TARRAFA LITERÁRIA

TARRAFA LITERÁRIA

SANTOS/ 4.9.2009

 

Boa tarde, obrigado pelo convite, obrigado por terem vindo…

 

Fico muito feliz por poder dividir esta mesa com o Ruy e a Heloisa, pessoas que admiro muito pela seriedade do trabalho que fazem como autores e seu amor pelos livros.

 

Antes de mais nada, um esclarecimento:

aceitei o convite para estar aqui hoje antes de saber qual seria o tema da mesa e o meu papel nesta história.

 

Quando descobri que iríamos falar de livros _ “uma conversa sobre e com os amantes da leitura” _ tomei um susto.

 

Confesso que não sou do ramo, não domino o assunto, não sou um bom leitor.

Em resumo: sou repórter, escrevi alguns livros, mas não poderiam ter escolhido um moderador menos adequado para esta mesa.

 

Mas, já que estamos aqui, como diriam os jogadores de futebol, vamos fazer o melhor que podemos para agradar a nossa torcida.

 

Me pediram para falar algumas coisas a meu respeito antes de passar a palavra aos nossos ilustres palestrantes.

*

Minhas primeiras lembranças de leitor são de leitor de jornal. Nasci no Brasil, mas em casa apenas se falava alemão por causa da minha avó. Só fui aprender português com seis anos de idade, lendo o Estadão que meu pai assinava.

 

A partir daí, não parei mais de ler tudo que me aparecia pela frente _ principalmente, as obras de Monteiro Lobato e Jorge Amado. Mas gostava mesmo era de escrever, desde pequeno.

 

Comecei a trabalhar em jornal cedo, com 16 anos, e cada vez escrevia mais e lia menos _ o que é péssimo para um jornalista, que deveria fazer exatamente o contrário…

 

Ganhava muitos livros de presente nas redações onde trabalhei, mas ia empilhando tudo no criado mudo, depois na estante, por fim no chão…

 

Tinha uma biblioteca enorme na casa onde morei por 30 anos. Ao me mudar para um apartamento, doei tudo de porteira fechada para a ECA/USP _ mais de três mil livros, inclusive os que eu mesmo escrevi…

 

Humberto Werneck, amigo meu e do Ruy, mineiro malvado como a peste, costuma dizer que eu sou o único cara que ele conhece que já escreveu mais livros do que leu… Um exagero…

 

Mas até hoje sempre brinco que não consigo fazer as duas coisas ao mesmo tempo. Ou leio ou escrevo… Como vivo de escrever, quase só leio nas férias… Perdi muito tempo lendo jornais e revistas.

Agora, trabalhando como blogueiro, passo o dia no computador.

 

Já falei demais para um moderador.

 

Vamos logo ao que interessa.

 

Apresentação de Ruy e Heloísa.

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