Maria Maluca, passarinhos, obras na rua, a nova vida boa

Maria Maluca, passarinhos, obras na rua, a nova vida boa

Fui dormir tarde e acordei com os alucinados gritos dela neste sábado de muito sol em São Paulo, meu primeiro dia na nova casa. Quem será esta figura de cabelos desgrenhados, trapos cobrindo o corpo, idade indefinível, que caminha pelas ruas do Jardim Paulista, o dia todo todo dia blasfemando numa língua estranha que ninguém entende _ e ela, por sua vez, também não entende ninguém, apenas grita?

Logo de manhãzinha, ao ir até o bar da esquina para tomar café com pão e manteiga na chapa, fui atrás da sua história. Cada um conta sua versão, como acontece com estas pessoas sem biografia conhecida. Ninguém sabe ao certo seu nome, chamam-na de Medusa ou Toninha, mas todos já descobriram que se a tratarem por Maria Maluca, sai gritando mais alto ainda e ameaça bater em todo mundo.

Nunca bateu em ninguém, apenas faz barulho. Contaram-me vários novos vizinhos que a cena se repete há mais de dez anos _ a patética figura subindo as ladeiras até a avenida Paulista pela manhã e voltando à tarde para a alameda Lorena, onde agora estou morando.

Dorme em qualquer canto quando se cansa de berrar, sozinha no mundo, senhora do seu destino cruel. Até alguns anos atrás, tinha um companheiro, o Gouveia, um mulambo que a acompanhava sempre de capacete amarelo, empurrando um carrinho de feira com todo seu patrimônio, mas ele um dia desapareceu da paisagem.

Não demorei a descobrir que mudei para um lugar mais barulhento, embora tão próximo do endereço antigo. Quando a mulher indignada finalmente silenciou, no meio da madrugada fui acordado pelos passarinhos e me imaginei no sítio de Porangaba. Só que estes pássaros urbanos pareciam ensandecidos como se estivessem sendo perseguidos por um disco voador.

Assim que eles se acalmaram, chegaram os bravos homens da Comgas empunhando suas britadeiras, e não teve outro jeito: fui bem cedo tomar o primeiro café no meu novo bar da esquina. Já a mil por hora, um taxista não parava de contar piadas sobre gaúchos, fregueses antigos passam perguntando pela feijoada e todo mundo só fala do jogo de domingo entre São Paulo e Palmeiras. Ninguém presta atenção no noticiário que continua rolando na televisão.

Minha mulher, que ficou até as quatro da manhã tentando dar uma ordem na bagunça da mudança, não ouviu nada, continuou dormindo como um anjo. Mal teve tempo de descobrir onde estava ao acordar. No meio da manhã, logo chegaram os netos _ e a rotina novamente se instalou na casa como se tivéssemos morado aqui a vida toda. Vida que segue.

       

49 thoughts on “Maria Maluca, passarinhos, obras na rua, a nova vida boa

  1. Bom dia Ricardo…
    Bom dia amigos balaieiros!

    Um sábado lindo não?

    Pois é Ricardo, parece que está de ressaca né?
    Depois de toda a bagunça, dá uma sensação estranha, de que estamos começando tudo de novo.
    Parece que os cheiros mudam, ficamos mais reflexívos, mais nostálgicos…é bem assim mesmo.
    Essa Maria Louca, é como aqueles personagens que habítam o estranho sub-mundo dos obscuros cantos de concreto.
    Personagens que detém muitas vezes, histórias muito bonitas porém, quase sempre trágicas no fim
    Taí…quem sabe uma matéria para um novo texto?
    Só que isso provavelmente leva tempo, e muita paciência, afinal, são pessoas difíceis de conversar.
    Bem…daquí a ´pouco voltam os “debates acalorados”.
    Só espero que voce não faça como o teu amigo Cláudio Abramo, que colocou umas regras estranhas no blog dele.

    Enfim…um sábado lindo de sol…um céu azul limpinho…antecedendo com certeza um domingo espetacular.

    Felicidades meu amigo…em seu novo lar. Aproveita e dê umas flôres pra Da Mara.

    Um grande abraço, e bom final de semana pra todo mundo. E também para o nosso querído Zé Alencar…as orações continuam.

    Robson de Oliveira nosbornar@ig.com.br

  2. È assim…muitas vezes nem precisamos mudar fisicamente, para vermos que tudo muda perto da gente,.
    Basta abrir os nosso olhos e ouvidos, para figuras e sons que não focamos habitualmente, e, principalmente mantermos as nossas portas e janelas abertas, para que estes sons e estas figuras possam nos sensibilizar.
    É o que tem acontecido ultimamente aqui no Balaio.
    Quando li o seu primeiro comentário aqui, onde relatava, porque estava deixando de participar em outro Blog, a forma como relatava isto, e as suas espectativas com o Balaio, pensei comigo, que linda pessoa, que presente estamos ganhando.
    E não deu outra.
    Não, foi necessário mudarmos de casa ou bairro, para termos a nossa “Maria Maluca”, no poético sentido, pois ela veio até nós.
    Com tão poucos comentários, já tem pelo menos um, assíduo leitor.
    O Balaio, frusta todos aqueles que não acreditam em magia, pois consegue transformar o real no virtual, e o virtual no real. Isto tudo porque é o único espaço da net que tem alma, não me conso de falar isto.
    Pois é…a nossa “Maria Maluca” ( no poético sentido ), veio lindamente alimentar esta alma.
    Prova disto é o comentário que ele fez, no post anterior no dia 28/08/2009 as 20:53

  3. Sr.Ricardo – Longe vão os tempos em que o PT era um partido “socialista, ético, jovem e até mesmo romântico”. O curso da história o reduziu a um papel menor, o de “levar seu fundador, Luiz Inácio Lula da Silva, ao poder e a mantê-lo lá”.

    Assim a revista The Economist descreve, na edição desta semana, o drama petista, num artigo em que sustenta, também, a tese de que “começou a ficar torto” o plano do presidente brasileiro de fazer da ministra Dilma Rousseff a sua sucessora, por causa do enfraquecimento e das divisões internas do PT.
    Longe também, vai o tempo em que as suas cronicas e opiniões eram do interesse público.

  4. Parabéns Sr Ricardo Kotscho

    Você e o cara como Romario Lula e o Barack Obama

    Foi muito feliz na escolha para tratar desse assunto que merece toda consideração de todos, onde todo ser humano tem o mesmo sangue em qualquer lugar do mundo

    Partes das coisas simplesmente resumidas, compactadas

    Algo semelhante só escapando da rotina mudando personagem, como se quisesse falar de outro interessante, tendo tanta gente assim na rua no anonimato morando por toda cidade

    Há anos e nada e feito de perfeito como devia ser feito tão simples barato era só pegar um pedaço de terra ao mesmo tempo em vários lugares

    Pode ter certeza o dia que for feito isso no lugar de escrever essa historia estaria dando uma palestra numa escola pelo conhecimento que tem iria ficar marcado pelos alunos com a sua presença por ser um cidadão importante do meio da mídia que pode fazer a diferença sem investir um centavo com o poder da comunicação que tem

    Assim como outros tantos da sua importância podem fazer a diferença na solução das situações presentes

    Assim como o projeto troca & troca de livros foi implantado ate na Colômbia menos no Brasil ate virar uma Colômbia quando lá virar Brasil, para isso escrevi o projeto fim dos cheiras colas do Brasil, que sai do projeto hora da leitura via as pesquisas rodoviárias criando o troca & troca de livros livre para ser implantado de tão barato que não foi implantado por não dar margem de desvio

    Foi enviado varias sugestões para órgãos privados e governamentais, ate recebi a visita de vários elementos importantes das duas iniciativas expondo duas situações

    Uma um diretor de uma empresa mista veio do Rio de Janeiro falar a respeito de dois projeto um para patrocinar o troca & troca de livros na sugestão do lixo para o luxo segundo para ver a possibilidade de construir uma universidade para formar guias para o turismo do Brasil

    Outra de SP implantar o troca & troca de livros em três versões do projeto, depois de terem ouvido o Professor Aziz Ab Saber durante dois dias onde não fui por não ter tempo disponível acabaram pondo no luxo só criaram a mini biblioteca no metro Paraíso e Tatuapé

    Foi sugerido algo parecido com as locações de bicicletas, onde no presente poderia se colocar livros

    Quando estava desenvolvendo as informações em relação ao projeto fim da esmola e sim cada lugar, como cada um de nos ter um cartão para dar no lugar, e fim de levar comida na rua, e sim nas instituições, fiz um estagio de mendigo durante nove dias ficando na rua para ver se a teoria batia com a realidade foi mais que uma confirmação batida

    Nesse link tem um ex mendigo e um morador de rua

    Link da ficção: http://www.ficcaoglobalizada2015br.blogspot.com/

    Link telepovo: http://www.youtube.com/watch?v=jSwLAwtEi3s&feature=channel_page

  5. Pô, Ricardo! Cê acha que nós não somos um pouco de Maria Maluca? Só pelo fato de ainda apostamos no PT. Pode contar que tá cheio de cara chamando a gente de Ricardo ou João maluco. Por outro lado parece que voçê mudou para a Penha. Aqui a gente conversa com o vizinho, ainda houve os passarinhos e tá cheio de Maria e Mários maluco. Garanto pra voçê, só gente boa, graças a Deus.
    Boa Sorte.

  6. Prezado RK,

    Duas coisas me chamaram atenção neste seu “diario da mudança”: A maluca do Bairro e os passarinhos.
    Somos de Pernambuco, Recife.
    Até julho deste ano minha filha morava aí em São Paulo, na Rua Dona Veridiana, perto da Santa Casa. Nos ultimos quatro anos sempre passamos as ferias de julho com ela.
    A primeira vez que que fui me chamou a atenção a quantidade de passarinhos nas arvores em redor do edificio ( e também a quantidade de arvores frondosas…): Sabiás, bem-te-vis( chiii, não tem mais hifen, né?) e uns pequenos “papagaios” ( não sei se periquitos, jandaias ou algo assim…) muito barulhentos.
    Moro em suburbio aqui no Recife e lhe digo, não encontramos mais passarinhos do que vi ( e especialmente ouvi…. hehehe) aí, em plena higienopolis.
    Lá também tem a “louca do Bairro”. Uma senhora que tem como mania andar pelas ruas pregando seus escritos nos postes e arvores. Anda muito rápido, sempre com um vestido cumprido e aparenta estar sempre zangada, falando ( discutindo) sozinha. Mas parece ser inofensiva. Seguramente muito menos perigosa que boa parte dos lúcidos e saudáveis que andam por aí….

    PS- A louca de higienopolis já foi até mesmo objeto de materia jornalistica. Um programa ( me parece que na TV SESC) sobre bairros de São Paulo falou sobre ela. Entrevistou também o FHC, outro louc…opsss, outro morador do bairro….

  7. hello sr.Kotscho

    quero mudar tb.. mas por aq. no JABACÚ adonde cai AVIÃO
    PLEASE sr. Kotscho. peça p/ o ZÉ do PEDÁGIO mais o LULA LELÉ. p/ mudar esse aeroporto daq. UM BARULHO dos INFERNO

    tadinhos dos passarinhos vem e voltam lá da mata do zoo e etc
    e nesse exato momento um AVIÃO passando af!

    HEXA-PONHADOR-de-MEDO-TRICOLOR querido do CORAÇÃO

    TRI-do-MUNDO-da-AMÉRICA-do-BRASIL(CONSECUTIVO)
    rumo ao TETRA tb. INÉDITO

    CAMPEÃO PAULISTA em todas as DÉCADAS desde 1931

    DENTRE OS GRANDES ÉS O PRIMEIRO(QUEMEDO)

    PLEASE chamar o PADRE QUEMEDO

    PADRE QUEMEDO x JASON

    tadinha da MARIA LOUCA

    aq. no JABACÚ ter de BACIADA os ao DEUS-DARÁ

    sr. KASSAB e ZÉ do PEDÁGIO c/ a PALAVRA

    em SP agora já são cerca de 13mil pessoas ao DEUS-DARÁ.

  8. Estava ansioso pela volta de Oromar, o Bom. Êle voltou com essa pérola : “é impressionante a atração que esta metrópole exerce nos brasileiros”. Demais, ô oromar ! Onde tu foi arranjar essa jóia de pensamento original ? Pô, demais, cara, pô… Tu também é o cara, pô, ô cara, pô…

  9. Caro Kotscho. Tudo bem? Lendo a história da Maria Louca lembrei-me do Rubão. Eu o conheci no começo da minha carreira na antiga Central de Polícia, no Pátio do Colégio, quando dava plantão para o Notícias Populares. A Central ficava no antigo casarão da Marquesa de Santos, Rubão era um negro, alto, forte, que apesar de viver entre as praças da Sé, Clóvis, João Mendes, no centro velho de São Paulo, estava sempre barbeado e no final da noite aparecia para dormir nos fundos do plantão da Central, ao lado do banheiro e da sala da imprensa. Rubão pedia cigarro para as pessoas e quem não dava ele as seguia e dava gritos. Só gritos sem ameaçar ou agredir. Seu parceiro inseparável era um saco destes de arroz onde ele carregava suas coisas. Um dia, um delegado chamado Israe Alves dos Santos Sobrinho, conhecido como doutor Gravatinha, decidiu tentar recuperar Rubão e o internou numa clínica psiquiátrica. Rubão ficou meses sem aparecer até que um dia, seus gritos voltaram e o delegado se convenceu que a região da Sé era a “casa” de Rubão. Tentei saber quem era, de onde viera, se tinha família. Queria escrever a história daquele homem. Ele me disse que não conhecera os pais e que não gostava de falar do seu passado. Pediu para que o deixasse em paz. Sai do NP, fui para O Globlo, e voltei na Sé – a Central de Polícia fechara e o plantão do Primeiro Distrito Policial fora para o Parque Dom Pedro. Procurei pelo Rubão. Os jornaleiros, engraxates, garçons, vendedores de drutas, que davam dinheiro e comida para ele disseram que ele desaparecera. Lendo sobre os gritos da Maria Maluca o tempo voltou para mim. Um tempo de uma São Paulo diferente dos dias de hoje. Do restaurante Papai da Sé, do churrrasquinho com vinagrete do Gouveia, que ficava embaixo do prédio da Rádio Marconi implodido por causa do metrô. Bons tempos. Um grande abraço. Estou de casa nova como você, mas de trabalho. Sai da Cultura e estou na TV Record comentando os assuntos da área de segurança nos jornais da manhã. Um grande abraço
    renato lombardi

  10. Sei não…
    Acho que minhas estatísticas começarão a registrar jornalistas e seus níveis de brabeza com os passarinhos cá do bairro.
    Outro dia foi minha amiga Malu Maia, hoje é o Ricardo.
    Vão parar com isso, pessoal? Que coisa feia xingar a passarinhada que canta de madrugada.

    Agorinha mesmo passei pelo Ranieri prá comprar meus fumos de cachimbo e estava uma beleza a reunião na pracinha do lado de fora, mas o Ricardo não estava. Espero que ele não esteja de estilingue na janela do apto novo.

    A tarde estava ensolarada e as ruas do bairro bem cheias.
    Desce prá rua, Ricardo!

  11. Hehehehhhhhh…..
    Q atração, não é, Oromarrrr?…
    Eu sou carioca, da gema. E já morei por um ano, em Sampa. Bem por ali, onde está morando o Ricardão… Subi, mto, aquelas ladeiras…risos
    Qdo eu li, o discorrer, acima… eu voltei no tempo e sorri. Pq foi bom, enqto durou, como disse aquele nosso poetinha…
    Mas, Oromar: vc me desculpe. Naquela época, eu, qdo batia o sábado, pegava o expresso brasileiro (amarelão), das 11:45hs, se não me engano… Era o primeiro q dava, pra voltar o mais rápido pro meu Rio, maravilhoso.
    Hehehehhhhh…. Bota, aê, oito horas… Chegava no Rio, já escuro e tomava meu banho, colocava minha roupinha de domingo, comia aquela comidinha da mamãe… e saia, pela noite… No dia seguinte, acordava, almoçava e voltava, do mesmo jeito…. Não sem antes ouvir de meu velho, pai… “Não sei pra q vc vem e volta, assim; correndo. Passa o tempo, todo, quase… no ônibus?… risos”
    Mas, eu não desistia, Oromar… Nem queria saber dessa tal atração paulistana…risos
    E olha q eu tinha uns primos, na Melo Alves, onde rolava a melhor música, ao piano… Havia um rapaz, um vizinho, q era mto bom, mesmo, ao piano… no improviso. Legal!…
    Olha, q o pessoal, ali, me paparicava, horrores… Talvez, por eu ser carioca e, eles, mto gentis… Mas, eu não dava lá grdes valores… Queria, mesmo, é vir pro Rio, dar aquele “cheirinho de amor”… risos
    Pra vc vê, como o Ricardão me trás mtas saudades, de… aquele tempo, q não volta e era mto bom.
    Não q agora, seja nada bom. É q havia uma certa calma, no ar; uma tranquilidade, misturada com amizades, mto carinhosas.
    Hehehehhhhhh…. Deve de ser, isso, q o Ricardão consegue nos mostrar – mistura de amizade, com carinho.
    Abraços

  12. oromar !!!

    Vou te aconselhar o que aconsellhei pra um tal de Sapo Cururú há alguns posts aí atrás:

    oromar ! oromar !!!
    Num queira brigar comigo
    Tenho uma faca amolada
    Apelidada fura-imbigo
    Tem caba pagando caro
    Pra pudê sê meu amigo

    Lhe aconselho oromar
    Entrar logo nesta fila
    Ainda estou cobrando pouco
    Por isto vê se se liga
    Pra voce dou um desconto
    Seu reaça duma figa

  13. Mestre Ricardo, parabéns pelos belos textos que eu os chamo de crônica… eles nos remetem às sitruações vividas.
    Parabéns também pela sensibilidade que tem pois, a tecnologia, no seu avanço meteórico está fazendo com que essa geração a perca.
    P.S. Sou professor de Matemática e Física de uma rede particular de ensino,moro em Marília-SP e torço pelo São Paulo.
    Obrigado e fraternal abraço.

  14. Ricardo,
    Que massada!
    Sempre que entramos em um novo habitar estranhamos os barulhos, o ar, os cheiros, a rua, a descarga do banheiro em fim, tudo é novo apesar da idade que temos.
    Aos poucos, as engrenagens da vida vão paulatinamente se encaixando novamente e tudo volta a correr como antes, como sempre correu, mesmo durante o período de descoberta.
    Moro em um paraíso em meio a turbulência do Rio de Janeiro.
    Na verdade moro em Niterói, no fim da cidade, em um lugar chamado Itaipu, uma praia mansa onde existe uma colônia de pescadores, um sítio arqueológico e uma especulação imobiliária enorme. Quando mudei para cá, estranhei o silêncio, o grito de uma coruja no quintal e a sinfonia de cantos canoros ao primeiro raio de sol do domingo, primeiro dia de residência .
    Até hoje, após 15 anos, acordo com uma sabiá cantando emk meu telhado. Não é a mesma que me saudou quando me mudei, mas é um sabiá laranjeira. Quando chove, sinto falta

  15. Querido Ricardo e amigos balaieiros,

    Me lembrei do período que fiquei hospedada na casa de minha irmã em Pinheiros perto da Praça Panamericana… foi um tempo de luta mas mesmo assim eu não deixava de observar os pássaros que vinham nos acordar pela manhã como o bem-te-vi, sabiá, tico-tico, pardal e até maritaca. Tudo porque eu não conseguia dormir direito à noite e então quando era 5 da manhã, os bichinhos faziam a maior arruaça, hahahaha… e eu acordava, apesar de tudo, feliz, pois era mais um dia de vida que DEUS havia me preparado !!!
    Também aparecia muito beija-flor perto da porta da cozinha onde havia arbustos cheio de flores….
    Quanto a Maria Maluca ou Medusa, sempre encontramos alguém assim que na verdade fico até com medo de me aproximar e levar logo uma bronca, porque nós nunca saberemos ao certo o que eles estão vendo ou ouvindo…. mas afinal, quem será que está certo???
    Outro dia, aqui na minha nova casa ( casa de minha irmã), eu acordei sem saber ao certo onde estava e levei um baita susto! Parecia que eu tinha perdido a hora, ou qualquer coisa assim… e na verdade foi por ver que estava num ambiente diferente, cores diferentes, cortinas diferentes e o que me consolou foi que eu estava na mesma cama com as mesmas cobertas, então me cobri todinha e voltei ao meu soninho… que delícia…
    Desejo uma ótima adaptação a nova casa !!!
    Um abração !
    PS. Estou indo agora para Caraguá, praia Indaiá, quiosque 33 onde espero que um dia vc vá para conhecer a minha sobrinha Sibele e contar sobre o nosso Blog !!!

  16. … novamente minha filha brincou comigo aqui no computador.
    Como ia falando, quando chove, sinto falta da sinfonia.
    Mas até me acostumar com tudo isso, demorou pois vim de um apartamento no centro de Niterói em frente ao corpo de bombeiros, imagina o barulho!
    Mas o que importa é que você venceu a barreira da mudança, do encaixotar os cacos da vida junto com as mais diversas coisas úteis e inúteis que guardamos muitas vezes não sabendo o porque.
    Pronto, agora você está na fase do desencaixotar tudo e colocar em seus devidos lugares. Esta fase vem acompanhada da fasem da descoberta do meio em que a partir de agora ira viver.
    Pronto, você ja decobriu um folclorico ser de seu novo planeta, a Maria Maluca e até texto você ja fez. Conheceu o bar do bairro, o que é muito importante pois neste cenário etílico acontecem muitas estórias dignas de transformarmos em crônicas, textos e até um conto pode brotar. Ali se reunem o mais célebres doutores em política, futebol e mulher. O bar do bairro é mais jornalístico que o jornal nacional, só perde para o barbeiro em matéria de conhecimento do acontecido.
    Já falou com vizinhos e já teve assunto. Em dois dias você já é um velho conhecido do bairro. Com uma grande vantagem, a calvice é ponto de referência para a lembrança do novo vizinho!
    Não se entristeça, a minha barriga também foi ponto de referência
    para os meus vizinhos aqui. Agora eu já perdi a barriga mas também ja sou conhecido.
    Que bom que você está feliz na casa nova. O mais importante é que a vida está continuando, sem alterações.

    Felicidades,]

    M<arcus Benedictus

  17. Comovente, como sempre, os seus textos. Quem já viveu aí – eu morava na Rua Clélia – sabe como é a barulheira de trânsito, entregas disso e daquilo, caminhões de gás, de lixo e, apesar de todo tipo de poluição, lá estavam os passarinhos, para suavizarem o nosso desconforto de ter de olhar aquele céu quase sempre cinzento. Mesmo morando no oitavo andar, dava pra ouvir muito bem. Mas em compensação fim de semana de céu azul dava vontade de descer e ficar na Praça Cornélia e quase chegando na hora do almoço, dava um pulinho na Pólen – uma doceria perto dali e me municiava com as guloseimas para agradar minha família, presença constante com sol ou chuva.
    Que me perdoem por ser tão melosa e seguir no seu embalo poético. É muito confortável ser feliz sem esforço, sem procurar motivos. Como disse o Everaldo:”….Basta abrir os nosso olhos e ouvidos, para figuras e sons que não focamos habitualmente, e, principalmente mantermos as nossas portas e janelas abertas, para que estes sons e estas figuras possam nos sensibilizar.
    É o que tem acontecido ultimamente aqui no Balaio.”
    Continue com este olhar, querido Kotscho, acreditando na vida, nos brasileiros, são os meus sinceros votos; aqui ou aí. Abraços

  18. Caro Ricardo: que bela pauta, mesmo de madrugada, e que cronista, inspirada no repleto e comezinho paulistano.
    E que maneira saudável de locupletar-se do seu diferencial de raro jornalista, de que a notícia está em todo lugar.
    E com personagens tão distintos, como Maria Louca e Gouveia, e dos que se acotovelam ruidosos e famintos no balcão do bar da esquina, para o café da manhã.
    Aqui, amanhecemos também com sol despontando por sobre a Ilhabela e já iluminando a nossa praia de São Francisco do lado de cá do Canal de São Sebastião.
    E aproveito meu café ouvindo música do disco “Dias de Caiçara”, que recomendo à comunidade do seu blog.
    Ele reune os velhos mestres e os atuais da música de nossa região, entre os quais Julinho Mendes, de Ubatuba:
    “Eu não me esquê, cada dia agradecê, a paz em meu coração”, ele canta em “Santos de Quintal.
    Um abraço e felicidades, Ivan Quadros

  19. 29/08/2009 – 19:12
    Enviado por: Aroeira
    Estava ansioso pela volta de Oromar, o Bom. Êle voltou com essa pérola : “é impressionante a atração que esta metrópole exerce nos brasileiros”

    Ô Aroeira. Se esta pérola for com conotação irônica, francamente. ouso lhe dizer; Vê se te emenda cara!
    Repito: A paulicéia desvairada exerce sim, um impressinante fascínio nas pessoas, para o bem e para o mal, tanto faz.
    Em que Planeta vc está rapaz; acorda cara!.
    Só para que vc tenha uma rápida idéia, S.Paulo têm mais nordestinos do que várias capitais nordestinas. É, portanto, uma segunda terra que, com o passar do tempo, se transforma na primeira, ficando a primeira, apenas como uma lembrança longínqua.

  20. O compositor baiano, Caetano Veloso, baiano de alma e coração, já em 1978 escreveu: ”Alguma coisa acontece no meu coração. Que só quando cruza a Ipiranga e Av. São João…”

    Se liga aí Aroeira. Tá ligado?

  21. Tom Zé, o tropicalista também não deixou por menos: ”São, São Paulo meu amor…” Isso em plena ditadura!
    Se liga Aroeira.
    Tá ligado?

  22. Mas, fica por aqui Aroeira. No campo das idéias, se vc se propor a um debate sério, te garanto; vc nunca mais será o mesmo. Não conheço o Oromar pessoalmente, mas, pode se ver, pelo estilo e proposituras que, ele também é um exímio ‘enxugador’ de lavagens cerebrais.

  23. O apocalipse será de barulho.
    Nem de água. Nem de fogo. O fim da raça humana será por excesso de ruídos. Ruídos nos dois sentidos: na comunicação e na bagunça das cidades que não respeitam o cidadão.
    CIDADE BARULHENTA É CIDADE VIOLENTA!
    Foi o que aprendi no curso de segurança do trabalho. Um prefeito de Nova York sacou essa. Reduziu o barulho e percebeu que as pessoas – menos estressadas – ficavam menos violentas. Grande verdade. O pior é que o barulho afeta até a sexualidade. Mas quem fala disso? No máximo, alegando outras formas de poluição, alertam para a redução dos espermatozóides. É que o prazer não é importante – aquele que é feito também de afeto, amor, respeito… numa sociedade que deu prioridade aos podres poderes e ao capitalismo selvagem. No máximo fazem contagem dos bichinhos com medo da redução dos escravos -massa de trabalho assalariada. E os médios medianos que vivem dessa mão de obra são os que reclamam, Ricardo, de um bolsa família – renda mínima – que ainda não o ideal mas com certeza salva muitas vidas e alimenta a nossa capacidade de sonhar. Já do bolsa senado, deputado, vereador… são poucos os que abrem o bico para falar. Mesmo porque não poderiam chamar essas bolsas de “esmola” ou de caça votos – como fazem com a dos mais pobres. Durma com um barulho desses… medianos dizendo que os pobres vão virar vagabundos por causa de um auxilio que lhes ajude a sair da linha da miséria! Báh! Na verdade muitos deles estão preocupados em não perder a empregada, a baba, o porteiro e outros escravos do salário mínimo. Descobri isso quando passei de bóia fria, pobre, para médio mediano. Até a liberação das drogas envolve egoísmo dos que tem filhos que se abastecem nos morros e na periferia. Uma senhora da burguesia, carola de sacristia me dizia com olhos esugalhados: mas se liberarem a maconha vai ter gente vendendo em nosso bairro! Vai! E seremos nós os medianos e elites hipócritas que finalmente iremos pagar o preço. O preço da compra e da venda longe das comunidades pobres que em geral só ficam com a violência gerada pela droga proibida. Na favela se ficar o bicho pega e se correr o bicho come. No mínimo tem que ser aviaozinho! Não é verdade? Salve Tim o nosso santo mais recente. Esse sabia onde estava o barulho que mata os adolescentes e jovens quase sempre pobres, quase sempre negros como se fossem todos traficantes. Salvo os gritos das mães – feito a Maria Louca da tua rua – nas madrugadas frias quando sequer podem recolher os filhos baleados longe ou na frente dos seus lares – barracos. Mas quem liga? Um Ricardo! Para a grande imprensa esses loucos são parte do folclore e não estão mais nas estatísticas dos que se dizem humanos. Feito a mulher que teve um terreno roubado pelos filhos no lado de um linda mesquita de uma grande cidade e que agora dorme do outro lado da rua, no meio de caixas de papelão, há mais de 15 anos – bem diante do prédio onde era a sua casa! Os filhos?
    Sumiram! O novo dono do prédio? De tempos em tempos, dizem, dá uns cascudos na cabeça da mulher para que ela esqueça a história que chegou a ir para a imprensa. Mas ela não esquece. Feito LP estragado, arranhado, todos os dias a nossa Maria repete sempre a mesma história: tá vendo aquele prédio? Era ali que eu morava!
    E as crianças que vendem flores nas ruas – diante das boates de prostituição – na cidade de primeiro mundo – sem serem abordadas por nenhuma autoridade? Enquanto isso ONGs de vida digna para deficientes e outras situações são criadas todos os dias. Não é uma sociedade doente? Primeiro mata seus filhos sadios abandonando-os nas ruas ou no meio do barulho e dos ruídos da grande imprensa que vive agora de factóides para depois criar mais uma ONG para sanar o mal provocada.
    E assim vamos vivendo.
    Ainda bem que temos o zoológico com sombra, água fresca e comida para saciar o corpo e um BALAIO para iluminar as nossas mentes – bem longe das revistas e jornais encalhados nas bancas. Ou das caretas e bocas, mãos desconectadas… dos apresentadores de jornais que feito marionetes dos patrões tentam dar verdade a notícias manipuladas, maquiadas… como se fossem furo na imprensa. Se não colar no outro dia tentam outra e mais outra… até perderem a credibilidade. Ou acordarem para o fato de que acabou a ditadura da grande imprensa no Brasil! Caçador de Marajás? Nunca mais. O Davi no jornal do bairro, mata o Golias da Vênus platinada! E olha que eu não perco o Caminho!
    Abraços e bom domingo a todos!

  24. Luizinho : Tu escreve bunitu, cara : “no campo das idéias”, “estilo e proposituras”, “exímio enxugador de lavagens cerebrais”, tu é pós-graduado , cara !… Agora, cá entre nós, “se você se propor” pegou mal ! Axu que tu queria dizer “propuzer”, né mesmo, luizinho ?…

  25. Luizinho : Outra vez, você me comove. São Paulo não está em questão, ô cara. A questão são os teus escritos, pra la de velharias bregas. Te cuida , velhinha…

  26. Agora, que o Balaio está muito ligado ao zéluiz está. Censura tudo que eu falo para êle. Aí tem coisa…Por exemplo : eu gozei com a originalidade das falas :”no campo das idéias”, “estilo e proposituras”, “exímio enxugador de lavagens cerebrais”, e o balaio cortou. Qual é a tua , balaio ?

  27. A Maria Maluca sobe a ladeira e o PT desce numa velocidade assustadora. Nunca antes nesse país se viu tal aparato oficial para salvar os amigos. Diante essa tropa petista somos todos “indigentes” como o caseiro, enquanto os mal intencionados e amigos das benesses do clubinho fisiológico(PT) zombam da nossa cara. A Maria Maluca desce a ladeira no fim do dia, mas nem poeira do PT que já desceu faz tempo. Quem sabe eles se encontrarão na curva da história. Ela como metáfora de todos os fracos que podem ter sua vida remexida e o Pt como um comboio de gente tentando tirar proveito do que um dia se pensou ser uma revolução. PaTeticos, como o cartão vermelho, a absolvição, o “irrevogável” , a candidata (Bolsa Hermés) e um Palácio que apaga fitas e não registra as visitas. Realmente, para os não amigos do poder resta subir ladeira gritando coisas numa lingua imperceptível.

  28. RK,
    Não sei se vc lembrar de uma propaganda – acho que de um banco – na epoca em que a informatização ainda não era tão disseminada e ter um “sistema” era um diferencial…
    Lá pelas tantas o locutor dizia: “Há trinta anos todos queriam durrubar o sistema. Hoje, quando cai o sistema ficamos todos aborrecidos”
    Não sei se era esse exatamente o texto . Mas a mensagem era essa.
    Achei tão boa que não esqueci da propaganda. ( mas esqueci do banco… hehehe…).
    Outra do “sistema”:
    Colega meu foi marcar férias meses após ter retornado de uma licença sem vencimentos. Já tinha cumprido periodo aquisitivo, mas faltava apenas ajustar no “sistema” as datas em razão da licença. O servidor explicou a ele que não poderia marcar as suas férias porque “o sistema não permitia”.
    Coitado… deveria ter dito que os dados funcionais ainda não estavam atualizados. Seria outra forma de explicar o inconveniente.
    Mas da forma como disse deu a entender que “o sistema” é que decidia….
    Como se diz aqui no nordeste: Pense num sujeito Brabo!!!!
    ” Esse sistema é incompetente, ilegal, arbitrário. Chame ele aqui que eu quero falar com ele…”
    Resultado, marcaram as férias sem usar “o sistema”. Depois fizeram os ajustes necessários….

    PS- Mas deixe eu defender a Net:
    Minha filha que morou em Sampas até julho passado nunca teve problema com a Net. Sorte, talvez….
    Eu mesmo fui testemunha da presteza do atendimento na mudança dela. Agendou-se a devolução do equipamento e o tecnico compareceu até com algumas horas de antecedencia. E olhe que não era mera mudança de endereço, mas cancelamento do serviço!.
    Não temos queixas.
    Repito: Deve ter sido sorte….

    PS2- Sei que não é assunto pra domingo ( acho que pra dia nenhum…) mas que tal dar uma palavrinha sobre a decisão do STF em relação ao “caseirogate”?

  29. 30/08/2009 – 10:35
    Enviado por: Aroeira
    ”… Agora, cá entre nós, “se você se propor” pegou mal ! Axu que tu queria dizer “propuzer”, né mesmo, luizinho ?…”

    Uauuuuuu…Militonto gramático. Taí, gostei.
    Então, vamos fazer assim: Propostas do Oromar ou, idéias do Oromar. Tá legal?
    Militonto gramatizado e irônico.

  30. 30/08/2009 – 10:49
    Enviado por: Aroeira
    ”Agora, que o Balaio está muito ligado ao zéluiz está. Censura tudo que eu falo para êle. Aí tem coisa…”

    Tem sim. Para vc ser cortado, com certeza, tem palavrões e xingamentos, características de militantes em assembléias…

  31. Olá, Kotscho.

    Morei nesta região para onde você se mudou até bem pouco tempo. A localização é ótima, mas o barulho é infernal.

    Sobre a Maria, pelo que soube, chama-se Antonieta e entra em surto quando alguém a chama de Maria. Por conta disso, as pessoas – quase sempre adultos babacas – provocam-na gritando “Maria, Maria”. Ela então grita “Meu nome não é Maria”, repetidamente, até sumir a voz.

    E os tais babacas acham engraçado.

    Disseram que trabalhava como babá, na região, quando surtou. A família para quem trabalhava ainda a ajuda com roupas, comida, etc.

    É isso, abraços.

  32. O grande defeito de tudo isso aí é que só aparecem velhos sem ocupação e sem o que dizer. Só querem fingir que existem, falando baboseiras…

  33. Querido Ricardo, nossa Maria tem surtos complicados quando fica sem remédio! Além de gritar, às vezes corre atrás das pessoas, morde e bate…Aí somem com ela um tempo… Ela dorme ali na Augusta, perto da Agosto Augusta, aquela loja antiga…
    Quanto à mudança, só há a dizer: seja a cada dia mais feliz!
    Beijos, beijos

  34. Kotscho, é a Toninha, que migrou lá da Marechal Deodoro!!! Ela costumava dormir em frente à Globo e ali ficava porque quem trabalhava na emissora ajudava dando comida, roupa, enfim… Quando a Globo mudou pra Berrini, Toninha se manteve no Centro por mais um tempo, mas não havia mais ninguém, acredito, que gostava tanto dessa figura quanto a gente, que ali trabalhava e a ajudava… Mariana, sua filha, com quem dividi redação por alguns anos, deve se lembrar dela!!! Aliás, mande um beijo pra ela – e outro grande pra vc!!!

  35. Kotscho, engraçado que na minha infância, em Vila Isabel, aqui no Rio de Janeiro, tb tinha uma Maria Maluca. As vezes sonho com ela, era pequena e tinha medo. Um amigo psiquiatra disse que eles não fazem mal aos passantes, quando agridem, o fazem a si mesmos. Tenho muita dó.

  36. Cara,
    Muito bonito hein…falou da esposa,filhas,netos e da chácara em (onde mesmo,Porongaba?) Efim, não disse nada do seu irmão e meu grande amigo “Pirros” de quando moravam na Av. Sto.Amaro, com aquele fusquinha vermelho na garangem que o pirros surrupiava da sua mãe para passearmos.
    Pooooorque não falou nada dele ómi do céu? rs

  37. Bom dia. Você me decepcionou com este post. Pareceu-me egoísta e insensível para as questão dos abandonados de rua. É muito fácil, do lado que você está, para falar do outro lado, o desta senhora. Perdoa-me, é só uma opinião contrária à sua. Abraços.

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