Hora de fazer a mudança, tempo de lembrar da vida

Hora de fazer a mudança, tempo de lembrar da vida

Pessoal,

só agora, mais de dez da noite de quinta-feira, arrumei um tempinho pra moderar os comentários. Como conto no texto abaixo, estou de mudança, com a vida de pernas pro ar. Mas logo tudo volta ao normal. Até sábado, espero encontrar um canto arrumado na casa nova para atualizar este blog. Enquanto isso, voces poderiam contar como foram as mudanças de casa na vida de cada um, a exemplo do que vários leitores já fizeram com belos depoimentos.

Abraços,

Ricardo Kotscho

Tem gente que não gosta de mudar de casa porque dá muito trabalho tirar tudo das estantes, das paredes e dos armários, coisas que a gente fica guardando e nem lembra, separando o que fica e o que vai para o lixo, mas estou gostando muito destes dias de arrumação geral.

Até que fiz poucas mudanças de casa na minha vida adulta. Quando casei, fui morar literalmente no Paraíso (é o nome de um bairro aqui de São Paulo). De lá a família mudou para Bonn, na então Alemanha Ocidental (havia ainda duas Alemanhas), onde fui correspondente do Jornal do Brasil e assim conheci a Europa dos meus pais fazendo reportagens.

Voltamos para morar no Butantã, e lá passamos trinta belos anos no casarão que construímos (tinha até horta, pomar e galinheiro no tempo em que as filhas eram pequenas).

Esta semana chegou a hora de mudar de novo. Em 2005, um ciclo da vida tinha se encerrado. Com a morte de minha mãe, colocamos a casa à venda e fomos morar provisoriamente num apartamento alugado no Jardim Paulista, onde tinha passado parte da infância e agora viviam minhas duas filhas, a poucas quadras de distância.   

A idéia era ficar por aqui mesmo, um pedaço de São Paulo em que ainda dá para fazer quase tudo a pé, como numa cidade do interior, mas demorou bem mais do que a gente esperava para conseguirmos vender a casa e mais ainda comprarmos um apartamento do nosso gosto.    

Achamos no final do ano passado um bem pertinho de onde moramos. Estava meio detonado, pedindo uma reforma geral, coisa que me apavora, mas minha mulher gosta. Por coincidência, o jovem que cuidou da obra, logo descobrimos, era filho do engenheiro que tinha construído a nossa casa.

Ficou tudo uma beleza, do jeito que a gente queria. Como o novo fica a uma apenas quadra do apartamento velho, pela primeira vez pude acompanhar o dia a dia de uma obra e até dar uns palpites. Dizem que reforma dá até separação de casal, mas no nosso caso foi um belo trabalho de parceria, nos entendemos bem até nos mínimos detalhes.

Agora, que já está tudo encaixotado, só esperando o caminhão da mudança, marcado para sexta-feira, fico olhando para as paredes e estantes vazias do escritório.

Lá se vão para a casa nova, que espero seja a última, milhares de fotografias e filmes, o convite de casamento dos meus pais (em 1945, bem quando a guerra tinha acabado de acabar, oferecendo um café da manhã após a cerimônia), os originais dos meus 19 livros, recortes das mais de três mil reportagens que já escrevi, crachás de empresas e das coberturas que fiz pelo mundo inteiro (entre elas, as da morte de dois Papas e duas Copas do Mundo, passando pela Campanha das Diretas, corridas de Fórmula-1, eleições aqui e lá fora), diplomas de premios, troféus e medalhas, faixas e camisas do São Paulo campeão, uma vasta coleção de bonés, desenhos das filhas e um esboço de Oscar Niemeyer, gravuras do Zélio, um manuscrito da Elis Regina votando em Dom Paulo, Dom Hélder e em mim no Premio Carlito Maia, em 1982, um poster da campanha presidencial de 1989, na ilha de Alcântara, e uma velhíssima máquina de escrever Remington, que ganhei de presente naquele ano quando completei 25 anos de jornalismo (em outubro agora, já vou fazer 45, o tempo passa…) _ todas estas pequenas coisas, enfim, que resumem a vida de qualquer um de nós.

Esta Remington é especial, como todas as outras inutilidades que a gente vai carregando de um lado para outro. Já na reta final da campanha para presidente de 1989, a primeira eleição direta desde o golpe de 1964, fomos almoçar num restaurante no interior de Minas que também vendia velharias. 

Entre elas, estava esta máquina de escrever, já meio enferrujada, que eu logo cobicei, mas meus colegas não me deixaram levar porque ainda tínhamos muitos comícios pela frente. Como carregá-la?

Já tinha até me esquecido da dita cuja, quando no final da festa no Bar Avenida, poucos dias antes da eleição, o então candidato Lula e a turma da campanha subiu ao palco para me entregar o presente. Eles tinham comprado a máquina sem eu saber.

A relíquia parece que pesa uma tonelada e não tem indicação de modelo _ deveria ser o único fabricado nesta época imemorial. Foi comprada na Casa Pratt e nela se lê: “Made at Ilion, N.Y., U.S.A”.

Fico pensando como e quando chegou ao Brasil, quem a comprou primeiro, por quantas mãos já passou, o que nela foi escrito. Quando chegou para mim, já não escrevia mais, mas foi a única máquina que guardei comigo. Minha mulher deu um trato nela e agora vai ficar na sala da casa nova ao lado dos retratos da família.

Bons tempos, aqueles… Bons tempos, esses… Os tempos da vida dependem de cada um de nós, não das circunstâncias do momento. Tudo passa, eu sei, mas o caminho percorrido fica na nossa alma, lembrança revivida cada vez que se vai mudar de casa. Ontem só não foi melhor do que poderá ser amanhã para quem nunca perde a fé na profissão de jornalista, nos brasileiros e na vida.  

         

139 thoughts on “Hora de fazer a mudança, tempo de lembrar da vida

  1. Quando mudei-me no ano ano passado tive a chance de também rever memórias enterradas nas gavetas e portas da estante do escritório.

    Fugindo do assunto, caro Kotscho, domingo vais torcer para o teu São Paulo ou para o Muricy?

  2. Que belo post, Kotscho!

    Quem sabe, com um texto desse, que remete ao que há de mais íntimo e pessoal – e que, sem dúvida, encontra identificação em todo mundo – os mais ferozes param para refletir no tempo que se perde com coisas tão pequenas diante de tudo o que realmente tem valor na nossa vida.

    Eu desejo paz e felicidade para você e sua família na nova casa.

    Um beijo.

  3. Olá Bom Dia! Blogueiros e Ricardo Kotscho!

    Quando falou em MUDANÇA pensei:
    Olá Pessoal! Bom DIA!

    O negócio é o seguinte: Pergunta: Como podemos levar aos nossos, vereadores, deputados estaduais, deputados federais, senadores, nosso interesse em obter dos ‘LUCROS’ auferidos com GÁS e PETRÓLEO e SEUS DERIVADOS, oriundos do PRÉ-SAL, com PREVISÃO DE EFICÁCIA E EFICIÊNCIA prevista para aproximadamente 100 (cem) ANOS, que possamos receber, SEM IMPOSTOS A PAGAR, algo ao REDOR de 01 ou 02 SALÁRIOS Mínimos atuais, ou PERCENTUAIS, distribuídos por todo o POVO BRASILEIRO, como OCORRE segundo informações em experiência BEM SUCEDIDA NO ‘ALASCA’-EUA?
    Esse é um exemplo de utilizarmos nossa INTELIGÊNCIA em NOSSO FAVOR! Uma vez que a PETROBRÁS é NOSSA, DE TODOS OS BRASILEIROS E BRASILEIRAS.
    VEJAM: Bem melhor que discutir conflagrações de RUA.
    Notem: Com recursos dessa ORDEM para todos IGUALMENTE, em quanto melhoraríamos todo o comércio, serviço e indústria, com essa grana entrando no sistema de CONSUMO?
    A GRANDE REVOLUÇÃO SE FAZ COM CALMA, INTELIGÊNCIA, PRESERVANDO A SAÙDE FÍSICA E MENTAL DE TODOS, INDISTINTAMENTE, E TRAZENDO PARA TODOS, RESULTADOS ECONÔMICO E FINANCEIROS, E MELHORIA DA QUALIDADE DE VIDA. ISSO SE CONSEGUE COM O VOTO CONSCIENTE.
    DO JEITO QUE AS COISAS ESTÃO…ACREDITO QUE O VOTO NULO OU ANULAR O VOTO É A MELHOR SAÍDA, PARA DARMOS UM PÉ NA BUNDA DESSA CORJA. DESRESPEITOSA PARA CONOSCO. ESPECIALMENTE, AOS QUE SE LIXAM.
    PENSEM NISSO: COMO TRAZER PARICIPAÇÃO NOS LUCROS DA PETROBRÁS? ISSO SIGNIFICA RIQUEZA DISTRIBUÍDA E AUMENTA O CONSUMO E OS NEGÓCIOS.
    Não há certeza da IDONEIDADE das INTENÇÕES POR PARTE DESSES QUE AÌ ESTÃO NA POLÍTICA.
    Não VALEM o CUSTO DE UM REAL.
    Devemos deixar que eles (POLÍTICOS) se destruam por si mesmo e por seus atos DELETÉRIOS.
    AGORA QUEM DIZ: DANEM-SE E LIXEM-SE SOMOS NÓS!
    TALVEZ FECHAR O CONGRESSO NACIONAL SEJA A MELHOR MANEIRA DE RESTABELECER O RESPEITO QUE A NAÇÃO BRASILEIRA MERECE. ‘NÓS BRASILEIROS’
    O que vocês acham da idéia de DISTRIBUIÇÃO DE LUCROS?
    NO CASO DO PRÉ-SAL?
    OBRIGADO E TCHAU!!!

  4. Estimado Ricardo, bom dia!

    Novo dia assunto novo!

    Rapaz que bela história!

    Ricardo, desta eu gostei, você falou de tudo menos política!

    Você tem uma Remington?

    E daí eu tenho uma Olivetti!

    Vamos lá meu querido, isso é viver, recordar é viver!

    Planalto Paulista, Alberto Levi, Moema e adjacências, que legal Kotscho, quando mudei prá lá era tudo rua de chão, e Moema era um bairro fabril, tinha lá a Barbará,, Fogões Brasil, Brindes Pombo, etc. e tal.

    Ah! Moema, Moema do Cezar Martinez e a professora mais legal de lá, a dona Lori, e o Levi e o Prof. Hermes? Bem como professor de Desenho e matemática legal, como diretor implacável, foi tudo muito Bom, nos tempos aqueles!

    Bem como o seu papo desta vez agradou, vou já lá ao finzão: “Salão e Bar Avenida!”

    Você sabia que certa vez, eu e um amigo de Uberlândia ficamos um tempão ali no Avenida falando com o Suplicy, que já era do PT, o era na época e é muito gente boa.

    Eis aí Ricardo um cara de poucas palavras, se você não perguntar ele não fala é tímido por demais, e tive o privilégio de bater outros papos com este cara!

    Ricardo tem gente muito boa no PT, você sabia?

    Um abraço e até

    Mané Ferreira

  5. Caro Ricardo,

    Vc é ótimo qdo escreve sobre coisas que não são política ou futebol. Sua férias tanto no Litoral Norte como no interior. Seu cotidiano nas filas dos bancos (também enfrento isso de vez em qdo).
    Agora é uma lástima escrevendo sobre futebol (ou pessimista demais achando que seu time cai pra série B ou pretensioso demais a exemplo da diretoria do seu clube de coração.
    Quando escreve sobre política, de vez em quando “fecha” os olhos para as barbaridades do seu PT de coração (que também já foi meu, de coração) e de nosso “ídolo” Lula (na verdade já foi meu ídolo no passado).
    Então Ricardo prefiro que vc exercite suas qualidades de escritor aqui no Balaio do que quando abre discussão sobre política e futebol.
    Abraços

  6. Ola,caro Ricardo.
    Temos nossas ideias às vezes um pouco diferente( e as vezes muito diferente) mas respeito-o como jornalista, e esta mudança de residencia com certeza será para melhor. Desejo-lhe que Deus lhe dê muitos anos de vida, para que possa aproveitá-la intensamente junto a sua esposa e familiares nesse novo e definitivo lar. Que a felicidade seja o dia a dia nesse novo lar.
    Um Abraço,
    Odair

  7. Parabéns por mais esta mudança na vida, Kotscho.
    Mas, voltando à “guerra” da política, pergunto se você assistiu ao “ENTRE ASPAS” (GLOBO) ontem, sobre Lina Vieira e a “crise” na Receita. Se não assistiu, consiga o vídeo ou consulte algum assessor seu que o tenha feito. Os entrevistados (Everaldo Maciel e mais dois, cujo nome não gravei) deram um “banho” na Mônica Waldvoguel, demonstrando que a guerra da Lina não passa de um factóide. Informe-se! E coloque no seu blog, com a “categoria” que lhe é peculiar!

  8. RK,

    Falando em mudança, gostaria de me referir ao eleitor de SP, se não está na hora de mudar os senadores do estado.

    O que o Suplicy fez ontem, hein? Num dá uma vergonha desse cara ser de SP?

    Para mim, o Suplicy deveria ser usado como exemplo para os jovens brasileiros dos males que o uso de entorpecentes trazem ao passar dos tempos.

    Seria uma campanha eficaz anti-drogas!

  9. CARO KOTSCHO…

    É gratificante ler textos que retratam a vida! São experiências que ensinam! O leitor e aprendiz agradece! Segue minha humilde retribuição…

    VOANDO COM AS ASAS DO TEMPO

    ( Lailton Araújo )

    Já constavam nos antigos pergaminhos
    Todos os escritos sobre a palavra amor
    Amar o ser humano é amar toda a vida
    Mesmo que os olhos céticos observem
    Que o tempo viaja nos dias, meses, anos
    E as páginas dos séculos virem milênios

    Nós aprendemos os passos das estações
    E vemos os pássaros esperando as flores
    Se na primavera, as belas cores chegam
    No inverno, o aconchego é bem maior…
    É o outono que renovará o fruto doente
    Com o calor do verão aquecendo a vida!

    E brindemos com vinho um novo dia!
    As novas safras das parreiras nos dirão
    Se as nossas vidas foram renovadas…
    Se as nossas metas foram alcançadas…
    Os bons vinhos: são os mais velhos
    A experiência vem dos erros e acertos

    Abrace com calor quem tentou acertar
    Mesmo errando, vale a pena a tentativa
    Só alcançará os caminhos da harmonia
    Quem passar pelas estradas da provação
    Sabendo que a luz maior está no universo
    Não se pode ter medo do vôo mais alto!

    Grande abraço!

    Lailton Araújo

  10. Oi Kotscho,

    É sempre tão bom ler o que você escreve. Ver você dizer que vai fazer 45 anos de jornalismo e ainda ter tanta paixão pelo que faz é admirável. Eu atuo na profissão há dez e tantas vezes me sinto desmotivada.

    Desde que começou com este Balaio, costumo vir aqui “bater um papo” com você… Lendo seus textos parece que estou do seu lado, o computador é uma mesa de bar, você chega, começa a falar, contar suas histórias, dizer sua opinião, questionar… e a conversa só para quando termina a leitura de mais um post, ou de vários posts (porque um texto não lido, leva a outro e a outro… sempre).

    Parabéns pela nova casa! E que você continue nos presenteando com suas reportagens e sua sensibilidade. Obrigada, Juliana.

  11. Caro Ricardo
    Acho que mudar depois de anos de vida, sempre acabamos colecionando as coisas que nem lembramos que elas existe + quero aproveita essa oportunidade para falar da casa spiritual que as vezes e preciso mudar, limpa, no meu caso
    A minha casa espiritual onde alberga a minha vida é constituída por vários pisos, inúmeras divisões, umas mais amplas outras nem por isso. Algumas delas são escuras outras com janelas viradas para o mar, para as montanhas, umas com muita luminosidade pelas suas enormes e envidraçadas janelas. Esta casa é composta por cave, 1º andar, 2º andar, 3º andar e sótão e em cada um destes andares representa os níveis da minha vida. Durante muito tempo escolhi viver na cave, fria e escura, sem janelas para o exterior, sem brilho do sol e da lua. Nas paredes uma ausência de espelhos para não ter a possibilidade de ver a minha imagem reflectida. Era uma vida triste, sombria e solitária, escondia-me de mim e de todos.

    Sabia que os andares de cima eram bem mais atraentes, confortáveis e proporcionavam uma vida bem mais motivadora. Tive medo de tornar-me consciente de mim mesmo e aceitar-me tal e qual como sou, tive medo de aceitar a mudança. O trabalho a seguir foi bem duro, não foi um trabalho fácil, posso garantir que foi doloroso e assustador. Naqueles momentos pude reflectir, fiz uma auto-avaliação e comecei a desprender-me de objectos, ideais, medos, crenças entre outras coisas mais. Mudei de imagem, é como se estivesse a limpar a casa, atirando fora as peças que estavam partidas e identificar aquelas que estavam com muita poeira se faziam ou não falta. Mexi nas gavetas e nos armários da minha mente, era hora de desfazer-me das coisas e entre elas, estavam pessoas incluídas com um enorme valor sentimental, mas cheguei à conclusão que não fazia mais sentido, nem tinham qualquer prática para a minha vida. Admiti que não cabiam mais e nunca mais iriam caber, ao verificar que guardava as mágoas e os medos como se fosse roupa suja e os montes eram enormes.

    Comecei a limpar o meu coração e abrir o caminho para o verdadeiro amor e naquele instante percebi que ao viver na cave da casa da minha vida, jamais o iria encontrar. Subi para o primeiro andar e encontrei uma nova bagunça, as divisões mais amplas, mobília mais moderna, as cortinas das janelas corridas permitiam a entrada de uma ténue luminosidade. Encontrei tudo o que ligava à minha infância, desenterrando a minha auto-imagem que se escondia por debaixo das coisas que os meus Pais me ofertaram. Quando me conheci um pouco, abri as cortinas e deixei entrar a luz da verdade, expondo os meus medos e fantasias tal como eram, distorções e sombras do passado. Estava a verdade ali bem patente, deu para vislumbrar e responsabilizar-me por ter permitido que a casa ficasse em tal desordem e tive que assumir que eu era o único residente naquela casa e a única pessoa capaz de arrumar toda aquela bagunça. Mais do que nunca, tinha chegado a hora de por as mãos ao trabalho, arregaçando as mangas e trabalhar a sério.

    O segundo andar estava ali bem perto, a falta de coragem ainda me impedia de subir até lá. O trabalho consistia em livrar-me das cortinas velhas e desbotadas, tapetes encardidos e móveis sem qualquer utilidade. Reconheci o custo de todos os erros cometidos, Mas nem por isso senti uma revolta ou procurei um culpado para toda aquela bagunça, eu fui o desorganizador da minha própria casa. Senti que desperdicei muito tempo, despendi muita energia, mas no fundo eu sabia a verdade. A verdade é que ninguém tem culpa, todos nos fizemos ou tentámos fazer o melhor e descobrimos que era preciso tornamo-nos mais fortes, sábios, dispostos e prontos para fazer ainda melhor. Que sensação maravilhosa!

    Exerci um novo padrão de vida, com novos estilos, cores e ao olhar em volta percebi que já estava no terceiro andar na casa da minha vida e o que temia na passagem para o segundo andar, tinha ficado para trás e era aquele o patamar intermediário que serviria de passagem para o momento actual. Aqui onde me encontro é um lugar fantástico, cheio de luz e de cores, finalmente consegui ver-me ao espelho, com uma clareza e extremamente feliz ao descobrir que o trabalho tinha valido a pena e finalmente tinha chegado onde sempre desejei estar. Este é um lugar de paz. Sinto um orgulho de mim mesmo, sentido até que estou preparado para convidar os meus amigos a compartilhar comigo o que fui aprendendo. Muitos não gostaram da minha nova casa, não se sentiam bem ali mesmo e acabaram por ir embora. Mesmo assim aprendi que podiam mudar de ideias e um dia regressassem, mas percebi que não fazia mais sentido, se não se sentiram bem na minha casa, não se sentiam bem comigo mesmo. Outros amigos gostaram da minha nova casa, estava tão diferente e todas aquelas bagunças simplesmente tinham desaparecido. Mesmo assim os poucos amigos que ficaram acabaram por ir embora e por mim tudo bem! Arrumei as pequenas bagunças que tinham criado e acreditei de coração que ao manter a casa limpa, aqueles que vêm com amor ficarão residentes nesta casa. Estes foram os sinais da minha mudança, eu tive que mudar e tornei-me bem mais diferente, vivo sem medo.

  12. Sr. Ricardo bom dia, faz pouco tempo que acompanho seu post, e confesso que estou gostando muito, é como se eu tivesse amizade com o Sr. há muito tempo.
    Por isso dou os parabens pela mudança para o novo apartamento, e pela lição de encarar as mudanças sempre com otimismo e esperança.
    obrigado por essas letras que para mim ao ler ecoam como palavras amigas e sabias.

  13. Pois é Sr. Kotscho!, seu texto também me fez voltar no tempo. Lembrei-me entre outras de um episódio ocorrido em Vilhena-RO durante a caravana da cidadania. Cheguei ao Hotel onde estava a comitiva e vi o Lula, fui até ele para dar um abraço mas alguém me impediu, ele estava ocupado dando uma entrevista para um tal de Ricardo Kotscho. O tal abraço ficou esperando durante algum tempo, quando por um triste motivo (massacre em Cotumbiara) revi o Lula e pude dar-lhe o abraço.
    Felicidades na sua nova morada.
    Um grande abraço.

  14. Essa Ricardo foi de doer, estou com tráuma deste assunto: “reforma de casa” e na consequencia mudança. O pessoal do Boteco sabem disso, estou reformando uma casa à uns seis meses, não consigo acaba-la, tenho perdido boas noites de sonos e pior: não consigo me entender com a minha muié, e negócio e ela mandar e eu obdecer, não tem outro jeito.

    Aqui (era) um lugar que eu esquecia minha reforma, agora acabou, acabou meu passatempo… (rs).

    Bonita postagem!!!

  15. É vez em quando é bom mudar de casa mas espero que a Marina não se envergonhe de estar junto com Serra César Maia Freire e fala de ética …. ía me esquecendo do Sirkis e do Zequinha

  16. Imagine se um casal que vive bem 29 anos com muitas conquistas e momentos difíceis com certeza quando surgi uma crise se separam….Marina não se deixe enganar pela Direita dos DEMOPSDB

  17. Oi Ricardo. Sei bem como é isso. Acabei de comprar um apartamento maior e para isso tive que vender o meu. Resultado, estou na corrida contra o tempo, angustiado. Como o AP novo, que é maior, requer reforma vou precisar entulhar tudo em um dos cômodos e morar um tempo na casa de sogra. Já não sei onde está boa parte das minhas coisas, todas encaixotas, isso sem contar uma certa nostalgia. Mudança dá trabalho mesmo, mas felizmente é para melhor, e, por isso, traz felicidade também.

  18. Ricardo,
    que bom, voce continuará no J.Paulista.É um ótimo bairro e c/o voce disse, dá pra fazer tudo a pé.
    Quero dizer que nascí nesse bairro e até o ano passado morava aí.
    Mas agora, que mudei definitivamente p/o interior coloquei a casa a venda; é dificil….são 61 anos na casa onde nascí. A sensação é a mesma…. encaixotar os livros, guardar as lembranças, é dificil.
    Mas é c/o voce diz. O amanhã é melhor que hoje que esta sendo melhor que ontem….
    Boa sorte no novo apto.
    ET: eu também ví o entre ” c/ a Monica na Globonews, ontem a noite; e depois de 1/2 dos entrevistados falarem dos desmandos da Lina na Receita, a Monica, constrangida, perguntou: então podemos dizer que a gestão da Lina foi um desastre? Todos foram unânimes: Sim!!!
    Abraços

  19. Que bacana você ter suas reportagens guardadas, com as minhas que são bem menos que as suas, não tive o mesmo cuidade e se perderam no tempo.
    Tenho apenas 13 anos de jornalismo e quando chegar aos 45 espero ter tantas lembranças bacanas como as suas.
    Já tenho algumas boas dos tempos que trabalhamos juntos no Canal 21.

    Abraço

  20. A gente muda de casa, alguns/algumas mudam de mulher/marido, mudamos de cidade, de país, mudamos até o temperamento à medida em que vamos ficando mais velhos. Só duas coisas vão conosco pra vida eterna: a família e as convicções.
    Te desejo uma janela enorme aberta para o sol na nova casa.
    Abs.

  21. NOSSA UNICA ESPERANÇA É UM JÔ SOARES DA VIDA CONVOCAR 400 CIDADÃOS RECONHECIDAMENTE COMPROMETIDOS COM A ÉTICA (ele conhece gente suficiente) E CRIAR UM PARTIDO PARA CUMPRIR APENAS UM MANDATO E SOMENTE NO LEGISLATIVO. NESSE MANDATO REFORMULAR TODAS AS REGRAS POLITICA-PARTIDÁRIA E ELEITORAL DE FORMA QUE QUALQUER POLÍTICO POSSA SE REELEGER APENAS UMA VEZ E QUE NÃO SE POSSA, DE FORMA ALGUMA SER ELEITO QUALQUER UM QUE JÁ TENHA UMA CONDENAÇÃO NA JUSTIÇA, AINDA QUE EM PRIMEIRA INSTÂNCIA. COM TODA CERTEZA A VOTAÇÃO NESSE PARTIDO SERIA ESMAGADORA E ASSIM SERIA POSSÍVEL UM RECOMEÇO.

    JÁ VI DIVERSAS ENTREVISTAS DELE COM PESSOAS ASSUMIDAMENTE DE ESQUERDA EM QUE ELE SE MOSTROU ADPTO ÀS IDÉIAS POSTAS. TENHO CERTEZA QUE ELE CHAMARIA MUITOS DIREITISTAS, ASSIM COMO ESQUERDISTAS E OUTROS, MAS TENHO CERTEZA QUE, AO MENOS TENTATIA BUSCAR GENTE HONESTA E NÃO ISTO QUE ESTÁ EM NOSSO QUADRO POLÍTICO ATUAL. BUSCAR UNÂNIMIDADE É O CAMINHO DE NÃO SE CHEGAR A LUGAR NENHUM.

  22. …………………………………………………………………………………………………………
    ………………………………………………………………………………………………………..
    ……………………………………….É,…. Kotcsho,
    ………………………………………………………………………………………………………..
    ……………você vai ser vizinho do,…..” bórges cunha lima”,
    …………………………………………………………………………………………………………
    …………………………………………….lembra?
    …………………………………………………………………………………………………………
    …………………………………..Aquele que,…. “tombô” ,
    …………………………………………………………………………………………………………
    …………………………………..entre outras coisas,
    ………………………………………………………………….
    ………………………………………………… a,
    …………………………………………………………………
    ………………………………..”. sérra”,……… do mar…?!
    …………………………………………………………………………………………………………
    ……………………………………………..Isso,
    ………………………………………………………………………………………………………..
    …………………………ele escréve aqui no ig,…. também.
    ………………………………………………………………………………………………………..
    ……………………….Já pensô,….. êle,…. de,…..”vizinho..”??
    …………………………………………………………………………………………………………
    ………………………..Só póde sê uma,…..maldição,….né?
    …………………………………………………………………………………………………………
    …………………………….Você foi falár da Marina Silva,
    ……………………………………..éla mandôu uma
    ………………………………………….mãndinga,
    ………………………………………………………………………………………………………..
    ……………………………………..”éco”-insustentável,
    ……………………………………………………………………………………………………….
    …………………………………………….prá você,
    ………………………………………………………………………………………………………..
    …………………………………..até o fim de seus dias.
    …………………………………………………………………………………………………………
    ……Só falta o,….Dramaturgo multifacetado,.. “ôswald” thômas
    ………………………………………………..mais
    …………………………………………….conhecido
    ……………………………………………….como,
    …………………………………………………..o,
    ………………………………………………………………………………………………………..
    ………………………………Chupa Cabra Cosmopolita
    ………………………………………………………………………………………………………..
    ………………….(.in ínglish..: “Cthãpy québry cosmopólitan”)
    …………………………………………………………………………………………………………
    ………………………………………………..sê
    ………………………hospedár no hotel do lado do teu ap.
    …………………………………………………………………………………………………………
    …………………………………………………………………………………………………………
    …………Dê um lado,..
    ………………………………………………………………………………………………………..
    …………………………….”bórginho”,…ponhéta, prosador,escritor,
    …………………………………………………tombador,..administrador,…
    …………………………………………………defensor,….enfim,…é tãnta
    …………………………………………………………………”oR”,
    …………………………………………………qui mi deu “or” di cutuvelo.
    ………………………………………………………………………………………………………..
    …………..Do outro..:
    …………………………………..”êle”,..
    ………………………………………………………………………………………………………..
    ………………………………………………qui hôje está aqui,
    ………………………………………………………………………………………………………..
    …………………………………………………..mãããããns,
    …………………………………………………………………………………………………………
    ………………………………………………….amanhã…….!?!?!?!?
    …………………………………………………………………………………………………………
    ……………………………………………………Onde,
    ………………………………………………………………………………………………………..
    ………………………………………………..estarárá-rá……..????
    …………………………………………………………………………………………………………
    …………………………………………………………………………………………………………
    ………………………………..” The Cthãpy québry cosmopólitan”!
    ………………………………………………………………………………………………………..
    ………………………………………………………………………………………………………..
    ………………..É,…….depois de uma vida de glórias,….Kotcsho,
    ………………………………………………………………………………………………………..
    ……………………………………..você SÊ finaliza
    ……………………………………………. como,
    …………………………………………..”recheio”
    ……………………………………………….de
    ………………………………………………um
    ………………………………………….sanduíche
    …………………………………………….tucãno.
    ………………………………………………………………………………………………………….
    …………………………………………………………………………………………………………
    ………………………Mãns,…a vida é ãnssim,…mesmo,…né?
    …………………………………………………………………………………………………………

  23. A função basilar do estado em todas suas escalas; União. Estados e Munícípios é administrar os recursos gerados pelos impostos pagos pelos cidadãos. Parece uma obviedade, mas não é. Não é porque de uma forma subliminar as pessoas mais simples -a maioria- entendem que, o governo, ao prestar serviços públicos está distribuindo favores e que, o governante da hora é um paizão.

    Enquanro o INCA deixa milhares de mulheres com câncer de mama sem atendimento adequado ou, sem atendimento nenhum, no outro lado sobra dinheiro.
    Vejamos um exemplo. Um só:

    ”Técnicos TCU identificaram um superfaturamento de 1.490% no pagamento de verba indenizatória nas obras de terraplanagem do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), na região de Itaboraí.
    (atenção; superfaturamento de 1.490%)
    Auditoria do Tribunal concluiu que foram pagos pela Petrobras ao consórcio que toca o empreendimento R$ 23,2 milhões a mais do que seria devido, levando-se em conta o período entre 15 de maio e 25 de outubro de 2008.
    O desembolso da estatal foi de R$ 24,779 milhões durante o período em que as obras ficaram paradas por causa de chuvas. Já os técnicos do TCU fecharam a conta em R$ 1,558 milhão.
    A empresa responsável pela obra é o Consórcio Terraplanagem Comperj , composto pelas empreiteiras Andrade Gutierrez, Norberto Odebrecht e Queiroz Galvão.

    Entenderam?

  24. ENCONTRÃO – Aniversário do Balaio do Kotscho

    Leitores, comentadores e apreciadores deste blog, faltam poucos dias para o encerramento das “inscrições” para o Encontrão.
    Se você pretende participar da festa de 1 ano do Balaio do Kotscho, conhecer o nosso querido jornalista pessoalmente, bem como alguns dos debatedores deste espaço, confirme sua presença até o dia 30 de AGOSTO pelo e-mail jornalizta@gmail.com .
    O Encontrão será no dia 11 de setembro (do bem), uma sexta-feira, à noite, após o expediente. Local: Espetinho, Cerveja & Cia (Rua Canuto do Val, 41, Santa Cecília – São Paulo).
    Se tiver dúvidas, precisar de alguma ajuda e tal, pode me escrever que eu tento auxiliar.
    Há pessoas de outros Estados brasileiros que já confirmaram presença. Deixe a timidez e a frescurite de lado, permita-se a algo diferente. Não perca, será algo pouco comum na blogosfera: é a o virtual invadindo o real.
    Beijos
    Aliz
    jornalizta@gmail.com

  25. Grande Ricardo,

    Mudanças são sempre boas ou quase boas, mudar endereço é o mais constragedor, pois temos que comunicar ao banco, cartão de crédito, água, luz e etc. Moro no interior do Estado de Pernambuco e por aqui até o carteiro já é íntimo da família, e quando não tem correspondência ele grita: só mandaram lembranças e sai dando gargalhadas.
    Felicidades para toda sua família e coragem para arrumar o novo ap.

  26. Ricardo estou adorando ler seu blog e ainda vai demorar p conseguir ler tudo, porque vc bombou ontem com a crise da saída da marilda varejão do pt a sua defesa ao pres. Lula. Parafraseando sua mudança física de casa, que dá o maior trabalho, hoje saiu o pedido do senador heráclito do dem p a reforma do senado (física da casa, da infiltração no telhado com material cancerígeno, mais q necessário) e ainda hoje pela manhã teve reunião na comissão do senado q discutiu ( e não sabemos o que foi resolvido) na comissão de justiça se político envolvido com a justiça e outras maracutaias vai poder se candidatar as eleições de 2010. já estou em campanha para eliminar os corruptos das eleições. Na luta pelo poder e mudança de cadeira no poder político é a vez dos tucanos-demos (como chamam os petistas os políticos do partido, antigo PFL) está a campanha presidencial e hora de jogar pedras na Geni, no caso o pres.no Lula, q também considero um presidente moderno, q também me diverte com suas atrapalhadas, mas q vai ter q responder à memória/história política deste país porque não apoiar a saída de políticos envolvidos com corrupção , mas concordo com vc quando diz que todo partido tem q se unir em bloco, será para a governabilidade? não sei, não sou cientista política, ainda bem q tem o suplicy com seu cartão vermelho para o Sarney, para continuar a crise e mudança necessária no congresso nacional. e a crise, espero mudanças, que como o Zélio, também tenho fé q se a gente lutar pela mudança, o Brasil vai fazer bonito. namastê

  27. Ótimo texto Ricardo.
    Falou de três assuntos que me mexem com a vidas de todos nós. Mudança, reforma de casa e jogar coisas fora. Apesar de várias mudanças, sempre foi um drama quando tive que mudar. Talvez seja um certo comodismo arraigado. Quanto a jogar coisas fora, depois de ler algo sobre o “apego” e algumas meditações, todo final de ano, costumo limpar armários, gavetas e guarda roupa. Até mesmo livros, costumo doá-los após a leitura, parei de guardá-los.
    Confesso que fiquei mais leve. Será tão falada maturidade que chega com os cabelos brancos ?

  28. Estranho.
    Senti mais tristeza do que alegria nestas suas linhas.

    Será que estou errado na analise do texto ? ou será que o passado sempe é melhor que o presente , porque sempre mostramos coisas boas que aconteceram?

  29. Caro Ricardo, Gostei muito de seus cometarios sobre mudança e também sobre o depoimento no congresso da Lina. Apenas uma solitação, poderia por gentileza me envir uma relaçao de colunistas, revistas e blogs. onde eu posssa com facilidade encontrar noticias e opiniões fora dessa Velha midia. Não aguento mais esse pensamento unico principalmente. Globo, Veja, Estadão e Folha. Parece que combinam a pauta”” ja devem estar combinando o próximo escanda-lo, claro com alguem ligado ao PT ou ao Governo como sempre ninguem do PSDB e DEM diga-se de passagem.Porque sera que eles não fundam um partido não seria melhor e mais fácil. Como disse o Franklin martins “”A midia não pode pegar o pais pelo nariz e mandar para onde ela acha melhor””

    Aguardo,

    Abraço

    Henrique

  30. O Bob Fernandes desmontou a farsa da Lina Vieira e da mídia cativa do vampiro com uma entrevista com o Everardo Maciel, que foi secretário da Receita Federal dos dois governos Fernando Henrique Cardoso, de triste memória. Vejam no Terra/Bob Fernandes.

  31. Ricardo (olha a intimidade!!!) feliz mudança e feliz casa nova!!!!!!!!!!

    Eu também já fiz algumas mudanças e a última ocorreu há pouco…ainda estou me ajeitando (falta $$$), no fundo é gostoso pois, cada cantinho terá um pouquinho de mim……..espero que seja definitivo.

  32. Que texto bacana. Além de modelo pra nós jornalistas, o senhor é um modelo de ser humano. Quem sabe quando eu crescer chego pelo menos a metade do que o senhor é.

  33. Caro Kotscho

    Mais uma vez um belíssimo texto !!! Alguém já te disse que voce leva jeito ? Que voce faz das coisas mais simples da vida um gostoso prazer de se ler ? Bem…No teu caso, negando o Nelson Rodrigues a unanimidade é inteligentíssima !!!

    Mudança !!! Para mim que optei por morar em cima do meu sapato e seguir sempre no rumo do meu nariz, já perdi a conta de quantas que fiz. Sempre forçadas ora pelos senhorios ou pela vizinhança e todas elas pra mim foram um inferno!!!
    Aqui em casa sempre que chega uma visita eu já vou logo avisando:
    -“Fique a vontade !!! O sofá é velho mas o buraco é novo !!!”
    É tranqueira pra tudo que é lado – O Robson de Oliveira já viu – além dos brinquedos da minha filha mais nova espalhados pela sala, tem os livros, os copos, as garrafas, o computador, meus CDs e meus discos. AH !!! OS DISCOS DE VINIL !!! Tenho uma coleçao de quase 2000 !!! São todos de MPB ( só faço excessão pra musica latina ) e sempre que mudo esta é a minha primeira preocupação. Na ultima por vir morar pela primeira vez na vida em um apartamento fui obrigado a deixa-los sob a “guarda de valores” de um meu cunhado que também é apaixonado por esses “fósseis”, mas eu consegui finalmente passar todos eles em mp3 e acomoda-los em um I-pod ( do tamanho de um maço de cigarros ) que minha filha mais velha me trouxe do Japão. Mas não é a mesma coisa !!! NADA SUBSTITUI O VINIL !!!

    Mas enfim voltando às mudanças, sempre tem aquela papelada que a gente faz questão de esquecer ( multas, cobranças, intimações, etc. ) mas que por mais que não se queira elas insistem em aparecer nessas horas pra nos assustar. Sem contar aquele pé de “chinela” de estimação que se pensava estar perdido pra sempre e que de repente aparece para se juntar ao irmão previamente guardado. PANELAS !!! até hoje eu não descobri porque pobre tem tanta panela !!! Vai ver que por tanta comida !!! E aí de voce se achar de tentar jogar uma fora !!! A mulher vira o “capeta” e o que faz é te atirar uma outra que estiver ao seu alcance !!! Coisa de “doida” !!!
    Roupa velha a gente distribui pros parenrtes, até alguns sapatos, mas roupa de cama que nunca se usou, essa não !!! “Foi presente não sei de quem”, “era da minha mãe”, “minha madrinha me mandou de Minas” e por aí vai….se pensar em se desfazer é divórcio na certa.
    E os “carregadô” ? Tudo bebado e com pressa de terminar logo a mudança pra que no final a gente pague aquela cervejinha que é de lei !!! E na pressa vão arranhando os seus móveis, a geladeira, o fogão, esquecem de tirar o chuveiro….
    Mudança é um inferno !!!!

    São tantas as “emoções” com mudanças que devo parar por aqui, posso me aborrecer só de lembrar mas não tem nada mais que aborreça como quando voce muda de assunto e certos cachorros que caem da mudança não mudam !!! Insistem em falar de política mesmo sabendo que tem mais “posts” aí em baixo pra continuarem com suas provocações que não tem mais fim !!! Mas cada um com o seu cada qual, NÉ NÃO ?

    Felicidades na próxima estação !!! Tenho certeza que o teu lar nunca sai da linha !!! E como voce mesmo diz: Vida que segue…

  34. Desejo que vc seja feliz na sua nova residência. Agora em abril fiz isso também. Infelizmente não pude carregar todas as minhas lembranças – desde livros, albuns enormes de fotografias, móveis, etc. Minha casa estava muito grande para tres pessoas, eu, minha mulher e nosso filho de 8 anos. Minhas tres filhas já estão casadas e já tenho 4 netos. O que mais me magoou foi não poder trazer todos os meus livros. Fiz doação para minhass filhas, uma parte para uma escola e uma outra para os sobrinhos. Fiquei com uma pequena parte distribuidos agora num quarto pequeno com prateleiras até o teto. Os meus livros acompanham todo o meu problema de cardiopatia, leio-os, observo-os, fico tentado a comprar mais alguns – a livraria Saraiva agora inaugurou uma megalivraria a pouco mais de 50 passos do meu apartamento. Uma tentação. Mas me deleito mais com as minhas reliquias: um Lusiadas de 1914, Diário de um Escritor (Dostoievski) de 1934, outro autografado do Augusto Frederico Schmidt e tantos outros. Felicidades Kotscho!

  35. Kostcho, QUANTA SAUDADE HEIN? Pois olha, EU QUE SOU DO TEMPO DO AYRTON SENNA na Formula 1, não vou ser cinico de dizer que me emocionei com a vitoria do Barrichello; Mas eu que tirei meu titulo COM 16 ANOS APENAS PRA VOTAR NO LULA, me emocionei COM O SUPLICY. Também eu como SÃO-PAULINO, acho QUE AINDA HA ESPERANÇA, daquele tempo EM QUE TINHAMOS GRANDES GOLEIROS COMO O GILMAR e o ZETTI, tempos onde os MELHORES JOGAVAM, e o TECNICO ERA QUEM MANDAVA NO TIME.

  36. Grande Ricardo, que você seja tão feliz na nova morada como foi nas outras.
    Por sua sorte, continuará indo no mesmo Correio, mesma padaria, livraria, banca de jornal….

  37. Caro Ricardo. Nunca pude te dizer, pessoalmente, olhos nos olhos, que tenho maior orgulho por sua devoção ao que faz, o jornalismo com jota e não com gê. Era menino ainda, rádio-escuta no JB na parte da tarde dividida com a Cilene e você lá, batendo suas matérias todos os dias. Falávamos pouco e vc repetia que fazíamos “cara de inteligente”. Você era o contador de casos. Botava o molho que outros não tinham a receita. Saí saído por causa de um tal de Buarque de Gusmão – dizem que era do Quércia – porque avisei ao Zamith e ao Ouhides (lembra-se dele) que uma professora pelos idos de 89 fez um cartaz em que o governador estava de Carmen Miranda. O JB levou um furo mas este ex-rádio-escuta, amigo que é, avisou. Enfim. vi você duas ou três vezes na Presidência e eu fazendo parte do governo Lula, uma honra. Não fui ao seu aniversário na casa do Moreno e não lhe encontrei mais. Mas digo, tardiamente, que tenho maior orgulho de você, por sua história de vida e de jornalismo. Caso não se lembre de mim, num aniversário seu, na casa do Butantã, levei uma botina como presente de outro fã seu: o sêo domingos, meu pai. Abração. Marcello Antunes – boa sorte no novo apê.

  38. Só para não ficar por fora – tambem tenho uma Remington, porem moderninha – IPANEMA.

    -Eu tinha desconfiança que o Senador Suplicy era retardado.

    -Agora, tenho CERTEZA.

  39. Sr Ricardo Kotscho

    Que historia emocionando uma beleza se todos no mundo tivessem uma família estrutura assim que maravilha seria se um dia chegar próximo

    Vai à seqüência de uma parte da historia

    Um dia eu nasci vim para o mundo sem pedir assim como ninguém escolhe a família antes de nascer

    Nasci era o segundo ai para escola descalço, e a família sempre mudando e os filhos já eram seis, aos sete anos a separação cada ficou em lugar diferente

    Aos 16 trabalhava num bar e numa loja de material de construção morava num quarto de pensão

    Ate que o motorista do prefeito ofereceu a casa dele para morar como se fosse à pensão pagando o mesmo valor do quarto da pensão

    No bar um cliente auditor da receita federal, convidou para morar em Curitiba PR de tanto insistir fui sem ter como ir

    Fui morar na casa que alugou ele se reconciliou com a mulher, tinha uma filha com um filho sem marido

    Meses se passaram, eu não tinha emprego, ainda perto do natal a filha acusou que tinha pegado uma grana dela

    Ate que um dia arrumei um serviço na tai lanche onde no presente e o centro cultural aquele que passa no natal com as pessoas cantando nos andares

    La trabalhando eu era um cara risonho ate tinha vários apelidos um era índio loiro, (alias no presente não tem muita diferença de um índio chefe e um político)

    Os funcionários da joalheria Boiko eram clientes, sempre convidavam para trabalhar na loja

    Numa segunda feria a dona da lanchonete fez uma reunião de emergência dizendo que alguém mixou na salada do X salada, o chefe foi dizendo que fui eu aquele rolo foi se estendendo e a gozação também

    Os clientes pediam xixi salada no lugar do X salada, eu era o culpado segundo o chefe, mas a dona não me dispensava

    Quarta feira a filha do auditor chega pedindo desculpas pelo sumiço da grana, dizendo que fez isso por ciúme e vingança, com isso o pai dela saiu de casa mudando de cidade

    A historia toda se fosse escrever dava uma enciclopédia

  40. Caro Ricardo
    Muito legal voce ter guardado aquela velha máquina de escrever. Só para lembrar ela foi comprada em um restaurante na cidade de Varginha, sul de Minas. Desejo felicidades na nova morada.
    Abraços, Wander a.

  41. Caro Ricardo e Amigos de Blog,

    Lendo hoje seu blog, lembrei da primeira mudança de casa de minha vida.
    Meu saudoso Pai, estava nos idos anos de 60 a 63 construindo nossa nova casa, a casa antiga que moravamos, era na realidade um casebre de pau-a-pique feita a sopapo (termos antigos).
    O velho tinha muito peito e coragem para construir aquela casa, pois era na época um operário naval desempregado, mas quando trabalhava fazia muitas horas extras, virava dia e noite nos serões nos estaleiros em Niterói, (FHC sucateou o que já era morimbundo da construção naval, e o sonho de ser uma Hundai, foi soterrado por aquele Presidente).
    Minha Mãe era tinhosa, era uma costureira que fazia de vestidos de noiva a farda de Fuzileiros Navais; As casas que meu pai fizerá, ela havia recusado a morar, uma delas era num pico do morro na nossa rua no bairro do Fonseca em Niterói, pois nem água nem luz tinha naquele local; mas voltando ao caso da mudança aconteceu o seguinte.
    Naquela, época eu tinha 9 anos de idade e como não podia ajudar meu pai na construção, minha tarefa era levar o almoço para o meu pai, um certo dia! minha mãe me perguntou; Filho a casa tem janelas e portas?, respondi sim; e água nas torneiras?, — sim; tacos, azulejos e ladrilhos já estão colocados?; –sim; Então vá lá no ponto dos caminhões de afrete e traga um para fazer a mudança, e lá fui eu buscar o caminão , era um Chevrolet Brasil, moda daqueles tempo, era o pessoal ter um desses na cor preta. A mudança começou a ser feita, e a encrenca estava por começar.
    Meu pai estava enrolando a minha mudança, e minha mãe querendo mudar da qualquer jeito, era um choque de dois tinhosos. Quando o caminhão chegou e parou na frente da casa ainda em construção, o velho ficou tiririca da vida, bufava por todos o lado; –Mulher você pirou do juizo, –não pirei nada seu enrolador, tu está de rolo com a vizinha e quer me enrolar, descarrega essa mudança agora; O velho tomou um susto e não reagiu, e fêz a mudança descarregando o caminhão sozinho, pois eu e minhas irmãs eramos pequenos. Meu pai até que tinha razão, pois queria comprar novos móveis, pois a nossa tralheira deu vexame ao entrar na rua, pois a maioria das casas eram novas e de classe media, e os nossos móveis eram uma cristaleira velha, uma mesa descascada pelo tempo, um colchão manchado de mijo e um monte coisas velhas, e para completar um cachorro viralata que fêz o maior escarceu com os cachorros da vizinhança. Aquilo era tudo o que meu pai não queria ver acontecer.
    Hoje ao lembrarmos desse caso nós sempre rimos muito, e minha velha velha se sente orgulhosa pois enfrentou o velho, que era osso duro de roer.
    Obrigado Ricardo pois o seu Blog nos dá chance de relembrar coisas de epócas que já não voltam mais.

  42. Oi Ricardo,

    Mudança de casa mexe mesmo com nossas lembranças. Lendo no texto sobre o Butantã de outros tempo, lembrei de uma amiga contando que ainda adolescente morava no caminho para Interlagos, perto da fábrica do Café Cacique. Naquela época, um mato só. Ela estudava à noite e voltava de ônibus, bem tarde. Pra dar o sinal de que ia descer, ela puxava a cordinha com o cano de um revólver. Pronto. Recado dado! Ela descia e seguia faceira pra casa.

  43. Ricardo, sempre fui seu leitor e admirador, por isso gostei muito do relato. É sempre muito gostoso para o admirador, saber coisas da intimidade do seu admirado, principalmente quando são coisas boas como as relacionadas á vida familiar e á vida particular da pessoa que se admira.
    Gostei muito.

  44. Desde que saímos de nossa cidade natal, por nome de Itaporanga- Paraíba, lá pelos idos de 1952, já fizemos 58 mudanças.

    Na verdade, nossa cidade se chamava Misericórdia, mas um padre assim meio xiita clerical, ou fundamentalista episcopal, sei lá, fiel defensor dos mandamentos papais, resolveu que nenhum desocupado ia mais falar como falavam:

    – Num sei cuma tem caba que mora nesta bosta desta Misericórdia.

    Isto deixava o pobre padre enlouquecido, pois esta palavra, “misericórdia”, ocupa papel de destaque na sagrada Salve Rainha.

    Para evitar isto, fez os vereadores mudarem o nome da cidade para Itaporanga, belo nome que significa pedra bonita, embora até hoje ninguém saiba aonde está esta pedra.

    Nas missas dizia para o seu rabanho, que ninguém usasse mais o nome de misericórdia. Mas referindo à cidade !!!

    As veinhas, lideradas pela minha avó, a mais famosa puxadora de terços da cidade, para não contrariarem o padre, e com medo de serem queimadas no fogo dos infernos, resavam então assim a Salve Rainha:
    -Salve Rainha mãe de Itaporanga…esperança nossa, salve…

    Eu, pequeno ainda, adora ouvir aquelas ladainhas. O bom mesmo era quando começavam a cantar os hinos e desafinavam. Era uma maravilha.

    Um monte de veinhas desafinadas, contando um hino religioso, num casebre perdido nas caatingas do nordeste, em uma noite de lua, e à luz de um candeeiro, para mim, é melhor que ouvir o mais famoso coral.

    De tanto acompanhar a minha vó para rezar terços, também passei a rezá-lo.

    Já moção, as vezes chegava da “zona” e ia rezar o meu terço, não sei se com isto, amenizava ou dobrava os meus pecados.

    Que saudade !!!

    Mudávamos tanto, que uma vez, meu pai foi trabalhar para a
    Mendes Júnior na construção da barragem de Furnas, (meu pai foi barrageiro e eu cresci em canteiros de obras de várias barragens: Cachoeira Dourada, Furnas, Jaguara, Volta Grande ,Moxotó, etc, etc.), chegamos em Passos, bela cidade mineira, alugamos um casebre num dia, no outro dia de manhã, meu pai chega com um caminhão basculante para levar-nos para o acampamento de Furnas, minha mãe levou uma panela de feijão, que estava cozinhando, em cima de um travesseiro sobre as pernas.

    Ô veinha farturenta !!!

  45. Caro Ricardo,

    Desde que nascemos vivemos uma eterna mudança. Mudamos de corpo ao encarnar, mudamos da infancia para sermos adolescente e mudamos para a vida adulta nos esquecendo que um dia mudaremos para a velhice, e em um movimento contínuo, mudaremos novamente para a vida eterna e assim por diante conforme nossos pecados.
    Em vida, nossas lembranças estão limitadas a determinada idade da infância tipo 5 anos, mesmo assim, muito poucas coisas recordamos desta época. Lembramos somente os fatos mais marcantes onde colocamos mais sentimento ou seja, onde nossa alegria transbordou a alma como também a dor, gerou um sofrimento grande que também transbordou, marcando a fogo a lembrança da época que já se foi.
    Nos sobra os objetos, as fotografias que abrem a cortina da memória trazendo a lembrança nos fazendo viajar pela vida em um resgate mágico que nos traz sempre a saudade do que se foi tendo sido alegre ou, o repudio imediato da lembrança que doeu fundo na alma. Aquilo que nos fez sofrer não guardamos recordações, guardamos erradamente mágoa.
    Sempre falo que devemos energizar o futuro. Ficar devagando no passado é agregar uma pesada âncora no presente acorrentando-o a uma inércia que virtualmente repetirá o passado. Mas, olhar como você, uma máquina de escrever não é energisar o passado. É, energisar o que voce é, o que construiu ontem sendo responsavel pelo seu presente que é o primeiro passo do futuro. O hoje é sempre o primeiro dia do amanhã!
    Olhar o passado como consolo para um presente que não está muito bom é energisar o que passou. È uma tentativa vam de se consolar e então motivar a sentar no presente escondendo da própria vista o que está ruim e então justificar, para o presente, que não tem mais forças para mudar a vida.
    Os objetos, as fotos, os brindes, são homenagens que fazemos a nossa vida.
    Hora de mudar, tempo de lembrar da vida sim. Estamos sempre mudando. Vivemos um eterno vir a ser. Estamos sempre lembrando a vida que esta atitude abstrata nos faz ver, a vida, Tudo uma questão de energia! Lembrar e sonhar estão muito próximos. Conseguimos sentir saudade do que ainda não acointeceu. Isso é energizar o futuro! Querer repetir no amanhã os sentimentos que “aquilo” nos proporcionou ontem. Não repetir o fato.
    Como disse o poeta do carnaval: “Recordar é viver! Eu ontem, sonhei com você…”.

    Feliz casa nova, Ricardo!

    Marcus Benedictus

  46. Boa noite Ricardo!
    Boa noite amigos balaieiros!

    Bem…nem vou descrever aqui, a maravílha que é ler um texto desses. Acho que já foi bem descríto isso por alguns.
    Ricardo…tem aqui em casa uma Olivetti lettera 35…eu gosto do cheirínho dela…eu me lembro dessas monstruosidades…
    Aprendí datilografía numa “royal” sei lá de onde.
    Também era bem pesada…rsrsr

    Mudanças são mesmo estressantes. Voce é um iluminado por ter uma esposa que gosta e te acompanha nisso.
    E nossas histórias são sempre lembradas quando remexemos em coisas que nem lembrávamos mais.
    Fotos, suvenirs, recortes…e um monte de tralhas que pelo valor sentimental nos acompanham vida afora.
    Só pra nós mesmo isso tem valor…e para alguns mais próximos que entenderam o significado disso.
    Mas muita coisa se perde…
    Muita coisa fica esquecída, e muita coisa mesmo é descartada.
    Estamos em constante movimento, mudança, e evolução.
    O melhor é usufruír disso com bom humor. Afinal, é mais uma página que se vira.
    Saír do velho, para entrar no novo, desde que não seja no desespêro, é uma experiência maravilhosa….apesar de um pouco cansatíva.
    Depois…é olhar para os cômodos vazíos…e ouvír as conversas que ainda refletem nas paredes, sentir os momentos que foram atravessados tendo apenas elas como testemunhas…então…voltár-se para a porta, e finalmente partír.

    Aquele espaço agora pertence ao tempo, e ele se encarregará de iniciar uma nova história através de seus novos protagonístas.

    Um abraço meu caro, e boa mudança na sexta….não se esqueça sempre de entrar com o pé direito quando chegar de vez…!

    Robson de Oliveira nosbornar@ig.com.br

  47. Mas será que mudamos ou só renovamos? somos um sonho de alguém que com certeza quis o melhor que podia dar para nós, façamos jus a isto.

  48. ” Balaio meu bom Balaio
    Balaio carrega o que ???
    Balaio meu bom Balaio
    A turma quente do PTêêê”

    …ao som desta vinheta….a…
    ZYW 13…RÁÁÁÁÁÁÁDIO BALAIO, entra no ar para informar e entreter os seus amados ouvintes.
    São 1313 gigahertz de frequência e 1313 terawats de potência…
    RÁDIO BALAIO, aquela que só dá notícias boas…

    …e vaaaaamos à primeira, senhores ouvintes.

    O maior blogueiro da net, esta de mudanças para novo apartamento, depois de anos de bronca de sua companheira dona Mara.
    Para comemorar, este acontecimento, todos os seus amigos e, até mesmo os envergonhados “inimigos” ( pois só sendo mesmo um sem vergonha pra ser inimigo de uma pessoa desta ), vão se reunir na noite do dia 11 de setembro.
    Para confirmar a sua participação, clika aí no link “Boteco do Balaio”, e siga as instruções.

    È o único Blogueiro da Via Láctea, que recebe esta manifestação espontânea e alegre dos p.rras loucas que lhe enchem o saco diariamente

    Vamu qui vamu geeeente.

  49. Valorizar desta forma referências do passado é melancólico.As coisas têm significado só para nós…é como uma fotografia que na hora de voce bater ela parece ter importancia mas depois de revelada já não é a mesma coisa nem pra voce mesmo.As casas que se vão e âs que virão não guardam e nem guardarão
    nada demais assim para ser contado pros outros além de ser cafona e saudosista.Acho que o seus textos sobre futebol são um pouco melhores.OBS-Parabéns pela trajetória desta máquina de escrever, se o que voce não queria dizer mesmo com esta estória. não fosse se gabar de que ganhou ela do Lula e que era militante destes atuais e vergonhosos políticos que hoje não te convidam nem pra tomar um café.

  50. Kotoscho, já está cansativo e nem sei se este é o local adequado, mais seria interessante vc comentar a entrevista do senhor Everardo Maciel dado ao programa “entre” comandado pelo Monica, acho que é Valdwogel, no Globo News.
    Nenhum petista, lulista ou dilmista poderia esclarecer os fatos de maneira melhor. Analise, acho bastante interessante.

  51. Caro Ricardo. Pare de escrever essas coisas. Estou aqui chorando diante do seu texto. Bonito demais. Acho que estou um velho babão. parabéns. Fazia tempo que eu não lia um texto tão bonito.

  52. Kotscho, você salvou a minha Olivetti… Tenho-a, desde sempre, mas a dona Lúcia bate sempre na mesma tecla: para que serve essa velharia?
    Agora, graças ao seu artigo, ela mudou de opinião… Daqui a pouco a máquina sairá do ostracismo… Continuará “de enfeite”, claro, mas continuará fazendo parte de minhas lembranças…
    Grande abraço

  53. Olá Ricardo, tudo bem ?
    É de se tirar o chapéu sua atitude, pois ao se posicionar e assumir um lado é fato raro no joranalismo de hoje onde sob a falsa nautralidade os sabujos para usar a expressão do Mino Carta não se cansam de servir ao poder. Dizer que o Sr. Gabeira e o Sr. Freire são oportunistas é chover no mollhado. Um dia a máscara deles cairá como também cairá a máscara da Dona Soninha ( Figura patética inventada pelo Serra ) .
    PT
    Quanto ao PT, é só realizar o funeral !!!
    Apesar disso, meu coração ainda bate à esquerda junto com Rubra Rosa Luxemburgo.
    Abraços,
    Fernando

  54. Poxa!… Ricardão. Vc está me dando uma saudade, da peste.
    Enquanto lia, voltava no tempo… Tudo igual. Não as coisas materiais; mas, as circunstâncias e as convivências…
    Mas… acho q vc não juntou mto “mukifu”, não. risos… A única coisa imprestável, de péssimo gosto… era aquela camiseta… Deixa prá lá.
    Sabe de um negócio?… Vc destila amor, em forma de palavras; constrói frases, em lindos períodos; mostrando os seus verbos.
    Poxa! Ricardão: Parabéns! Q Deus o tenha… sempre, assim.
    Parabéns! Mto emotiva, a sua mudança.
    Abraço, fraterno

  55. Sabe…pode faltar tudo há uma pessoa, tudo mesmo, menos poesia em sua alma.

    Fico triste quando vejo voce, com este texto, levantar lindamente a bola, para que cada um de nós aqui, pudesse, pelo menos tentar, marcar um golzinho, contando algum fato, mesmo que insignificante, de seu passado.

    È horrível um mundo, em que não nos damos trégua.

    Os oásis, nos desertos, são, além de pontos onde podem as caranas e os solitários andarilhos saciarem as suas sedes, mensagens filosóficas, para alimentar vidas.

    Ricardo

    Ainda estamos todos aprendendo.

    Quando postar um texto que você achar que deve tomar um rumo, mais especial, só libere comentários que nos leve por este rumo..
    Nenhum de nós nos sentiremos boicotados ou censurados.
    Pelo contrário, aprenderemos a degustar novos sabores, e quem sabe, até mesmo trabalhar novas receitas.

  56. …completando 23:14

    Aquele que sentenciou o “penso logo existo”, deixou para cada um de nós, o trabalho de a completar, com o valor da capacidade de sentir.

    Acho que é isto.

  57. Ah! Sim !!!

    Não quis, com os meus comentários anteriores, criticar nenhum dos que aqui comentam, é claro.

    Aliás, são excelentes os comentários aqui postados, voce está de parabéns pelos que participam de seu Blog.

    Muitos deles até superam, em alguns dias. alguns de seus textos.

  58. Ricardo:
    Comenta esta notícia que foi publicada no site Contas Abertas ontem (26/8/2009).
    “O edital de contratação da empresa paulista Telemática Sistemas Inteligentes (TSI), responsável pela implantação do sistema de segurança na Presidência da República, previa que os registros de acesso de pessoas e veículos ao Palácio do Planalto deveriam ser guardados em um banco de dados específico, com capacidade de armazenamento por um período “mínimo de seis meses”. A partir de então, os dados deveriam ser “transferidos definitivamente para uma unidade de backup”.

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  59. Convenhamos!! Lula anda em companhia do Sarney, Renam, etc, mas não existe ninguém no Brasil que possa dizer ser mais ético do que ele. Quem quiser que aponte um que em menos de um dia vai ser desmascarado. Não esqueça de que Judas sempre esteve ao lado.

  60. 26/08/2009 – 23:14
    Enviado por: everaldo
    ”Quando postar um texto que você achar que deve tomar um rumo, mais especial, só libere comentários que nos leve por este rumo.”

    Não everaldo. Nunca. Assim não meu caro. O que se bloqueia não são idéias e posições, mas desrespeito e xingamentos. Um determinado tema, ao longo do debate, pode, — e é desejável que seja assim– ganhar autonomia e, a partir de um certo ponto, fugir completamente da proposta inicial transformando um assunto Insípido e dessaborido num debate acalorado.

    Esta idéia everaldo (bloquear comentários) parece que tem o dedo do Ferra-Ferra lá de Cratus que, como já comentei, me parece um fascista enrustido…

  61. Dona Lina, da receita quem diria, se transformou num ícone e provou, por ”A” + ”B” que, de fato, o ditado antigo está correto: ”A mentira tem pernas curtas”. A mentira só vai longe quando não investigada. D.Lina sacudiu o sistema de segurança do Palácio do Planalto, um sistema que custou uma fortuna e, segundo os ”especialistas” se revelou incapaz de registrar a presença de uma pessoa no recinto que deveria monitorar.
    A ministra Dilma precisa urgentemente contratar um ”mentirólogo”. Mentir é uma ciência e, não é para qualquer um não. Tem que saber. Tem que se diplomar. Diploma –aí sim, de verdade– claro. Até para turbinar currínculo é preciso saber fazer, não basta rechear diplomas com títulos acadêmicos inexistentes, tem que ser convincente. Ora, ora…

  62. Olá Kotscho!

    Toda mudança na vida da gente traz uma certa nostalgia. Uma casa nova traz a possibilidade de rever muitas coisas e repensar na vida. Não é a toa que se chama “mudança” pois mexe e bagunça com coisas materiais e sentimentais. É um excelente momento pra jogar fora coisas que não usamos mais e que guardamos em algum lugar apenas para nos prender ao passado. A vida é agora! Viva esse momento, o novo pode ser maravilhoso e só depende da gente! Entre com o pé direito e tenho certeza que você e sua esposa serão muito felizes!!!

    Abraço

  63. Ricardo bom dia, que história amigo, isto é vida!

    Gostaria também de reforçar aqui as palavras deste velho teimosos mas um exemplo de cidadão o nosso querido Mané Ferreira.

    Também andei perambulando por estas bandas do planalto, morava próximo a igreja de São judas e estudei no levi, e quero ficar solidário quando ele fala do Professor Hermes, esse não era fácil, mas quando em aula um senhor professor.

    Engraçado não é Ricardo, que mundo enorme mas com distâncias tão curtas, lamento em minha mocidade não ter conhecido mais pessoas como vocês.

    Vida nova na casa nova!

  64. Tinha que ser o everaldo
    ¨Quando postar um texto que você achar que deve tomar um rumo, mais especial, só libere comentários que nos leve por este rumo..
    Nenhum de nós nos sentiremos boicotados ou censurados.¨
    Oww que menos sabe…fale só por ti e fale menos prá não falar besteira.Quer censura! …muda prá Cuba..tem um cara legal pro cê conhecer lá…

  65. Kotscho, nessa história de ficar falando em política, a gente, sem querer, acaba deixando de lado aquilo que realmente importa.

    Desejo que a sua nova casa seja sempre repleta de alegrias – com a família, com os bons amigos, boas comidas e boas bebidas!

    Ah, sim! E nunca é tarde para desejar que seus novos vizinhos sejam tranquilos e amigáveis – e que nenhum deles toque bateria…

    Abraço!

  66. Ricardo Kotscho,

    Depois de várias postagens suas com temos relativamente importante sobre política, políticas e seus afins, você posta algo sereno, gostoso que faz bem para a alma. Fazer uma higienização é “bão” para o cérebro. Sem contar o saudosismo que o assunto promoveu.

    Neste caso, vamos contar história:

    Mudar hoje em dia é chic, quem não gosta de estar descarregando sua mudança num caminhão tipo baú e ver que esta mostrando seus utensílios de última geração para a vizinhança e curiosos? É bão esnobar, é ver que os visinhos estão vendo nossos: Estofados de couro ou similar, Refrigerador Duplex, Cama Box, Máquinas de Lavar, Secar, Enxugar, Fogão Oito bocas. TV LCD ou Plasma trinta a tantas polegadas, Home Thiter, computador e computador NotBook. Estantes, Haker na sala, no quarto da filha e do Filho e mais um monte de coisa que o consumismo nos proporciona. Instalação de Antenas Parabólica, TV por assinatura, e mais TV destinado à programação local.

    Bem ali atrás, década de 50/60 não era bem assim. Mudança de fazenda em fazenda, onde tinha colheita de café, cana, algodão não era tão confortável. Onde tinha nova safra, ia-se mudando. Transportes era a tração animal, ou o expresso beiçudo puxando a mudança numa carroça de quatro rodas, com giro nas dianteiras. Aqui e acolá o animal empacava e só levantava quando queria. Em cima da carroça um monte de cacarecos com o casal e as fiaradas.

    Quando se mudava de área rural para outra era mole, mas quando era para a cidade o bicho pegava. No meu caso eu já quase um pequeno rapagão já tinha certa vergonha. Ninguém naquela época chamava Adolescente ou Puberdade, quando começava a nascer os pelos um pouco acima do órgão genital, o moleque estava virando “homi”.

    Mudança feita num caminhão GMC ou Ford 59, tinha uns que a partida era com uma manivela na parte frontal do caminhão. Descer a mudança do caminhão era tal de jogar tábuas de mesa, como estofado não existia, sentava-se em bancos de madeira um sebo só, inclusive as melecas que as molecadas tiravam do nariz grudavam embaixo da tábua do banco. Armação de cama de mola aos pedaços, colchão enchido com palha de milho amarelado pelos xixis das crianças. Refrigerador? Refrigerador que nada, era pote de barro ou talha, moringa. Panelas todos pretejadas de carvão nem se falar as prateleiras todos cheias de picumã do fogão a lenha.

    Apesar de tudo hoje vale a pena mudar, mudanças de antigamente é uma saudosa lembrança!!!

  67. 27/08/2009 – 10:21
    Enviado por: Renato

    ”Ah, sim! E nunca é tarde para desejar que seus novos vizinhos sejam tranquilos e amigáveis – e que nenhum deles toque bateria…
    Abraço!”

    À convenção Renato, à convenção. Deve estar lá com o síndico. Claro, como estamos no Brasil, pode ser que o ”menininho” da bateria seja filho de uma ‘otoridade’, aí meu amigo; vc dançou. Uma sugestão; entra na banda!

  68. Pois é meus caros do blog. Pois é.
    É um golpe em cima do outro. Agora até nas madrugadas, como fazem os bandidos comuns.

    ”COMISSÃO ESPECIAL DA CÂMARA APROVA PEC (Projeto de emenda Constitucional) DOS VEREADORES NA MADRUAGADA.

    Na madrugada desta quinta-feira, ESCONDIDINHO, POR BAIXO DOS PANOS e com a presença de 22 deputados, foi aprovada na comissão especial a emenda constitucional que aumenta EM 8 MIL o número de vereadores do país.

    Mais 8 mil parasitas que sugarão dinheiro dos pobres trabalhadores. E muito dinheiro. Muito mesmo.

  69. Luis Carlos…chego a pensar que alegação da Lina ñ se lembrar da data/hora fatídica trata-se de um blefe,se o for ,o calvário da Dilma está prolongado,é mais uma carTa na manga dessa oposição(que na minha opinião ñ vale nada também-o acusador de hoje é o acusado de amanhã).A candidatura da Estela,ops Dilma,já nasceu morta,quem vai votar nessa simpatia,nem seu restropecto político/administrativo ajuda(que restropecto mesmo???).Essa oposição oportunista-só isso- não percebeu que nem o Lula quer ganhar em 2010,o projeto do ¨cara¨é p/ 2014,o modelo econômico copiado da era Itamar/FHC já está esgotado , a estrutura econômica herdada da ditadura há muito se esgotou.O próximo governo vai ser um inferno,a oposição será o paraíso.Quem quer ganhar eleição escolhe a Dilma,melhor impõe a Dilma como candidata?

  70. Dá p/ imaginar a Dilma numa entrevista coletiva,vai ter que importar as jornalistas brasileiras que estão na França,ñ esquecer aquela que entrevistou o cara, lembram?É aquela mesma…Melissa sei lá do que…E no debate com outros candidatos?Tomara que o ¨Marronzinho¨ ñ se candidate desta vez….

  71. Hoje o Supremo Tribunal Federal dará à prova CABAL,que não precisamos deles,precisamos é de Carcereiros. Afinal ficará demonstrado que só servem para condenar; Paulo que é preto, Henrique que é pobre, Amorim que NÃO é puto. Ficará INCONTESTE que o Supremo Tribunal Federal não DIFERE do Senado Federal. Entra governo e sai governo, o José Sarney e o Marco Aurélio SEMPRE lá. Muda tudo, para tudo continuar e o Renan e o Celso Mello SEMPRE lá. Assim sou compelido a concordar com o NASSIF e o AZENHA que repetem o Paulo Henrique Tamborim, assim não dá.

  72. Prezado Ricardo, Boa tarde…

    Desejo à você e a Mara, amigos queridos e raros, toda felicidade do mundo que vocês bem merecem.

    Tão logo estejam acomodados, vamos marcar uma Guinness no All Black.

    Forte abraço.

  73. Concordo com o Junior / SP, o Eduardo Suplicy tá mai pra Supla que pra senador, pensei que ele ia começar a cantar e dançar Japa Girl.
    Fala sério!!!

    Ô Kotscho, parabens sempre e muita sorte na casa nova, você é daqueles brasileiros que fazem a gente sentir orgulho deser brasuca.

  74. O gosto que temos por guardar velhos objetos especiais às vezes nos leva a medidas inusitadas. Para conservar a maior recordação material que meu pai me deixou, tive que quebrar algumas paredes da minha casa. Meu pai, em 1982, fundou um jornal regional em Biguaçu, cidadezinha catarinense que, apesar de estar apenas a 20 quilômetros de capital Florianópolis, ainda é um bocado interiorana. Cresci em meio a bobinas de papel jornal, clichês, caixarias tipos variados e ao som ritmado da linotipo pilotada por meu pai. Mesmo quando a tipografia perdeu de vez espaço para a informatização, meu pai conservou a linotipo numa das salas do jornal. Era o xodó dele. De vez quando a colocava para funcionar sob o olhar de admiração dos visitantes da redação. Faz 15 anos que ele morreu. Mantivemos o jornal na ativa por mais 12 anos após sua morte. Mesmo passado todos esses anos não consigo me desfazer da velha linotipo. Hoje ela faz parte da decoração da sala da minha casa junto com uma página montada nos moldes antigos. As pessoas ainda se impressionam ao saber do papel dela na antiga imprensa. Consideram a linotipo a bisavô do computador.
    Pra mim é como uma irmã caçula: espaçosa, mas muito querida.
    Abraços

  75. Você conhece a proposta que poderá isentar a música brasileira dos impostos?

    A PEC da Música está para ser votada na Câmara e pretende dar à música nacional o mesmo tratamento que já é dado aos livros e revistas: isenção total de impostos.
    Contando com o apoio de artistas, músicos e muitos outros, a proposta, já aprovada em comissão especial, está pronta para ser votada em plenário. É aí que você pode ajudar muito.
    Sendo o responsável por um site que aborda o tema, é importantíssimo que você divulgue e informe os leitores, a fim de pressionar os deputados a votar a favor da proposta.
    Qualquer dúvida, estamos à sua disposição pelo email: renata@otavioleite.com.br

    Antenciosamente,
    Assessoria do Deputado Federal Otavio Leite
    http://twitter.com/otavioleite

    Assista ao debate promovido pela MTV na semana passada:
    http://mtv.uol.com.br/debate/videos/mtv-debate-baixar-o-imposto-aumenta-venda-do-cd-clique-e-assista-na-%C3%ADntegra

    O programa CQC também fala sobre a proposta aqui:

    O que saiu na imprensa sobre a proposta:
    http://www.otavioleite.com.br/pesquisa.asp?q=pec+da+musica

    A íntegra da proposta:
    http://www.otavioleite.com.br/conteudo.asp?proposta-de-emenda-a-constituicao-no-98-de-2007-pec-da-musica-2303

  76. Que invejinha boa do nono parágrafo….rs! E que texto, que belo texto! Boa mudança Kotscho. E mande uma abraço ao Serrano quando encontrá-lo!

    Grande abraço,

    Rafa Prada

  77. Prezado Kotscho,

    Discordo do Johnny. Você sempre escreve muito bem, politica então, nem se fala. Mas realmente você se supera quando fala sobre outros assuntos. Parabéns!

    Ah! e felicidadaes no novo lar!

    Mudando de assunto…

    Kotscho e amigos, vcs precisam ver uma vídeo postado no blog do Nassif, no post: “Sorria, vc está sendo manipulado”. É sobre uam discussão, imaginem só, numa das novelas da globo sobre petróleo/petrobras e $$$.

    O vídeo é este: http://video.globo.com/Videos/Player/Entretenimento/0,,GIM1102653-7822-MARIA+ROSA+OUVE+MODESTO+CRITICAR+SEU+NOIVO,00.html

  78. Luiz Carlos 6:38 ( o véi )

    oromar 8:21

    Com todo respeito, e, especialmente ao Luiz, respeito e admiração, tenho, infelizmente, de “enquadrá-los” naquilo que eu chamo de ” Paradoxo Blogstático”

    Vejamos :

    Primeiro: Como ferrenhos defensores das ditaduras, me estranha muito, hoje defenderem a liberdade de expressão. Em parte me deixa feliz por ver que a minha polaridade evoluiu.

    Segundo: Como ferrenhos defensores da propriedade privada, me estranha muito, serem contrários, que um “proprietário” de um Blog, não possa selecionar o que deva ser postado nele. Um blog não é patrimônio público.

  79. oromar 18:24

    Não oromar, não foi o PT que se reduziu ao papel de manter o LULA no poder, quem se reduziu a isto foi esta oposição medíocre que temos, mas olhando bem, com os elementos que a compõe é o máximo que podem e sabem fazer.
    È uma pena que ainda haja pessoas que a alimente. Deve ser terrível, se colocar como pasto de burros

  80. Doug 17:47

    È Doug !!! O PIG está mesmo em estado de total desespero. Estão apelando até para as porcarias de suas novelas.

    Esta é a imprensa que alguns idiotas aqui se aparelham para atacar o PT. Para eles a nossa imprensa é ética e livre.

    Não são uns coitados estes coitados ???

  81. Boa noite Ricardo!
    boa noite amigos balaieiros.

    Tentei dormir, e ainda não conseguí…
    Ainda bem Ricardo que voce está aí às voltas com seus apetrechos e lembranças bonitas…
    Lá fora notícias maravilhosas rondando como num tempo escuro próximo à uma tempestade.
    Aprovação de novos cargos de vereadores…(geração de empregos), os exonerados pelos cargos ocupados pelos “atos secretos” retornando devagarsínho…nem tanto porque o Sarney voltou atrás no do namorado da neta…vai ver que brigaram…mas depois que voltarem ao “love” a vaga tá garantida.
    E ainda o Palloci lindo leve e solto…20 artigos, e todos engavetados…que beleza.
    Por isso está difícil dormir…só fico ouvindo os risos…as gargalhadas, as champagnes estourando…as prostitútas (belíssimas, e caríssimas) dançando….enfim uma festa.
    Sem contar com o rodízio maravilhoso de suculentas pizzas.

    …” Champange importada…200,00…garota de programa…500,00…
    Pizza especial diversos sabores…80,00.

    Imaginar a cara do povo sabendo disso, e não poder fazer nada além de pagar esses “custos secretos”………..NÃO TEM PRÊÇO!!!!”

    …vou tentar dormir de novo….

    Boa noite…

    Robson de Oliveira nosbornar@ig.com.br

    Ps…nada contra pizzas, garotas de programa, ou champagne…

  82. 27/08/2009 – 22:23
    Enviado por: everaldo
    Luiz Carlos 6:38 ( o véi )
    oromar 8:21
    ”Com todo respeito, e, especialmente ao Luiz, respeito e admiração, tenho, infelizmente, de “enquadrá-los” naquilo que eu chamo de ” Paradoxo Blogstático”
    Vejamos :
    Primeiro: Como ferrenhos defensores das ditaduras…”

    Ô everaldo. Defensor de ditadura? Que isso rapaz! Um liberal jamais defenderá uma ditadura. Ocorre que, às vezes, temos que nos posicionar e até, se necessário, lutar contra ditaduras e, neste caso, pode ser que, pontualmente, estejamos alinhados com outras correntes ideológicas que, em condições normais, não são necessariamente aliadas. Contra o mal maior, é necessário –aí sim, o paradoxo– coexistir pacificamente com o mal menor. Somo humanos, imperfeitos, portanto e, sendo assim, entre tantas lutas, lutamos pela nossa sobrevivência. Pela vida, o bem maior. Pela vida que, os Maoistas-Stalinistas não dão o menor valor. Eu, particularmente, não apoiei ninguém, defendo, no entanto dentro das minhas possibilidades -que são poucas-, a memória daqueles que lutaram contra a ditadura comunista e assassina.
    Não nos transformamos num Cambodja. Num Khenmer Vermelho. Por pouco, muito pouco…
    Creio que o Oromar também pensa assim.

  83. Caro Kotscho.
    Minha mudança, de Recife p/ Porto Alegre demorou três meses e, quando chegou, lá em Camaquã, que dista 120 Km. de P.Alegre, estava tudo errado. A mudança que chegou teria que ir p/ Brasília. Foram 4 mesês de Hotel, eu, minha mulher e duas filhas. Depois, a mudança foi chegando aos poucos, mas até hoje, 30 anos depois, ainda não chegou tudo…
    Esta semana fiquei sabendo que o dono do Hotel em que morei é o atual prefeito da cidade!

    De fato; uma aventura indelével.

  84. Luis Carlos,já escrevi,é invejável(no bom sentido,claro) seu conhecimento e sua capacidade de se expressar;muitas das vezes o remédio causa efeitos comparáveis aos sintomas da doença que combate,mas o que interessa é a cura…é isso aí muito obrigado pelo conhecimento transmitido.Abraço.

  85. Everaldo,Everaldo…é impressionante um joão ninguém se achar no direito de contestar uma afirmativa do ¨Economist¨.Há dois ou três títulos anteriores foi o tal de Simas querendo se comparar a Millôr Fernandes e Elio Gaspari,e agora o doutor honóris causa EVERALDO.Cê sabe o que é gradução pelo menos?Acorda cara,um artigo desse que te causou raiva passou por diversas cabeças brilhantes rapaz;recolhamo-nos em nossa insignificância,ou vai estudar.Por favor num me venha falar que a sua faculdade é a da vida…dispenso.

  86. 27/08/2009 – 11:53
    Enviado por: oromar
    ”Luis Carlos…chego a pensar que alegação da Lina ñ se lembrar da data/hora fatídica trata-se de um blefe… Dilma,já nasceu morta,quem vai votar nessa simpatia,nem seu restropecto político/administrativo”

    Prezado oromar.

    Francamente, quanto ao sucesso –ou fracasso– eleitoral da candidata Dilma, não consigo fazer projeções razoáveis. O voto direto não permite imaginar o que acontecerá. Trata-se de um caso atípico; uma candidatura ”inventada” na qual Lula investe todo o seu prestígio. A militância, como se pode ver, está agitada.
    O voto direto, oromar, já nos causou tantas surpresas que, uma a mais ou a menos não muda nada.
    Agora, seja quem for o eleito, o período 2010-2014 será de pedras e espinhos e o eleito pavimentará o trecho para Lula, que voltará como o salvador. É oromar, o futuro é sombrio. O bolsa-família, só neste mês, ganhou mais 500 mil participantes; converta isso em votos. É uma mina de votos!
    Quem sabe a Dilma não se sacrificará para garantir 2014? Vale tudo!

  87. Luiz Carlos ( o véi )…tão véi que já é contra o que defende

    Olha só :
    Num seu comentário aí atrás, termina assim:

    ”Técnicos TCU identificaram um superfaturamento de 1.490% no pagamento de verba indenizatória nas obras de terraplanagem do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), na região de Itaboraí.
    (atenção; superfaturamento de 1.490%)
    Auditoria do Tribunal concluiu que foram pagos pela Petrobras ao consórcio que toca o empreendimento R$ 23,2 milhões a mais do que seria devido, levando-se em conta o período entre 15 de maio e 25 de outubro de 2008.
    O desembolso da estatal foi de R$ 24,779 milhões durante o período em que as obras ficaram paradas por causa de chuvas. Já os técnicos do TCU fecharam a conta em R$ 1,558 milhão.
    A empresa responsável pela obra é o Consórcio Terraplanagem Comperj , composto pelas empreiteiras Andrade Gutierrez, Norberto Odebrecht e Queiroz Galvão.
    Entenderam? ”

    Entendi Luiz, voce é contra estas empresas que aceitam ser remuneradas com valores aviltantes para os seus serviços.

    Acha que elas devem ser banidas de toda concorrência pública. São umas criminosas.

    Vai ser difícil voce convence-las a não praticarem este tipo de roubo do dinheiro público, pois, embora elas sabendo que existem umas velhinhas doentes lá em Quinari, precisando destes recursos, estas empresas, não sabem praticar a livre concorrência, pois foram viciadas durante aquele terrível período por que passamos governados por aqueles falsos guardães de nossa cidadania.

    O que eu não entendi e não entendo, é, como voces que ferrenhamente defendem “o livre acúmulo de riquezas ” sejam contra os corruptos, uma vez que eles são os verdadeiros responsáveis pelo tamanho de nossas maiores empresas !!!

    As três acima citadas seriam o que são se não fosse o nosso governo militar ? Se tronaram tão poderosas, que até hoje colocam o nosso estado refém delas

    Como é que voces podem dizer que não são a favor da corrupção ???

    O chamado liberalismo econômico, foi ou não foi criado para beneficiar megamarginais ???

    Luiz, meu irmão, sai desta !!!

  88. Querido Ricardo !!!
    Que prazer enorme voltar justo nos dias em que o assunto é mudança e renovação !!!
    Olha eu já mudei de casa 8 vezes na minha vida e todas elas foram muito bem humoradas e com muita gente por perto para me ajudar, se não era a família eram os amigos e assim eu fui escalando essa íngreme montanha de mudanças nesta vida muito louca que eu fiz !!!
    Uma certa vez, eu morava em um apartamento perto da FEI aqui em SBCampo e resolvi mudar para ficar mais perto do meu trabalho, então no dia da mudança, do terceiro andar, o elevador pifou e não tinha jeito de adiar, eu trabalhava muito e não podia perder mais nenhum momento ( ai e pensar que eu era assim !), então não tive dúvidas, desci o colchão para perto da janela e atiramos tudo o quanto foi possível pela janela em direção ao colchão !!! Hahahahaha… algumas coisas cairam fora do colchão e tive algum prejuízo, mas a FARRA foi grande, a gente não parava de rir e de trabalhar, depois a luz voltou e não tivemos que jogar a geadeira nem o fogão ! hahahahaha…. Meus irmãos e amigos estavam me ajudando e tudo deu certo naquele dia !!!
    Claro que eu desejo a vc muita paz e saúde nesta nova casa e também muita luz na organização da casa tá???
    Super beijos,
    da sua amiga,
    Norma.

  89. alo
    muito bonito, quem tem a oportunidade de sempre ter ares novos,
    mesmo sendo do pt, os coitados que nascem nas favelas e morrem nas favelas, onde todos pertences caberiam em um lenço de cabeça da chefe da casa, pois o homem ja morreu ou de assassinato , ou atropelado na bicicleta quando ia trabalhar ou na fila de um hospital.
    muito belo o final…..
    os tempos da vida , dependem de cada um de nos.
    a minhas mudanças, não são com meus pertences, mas com minhas ideias, a desilusão com as idéias socialistas, onde tudo que vemos com esta turma que estão ai fazem com que isto se aprofundem cada vez mais. onde as ideias iniciais deste partida, germinava como uma semente sadia, e hoje esta semente podre não serve nem para adubar uma plantinha pois a mataria em poucos minutos. sera que isto seja o desfecho de minha inocencia, de minhas ideias, ideias que ainda estão la no fundo
    de minha consciência, que me faz pensar……stalin tinha razão no que fez…..e 30 milhoes foram poucos….. desculpem pelas palavras, isso e somente o reflexo da ira contida de ver a sujeira
    que está por ai. porque senhor ricardo, os tempos da vida dependem de cada um de nós e minhas mudanças não foram com meus pertences , mas com inhas ideias.
    mas senhor ricardo, leio muito a coluna do senhor e te admiro muito, e mais ainda quando sei que e sampaulino, do quel sou socio. e salve o nosso sao paulo.
    ciao

  90. Não me recordo da única vez na vida em que mudei de casa. Tinha então 4 anos de idade. Ainda me lembro de minha avó (falecida pouco antes de minha mudança) passeando comigo pela vizinhança da velha casa do século XIX e me mostrando os raros automóveis (“autos”, ela dizia) que passavam pelas ruas de São Luís do Paraitinga. Portanto, há 60 anos resido na casa (tombada pelo CONDEPHAAT) em que estou morando. Acho que se eu viver mais um pouco, também vou ser tombado, como parte integrante da casa…

  91. Falando em mudar, já não esteria em tempo do Lula fazer como a presidente da Argentina e tb mudar para o governo a transmissão de futebol na tv aberta?
    Enfrentar o Clarin é o mesmo que enfrentar a Globo. Questão de coragem política e renderia milhões de votos.

  92. 27/08/2009 – 11:54
    Enviado por: oromar
    ”complementando…um abraço Luis Carlos…”
    Outro p/ o Senhor. Muito obrigado!
    A decisão do STF ontem, no caso Palocci, me fez vasculhar os velhos e enferrujados alfarrábios onde encontrei esta pérola centenária de TOLSTÓI:
    “Mas a verdade é que não só nos países autocráticos como naqueles supostamente livres – como a Inglaterra, a América, a França e outros – AS LEIS NÃO FORAM FEITAS PARA ATENDER À VONTADE DA MAIORIA, MAS SIM À VONTADE DAQUELES QUE DETÊM O PODER”

    Me parece bem atual, não é, caro oromar?

  93. Sr. Balaio:
    Um dia imaginei ser jornalista.
    Sou engenheiro e economista.
    Fiz vestibular para cursar uma escola de jornalismo. Levei bomba em português. Desisti. Hoje, não se precisa nem de diploma para exercer a profissão.
    Hoje, aposentado, fico analisando o exercício do jornalismo. Confesso que me decepcionei.
    Que diabos de profissão é essa que nunca apresenta os fatos como eles são ?
    Que esconde informações.
    Que dá prioridade às versões falsas em detrimento da versão mais próxima da verdade.
    Que manipula a informação.
    Que adota como método o hoje consagrado “teste de hipóteses”.
    Que se apresenta à sociedade como um partido político.
    Que calunia pessoas sem dar o direito de resposta.
    Que faz campanhas sistemáticas contra pessoas e governos visando aumentar as vendas de jornais e, consequentemente, aumentar as receitas de publicidade.
    Que defende subliminarmente os interesses do poder econômico.
    Que chantageia governos em troca de verbas de publicidade.
    Que se submete aos barões da imprensa em troca de míseros salários.
    Que se omite na luta contra os oligopólios empresariais da mídia e não luta pela democratização da distribuição de informação.
    Que diz que o foco do jornalismo é a notícia negativa.
    Estou cheio dessa gente.
    Ainda bem que existe algumas poucas exceções.
    V.Sia. é uma delas.

  94. Que baú incrível, hein? Geralmente nossas “caixas de recordações” têm grande valor sentimental, mas estritamente particular. O seu, Kotscho, é praticamente patrimônio cultural, histórico e, sei lá, até ideológico! Elis Regina, credenciais de coberturas de fatos que já estão em livros didáticos, uma Remington presenteada por Lula e outros! Fantástico!

    Devo passar pela experiência de mudar em breve, e pela primeira vez. Minha namorada e eu arranjamos um canto e devemos sair da casa dos pais até o fim do ano. Grande expectativa! Deixar a casa que vivo há 26 anos, não ter mais as facilidades dos cuidados da família o tempo todo, enfim, uma revolução que ocorre com todos, mas que não deixa de ser imensa para cada um, não é?

    Grande abraço!

  95. Sr. Kotscho,
    sem querer mas já atapalhndo.
    Acabe logo essa mudança para poder atualizar o blog.
    Gosto de seus textos e principalmente de sua moderação.

    Felicidades!

  96. Ontem, a Ibovespa fechou com leve baixa 0,11%. Ao contrário deste indice a ação EUCA4, principal do grupo Eucatex – empresa controlada pela família MALUF, teve fortíssima alta de 17,63% em um único dia. Somente ontem foram fechadas 588 transações envolvendo a EUCA4 (no dia anterior apenas três) o que gerou um volume total de R$ 2.503.812,00.
    Para ter idéia, no começo da semana a Seguradora Porto Seguro anunciou parceria estratégica com o Itaú-Unibanco, no dia do anúncio sua principal ação PSSA3 não subiu 10%.
    Vale lembrar que no começo do mês, a 4a. Vara da Fazenda Pública de São Paulo congelou contas e ativos dos filhos do deputado Paulo Maluf, inclusive de seu filho mais velho e companheiro de cela durante período de cadeia e hoje Presidente da Eucatex: Flávio Maluf.
    A Eucatex não teve bens nem contas congeladas por risco de “quebrar” e prejudicar: fornecedores, clientes, acionistas.
    Ontem, a Eucatex não anunciou nada de novo. Não criou novo produto, não fez parceria estratégica e nem aumentou mercado, logo resta ao Presidente da empresa explicar razão deste aumento no preço de ação.
    Favor apurar.
    Kim

  97. Acredito, sempre acreditei, desde criança, que as mudanças são algo natural na vida da gente. Entretanto, acho que são comuns para mim, pois sempre estive em ambientes muito mutáveis. A vida me ofeceu situações e situações que me fizessem mudar.

    Hoje, consigo entender que a maior parte dos indivíduos tem medo da mudança. E até os entendo: nasceram em uma família sólida, sempre viveram na mesma casa, com papai, mamãe e irmãos, na mesma cidade, aos domingos almoçavam na casa da avó, aos sábados passeavam no parque.

    Tudo tão diferente da minha realidade. Na minha vida essa normalidade familiar, esses dias previsíveis e corriqueiros simplesmente não existiam. Não tive irmãos, mas fui criada com meus cinco primos. Tive dois pais, uma mãe que se foi para longe e uma avó, que não tinha o mesmo sangue que eu. Mudei de casa 12 vezes e de cidade 5.

    Deve ser por isso que tenho essa necessidade de mudança dentro de mim. Acho que está aí a raiz de tudo. Deve ser por isso que a rotina e a agitação se fazem tão presentes dentro de mim.

    Gosto de mudanças, porque sou assim, me fiz assim ao longo dos anos. Questiono as minhas escolhas, falo o que vem à cabeça, afirmo que preciso sentir algumas coisas, sinto que o coração precisa dar pulos constantes. Tomo decisões sem o medo de me arrepender depois. Ouso ser mais feliz, mesmo sentindo algumas dores.

    E viva as mudanças, sejam elas físicas ou internas!

  98. Caro Kotscho.
    Nos conhecemos em Mossoró – RN, quando vieste fazer uma reportagem para o primeiro nº da Brasileiros. Pra variar o assunto não foi política, mas cultura. E isto inclui mudanças. E mudanças incluem saudades. Saudades me levam a um poeta paraibano que disse:
    A SAUDADE É UM PARAFUSO / QUE QUANDO NA ROSCA CAI / SÓ ENTRA SE FOR TORCENDO / PORQUE BATENDO NÃO VAI / DEPOIS QUE ENFERRUJA DENTRO / NEM DESTORCENDO NÃO SAI.
    E QUEM QUISER PLANTAR SAUDADE / PRIMEIRO ESCALDE A SEMENTE / DEPOIS PLANTE EM LUGAR SECO / ONDE O SOL BATE MAIS QUENTE / POIS SE PLANTAR NO MOLHADO / QUANDO NASCER MATA A GENTE.
    Saúde, paz e laegria , juntamente com os teus, na nova moradia.

  99. Alô caro careca Ricardo Kotscho!
    Embora o tema em foco hoje seja mudança – física. Mas vou correlatar:
    Você, homem equilibrado, escreve para o nosso deleite. Tenho gostado dos seus artigos. Faz laboratório para analisarmos o comportamento humano no longo dos comentários aos seus escritos. Na minha ótica, a sua clientela é, majoritariamente, de equilibrados. A nossa elite hipócrita teima em sair dos trilhos a todo instante!
    É imprescindível que atenuemos as discórdias, e você o faz com maestria. Cada cidadão ou cidadã, com espírito desarmado pode também colaborar com “crises” e se faz mister no momento político que atravessamos , diga-se de passagem, com o barco Brasil navegando bravamente muito melhor que os de outras Nações.
    Saúde e paz para o timoneiro!
    Um abraço,
    RFelisberto.

  100. CIGANA EU SOU E A ÚLTIMA MUDANÇA DO MEU PAI.
    Chovia?
    Não!
    Não chovia!
    Fazia um belíssimo dia de sol e céu azul celeste de primavera no dia em que meu pai fez sua última mudança. Não teve que levar nada. Nem mala!
    Lembro-me que olhando seu rosto tão tranquilo tentei chorar. Mudança de pessoas amadas deixam a gente triste não é verdade? Ainda mais quando a gente sabe que a pessoa é o pai da gente e dessa vez não tem volta. Mas não consegui. Por dentro até sorria que sorrir por fora não fica bem no enterro do pai da gente. Sorria por ver no humilde berço-caixão um sábio índio partindo. Um homem que depois de passar por tantas casas finalmente encerrava a via sacra das mudanças.
    Era para ser triste essa mudança. Mas não foi. Mais parecia uma festa. Seus amigos do clube da terceira idade choravam. Mas fiquei sem saber se era pela mudança do amigo que não mais voltaria ou pela perda do sanfoneiro que animava as tardes de domingo. Era um artista meu pai. Pouco letrado e mesmo assim compunha poesia para cada filho que nascia. E olha que foram 10. Haja inspiração! Tocava todos os instrumentos musicais de ouvido. Mesmo sendo surdo de um. Autodidata reconhecido por todos os que entendiam de música. Era a mudança desse pai que parou uma cidade que eu como filha acompanhava tentando chorar. Mas como? Seus amigos tocavam violão, sanfona e até pandeiro tudo acompanhado de cantoria sertaneja e religiosa – como ele gostava enquanto embalavam seu caixão a caminho do cemitério. Menino da Porteira do Sergio Reis era repetida de tempos em tempos. Entre sorrisos e lágrimas! E eu ali olhando o velho terno de todas as festas e sapato “acarcanhado” com o qual dançou a minha valsa de formatura do ginásio. Todo feliz em formar um dos filhos ele dançou como se estivesse voando com o velho sapato engraxado com a pasta que vinha numa latinha redonda e não funcionava para tingir cabelo. Eu bem que tentava. Aos seis anos de idade. Foi nessa época que lhe roubei um pedacinho de pelego cor de fogo que ele guardava. Logo ele que nem tinha cavalo! Mas me explicava que se um dia tivesse um já tinha o pelego e por isso ficou muito triste quando viu um pedaço dele na minha boneca feita com o seu velho malho de madeira. O mais incrível é que um dia comprou um cavalo velho. E conseguiu estrear o pelego vermelho. Mas essa é outra história. A verdade é que de coisas pessoais ele só tinha uma pequena malinha de madeira. Como eu adorava olhar o que ele guardava com tanto carinho. Tinha até um papel de cigarro que brilhava feito prata e papeis de bala – dourados. Tudo bem dobradinho. Um canivete e um separador de livros que um dos seus netos lhe pediu para deixar para ele no dia em que partisse o que o fez rir muito. Eu herdei um pássaro raro esculpido de uma raiz de angico pelas suas velhas mãos calejadas. Lindo! Era bem pobre o meu pai. Mas quanta dignidade…
    Mas porque falo da última mudança do meu pai e não da minha? É que ao vê-lo partindo sem nada entendi a razão de tantas mudanças e casas sempre vazias. Só com o necessário. É que sou índia, cigana e estou sempre pronta para seguir viagem. Mas o que aconteceu comigo conto mais tarde. Agora a luz vai ser desligada e a bateria do computador está descarregando…
    Só para adiantar saibam todos que pretendo morar num zoológico junto com os macacos aranha. Depois conto detalhes. Beijos.

  101. É isso aí, Ricardo. A mudança é assim mesmo. A gente vai postergando, postergando, mas, de repente, chega uma hora que não tem mais jeito, tem de mudar, muda e pronto, seja o que Deus quiser. E daí, quase sempre, a gente até se arrepende por não ter mudado antes. Assim é o Brasil. Em algum MoMento resolveremos se desligar das relíquias da casa velha chamada república federativa do Brasil e MudareMos todos para a Casa Nova, das Sete Novas Repúblicas, chamadas de Confederação das Repúblicas Federativas do Novo Brasil: mais amplas, mais iguais, mais humanas, mais confortáveis, mais solidárias, mais descentralizadas, mais desenvolvidas, mais seguras, mais prósperas, mais felizes, mais, mais, mais…, como propõe o PNBC, porque evoluir é preciso. Boa saúde, boa sorte e muita felicidade, na casa nova, a vc e toda a sua família. Abraços.

  102. Quando meu pai partiu para sua última morada pensei: deve ser bom não ter que levar coisas, móveis, malas…
    A despedida do meu pai da velha casa era para se triste. Mas não foi. Mais parecia um festa. Amigos e familiares choravam. Eu confesso que não conseguia. Por dentro até sorria que sorrir por fora não fica bem quando o que está partindo é o pai da gente. Mas vendo o velho indio no seu berço-caixão embalado pelos amigos o som de violão, sanfona e até pandeiro – não dava para chorar. Só se fosse de alegria por ver partindo quem tão bem viveu todas as estações da vida. Cada uma no momento certo. Sem correr atrás do tempo., Sem pressa! Esse era o meu pai que agora partia para a sua ultima casa neste mundo: um túmulo pequeno no cemitério da Salto do Lontra – interior do Paraná. As cantorias – religiosas e sertanejas, suas preferidas eram até repetidas pelos amigos velinhos que até soluçavam. O que eu não sabia era se pela partida do amigo ou pela falta que o sanfoneiro faria nas tardes de domingo. Era meu pai quem animava o Clube da terceira idade da pequena cidade. Tocava todos os instrumentos musicais de ouvido. Mesmo sendo surdo de um. Pouco letrado e mesmo assim compunha poesia para cada filho que nascia. E foram 10! Artista! Esse era o querido velho que parou a cidade no dia da sua mudança de casa. Um candidato ao governo do estado chamado Jaime Lerner teve o seu comício cancelado. Pode? A cidade parada para acompanhar a última mudança de casa do meu pai que foi cigano e me ensinou a não criar raízes. Mesmo tendo um ninho. E foi assim que descobri a razão de viver mudando. Ou seria porque sempre que acho a casa dos meus sonhos lá vem um político para estragar tudo? Veja a ultima: feliz na minha casa com cara de velha Itália o que faz o prefeito? Troca área verde da frente do meu ninho por reforma na jaula dos macacos aranha. Nada contra os macacos. Mas o silêncio que eu tinha e que me fazia lembrar com saudades mas com alegria da mudança do meu pai desta para outra vida, rasgando a crisálida que lhe aprisionava a alma – nunca mais! Então mudei outra vez. Fui para perto de um belo parque da cidade. Adivinhem? Lá vem o prefeito dizendo que vai privatizar o parque! Como pode? agora só me resta esperar pela morada final. E que seja tão alegre como foi a do meu pai que levou com ele o sapato velho “acarcanhado” como se diz no interior com o qual dançou comigo a valsa de formatura do ginásio ou então mudar para o zoológico onde tem água fresca, muito verde e macacos que não se parecem com certos políticos que fazem coisas horríveis em nome do que chamam de progresso!
    E que possamos todos carregar pouca bagagem pois com o passar dos anos elas se tornam pesadas para mudança e para as longas e as pequenas viagens.
    É bom saber que faço a viagem por este mundo com gente que escreve coisas como você Ricardo. Demasiadamente humano!

  103. Minha derradeira mudança

    Depois de uma dezena de mudanças ao longo da vida, fiz a última em 2005. Desde então prometi à humanidade: nunca mais. Tudo começou quando escolhi a data pra fazer a mudança: 2 de novembro, Dia de Finados. Escolhi porque era feriado, mas nem me dei conta de que caia num sábado, o que dava no mesmo.
    Pra economizar contratei um pequeno caminhão que fazia ponto na frente do meu trabalho. Acertei o pagamento por hora, acreditando que mataria tudo em umas 4 horas com folga.
    Na noite da véspera reuni os três filhos e mandei cada qual encaixotar seus pertences. Esqueci que era noite de sexta-feira, dia de balada. Acabou que fiquei sozinho pra embalar minhas coisas, e o trio prometeu acordar cedo pra embalar as deles, antes do caminhão encostar, às 8 horas.
    Só mesmo eu (e o Eduardo Suplicy) pra acreditar numa dessas. Às seis da manhã do dia seguinte o primeiro filho chegou em casa. O segundo chegou às 7. O terceiro telefonou às 9, avisando que “ia atrasar um pouco”. Só quem não atrasou foi o desgramado do homem do caminhão. Às 8 em ponto ele e 4 ajudantes bateram na minha porta.
    Pior é que eu também não tinha embalado quase nada. Fui começar justo pela coleção de LPs. De cara deparei com o Gil de fardão na capa do primeiro disco que comprei com meu salário de boy, em 1971. Não resisti a ouvir o Domingo no Parque. Depois foi Procissão e depois o disco inteiro.
    Em seguida, praga das pragas, deparei com a Nara e me lembrei da Rô, uma maldita por quem eu comia vagões e vagões de merda ao som de “Se você quer ser minha namorada …”
    Fiz a burrada de abrir uma garrafa de vinho, e aí vieram a Fátima Guedes, João Nogueira, Dércio Marques … e a lembrança da desgramada da Sônia, aquela va… Deixa pra lá. Resultado: bebi a garrafa inteira, peguei no sono ali no chão da sala mesmo, só consegui encaixotar os LPs.
    Os sujeitos chegaram animados, querendo saber o que já tinha pra carregar no caminhão. Quando apontei as duas caixas de papelão com os discos deram risada. Na hora que me apresentaram a conta, no final do dia, é que eu entendi por quê.
    Bom, os caras ignoraram os LPs e partiram pra desmontar coisas que não passariam pela porta, como o meu guarda-roupas e a estante da sala. E eu decidi desmontar o suporte do microondas, uma imbecilidade, porque já havia o devido suporte no apartamento novo.
    Mas essa não foi a maior besteira que me acometeu. Não sei por que das quantas resolvi levar uma chave elétrica que havia mandado instalar para servir exclusivamente ao micro, que funcionava na corrente 220 volts.
    Confiante na minha habilidade, não desliguei a chave geral pra fazer o desmonte. Desconectei os três fios da chave e fixei cada um no azulejo com uma tira de fita isolante. Claro que a umidade própria da cozinha logo deixou os fios soltos, balançando no ar. Apenas eu não vi.
    Enquanto eu estava absorvido no desmonte da chave elétrica entrou no apartamento, sem qualquer cerimônia, o vizinho maluco do 22. Veio reclamar do barulho e ver o que estava acontecendo. Me viu na área de serviço e entrou na cozinha me xingando, como se estivesse na casa dele.
    Quando se espremeu para passar pelo microondas, que eu tinha depositado no chão, encostou nos fios soltos. Deu um grito bárbaro e caiu desmaiado. Num gesto automático tentei erguê-lo e levei um coice também. Os fios estavam “colados” na bunda do velho e ao encostar nele levei uma descarga.
    Finalmente desliguei a chave geral. Nisso os carregadores já estavam levantando o velho, que continuava desmaiado. Pensei que o desgramado tivesse morrido, mas ele se recobrou, só que urrava de dor. O choque havia sido tão forte que queimou a calça a cueca e a bunda do velho. A pele tava preta e rachada, sangrando.
    Os carregadores me ajudaram a botar o “lazarento” no meu carro e toquei pro pronto-socorro. Como ele não tinha condições de sentar, deixei o banco do passageiro meio deitado e pus o velho de bruços ali. Era uma cena tragicômica: o maldito com a bunda pra cima, exposta ao público, urrando de dor e me xingando.
    Pra piorar, quando tive que parar num sinal vermelho, uns estudantes acharam que aquele bunda na janela era a algum tipo de manifestação e socaram os vidros do carro, chutaram a lataria. Eu berrava “tô indo pro hospital, tô indo pro hospital”, mas ninguém ouvia nada.
    Quando cheguei no PS pedi ajuda para tirar o velho do carro e um atendente veio com uma cadeira de rodas. Lá foi o velho de novo com a bunda pra lua e eu com a cara colada na parede pra evitar o risco de encontrar algum conhecido.
    Pois bem, entreguei o velho aos cuidados dos médicos e já ia voltando pra minha mudança quando quase me meto em outra confusão. Falei que a bunda tinha sido queimada no microondas e de pronto o médico chamou a segurança, achando que eu estava fazendo experimentos com o sujeito. Felizmente o miserável estava lúcido e esclareceu o que tinha ocorrido. Cai fora antes que ele retomasse os xingamentos.
    Voltei pro apartamento achando que a mudança estava bem encaminhada e me deparei com os carregadores e meus filhos escarrapachados no sofá da sala assistindo o desenho do pica-pau. Um deles era tão folgado que havia pegado uma lata de cerveja da geladeira. Quando me viu, rapidamente explicou que meu filho tinha autorizado. Na outra ponta do sofá o mané confirmava com a cabeça.
    Tomei a lata quase vazia da mão do sujeito, joguei na parede e distribui um esporro geral. Quando me acalmei eles explicaram que o baú do pequeno caminhão já estava cheio e me esperavam para ir ao novo apartamento, que estava fechado e as chaves comigo. Lá fui eu com cara de tacho oferecer cerveja pra todo mundo.
    Já era umas 11 e meia da manhã quando chegamos na nova morada. Botei o carro na garagem e fui pedir ao porteiro para desativar o motor e deixar o portão livre. O sujeito era um crente, e desses chatos. Fechou a Bíblia que estava lendo, pegou uma chave pra desativar o motor do portão e foi logo me advertindo:
    – A síndica avisou o Sr. que tem que interromper a mudança ao meio-dia e só pode retomar às 2 horas?
    Eu perguntei: “pra quê?”
    Com aquela cara de Flanders ele me explicou:
    – É que na hora do almoço tem que deixar o elevador livre pras pessoas não se atrasarem.
    A minha temperatura subiu: “seu animal, hoje é sábado e ainda por cima feriado. Quem é que tem pressa pra voltar pro trabalho?” O sujeito não gostou do “animal”, mas fez que não ouviu, e insistiu:
    – Ao meio-dia tem que parar, são ordens da síndica”.
    Eu engrossei: “Vai chamar essa síndica”. E ele:
    – Ela tá viajando.
    Eu emendei: “olha, eu não vou parar coisa nenhuma, se alguém reclamar, manda falar comigo”.
    Recomendei aos carregadores: “não segurem o elevador, se alguém precisar usar, dêem a preferência, e vamos trabalhar”.
    O Flanders, vendo que eu não arredava o pé, saiu com essa:
    – Se eu for demitido por sua causa o sr. vai ter que me arrumar outro emprego …
    Vi logo que o santarrão não ia me dar sossego, mas aí tive uma idéia. Deixei passar uns 10 minutos pra ele acalmar, voltei à portaria e perguntei: “você já foi pegar a Bíblia autografada pelo Edir Macedo que tão distribuindo na Igreja Universal?” Os olhinhos do sujeito brilharam.
    – Aonde?
    “Ali na 7 de Setembro”, respondi, indicando a sede da Universal. E emendei: “vá lá, a síndica e a maioria dos moradores está viajando, eu tomo conta da portaria. Se alguém perguntar eu falo que você se sentiu mal e foi à farmácia”.
    Se ele pedisse eu até dava o dinheiro pro ônibus, mas ele nem pensou nisso. Malandro, assentiu:
    – Eu tô mesmo precisando comprar uns comprimidos pra dor de cabeça. Até as duas horas eu volto.
    E se mandou.
    Sosseguei. Finalmente vou continuar essa mudança.
    Os carregadores já tinham tirado tudo do caminhão e colocado na calçada. Enquanto dois deles, ajudados pelos meus filhos, levavam as coisas para cima, o motorista voltou ao apartamento velho buscar o resto.
    Eu finalmente me dei uma folga e fiquei me dividindo entre cuidar da portaria e vigiar a mobília na calçada. Nem precisava, porque a rua estava vazia. O movimento se resumia a uma e outra moradora dos prédios vizinhos, que saia pra dar uma volta com o cachorro. Quando isso acontecia eu aproveitava para dar uma conferida e ir reconhecendo o terreno.
    Estava me sentindo até feliz: brilhava um belo sol, fazia um calor gostoso, eu ali de bermuda e havaianas, sem camisa, contente com a compra do apartamento, vistoriando o mulherio com aquele ar de macho novo no rebanho.
    Estava ali devaneando quando fui subitamente arrancado para a realidade por uma voz que parecia um comando militar:
    -Ei, você!
    Me virei e avistei numa janela do segundo andar um sujeito de uns 60 anos, cabelos brancos impecavelmente penteados, de camisa fechada até o colarinho naquele bruta calor. Tomado de surpresa perguntei: “o que é?” O sujeito devolveu, irritado:
    – O que é, não! Me chame de senhor”. E foi emendando (aos berros):
    – Vá vestir uma roupa decente, se quer ficar na frente do prédio!
    Era o que me faltava. A moça do cachorro vinha voltando, eu querendo puxar uma conversa e o cabeça branca me chamando a atenção como se eu fosse um recruta dele. Minha paciência já tinha ido toda embora. Olhei bem pro sujeito, ergui a mão direita destacando o “pai de todos” e larguei: “vá à merda!”.
    A moça atravessou a calçada e entrou rapidamente no edifício ao lado. Acompanhei com o olhar pra ver se ela se voltava, mas nada. Por um instante até esqueci do panaca do segundo andar. Ele é que não se esqueceu de mim, e mal me virei ele estava do meu lado me intimando:
    – Seu moleque, me respeite, quem você pensa que é?!
    Naquele momento parece que fui inspirado por alguém que gosta de mim lá em cima. Saquei no ato (aos berros): “se você tá querendo saber quem eu sou, sou promotor de Justiça”.
    Não sei de onde eu tirei essa. O mais próximo que cheguei do Ministério Público foi uma vez que repassei um e-mail pornográfico para a minha lista de contatos e, por um desses mistérios da Web, acabou indo também para o Procurador-Geral do Estado, que me chamou em seu gabinete para explicações. Disse-lhe que eu, como cursilhista, também tinha ficado surpreso e indignado com aquilo. Ele entendeu.
    Mas voltando ao bronco cabeça branca, quando ouviu eu dizer que era “promotor de Justiça” ficou lívido, me pediu desculpas pelo mal entendido, foi logo me dando as boas-vindas ao prédio e se apresentando: era o vice-síndico. Trocamos gentilezas como se há dois minutos ele não tivesse me chamado de “moleque” e eu não lhe tivesse “mostrado o dedo do meio”, como dizem meus filhos.
    Estávamos os dois ali naquele “rasga sedas” quando avistei o porteiro que eu mandara pegar Bíblia autografada pelo Edir Macedo. Ele vinha bufando, com cara de “poucos amigos”. Antes que ele abrisse a boca o cabeça branca foi saudando: “seu Lindolfo, já deu as boas-vindas aqui ao doutor?” O porteiro ficou desarmado: “já, já conheci, sim, até falei que eu ia comprar um melhoral pra dor de cabeça … “ – e saiu de fininho.
    Tratei logo de me livrar do cabeça branca e acabar com aquela mudança, antes que acontecesse mais alguma coisa.
    Quando os carregadores depositaram a última mobília no apartamento eram 18 horas! – seis horas a mais do que eu havia previsto. Fiz o cheque, dei uma lata de cerveja pra cada um, agradeci e finalmente fechei a porta pra descansar.
    Mal me estirei no sofá atravessado na sala, tocou o celular. Número desconhecido, quem será? Era do pronto socorro, eu tinha esquecido o velho lá. Toquei pro hospital e quando cheguei, mais uma surpresa: tinha uma conta de quase R$ 500 pra eu pagar pelo remendo na bunda do velho. Preenchi o cheque, enquanto o desgramado gemia de dor e me xingava.
    Descarreguei o “lazarento” no apartamento dele e fiz uma promessa solene à humanidade: mudança, nunca mais!

  104. Falei da ultima mudança do meu pai. E de como ele não teve que carregar nada. Só o velho terno preto que teve em vida e o par de sapatos “acarcanhado” como se diz no interior, com o qual dançou a valsa de formatura do ginásio, comigo. Eu o escolhi para padrinho pois fui a primeira dos 10 filhos – sou a sexta filha mulher – a concluir um curso depois do primário. Lá no interior era quase impossível pobre estudar. Naqueles tempos éramos invisíveis.
    A verdade é que vendo a mudança do meu pai para a sua última morada, fiquei pensando também nas minhas. Em casa só tenho o básico. Geladeira chegou noutro dia. No entanto, mesmo esse básico me dá um trabalho terrível. Gostaria de ter uma pequena mochila e naquele caber tudo o que de fato me interessa. Mas ainda não consigo. E foi então que na ultima mudança – como o lugar era lindo – formei um ninho e aí sim comecei a mobiliar minha casa. Mas como disse ontem o sonho durou pouco. Logo veio a prefeitura e liberou para uma área de muito verde e de casas um hipermercado de no mínimo 18 mil metros quadrados de cimento e mais 2 grandes empreendimentos num raio de 4 quadras. Acabou a paz e veio o arrependimento: o que me fez juntar tanta coisa que não preciso?
    É que mudar agora está sendo difícil. Também adoro tudo o que me traz boas lembranças. De todas as etapas da minha vida. Mas não é fácil comprar outro ninho e descobrir dois meses depois que o parque que está próximo vai ser privatizado. Pronto! Quem garante que o progresso não vai roubar parte do nosso pequeno terra e não apenas a paz como o anterior? Ninguém! Então só me resta fazer o que falei ontem: mudar para o zoológico já que nossa área verde foi trocada por reforma na jaula dos macacos – aranha! Não que eles não mereçam. Mas se morrermos – morrem também os bichos – não é verdade? De qualquer forma enquanto um zoológico existir nas cidades ainda podemos sonhar com vida digna – dividindo casa com os bichos!
    Parece loucura mas não é. Na nossa cultura primeiro temos que adoecer para depois tentar consertar o estrago. Fazemos isso até com nossa casa chamada corpo. Mas essa não dá para ser trocada. Não nesta vida. E não sem rasgar a crisálida que aprisiona a alma! Então resolvi: na casinha do cupim – só vai o básico. Mesmo porque já vou pegar minha mochila casa para seguir – se tudo der certo – outra vez a minha vida de cigana. Desta vez quero fazer o Caminho de Santiago no qual já escreví um livro. Sem casa para cuidar a mente fica livre para criar. Por tudo isso desejo que todos se livrem das malas desnecessárias. E sigam felizes para a última morada embalado pelos parentes e amigos ao som de sanfona, pandeiro, viola, violão e cantorias, como fez o meu pai e que hoje repousa na sua pequenina e humilde casa do cemitério da nosa cidade.

  105. Ricardo!
    Faltou luz na minha casa e pensei ter perdido o que havia escrito. Então escrevi outra vez. Mal sabia que os comentários anteriores já tinham chegado até a sua casa Balaio. Desculpe! Era para ser apenas um texto.
    Desculpem todos os que verem essa tragédia que acaba de acontecer comigo: ficar sem luz e perder tudo o que está dentro daquele bicho branco chamado geladeira. Pois é. Eu não tinha razão? Objetos materiais dão muito trabalho! Agora tenho que limpar a geladeira e a cozinha. Santa Perequita!

  106. É isso aí Luis Carlos,estão rezando direitinho na cartilha Marxista/Trotskista/Leninista,ah!Stalinista essas porcarias todas,outra da esquerda: dois passos à frente … um passo atrás/… dois mandatos…uma oposição. Abraço… pro cê também Manoel…

  107. 28/08/2009 – 02:34
    Enviado por: everaldo
    ”Luiz Carlos ( o véi )…tão véi que já é contra o que defende”
    O everaldo.
    O que mudou foi o paradigma. Empreiteiras(se não fiscalizadas)
    sempre levam o” por fora”. Mas, isso era na faixa dos 10,20 ou 30%. Agora não, meu caro, agora o negócio é mil quatrocentos e tantos por cento. Agora vc pode repetir o bordaozão: Nunca antes neste país.

    Já o conceito, ganhar dinheiro, é universal e imutável mas, honestamente né vevê?

  108. 29/08/2009 – 13:53
    Enviado por: oromar
    ”É isso aí Luis Carlos,estão rezando direitinho na cartilha Marxista/Trotskista/Leninista,ah!Stalinista…”

    E ainda falam em ditadura meu caro.
    E ditaduras, de fato, são odiáveis tanto de esquerda como de direita. Mas eu tenho falado aqui que; ditaduras de direita não duram, pois os ditadores têm exata consciência de que são ditadores. Esquerda não; se julgam os donos do mundo e buscam, a eternização no poder e, não dão o menor valor para a vida humana. Repito sempre; Pol Pot, em menos de 5 anos matou mais de 3 milhões de pessoas -entre 1975 e 79- recentemente, portanto. E ninguém fala nada.
    ”Pol Pot fundou um partido, KAMPUCHEIA, que, traduzido quer dizer; Partido dos trabalhadores do campo. Ou, o MST de lá.
    Para Pol Pot, bastava um cidadão saber ler, era um inimigo e, como tal; assassinado.

  109. Luis Carlos,o discurso agora é que eles renunciaram a essa forma de socialismo,após a queda de um certo muro,se ñ me engano em Berlim(kkk), um episódio numa praça da paz/da morte,sei lá onde(kkk),tem uns que já estão até falando mal do Fidel,um pouquinho só…acho que descobriram tarde demais, não?

  110. sr.ricardo parabens pela nova residencia.vamos falar de flores.a internet,com tão pouco tempo de Brasil,já está com todas as m azelas dos outros serviços,tais como luz,agua.estradas,etc.pagamos preços altissimos pelos serviços e o atendimento é,para variar de péssima qualidade com direito a pivaretagens dos representantes que nos engamam no ato da venda até os funcionario que tentam nosz ludibriar mantendo as mentiras dos vendedores.o povo continua sendo tratado como ovelhas inde para o matadouro.

  111. na minha modesta opinião um dos maiores males causados pela impunidade é o mau exemplo.as pessoas de ma formação tem certeza que a exemplo de mal-luf,jader,sainei,etc,também podem praticar ilicitudes que,também,não serão punidos,Brasileiros vamos mudar,não so´de roupa,residencia,mas de pensamento e de procedimento.

  112. Ricardo,
    seu texto é lindo, fiel aos bons momentos e lembranças várias que a vida oferece a quem sabe guardar no “balaio” justamente a profundidade de cada instante.
    parabéns, sou sua “coleguinha” carioca, da mesma geração, completei 60, no dia 2 de setembro, hoje, recebo a família, para comemorar.
    nossa história é mesmo assim, recheada de expectativas e repleta de indagações, mas, que saldo mais positivo, e me vejo refletida nas suas palavras, pois, “ainda somos os mesmos e vivemos como nossos pais”, como canta o nosso sumido e amado Belchior.
    felicidades na nova casa, mudar é renovar desejos e realimentar ansiedades.
    um beijo carioca
    Cida Torneros

  113. Kotscho: se um tecnico aceitou ou errou na escalação é problema dele se voce quer criticar vá para o campo comande um time e depois faça as criticas.

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