nada parecido com a praça de um shopping… e blá blá blá

    Menos, né Maria?

  21. Acho que dona Deuzeni, ao não ignorar o comentário do Ricardo Kotscho neste blog, mostrou respeito a opinião contrária, uma atitude digna que poucos têm em cargos do governo. E seus esclarecimentos são bem explícitos, descontroi com muita clareza e elegância a idéia predatória antes existente. Agora, palpitando, não vejo como essencial a presença do Diese – que muitos serviços presta a nação – no espaço do parque. Dentro das finalidades culturais e de lazer (ambos podem se equilibrar) que estão na proposta de renovação do parque transmitidas pelaa primeira Dama, acho que esses escritórios ocupados pelo Diese podem servir para abrigar os programadores culturais e o material necessário a isso (DVDs, etc). Difundir no parque , por exemplo, o passado do cinema brasileiro, é possível hoje com video cassete e dvd, sem grande ônus. Fica a idéia.

  22. Esclarecendo a atuação de nossa Associação de Ambientalistas e Amigos do Parque da Àgua Branca – ASSAMAPAB :

    Desde dezembro de 2009 temos realizado diversas reuniões e protocolado diversos oficios solicitando informações e cópias de laudos técnicos que embasam as diversas intervenções nas áreas verdes do parque
    Mais recentemente, desde abril, com a entrada da nova primeira dama ratificamos via oficio e reunião o pedido de informações sobre as obras e as intervenções nas áreas verdes.

    Além disto temos insessantemente solicitado a realização de uma reunião pública para esclarecimento aos frequentadores sobre o detalhamento das intervenções atuais antes que as mesmas sejam implantadas… sugerimos inclusive que fossem feitas sinalizações explicativas ….

    Até o momento tivemos reuniões cujo teor são os mesmos da carta resposta da primeira dama para este blog

    Nenhum retorno por escrito em relação aos nossos ofícios nos foram dadas até a presente data

    Covindamos a todos interessados em obter maiores detalhes a respeito das obras a comparecerem em nosso evento organizado para o dia 14 de agosto das 10h às 15h, no bambuzal , (prox. a entrada da ministro godoi), pois
    estamos agendando para este dia às 12hs a reunião pública com o Diretor do Parque e representantes do Fundo Social…
    Gostaríamos também de contar com o apoio de advogados especializados em gestão pública e meio ambiente para embasar nossos proximos passos.. afinal lembramos a todos que também somos frequentadores do parque e dedicamos uma boa parte do nosso tempo voluntáriamente para a ASSAMAPAB. Infelizmente até o momento não temos nenhum frequentador voluntário com essa formação
    obrigada
    Candida Mendes

  23. Alguém consegue explicar porque o Diretor do Parque da Água Branca mora lá dentro em um dos casarões?????
    Isto também, merece uma outra denúncia ao Ministério Público.

  24. Pois ontem eu e meu marido voltávamos do metrô e passamos, como às vezes fazemos, por dentro do parque, para chegar à nossa casa, um pouco acima.
    Ficamos completamente estarrecidos.
    Era pouco antes das dezoito horas, hora dos bichos dormirem (por isso também gostamos de passar por lá neste horário). Ver os bichos se recolhendo ao topo das árvores, se aconchegando, enquanto todos nós ainda frenéticos, substituimos o sono tranquilo pelos roncos das construtoras a subir cada vez mais prédios, em um solo cada vez mais impermeável, sobrecarregado de trânsito, esgotos, a entupir bueiros, a provocar enchentes, como as que temos visto estampadas nos jornais, cada vez mais.
    Então, ver os bichos em sua rotina biológica e tranquila, é um tipo de meditação, de recuperar um pouco do que nos resta de possibilidade de se sentir um bicho chamado humano, de pensar em algum tipo de sanidade meio a tanto barulho, engarrafamento, esse non sense geral que ainda denominamos progresso e desenvolvimento.
    Mas ontem, não pudemos ver a cena tão bela e repousante que nos encantou tantas vezes. O que vimos, próximo ao portão principal do parque, foi uma espécie de dança absolutamente deprimente, uma espécie de dança do “salve-se quem puder”. Galos, galinhas e pintinhos correndo de um lado a outro, visivelmente perdidos, sem saber direito onde se abrigar para dormir, diante do que lhes restou de árvores no que era antes um belo bosque fechado, ou seja, diante do desequilíbrio ecológico que os paisagistas e demais respeitáveis órgãos governamentais, sem dúvida bem intencionados (segundo seu ponto de vista estético e ecológico que, a julgar pelas ações e resultados, deve valorizar mais o uso dos sacos plásticos do que ter seres vivos e saudáveis, habitando em um ambiente naturalmente equilibrado), ocasionaram. Talvez, enfim, o conceito de “habitat” esteja em desuso, eu é que não estou bem informada…
    Algumas aves estavam sim trepadas em alguns galhos, mas o desconcerto da maioria da bicharada era visível. E eles não possuem meios de se manifestar, quero dizer, de fazer passeatas, abaixo assinados, escrever em blogs… Só lhes resta mesmo correr de um lado a outro sem ter a menor ideia de que o seu espaço, antes verdinho e úmido, agora é terra seca meio a um número reduzidíssimo de árvores. O bosque tornou-se um jardim… talvez será bem cuidado, sim, mas não mais um bosque.
    Muito deprimente tudo isso. Acordei hoje pensando na cena triste que vi logo aqui tão próximo. Sofri por pensar que não há mais aquele verdão lindo aqui pertinho, nem para mim, nem para todos que se habituaram a caminhar ou correr por lá, nem para os bichos… E ainda pensando que, se essa devastação toda (em que pese a boa intenção inicial, trata-se sim de uma devastação) ocorre bem ao lado de nossas casas, realizada por iniciativa governamental (o que nos deixa mais pasmos ainda), em uma cidade tão carente de áreas naturais e de convivência saudável com o que ainda resta de bosques fechados, o que então esperar dos que deveriam “cuidar” para preservar o equilíbrio natural em sítios mais distantes? O que pensar sobre a “preservação” das matas como a Atlântica e a Amazônica? E se tudo se transformar em um belo jardim japonês? Ou então em um deserto, areia apenas com algumas pedras, assim bem clean? Ou talvez um cubo branco? Pois se a questão é apenas cultural e estética, há, enfim, gosto para tudo! E salve-se quem puder!

  25. A Sra. Deuzeni comprova sua inteira ignorância, talvez descaso, quanto as salutares procedimentos democráticos para fins de decisão junto à comunidade.
    Seria preciso trazer a público as seguintes informações:
    Quanto custa para salvar uma árvore centenária? E uma árvore infectada?
    Quantas árvores serão plantadas no lugar daquelas cortadas?
    Qual é a receita do parque com seus aluguéis para lucrativas associações?
    O que ela fez dos pintinhos e demais aves para evitar (sic!) atropelamentos?

  26. Realmente, o parque merece um bom trato. Acredito que toda iniciativa é válida, mas sempre nos perguntamos se um estudo sério foi realizado para mudanças. Se fizermos uma pequena visita ao Parque Trianon, veremos que as plantas seguem um desenho simples: grandes árvores sob as quais está plantada uma dezena de plantas de pequeno porte. Este mesmo desenho existia no Parque da Água Branca (como na tão citada parte que fica ao largo da rua Ministro de Godoy). No entanto ele foi totalmente desfeito e no lugar agora temos um caminho de pedriscos. O que pergunto, é se houve um estudo real do tipo de parque, do tipo de “paisagismo” que desenhava (mesmo que sob abandono) os espaços do parque. No mais, haveria tantas outras questões como: quando é que teremos no Brasil um parque silencioso no qual possamos ler e descansar? No velho Parque da Água Branca, que comecei a frequentar ainda na década de 80, existia um mini zoológico, por pior que fosse ali era um lugar com certo silêncio; depois nasceu uma mini-biblioteca no que era a jaula dos macacos, agora….tchantchan: um lugar de palquinho em que mais algumas caixas de som sonorizam o parque…talvez os paulista precisem mesmo é de um parque que ao invés de plantas tenha caixas acústicas e caminhos de pedriscos (para que seus filhos não se sujem de barro) e para que não percam o hábito do barulho.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *