A madrugada trágica das Diretas, há 25 anos

A madrugada trágica das Diretas, há 25 anos

Faz tanto tempo, e tanta coisa aconteceu de lá para cá, que nem me lembrei de escrever no domingo sobre os 25 anos da derrota da Emenda Dante de Oliveira _ o nome de um então jovem deputado do Mato Grosso, que já morreu, como tantos outros líderes daquela memorável campanha das Diretas Já. 

Naquela madrugada trágica de 26 de abril de 1984, faltaram apenas 22 votos para que o Brasil voltasse a ter eleições diretas para presidente da República. Ninguém gosta de lembrar das derrotas, mas neste caso não dá para esquecer: foi lançada ali a semente da democracia em que hoje vivemos.

Ainda bem que guardei tudo escrito. Se fosse depender da minha fraca memória, estaria perdido. Ao me lembrar do fato só hoje, bastou ir até a estante e pegar meu livro “Explode Um Novo Brasil _ Diário da Campanha das Diretas” (Editora Brasiliense, 1984).

Lançado apenas alguns dias após aquela triste madrugada, pelo editor Caio Graco Prado, meu velho e bom amigo também já falecido, no saguão da Folha, com a presença dos líderes do movimento _ entre eles, o velho Ulysses Guimarães, o maior de todos da épica jornada _ o único exemplar que achei tem uma dedicatória para Carolina, minha filha caçula, hoje roteirista de cinema.

Daria um filme aquilo que aconteceu 25 anos atrás no plenário do Congresso Nacional, hoje tão vilipendiado justamente por aqueles que elegemos para nos representar na jovem democracia duramente conquistada.

Por isso, é bom lembrar o que aconteceu um quarto de século atrás para que todos possam dar mais valor ao regime de plenas liberdades públicas em que hoje vivemos _ e lutem para preservá-lo.

À página 123 do livro, lê-se o texto originalmente publicado na edição do dia 27 de abril de 1984 da Folha de S. Paulo, o jornal para o qual trabalhava na época e fiz a cobertura de toda a campanha:

Galerias explodem

e não deixam a luta terminar

Alguns deputados choravam, outros se prostravam em silêncio. Ao ser anunciado o resultado da votação da Emenda Dante de Oliveira, pouco depois das duas horas da manhã de ontem, a grande festa que todo o povo brasileiro esperava corria o risco de se transformar num imenso velório.

Mais uma vez, porém, este povo reagiu. Em vez de ficarem lamentando os 22 votos que faltaram para que o Brasil voltasse a ser uma democracia, os homens e as mulheres que lotavam as galerias bradaram seu grito de guerra: “um, dois, três, quatro, cinco, mil, queremos eleger o presidente do Brasil”. 

As mesmas galerias que se comportaram como se estivessem no parlamento britânico, durante as 17 horas de discussão e votação da Emenda, agora explodiam sua revolta. De repente, os políticos pareciam estar novamente nas fantásticas mobilizações que nos últimos cinco meses sacudiram o gigante adormecido.

“O povo, unido, jamais será vencido”. “O povo quer votar, diretas já”.  “A luta continua” _ esta gente não aceitava a derrota que uma covarde minoria de parlamentares lhe acabara de impor. Os refrões da grande cruzada democrática voltavam a ecoar no Congresso Nacional e ganhavam um novo grito de guerra: “O povo não esquece, acabou o PDS”.

[ PDS era a sigla herdeira da Arena, o partido criado pelos militares, então liderado por José Sarney, mais tarde presidente da República e hoje presidente do Senado. Parlamentares que integravam o PDS naquela época estão hoje espalhados por vários partidos, em sua maioria no DEM ].

Sem banda, nem regente, lá vinham eles de novo, cantando o Hino Nacional. Lá embaixo, no plenário, os parlamentares também se deram as mãos, braços erguidos, e se refazia a corrente, todos cantando juntos. As tropas do general Newton Cruz, o “Nini” [ então comandante militar do Planalto, que colocou o Exército nas ruas de Brasília], haviam conseguido o que queriam: a rejeição da emenda das diretas que todos queriam.

Mas ainda não era o bastante. Vários parlamentares, tendo à frente os deputados Airton Soares (PT-SP) e João Hermann Neto (PMDB-SP) tiveram de participar de intermináveis negociações com os homens do general “Nini” para permitir que cerca de mil pessoas, sem sua maioria jovens, pudessem ir embora sem maiores riscos, já que tropas continuavam acantonadas na Esplanada dos Ministérios.

Afinal, foi feito um acordo e, junto com os parlamentares, eles começaram a subir pela contramão da Esplanada. Dali a pouco, veio uma contra-ordem do general e eles tiveram de mudar de rumo. Mais adiante, o cortejo foi novamente barrado. Quer dizer, a certa altura, não podiam mais ir em  frente, nem para trás, nem para os lados.

Aí as tropas do general “Nini”, já que estavam ali mesmo, resolveram jogar algumas bombas de gás lacrimogêneo e atiçar seus cães em cima dos inimigos vencidos.

Uma hora depois, os dois esbaforridos parlamentares conseguiram chegar ao restaurante Piantela, o mais badalado de Brasília, onde outros notáveis da sociedade civil refaziam-se das agruras da longa  jornada. O alarido era o mesmo de outros dias e, se algum forasteiro menos atento baixasse ali naquele momento, teria a impressão de que a emenda das diretas havia sido aprovada.

Só uma mulher, a atriz Christiane Torloni, musa das diretas, dava bandeira de que havia chorado _ e não foi pouco. “Eu aguentei até chegar perto do Ulysses. Aí não aguentei mais, dei um abraço no velho e chorei que nem criança”. Não só ela: Gílson de Barros, um deputado do PMDB de Mato Grosso, dois metros de altura por quase isso de largura, conhecido como o “Hulk” da Câmara”, desabou num choro sentido. Nem se pode dizer que fosse choro de tristreza. Era choro de quem tem vergonha na cara, algo que jamais poderia acontecer com os parlamentares do PDS que fugiram da votação.

Se o Brasil chorava de vergonha, na mais sombria madrugada de que consigo me lembrar, um homem se regozijava: claro, ele, o general Newton Cruz, que , às três e meia da madrugada mandou a tropa se perfilar diante do Ministério do Exército, onde funciona seu QG do Comando Militar do Planalto. Depois de cumprimentar os rapazes pelo belo trabalho, ordenou seis “hip-hip-hurra!” para festejar a vitória.

Outros foram mais discretos. Calim Eid e Heitor de Aquino, os marechais malufistas na guerra antidiretas, limitaram-se a acender charutos e a gozar em generosas baforadas a humilhação do povo brasileiro. Pleno de satisfação, o malufista Edson Lobão, vice-líder do PDS [ hoje ministro de Minas e Energia do governo Lula], foi mais discreto ainda: assim que o sistema de som do Congresso anunciou o resultado, ele, que fugira do plenário na hora da votação, deixou seu gabinete e escafedeu-se lampeiro pelos subterrâneos do parlamento, a caminho da glória.

Para que a humilhação fosse compelta, os “Nini” e seus braços políticos não tinham limites. Na mesma noite em que o Congresso se preparava para decidir sobre os destinos do povo brasileiro, a PM de Brasília, subordinada ao general Newton Cruz para executar as medidas de emergência, invadia uma escola na cidade-satélite de Taguatinga, o Centro Educacional Ave Branca.

Alguns alunos haviam vaiado duas viaturas da PM, gritando refrões pelas diretas. Foi o que bastou para que 60 homens da tropa de choque avançassem sobre professores e estudantes, empunhando cassetetes de madeira, chutando e batendo. Outra vitória das tropas de emergência: vários feridos, dois estudantes presos, mulheres grávidas desmaiadas.

O inimigo, quer dizer, o povo, não desistia. Ainda se ouviam buzinas tocando quando o dia amanheceu em Brasília, como a anunciar que uma derrota não significa silêncio. Mesmo sem a rendição incondicional dos inimigos, o general de divisão Newton Araújo de Oliveira e Cruz, comandante do CMP e executor das medidas de emergência, mandava anunciar ao povo brasileiro, por meio de uma resolução (nº 02/ME/84) e um comunicado (nº 05/ME/84), que, como os objetivos foram atingidos, os inimigos poderiam relaxar um pouco.

A resolução suspendia a censura nas telecomunicações _ instaurada para impedir que todo o país soubesse, ao vivo, quais eram seus traidores _ e o comunicado informava que foram liberados os 35 presos, suspenso o controle dos acessos à Universidade de Brasília e retirados os bloqueios nas entradas da cidade.

O inimigo Dante de Oliveira, aquele que deu nome à emenda vitoriosa e rejeitada, no entanto, não se rendia. “A rejeição da Emenda e o fim da sessão do Congresso só fizeram mostrar a desmoralização total do governo e do seu partido”, repetia ele, ontem à tarde, no Congresso, mais disposto do que nunca a prosseguir na luta.

Perto dele, a deputada e atriz Beth Mendes (PT-S), que, de manhã, chorava ao ler o editorial da primeira página da Folha _ “Cai a Emenda, não nós” _ procurava animar quem encontrasse pela frente. “Ontem, foi fogo segurar aquela barra. Mas, hoje, já está tudo bem de novo. Nós não perdemos, nós ganhamos, você vai ver”. 

De fato, nem as nuvens escuras e a chuva do fim de tarde em Brasília, depois destes dias de sol, foram capazes de apagar a chama. Num apartamento da W-3, ainda resistia, apesar de tudo, uma faixa em que se podia ler, simplesmente: BRASIL. 

Em tempo:

Leitores deste Balaio me surpreendem, positivamente, a cada dia.

Neste domingo, às 19:48, foi a vez do leitor Gilberto José Muniz (aqui eles dão nome e sobrenome), 60 anos, que enviou um comovente relato sobre o que é possível fazer para sairmos deste baixo astral, tema do blog no fim de semana.

Muniz conta como criou por conta própria uma biblioteca comunitária em Campo Grande, no Rio de Janeiro, que começou com 200 livros tirados da sua estante e hoje, com a ajuda de muita gente, já conta com mais de 60 mil obras.

Vale a pena ler o depoimento dele na área de comentários do post “Caso Maria Júlia: o que podemos fazer?”.  

Em tempo 2:

Mal acabei de escrever (não confudam com escrever mal, por favor…) o post acima, fui liberar os comentários e encontrei um texto primoroso do estudante Alvaro Castro (11:03), da Universidade FUMEC, de Belo Horizonte.

“Tive que fazer um trabalho de faculdade para combater este texto”, escreveu-me ele, referindo-se a um post do Balaio de dias atrás _ “Por que tanta gente quer ser jornalista?”

O jovem contesta ponto por ponto meu texto, com bons argumentos e um texto de tirar o chapéu, tanto na forma como no conteúdo.

E não é que ele tem razão em muitas coisas que escreveu? Por isso, recomendo a quem se interessar pelo assunto que leia o comentário de Álvaro Castro.

Estes leitores do Balaio estão ficando cada dia melhores… 

Em tempo 3:

Por falar em bons leitores, estou devendo há dias uma satisfação a um dos mais antigos deste Balaio, o Simei de Almeida, do Acre, que ultimamente anda meio sumido.

Ele se queixou que, ao falar pelos lugares por onde o Balaio passou nestes sete meses no ar, esqueci de mencionar no Acre. Fiz apenas de memória referência a algumas regiões do Brasil de onde enviei textos para o blog, mas não me lembro de ter passado pelo Acre neste período. O Brasil é muito grande…

Em todo caso, aproveito para reiterar ao Simei e a todos os amigos de lá que considero Rio Branco uma das cidades mais bonitas e bem cuidadas do país, como já escrevi várias vezes em diferentes sítios e publicações. 

 

     

70 thoughts on “A madrugada trágica das Diretas, há 25 anos

  1. Aqueles foram tempos difíceis e até tristonhos, pois os políticos do PDS, estavam contra o povo, foram eleitos pela exploração dos sentimento dos pobres famintos, um campeonato nacional de futebol mascarado, uma massa analfabeta, mantida por cabrestos, nos currais eleitorais da epoca; Alem disso o povo estava encurralado entre o medo de um comunismo utópico, e o fantasma de uma repressão dos milatares, que pregravam uma liberdade também utópica. Velhos politicos, como também novos, tentavam passar para o povo uma noção de Democrácia, as Diretas Já; Mas havia e hoje também há, uma classe de politícos famigerados, essa classe se tiverem o poder nas mãos, fecharam o congresso, e fariam uma emenda: INDIRETAS JÁ.

    P.S Emenda aprovada sem plebiscito.

  2. Ricardo, parabéns por mais este fantástico editorial.
    Desde que foi iniciada a discussão aqui no Balaio sobre a proposta de plebiscito para fechar ou não nosso Parlamento, a idéia do que foram as manisfestações sobre as “Diretas Já” não sai do meu pensamento.
    Naquela ocasião o inimigo era conhecido; as forças revolucionárias e seus correligionários políticos; então era mais fácil unir forças junto à sociedade e se mobilizar.
    Hoje todos criticamos o Parlamento pelas suas diabruras e malfeitorias com o dinheiro público mas não somos capazes de separar o joio do trigo.
    Assim como voce citou Edson Lobão que na época pertencia à orde de deputados contrários às diretas e hoje é ministro do governo Lula; Maluf, Delfin Neto, Sarnei e outros desfilam tranquilamente pelos corredores do Congresso Nacional, e de cabeça erguida pois foram eleitos pelo voto popular. Infelizmente nossa população tem memória curta quando se trata de política.
    Onde estão aqueles que moveram as massas para pressionar o Congresso Nacional pelas “Diretas Já”?

  3. Cadê o Conselho Nacional de Justiça!
    Cadê o Ministério Público!
    Toga de semvergonha?
    Farra aérea no Congresso?
    No Judiciário não é diferente com seminários.

    Enquanto deputados e senadores são massacrados em público –de maneira justa– por usarem passagens aéreas de maneira ilimitada, no Poder Judiciário continua a prática de viajar por aí com tudo pago para participar de seminários. É um costume não menos condenável do que a farra das passagens no Congresso.
    Eis duas notícias:
    1) Ministros do STJ participam do Congresso Nacional do Ministério Público do Meio Ambiente em hotel de luxo em Pernambuco.

  4. Uma bela reportagem, capaz de colocar os atuais absurdos do Congresso Nacional dentro de uma perspectiva histórica – não é de hoje que o Congresso dá de costas ao país, conduzindo uma agenda própria e dando de ombros ao que deles espera a sociedade, em termos de resultados e probidade.

    O agravante é que esse Congresso que hoje nos esnoba foi eleito pelo povo. Essa é a geração que se auto-intitula a geração que redemocratizou o país e que se orgulhava de sua inclinação social-democrata – lembram da Constituição Cidadã?

    Minha teoria é que o Estado é uma espécie de droga, mais ou menos como a heroína – vicia rapidamente quem o toca, pouco importando qual credo ou inclinação política tenha a pessoa. Redentores, tivemos vários – militares, comunistas, caudilhos, social-democratas, sociólogos, poetas, advogados, sindicalistas. Todos, sem exceção, se enredaram nesse estranho e irresistível lodaçal que mistura poder, vaidade, cobiça, soberba.

    Me lembra muito a história de Michael Corleone, personagem criado por Mario Puzo e maravilhosamente encenado por Al Pacino. Quanto mais lutava para tirar a família de ilegalidade, mais ia se afundando nela – ao mesmo tempo em que ia deformando seu caráter. Uma bela história, capaz de nos mostrar que, no final das contas, pouco importam as intenções ou os sentimentos – o que nos define como pessoas são as nossas ações e os resultados que delas obtemos. É pela percepção do outro que nossa história e caráter ficam registrados, por mais que se procure a ajuda de um biógrafo oficial…

  5. Gilmar e Joaquim discutiram sobre juiz da Paraíba
    Em dezembro, os ministros Gilmar Mendes e Joaquim Barbosa travaram outra discussão durante sessão do Supremo Tribunal Federal. Estava em julgamento habeas corpus impetrado pelo ex-presidente do Tribunal de Justiça da Paraíba Marco Antônio Souto Maior, personagem de reportagem publicada na Folha neste domingo sobre concessão irregular de diárias de viagem a parentes do magistrado.
    Ele foi denunciado sob acusação de peculato e de ordenar despesas não autorizadas em lei.
    Na ocasião, o STF apreciava pedido para trancar outra ação penal contra o magistrado paraibano, envolvendo a suspeita de pagamento de precatórios sem respeitar a ordem cronológica. O texto a seguir foi divulgado no Blog em fevereiro.
    O ministro Joaquim Barbosa voltou a discordar do ministro Gilmar Mendes em questão relevante, criticando o entendimento do presidente do Supremo Tribunal Federal durante julgamento, na Segunda Turma, de habeas corpus em favor de ex-presidente do Tribunal de Justiça da Paraíba, em dezembro último (HC 87.817).
    Ao iniciar divergência na votação, Barbosa afirmou que o voto de Mendes –que foi acompanhado pelo ministro Eros Grau– criava, “de maneira oblíqua”, uma “generosa modalidade de extinção da punibilidade” do desembargador denunciado.
    O ex-presidente do tribunal paraibano foi denunciado por suposta prática dos crimes de quebra de ordem cronológica de apresentação de precatórios, de atuar em processo no qual seria suspeito por alegada amizada íntima e de prevaricação, delitos que teriam ocorrido enquanto exercia as funções de presidente. (*)
    Entre os pedidos, o magistrado requereu a extinção da punibilidade quanto ao crime de responsabilidade, “na medida em que a permanência no cargo de presidente de tribunal deve ser interpretada como condição de procedibilidade para o recebimento da denúncia”.
    A Procuradoria Geral da República deu parecer pela denegação da ordem.
    Relator, Gilmar Mendes trancou a ação penal no que tange à acusação de crime de responsabilidade. “Entendeu que, de fato, nos exatos termos do § 6º do art. 100 da CF, o crime de responsabilidade somente poderia ser praticado por presidente de tribunal, não se admitindo que a pessoa do desembargador, que antes desempenhava as funções correspondentes, sofresse, portanto, as sanções impostas no art. 2º da Lei dos Crimes de Responsabilidade, por expressa determinação legal, contida em seu próprio art. 42 (“A denúncia só poderá ser recebida se o denunciado não tiver, por qualquer motivo, deixado definitivamente o cargo”), nisso se considerando haver deixado definitivamente o cargo de presidente antes do recebimento da denúncia, como no caso concreto”.
    Joaquim Barbosa entendeu que a questão de procedibilidade continua, “eis que o desembargador permanece no exercício de cargo de desembargador”.
    “Na verdade, o que se está criando, de maneira oblíqua, é uma generosa modalidade de extinção da punibilidade, bastando que o indivíduo pratique determinado crime na presidência de tribunal e em seguida deixe a presidência para não responder por esse crime”, enfatizou.
    Após o voto divergente, o ministro Cezar Peluso pediu vista.
    (*) Informativo STF nº 533
    Em tempo: O Ministro Peluso devolveu os autos. Desde 27/02/2009 o habeas corpus aguarda julgamento.
    Farra das passagens e convites a juízes para eventos
    “Farra aérea no Congresso? No Judiciário não é muito diferente com seminários”. Sob esse título, o jornalista Fernando Rodrigues, da Folha, publicou texto em seu blog (*), neste domingo, em que trata dos muitos convites para membros do Judiciário participarem de eventos.

  6. É Ricardo, a democracia é muito boa, desde que haja honestidade e gente comprometida com o bem estar de todos. Não dá pra acreditar que a vontade de liberdade da época com muita luta contra o regime acabasse como nos dias de hoje:
    SENADORES E DEPUTADOS LADRÕES E CORRUPTOS;
    JUÍZES CANALHAS QUE APÓIAM OS BANDIDOS POLÍTICOS E BANQUEIROS LADRÕES;
    Será que não vamos mais conseguir ajeitar esse país
    Será que teremos que ir às ruas agora para fechar esse maldito congresso e esse judiciário que parece ter sobrado apenas um decente lá dentro.
    É, as coisas mudaram, imagine se o Ulisses e o Tancredo estivessem vivos para ver no que deu tanta luta por nada.

  7. O Povo lutou a favor da democracia, falsa democracia que hoje nos tornou escravo do poder sujo e corrupto que atrofiou a educação a saúde e a segurança do Brasil, que criou gerações de seres ignorantes que não sabem o que querem de suas vidas e que jamais se importarão com o progresso do país, país que já não se tem mais estudantes, classe essa que sempre foi capaz de mudar a sociedade para melhor e fazer de seus ideais grandes conquistas, conquistas não somente individuais e sim coletivas, a democracia brasileira conseguiu extinguir aqueles que podem fazer algo de bom pelo país, eis aí que temos engenheiros, médicos, professores e muitos outros incapazes de exercer sua função por mérito e dignidade, por terem de fato se preocupado em dar o melhor de si em aporender e ceder para uma nação que apesar de todos os problemas tenta viver feliz.

  8. Kotscho,
    Hoje em dia, está mais claro do que nunca o propósito daqueles que votaram contra as Diretas-já. Êles atrasaram em cinco anos – os do mandato de Sarney – as diretas para Presidente, e ganharam o tempo necessário para trocar de roupa e aparecer de cara nova para os eleitores de seus Estados. Os que não morrreram estão aí até hoje, fazendo às claras o que fizeram às escuras durante os 20 anos da Ditadura. E sem o nosso conhecimento devido à censura e seguidas ameaças de cassação de mandato dos oposicionistas da bancada do MDB. O comportamento dos membros da Câmara e do Senado é chocante e revoltante, mas êles só estão lá porque foram eleitos. E porque muitos dos democratas de hoje o são de fancaria. Que juiz ou tribunal decente cassaria o repúdio dos maranhenses ao clã Sarney manifesto nas urnas, permitindo que o morador do Maranhão seja eleito Senador pelo Amapá? Só um comparsa, não há como expressar de outra maneira. E que punição sofreu a Globo ao utilizar uma concessão do Estado para tentar impedir fraudulentamente a eleição do Governador do Estado do Rio em 1982? E a história do mensalão, que dizem ter começado no atual governo, mas que é obra do PSDB para fazer governador de Minas o Senador Eduardo Azeredo, reserva moral do partido? Mensalão? Considerando a presença nefasta do banqueiro Daniel Dantas no episódio e relembrando sua participação na privatização das teles, há como não pensar nos métodos de convencimento do governo do PSDB para levar o Congresso a rasgar a Constituição recém nascida concedendo a FH o direito à reeleição?
    Ainda assim, quero o Congresso aberto e o meu direito – e também de cada um de nós – de dizer o que sinto e penso todos os dias. Ditadura, nunca mais!

  9. Me desculpe pelos meus termos, mas sinto em dizer a todos que
    o “Brasil”, ainda e infelismente, encontra-se sobre uma ditadura,
    não aquela que todos dizem, os encontros de manifestantes e a polícia, as passeatas, etc…, mas uma ditadura igual a que São Paulo diz na Bíblia, uma ditadura do cego que não quer enchergar. O nosso “querido e amado Congresso” nos impõe uma ditadura na qual há aumentos de salários, viagens, despesas, e todo tipo de farra com o nosso dinheiro, conseguido com muito suor, e tirado de nós pelos impostos pagaos e que não são gastos com a devida finalidade, o povo brasiliero está sob uma ditadura cega, mas muito mais fácil de combater, nós temos uma arma na mão muito mais poderos que qualquer arma de fogo ou tanque ou avião de guerra, nós temos o poder de melhorar e não estamos “enchergando”. Nós temos o segundo maior poder do mundo (o primeiro é Deus), nós temos o poder do “VOTO”, e infelismente não estamos fazendo nada.
    Continuamos sobre uma grande ditadura que não nos deixa (não nos deixa ou não queremos) enxergar as vergonhas que o nosso congresso comete, e muitos deles lutaram na ditadura (é o dizem).
    Eu sinto muito em dizer ao povo brasileiro e aos grandes amigos que estamos fadados ao fim. Eu acho que já passou da hora de tirarmos as vendas dos olhos e voltarmos a gritar “Libertade”.
    O direito de voto conseguido com muita luta, está lá, somente esperando que o usemos com muita, mas muita sabedoria.
    Que Deus nos abençoe e nos ajude a enchergar.

  10. Eu estava lá, era uma das jovens que aguardou a votação do lado de fora, pois não permitiram a entrada no plenário.
    Tinha 18 anos, ficara 13 horas em um ônibus de São Paulo a Brasília para presenciar aquele momento histórico.
    Acredita que um policial me interrogou dizendo o que eu fazia lá, pois eu não tinha a aparencia de militante de esquerda ou operária como “aquele povo”, só proque usava roupa colorida.
    Eu sempre sonhadora, estava no meu 1o. emprego que era no depto. de imprensa do Sindicato dos Metalúrgicos de Santo André

  11. Tanta luta e tantos sacrificios dos dois lados (civis e militares), e para que, para esta pseudo democracia que vivemos atualmente. Saimos das garras de uma ditadura militar, para cair nas garras de um ditadura disfarçada, comandada por políticos corruptos, organizações criminososas (que controlam até o dia dia do cidadão da periferia), banqueiros criminosos e uma justiça que só faz fomentar a impunidade. Acorda Brasil. Ta na hora do basta.

  12. Á POUCOS DIAS A MIDIA NOTICIOU BASTANTE INDIGNADA,QUE ALGUNS MILITARES COMEMORAVAM O GOLPE MILITAR QUE TINHA COMO OBJETIVO EVITAR QUE O SOCIALISMO OU COMUNISMO TOMASSE O PODER.FORAM 21 ANOS DE REGIME MILITAR ONDE SE CONSTRUIU, UNIVERSIDADES, ESTRADAS, TELECOMUNICAÇÕES,HOSPITAIS E EU PERGUNTA PRA QUE SERVIU ELEIÇÕES DIRETA PARA PRIVATIZAR TUDO ISSO E O CIDADÃO TER QUE PAGAR TUDO PARA A INICIATIVADA PRIVADA O QUE O ESTADO CONTRUIU? A SONHADA DEMOCRACIA É ESSA BANDALHEIRA QUE SE INSTALOU EM BRASILIA? SERÁ QUE OS MILITARES NÃO FIZERAM MELHOR?
    A PRAÇA VERMELHA BRASILEIRA CHAMA-SE B R A S I L I A.
    EO KREMLIN QUE TEM O GRANDE COM 37 MINISTROS 81 SENADORES E 513 DEPUTADOS JOGAM DINHEIRO PELO LADRÃO ENQUANTO O POVO TEM QUE PAGAR PEDAGIO,VIVER SEM SEGURANÇA,SEM SAUDE E SEM EDUCAÇÃO.

  13. Vamos saudar a nossa democracia, conseguida a duras penas, onde o cidadão honesto tem o direito todos os dias de ser assaltado, barbarizado e morto, em plena via pública, ante o olhar estupefato dos demais, com a conivência (por omissão) das autoridades, e a complacência de uma justiça inepta, seja por leis exdruxulas que favorecem o crime, a bandalheira e a impunidade, ou pela inepcia de alguns de seus membros que se escondem tras destas leis, para, tal qual Pilatos, lavarem as mãos ante o descalabro total que afeta a nossa sociedade.
    Vamos saudar a nossa democracia, onde o cidadão honesto tem o direito de ser explorado, vendo na midia, os exploradores fazerem pouco, através de recursos legais (absurdos), de uma sociedade transformada em massa de manobra dirigida ao sabor de excusos interesses.
    Acorda Brasil.
    Ta na hora do basta.

  14. Acho que lembrr as derrotas é uma forma muito importante de se comemorar as vitórias. Afinal, se não lembramos das derrotas, não aprendemos como vencer da próxima vez. A história da derrota na campanha das Diretas Já, nos ensinou como conduzir o processo de outra forma, mais branda, menos bonita contudo mais eficiente. Tanto que a nossa democracia, por mais capenga está aí, sólida e viva (será?).

    Tem-se na Academia de HIstória, primeiro curso ao qual me dediquei, uma idéia de que a história é escrita pelos vencidos. Ora, o mais belo livro que eu já tive em minhas mãos chama-se “As Cruzadas vistas pelos Árabes”, um relato histórico fantástico sobre uma senhora derrota, mas que é uma lição de grande valia.

    Vamos dar como exemplo nosso (Amado?) Presidente da República que apanhou sem dó nem piedade em três pleitos para o mais importante cargo executivo do Cone Sul e aprendeu com suas derrotas, construindo uma vitória sem precedentes.

    Por isso, vamos lembrar as derrotas para que possamos construir os pilares das vitórias.

    Em tempo, acho que o Gabriel, o Pensador tem uma frase maravilhosa que me cativou muito nos últimos tempos.

    “Para quem sabe olhar para trás, nenhuma rua é sem saída”

  15. Kotscho, há uma coisa que até hoje ainda me intriga: qual a influência do período militar em nosso cenário político atual? Além de Sarney e Lobão, que outras ‘figuras’ continuam a exercer certa influência em nossa democracia? Seria no mínimo interessante ler a respeito disso no Balaio.

  16. Pois é Kotscho, impossivel esquecer aquele dia…
    .
    Tristemente observamos que as grotescas figuras do pds que serviam a ditadura, como camaleões transformaram-se em politicos da transição, o povo incauto manteve as velhas raposas no poder, eles continuam enganando o povo,

    Hoje o congresso brasileiro esta transformado em uma grande feira de negocios privados e corporativos, Sarnei ex- pds reina na presidencia do senado.. … pois é!!!

    Sinto muita revolta ao ver tanto roubo, tantos desmandos tanta traição e falta de respeito contra o povo…. muitos que lideraram e combateram bravamente a ditadura, hoje fazem parte da quadrilha de mensaleiros, da máfia das passagens aéreas, das verbas para facilitar suas mordomias e privilégios….. corromperam-se todos!!!!.

    Ingenuamente pensávamos que conquistando a democracia, conquistariamos a justiça social, a justa redistribuição de renda, fariamos reforma agrária… teriamos educação de qualidade, emprego para todos, aposentadoria justa para os trabalhadares …. ledo engano… . tantos anos depois ainda quase nada foi feito, as reformas não acontecem, os lobbys não permitem….

    .Como disse Cazuza: “Os inimigos estão no poder”… que contradição inquietante!!

  17. Ricardo, esse era o congresso que traiu o povo. Pra te falar a verdade, acho que votaram contra a emenda do Dante não por fidelidade ao regime militar, mas sim por conveniência egoísta mesmo. Com raríssimas exeções esses nossos políticos nunca pensaram no povo que os elegeu. Hoje, após 25 anos podemos comprovar que não importa o regime que vivamos, o congresso não vale nada. Sempre foi constituído de picaretas como o próprio Lula definiu uma vêz. Democracia é só uma palavra pra garantir a teta deles. Trairam no passado e enquanto não mudarmos o esquema vão nos sugar até o Brasil implodir. Esses cargos não poderiam ser remunerados, pois existe uma legião de pulhas no meio do povo que vêem nesses cargos uma forma de alpinismo social e financeiro e depois que são eleitos, viram as costas pra gente. Sempre dando a bênção pra quem estiver no poder, podendo ser Deus ou o Diabo…infelizmente criamos e sustentamos um bando de cobras peçonhentas. Isso vale pra deputados, vereadores (Eca!!!) e senadores. Não precisamos deles a não ser se for pra batizar alguma rua ou praça….o Cristovão é que tá certo…
    Abraço a você e ao seu seleto público

  18. Caro Kotsho.
    O tempo muda, tudo muda.
    Será que o blogueiro CH anda inventado coisas. Ele escrevu em seu blog:
    ”Luiz Inácio, o metalúrgico, melhorou de vida. Agora veste Armani e dá lições de elegância. Em Buenos Aires, no dia da posse de Nestor Kirchner, Lula saía do hotel quando cruzou com o assessor de imprensa, Ricardo Kotsho:
    – Você vai assim!?… – indagou o presidente, com cara de nojo.
    – Como ?assim?? – retrucou Kotsho.
    – …de sapato preto e cinto marrom!? – completou Lula, indignado.”

  19. FOLHA DE SÃO PAULO, DILMA e o SEQUESTRO DO DELFIM NETTO – Hoje a FOLHA publica um mea culpa compriiiido, que pode ser resumido assim: a reporcagem é falsa, errada da cabeça aos pés, baseada em informações de um spam distribuído por grupos que assumidamente defendem a ditadura de 1964 e se dizem combatentes do terrorismo, quando terroristas são eles, que derrubaram um governo legitimamente eleito, sequestraram, torturaram, mataram, censuraram, colocaram o país nas trevas durante 20 anos. Quer saber mais, dê um pulinho no BLOGDOMELLO

  20. A melodia é mais ou menos esta, mas a letra?

    Eu já acho que aquela madrugada começou muito antes Ricardo.

    Admirava o Dante, um cara e tanto, desprovido de vaidade pessoal, e alguns outros bem intencionados de fato, “Bem poucos”.

    Mas a meu ver, muito antes disto tudo, teve um camarada de atuação singular neste processo todo, e começou lá atrás em 68, lembra? To falando do Marcito, já comentei aqui outro dia!

    Era um cara destemido, e um idealista de fato, este sim queria o bem do país e o retorno da democracia, pelo simples fato de ser um cara livre por natureza, mal sabia ele Ricardo, que a sua atitude era a gota D água que faltava pra ferrar tudo!

    Marcito foi um cara diferenciado. Um camarada além do seu tempo, e até os Verde Oliva teciam relativa admiração por ele. Era obtuso, porém era peitudo, não se escondia atrás de ninguém, e por isso era admirado até pelo outro time.

    Enfrentou a ditadura e foi um dos pivôs do golpe dentro do golpe, a decretação do AI-5 aquele seu discurso como deputado contra o papel dos militares no golpe e na repressão foi um dos pretextos que a “linha dura” militar e aqueles que a apoiavam apresentaram à nação em sua propaganda para justificar o fim de toda e qualquer liberdade no Brasil.

    Hoje Ricardo eu vejo é muito pilantra de outrora que mudou de camisa só pra se dar bem em cima do trabalho de caras como o Dante, por exemplo, e vejo a democracia como um sonho distante.

    Bem certamente você deve saber bem mais do que eu?

    Abraços

    Manoel

  21. “[ PDS era a sigla herdeira da Arena, o partido criado pelos militares, então liderado por José Sarney, mais tarde presidente da República e hoje presidente do Senado. Parlamentares que integravam o PDS naquela época estão hoje espalhados por vários partidos, em sua maioria no DEM ].”

    Prezado Kotscho: realmente um excelente texto, que traduz, à perfeição, o sentimento de frustração reinante àquela época.

    Tomo a liberdade, contudo, de divergir do ilustre repórter no tocante ao comentário transcrito supra. É que, a meu entender, a grande maioria dos antigos membros do PDS, que ainda estão em evidência, figuram atualmente nas fileiras do PMDB, e não do Democratas. É o caso, por exemplo, de José Saney…

  22. Eu estava lá, quando de mãos dadas, demos aquele abraço no congresso. O humilhante, foi depois de termos perdido, deixarmos a esplanada dos ministérios, naquele corredor formado por soldados do exército armados com baionetas. aquilo foi humilhante.

  23. MAS…VOLTANDO AO NOSSO MOMENTO:

    Caro Ricardo.

    Quando se entra em uma agência bancária, não é dificil se reconhecer a mesa do gerente. A mesa do gerente é aquela que não tem nehuma pessoa com aparência de pobre em sua volta.
    A Caixa, bem que poderia excetuar esta regra, pois, contraditoriamente foi incubida de gerenciar e operacionalizar, o maior e mais bem elaborado programa de habitações para os pobres, da ” história deste País”.
    No sábado fiz o antepro, e hoje fui a uma agência da Caixa, para me informar como poderíamos construir, naquele lote doado pelo Francisco, as quatro casinhas para nossas quatro Marias ( dona Maria Júlia no meio ).
    Na agência, antes de chegar no gerente, subi 22 degais, não vi uma rampa, pensei comigo: os cadeirantes, pelo menos nesta agência, estão excluidos.
    Não foi difícil, falar com o mesmo, pois eu não estava com cara de pobre. Começou a ouvir-me, quando falei em senhoras pobres, mandou-me ir falar com uma atendente. Depois de mais de hora em uma fila, a moça, mais desinformada do que eu, me devolve para o gerente, que, com muita “educação” me ouviu, Expliquei-lhe que um amigo resolvera doar um lote para que fossem construidas, quatro casinhas com recursos do programa Minha Casa Minha Vida,e pediu-me para ver aqui na Caixa o que deveríamos fazer.
    Êle me orienta a procurar a Superintendencia Regional, pois neste caso deverse-ia, constituir uma coperativa ou associação, e estas modalidades só são tratadas na Superintendência.

    Confesso que pensei, parar por ali, desistir. Conheço a Superintedência Regional, ocupa todo um prédio de 12 andares, para adentrar no mesmo, tem-se que fazer uma ficha, deixar carteira de identidade, etc, etc.Um microprocesso como este que estamos pleiteando, ao chegar ali, eles nem leem, jogam direto no lixo.
    Ia voltar pra casa, quando me lembrei do Robson, que me pediu para não desistir, me instigou com meu “vamu qui vamu”, então dei meiavolta, e fui até a gerencia Regional.
    A arquiteta que me atendeu, queria mesmo era me deixar claro que a Caixa não quer estes pequenos empreendimentos, me explicou que deveria ser constituida uma cooperativa, ou criar uma associação, registrar em cartório, apresentar atas, e o escambau.Depois de tudo, contatar uma construtora, ouçam bem,…OUÇAM BEM…que tivesse GERIC, para construir a obra.Quando que uma construtora com GERIC vai construir quatro barracões lá na periferia ? Quando ?
    Quando ela me falou estas coisas, eu comecei a rir, rir sem parar, Aquilo tudo, de tão trágico se tornara cômico. Por uma fração de segundo veio-me à cabeça, os sonhos daquelas Marias, o desprendimento do Francisco ao doar o seu lote, o empenho do Kotscho, a solidariedade de meus amigos Balaieiros,o desejo do coitado do LULA de construir casas para os pobres, e, até mesmo, a fé que Deus depositara nos homens para completar a sua obra. Para não constranger a moça, dei-lhe uma explicação fajuta, agradeci, e me retirei.
    Entrei no elevador…( falando comigo mesmo )…meu Deus! o LuLA,quer ver construidas um milhão de casas, como isto vai ser possível, se não conseguimos fazer quatro ?

    Saí de majestoso prédio, olhei para o mesmo, acendi um cigarrinho, e caminhei pela calçada cantarolando a música que esta neste link:

  24. MAS…VAMU QUI VAMU, viu Robson? Viu Francisco !? Eles vão ter que mudar estas regras.
    E nós vamos construir as casinhas para as nossas quatro Marias, e é com o dinheiro que pertence a elas, os recursos do programa Suas Casas Suas Vidas.

  25. Os meses de Março e Abril sempre foram quentes na política e na história do Brasil.
    O Descobrimento, a Revolução, a rejeição da emenda Dante, o pacotão de Abril.

    O olhando as fotos do alarido das Diretas, imagina-se uma comoção nacional.
    Para quem viveu no “core”, no burburinho pode ser que tenha essa impressão, era só o miolinho.

    Toamdos pelo desejo de ordem, o povo via com desconfiança a turma da esquerda e toda aquela movimentação.

    Houve adesões? milhares, talvez milhões, mas quem estava no palanque, temia que numa eleição a população sepultasse aquela turma que de concreto tinha apenas um plano de greves.

    Severo, Ulisses, Tancredo, Montoro, já sabiam no palanque que diretas era um risco, mas o show tinha que continuar.
    A emenda era natimorta, não passaria, era só fazer as contas, mas para eles, valeu a movimentação das massas.

    O pecebão tinha uma rixa com a turma do PT e essa divisão já fazia os camaradas da esquerda largar pra depois da terceira fila. Direta por ai não dava.

    O PMDB estava recheado de caciques, e um caipira, Quércia, todos gritando, agora é
    a minha vez.

    Além do mais, tinha os políticos de peso da saudosa Arena; o Marco Maciel, o Andreazza, o Sarney e o próprio vice Aureliano Chaves. com enormes chances
    E o Magalhães fazendo braulho.

    Na forma direta deste grupo provavelmente sairia o presidente, na forma indireta, certamente.

    Mas uma manobra, que foi a criação do PFL, implicou de um lado, uma rasteira no Aureliano, que não seria a última, e de outro um passa fora no Ulisses.

    Juntaram num mesmo barco gente como Montoro e Sarney (até tu Brutus), o esperto Tancredo.

    Tudo isso para desenvolver o Brasil?
    Não.
    Apenas para acender uma vela e atrair as mariposas.
    Deu certo.
    Atraiu até bicho que não voava.

    As raposas felpudas estavam agora caçando lado a lado.

    O PFL foi um partido criado para ganhar no colégio, não nas diretas, diretas agora atrapalharia.

    Tancredo tomou para si a faixa de capitão do time, e de técnico escalou Sarney ex Arena como vice.

    Faltava alguém morder a isca do lado de lá.
    Alguém que não fosse o Andreazza que tinha lá seu prestigio político no Sul.

    Meio combinado, oMaluf mordeu, sabe-se lá o que falaram pra ele, sabe-se lá o que ele falou.

    Tancredo de Batman, Maluf Coringa.

    O tempo passou, e está valendo do que o Goebbles pregou.
    Mas não foi bem como contam.

    O Ulisses morreu, Tancredo, Severo, Dante de Oliveira, Covas, Brizola, Darcy também, o Osmar Santos sofreu terrível acidente que o incapacitou., só sobrou a Fafá de Belém.
    Só a Fafá pode saber o que falavam no palanque, fora dos microfones o Ulisses, o Severo e o Tancredo.

    Mas será que ela prestou atenção?

    Sobraram a Fafá, o Dr. Paulo Maluf e o agora imortal,Sarney.
    Ah! o Quercia ainda está por ai.

    Hoje.

    O salário mínimo compra menos do que comprava na época. As casas ganharam grandes, até o teto.
    Os Senadores despacham até o cachorro por via aérea.
    Os deputados levam a família para passear com dinheiro da União.
    Nem prestar contas são capazes.
    Os professores ganham uma mixaria e agora estão apanhando dos alunos.
    Ninguem respeita a polícia.
    E o resultado do exame de ordem na OAB é risível.
    Um diploma superior vem na caixa de sucrilhos é so pagar.
    Hoje a cana é mole.

    Exsite o auxilio reclusão para os presos, mas não tem auxilio funeral para as vítimas.

    Está caro morrer, está caro ser roubado.

    E a gente pode eleger o predidente, os senadores e os deputados.
    Bacana né Buana?

  26. Ricardo, “seu” livro pelo jeito foi muito bem vendido. Nem fiquei sabendo dele. Mas tudo bem, agora dizer que foi uma noite trágica, vc adoeceu. Foi a única fase em que me senti brasileiro, em que sonhei com um Brasil digno. Portanto, valeu a pena a luta. Veja que momentos gloriosos de união democrática nos trouxe enfim a democracia.
    Depois disso, infelizmente restou o que vc está vendo ai, um país doente, alta criminalidade, mortes, pedofilia, corrupção, politicos covardes, destruição do meio ambiente e muito mais. O sonho acabou.
    Mas naquela noite não, ali, eu ainda achava que alguma boa iria acontecer.

  27. Boa noite Ricardo!
    Boa noite amigos balaieiros…(incluíndo os que apenas lêem)

    Pois então…antes um abráço,… hoje em dia 25 anos depois, querem fechar…explodir…concretar.

    Agora mesmo estava lendo no US sobre essa confusão das “farras aéreas”…já não era para isso estar resolvído?
    Por que tanta polêmica entre eles?
    Querem ou não querem “moralizar a casa”???

    Olha meus amigos…eu começo a não entender aquela máxima de que “todo poder emana do povo, e em seu nome será exercído”…o que me leva obrigatóriamente a duvidar do lema de nossa bandeira…”Ordem e progresso”?

    Que espécie de “Ordem” é essa? Que típo de povo eles estão realmente representando? O povo brasileiro? Inglês? Alemão? Se bem que eu acredíto que nem nesses países os parlamentares possuem tantas mordomías, agrados, carícias.

    Tenho a nítida impressão de que estão buscando desesperadamente uma brecha…uma pequena fissura, em que possam se apoiar, para não perder esse benefício custeado por todos nós.

    Alguém aqui duvída da NITIDÊS, com que nos manifestamos em todos os cantos e recantos do nosso país, reprovando essa farra comprovadamente escancarada frente aos holofótes e vitrínies?
    Uns oferem resistência, depois mudam de lado para posarem depois como representantes legítimos de nossas axpirações! Outros fazem dôce, outros então parecem oferecer argumentos com o intúito de atrasar…emperrar tudo.
    Colocam até a culpa na “pauta trancada” por causa das “MP’s”.

    E quando então o povo EXIGÍR outras coisas? Que retírem outros benefícios que só os senhores tem…e nenhum outro cidadão pode sequer sonhar?

    Eles vão acumulando esses benefícios desde que Brasília foi fundada. Se desesperam agora por qualquer ameaça á esses benefícios…que só atendem a eles próprios?

    Agora sim podemos verificar com extrema claridade o verdadeiro caráter de cada um. O verdadeiro motívo pelo qual buscaram chegar ao seu cargo…nada a ver com a velha história de “lutar por voce” mas sim CONTRA VOCE!

    Para mim…se tivessem caráter…dignidade…honra…já teríam votado, e extirpado isso de uma vez.
    Aliás nem havería a necessidade de voto…afinal se o poder emana de cada um de nós, e isso ficou tão claro quanto a luz do sol em dia limpo, nem precisaríamos mais ficar lendo essas notícias. Acabou e pronto…o povo se manifestou…fim.
    Vão querer o que mais??? Um plebiscíto?

    Bem Ricardo nessa época do seu têxto, eu era apenas mais um jovem despolitizado, que acabara de prestar o servíço militar obrigatório, e posso te garantir e também para o Everaldo, que atrás de cada fuzil com baioneta, tinha um jovem brasileiro que o empunhava, de capacete na linha dos olhos, postura ameaçadora, mas com o coração, e os olhos lacrimejantes assim como todos voces.

    Eu sei…porque um día também fiquei assim.

    Abraços a todos!

    Robson de Oliveira nosbornar@ig.com.br

  28. Everaldo!

    Olha…eu comecei lendo o seu post das 18:23 rindo um pouco.
    Depois rí mais um pouco ainda…mas terminei ás lágrimas com o vídeo e a música.
    Durante a apresentação nem prestei atenção no vídeo, mas apenas na música que me fez imaginar a cena dessa dona María Lúcia, e a sua “saga” para ter um cantinho seu.

    Não conhêço a fisionomía dela, mas posso imaginar o cançasso nos olhos dela. A falta de esperânça.
    E acho que nem sabe que apesar de tantos estarem realmente interessados em ajudar á resolver o seu problema, esbarram nessas verdadeira armadílhas traiçoeiras.
    Meu amigo…não desíste não…o “VAMU QUI VAMU” eu continúo te mandando… não se esqueça da minha mensagem também no orkut…continua de´pé.
    De algum jeito essas QUATRO MARÍAS terão que ter as suas casinhas. De algum jeito…

    GERIC….GERIC…..GERic…eita palavrinha filha da ….

  29. Brasil, um país de pouca memória. Com uma história muito rica que onde poucos habitantes valorizam. País das mentiras, das chantagens, dos picaretas que deitam e rolam com a desgraça do povo. País da hipocrisia, onde tudo parasse que caminha bem, porém no dia-a-dia de nossas cidades já observamos que as coisas não são bem assim. País dos juros altos, que mesmo sendo cortada a taxa SELIC não é repassada para o empreendedor que quer contratar, trabalhar, sonhar, melhorar o país e claro PAGAR IMPOSTO. Aliás, tudo neste país é o inverso, em casa quando falta dinheiro cortamos os superflúos, para o Estado, que se dane o povo, criasse novos impostos. Pagasse duas vezes pela saúde, educação, transporte, uma para o governo e outra para as instituições particulares. É assim, os grandes martires das DIRETAS JÁ, não são esses sanguessugas que estão no poder a décadas, que só se preocupam em manter as falcatruas de seus interesses. Mas DEUS existe e eles ainda terão de prestar contas individuais de suas artimanhas. Força, povo brasileiro, VAMOS RECONSTRUIR NOSSA DEMOCRACIA, começando pela nossa casa, pela nossa cidade. O exemplo de honrazes da família, começa pela honestidade de cada chefe de família. Que o nosso exemplo, seja, o símbolo de um novo tempo. Olho neles, não votem nos picaretas……

  30. Caro Ricardo,

    Não pude deixar de ler seu comentário sobre o texto do jovem jornalista de BH, tampouco passar batido pelo debate. Discordo profundamente, e, como repórter, gostaria de rebater as afirmações do rapaz.

    Não, meu caro, não há emprego sobrando nas redações. Elas estão enxutas e a crise afeta diretamente o bolso e o dia-a-dia do repórter. Grandes e pequenos jornais de São Paulo cortaram os investimentos, e chegaram até a reduzir o numero de cabeças – e cadernos. Chefes sofrem para deixar que o jornalista fique em seu devido lugar: a rua. A rua custa caro. Motorista ou boleto de taxi fazem parte sim, do déficit mensal de uma empresa. A apuração é feita por telefone, exige um esforço hercúleo para redigir uma grande quantidade de informações que chegam de uma editoria denominada ‘Brasil’. O guarda-chuva de assuntos é enorme. Crime, economia, política, cidades. A internet é mais um veiculo condutor de notícia, mas não comporta a demanda de aspirantes a função. Hoje, jornalista é editor ou assessor de imprensa, duas variações comuns, mais rentáveis, e que independem de uma escala hierárquica. Não, você não passa a ser editor depois de muito pelejar como repórter. Você edita conteúdos (pré-fabricados) que chegam das agências de notícias. Faltam macacos velhos nas redações, dominadas por jovens que conhecem tudo de web 2.0 e muito pouco de sociedade. Dentro deste contexto, ser repórter não significa ideologia ou o desejo de enriquecer – até porque, você verá no saldo de sua conta bancária, que o repórter está longe ser bem sucedido financeiramente.

    Insisto em ser repórter, pois acredito no poder da informação, na adrenalina da apuração, na vontade da descoberta, na emoção do contato com o outro. Teimo na crença de que o jornalista não está a serviço daquele que assina seu cheque no fim do mês, mas sim de algo maior e mais significativo.

    A visão é romântica, ingênua ou datada, sim, pode até ser. Porém, pior do que superestimar nossa capacidade de intervenção na realidade desanimadora é subestimá-la por completo. Não me refiro aqui à luta contra os barões da comunicação, o monopólio do pensamento único e a sucateação do ensino de jornalismo, todas bandeiras não só legítimas como necessárias. Trata-se de um sentimento mais elementar: é a satisfação de saber que, sim, mesmo com os momentos de dúvida e tendo ainda muito que aprender, escolhi a profissão certa.

    Talvez, meus caros, a nossa profissão tenha uma linha tênue que, entre um sentimento e outro, nos faz querer ser meio jornalistas, meio policial, assistente social, promotor, juiz, advogado de defesa ou qualquer outra atividade que possa modificar uma realidade, para além das denúncias no papel.

  31. Lembro bem deste dia, tinha 19 anos, cursava o segundo ano de jornalismo, e tinha a convicção que ia mudar o mundo…hoje após 17 anos trabalhando com pacientes de Aids e na prevenção da Sindrome vejo que mudamos o mundo diariamente, com pequenos gestos de solidariedade e respeito as diferenças.
    Gosto muito de seus textos, nunca havia escrito, talvez por falta de tempo ou de coragem, mas lembrar deste dia há 25 anos me emocionou.

  32. Enquanto isso fico lembrando de uma reportagem exibída ontem no fantástico, sobre o “toque de recolher” para menores.
    Sei que muitos irão discordar de minha opinião, vísto que a enquete apresentada no programa alertou que 70% dos brasileiros apoiam essa medída.
    Talvez sejam os mesmo 70% que apóiam a medída que pretende pôr fim ao consumo de cigarros em ambientes fechados públicos, e que ocasionou todo aquele debate.

    Eu acho que os pais é que devem conhecer melhor os filhos. E esses filhos também conhecerem melhor os pais.
    Hoje eles podem participar de votações…tirar habilitação, mas não podem permanecer nas ruas após as 23 hs?

    Eu sei que na reportagem apenas duas cidades do estado de São Paulo foram citadas…mas pelo jeito isso irá se expandir para todo o estado ou o país.
    Apenas para causar mais polêmica, ofuscando assuntos mais urgentes.
    E o direito constitucional de “ir e vír”?
    Um jovem que pode votar, pode dirigir, mas não pode estar nas ruas após as 23 hs? Que estado é esse?… De sítio?
    Isso é muito cômodo para os pais que não sabem nada sobre os seus filhos…que não tem diálogo…que não conversam, não se interessam…

    Meus amigos…” o medo da vida não pode nos tirar o prazer de VIVER.

    Estamos perdendo nossas liberdades, em função da incompetência de certos governantes que tem como a sua única preocupação, um falso moralísmo…que com certeza pode lhe gerar votos, mas que também irá lhe provar que a liberdade se expressa dentro de cada coração…sendo ele jovem ou não!

    Robson de Oliveira nosbornar@ig.com.br

  33. Rubens Milani, “aqueles que moveram massas” estão sob o manto da lei de Gerson. Aliás, eles e os Idiotas (eles se confundem). Assim que essa lei for revogada todos reaparecem.

    Explico (principalmente para Michel e cia):

    “A lógica de Vic e o sumiço dos idiotas”

    “Eu tinha três caminhos: devolver a cota (de passagens), usá-la para viajar ou vendê-la. Devolver, ninguém nunca devolveu. Vender é crime. Só me restou viajar”. Essa foi a resposta dada por um tal de Vic Pires Franco sobre o escândalo das passagens. Seria o mesmo que dizer: “a maioria não tem vergonha na cara, porque eu haveria de ter? Estou no bolo”. É, falta vergonha na cara até pra justificar-se.

    Pra ninguém dizer que nivelei por baixo, vamos ao topo. Nota do presidente (da Câmara) Michel Temer: “Em razão da ampla utilização de passagens aéreas nos gabinetes parlamentares, o presidente da Câmara reconhece que deputados, inclusive ele próprio, destinaram parte dessa cota a familiares e terceiros não envolvidos diretamente com a atividade do Parlamento. Tudo porque o crédito era do parlamentar, inexistindo regras claras definindo os limites da sua utilização…”. Socorro, chamem o Arnaldo (não o Jabor, mas o César Coelho). Ele poderá mostrar que a regra é clara e qualquer cursinho “mea-boca” preparatório pra concursos públicos escancara essa clareza em sua primeira aula: “CF/88 (atenção Michel e cia: CF/88 significa Constituição Federal de 1988, Constituição do Brasil!!!), em seu Art. 37 (depois do 36 e antes do 38) – a administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência…”. Agora é com o Aurélio: “moralidade – qualidade do que é moral” e, se tiver complicado para vocês, Michel e cia, também no Aurélio encontramos: “moral – o conjunto das nossas faculdades morais; brio, vergonha na cara”. O Aurélio, creio por entender ser óbvio, parou em vergonha, ou seja, o “na cara” foi acrescentado por minha conta, para que vocês, Michel e cia, interpretem corretamente.

    Cito uma passagem de um Idiota (segundo a lógica de Vic) conhecido meu. Não é passagem nem de ida nem de vinda, mas de vida. E não é um Idiota qualquer, mas um Idiota com “I” maiúsculo. Foi no tempo que não se usava a expressão “uso exclusivo em serviço” estampada nas portas dos veículos pertencentes aos poderes públicos e suas instituições. Não que ninguém tivesse tido a idéia, mas creio que por desnecessidade. Certamente essa expressão surgiu quando os abusos começaram. Voltando ao Idiota, ele ia subindo uma rua íngreme, num veículo oficial, em direção a casa onde morava quando se deparou com sua esposa, grávida, subindo a mesma rua a pé. O motorista do dito veículo foi logo encostando para dar carona quando ele, o Idiota, mandou que seguisse. Motivo (não estampado nas portas do veículo, mas sim na consciência moral do Idiota): “uso exclusivo em serviço”. Êta! Perdoem-me, Michel e cia, sei que complicou, mas o Aurélio ajuda de novo na correta interpretação: “consciência moral – a faculdade de distinguir o bem do mal, de que resulta o sentimento do dever ou da interdição de se praticarem determinados atos, e a aprovação ou o remorso por havê-los praticado”. Assim, o limite, quando inexistente, é definido de acordo com nossa consciência moral. E esta não está, obrigatoriamente, explícita em lei (ou regimento). Portanto, salvando raríssimas exceções creio que vocês, Michel e cia, não tiveram exemplos pra ensinar-lhes sobre a interpretação das obviedades da vida (pública).

    Façamos um teste, Michel e cia, qual dos três caminhos disponibilizados pela “Lógica de Vic” o Idiota escolheria: (a) Devolveria a cota? (b) Venderia as passagens? (c) Viajaria? Reconheço a incapacidade de vocês em responder, haja vista a dificuldade que vocês têm de interpretar aquilo que vocês mesmos escreveram, assim não podemos exigir muito. Também não é possível, aqui, desenhar para que vocês entendam. Portanto, respondo: a opção correta seria a letra “a”. O Idiota devolveria a cota.

    Moralidade e vergonha na cara não se interpretam em lei ou regimento interno, apenas integram quem as tem. Nessa altura do campeonato, onde a regra (clara) é desentendida por quem a criou, resta-nos somente uma saída: limitação impositiva de fora pra dentro. Idiotas, onde estão vocês?!

    Obs.: “limitação impositiva ” que sugiro não é nenhum quebra-quebra. Basta olhar a capa de Veja desta semana. Está lá.

    IDIOTAS JÁ

  34. Pois é, tanta luta, tantas lágrimas, para terminarmos com Lulinha paz e amor passando a mão na cabeça do filho, dos mensalões e das mordomias bilonárias. Como evitar o baixo astral num país desses?

  35. Ao Adriano das 20:31…Genial teu comentário…muito bacana mesmo…parabéns

    Abraços e continue com a gente!

    Lídia! das 21:05

    Ele está com problemas no pc…acesse o BOTECO DO BALAIO nos favorítos aqui, e terá mais informações..

    Abraços…

    Nossa Ricardo…os comentários estão de primeira hoje hein?

  36. Ricardo Kotscho:

    Estou por aqui, obrigado pelas palavras a mim e a meu Acre. A nossa Rio Branco esta cada dia mais linda e muita molhada.
    Leio todos seus artigos e os comentários de meus amigos que comentam no seu Balaio.

    Parabens por este artigo e sucessos!!!

  37. Tinha oito anos quando a emenda foi rejeitada e evidentemente não lembro da época. Mas lendo sobre esse acontecimento, fico com impressão que desde que isso aconteceu as coisas ficaram meio tortas no Brasil.

  38. Fiquei comovida com o seu comentário. Só quem viveu aqueles
    tempos sabe do que vc está falando. É mesmo uma pena que depois de tanta luta pela democracia, o nosso congresso nos entristeça tanto. Como vc falou, ainda somos uma jovem democracia. Abs.

  39. Lembro-me como se fosse hoje, os grandes comícios, como foram majestosos…Fui com prazer ao comício aqui em Goiânia, praça lotada e todos já contando com a vitória no dia da votação da emenda Dante. Ai, mas como doeu aquela derrota, mas é isso aí…A vida é feita de vitórias e derrotas, agora a gente observa que alguns parece que não perdem nunca. Vide aqueles que hoje continuam no poder e naquela época estavam ao lado do ditadura…Contra o povo…
    Com relação à luta do Everaldo para a construção das casas sem muita burocracia para as tantas Marias que choram neste país, tenho certeza que mais do que nunca agora, tal situação chegará ao conhecimento do presidente que com certeza fará algo…Boa sorte

  40. É história que não se pode esquecer, nunca.
    Diz o ditado que a historia só se repete como farsa.
    E é fato. Porque lição aprendida, superada, deve servir de exemplo pra geração futura.
    Hoje é comum, e a gente observa muito isto nos comentários do balaio, dizer que tudo o que ocorre é “coisa de esquerda”.
    Sem que ninguem saiba o significado de esquerda.
    Não sei se sou de esquerda, nem sei se vc Cidadão K tambem é.
    Esquerda, pelo menos, pra mim, é movimento de ideias e de ações endereçadas ao projeto de transformação social em beneficio das pessoas (recuso a dizer “classe”) menos favorecidas para participação maior na cidadania.
    Neste conceito, eu aceito ser classificado de esquerda.
    E foi assim.
    Diretas já, foi um projeto de transformação da sociedade, um projeto de democracia; mas também, e é reflexo na Constituição de 1988, um projeto de transformação social.
    Gostem ou não alguns que se acham, em razão da transformação que hoje ocorre, prejudicados pelo movimento.
    Movimento iniciado nas Diretas. O movimento de 1984 pavimentou o caminho para a nova aliança entre povo e poder – o pacto social.´
    A razão sempre vence, mas nem sempre a razão sai vencedora no calor dos fatos. Foi o que ocorreu nesta data historica que vc presenciou e narrou para leitura dos nossos filhos.
    Nao se esqueça Cidadão K, e com certeza vc nao se esquece:
    “Lembrem-se do que aconteceu no passado:
    Naqueles dias,
    depois que a luz de Deus brilhou sobre voces,
    voces sofreram muitas coisas,
    mas não foram vencidos na luta.
    Alguns foram insultados e maltratados publicamente,
    e outros tomaram parte no sofrimento dos prisioneiros.
    E quando tiraram tudo o que voces tinham,
    voces suportaram isto com alegria,
    porque sabiam que possuiam coisa muito melhor,
    que dura para sempre.
    Portanto, não percam a coragem,
    porque ela traz grande recompensa”
    (Hebreus, 10, 32-35).
    Deus abençoe RK, durma tranquilo…
    Um abraço nosso, todos do recanto.

  41. Não se trata bem de um comentário mas de um pedido:a publicação dos deputados que votaram contra ou fugiram da votação das emendas Dante de Oliveira, para ter a certeza de não mais votar em algum deles.

  42. Um passo a frente e DOIS passos atrás,sempre em prejuízo do jurisdicionado,que deveria ser a razão de ser da justiça.

    Quando eles conseguem fazer alguma coisa DESCENTE,entra o corporativismo para privilegiar os ADVOGADOS,PROMOTORES E OS JUÍZES.

    Que eles não são sérios todos nós já sabemos.

    Comissão sobre férias coletivas no Judiciário será instalada na Câmara.
    Será instalada amanhã (28) a comissão especial da Câmara criada para analisar a Proposta de Emenda à Constituição 3/07, do deputado José Santana de Vasconcellos (PR-MG), que permite férias coletivas nos juízos e tribunais de segundo grau do País. A única condição prevista é que se mantenha plantão mínimo organizado pelos próprios tribunais. As férias coletivas do Judiciário foram proibidas pela reforma do Judiciário (Emenda Constitucional 45, de 2004). Segundo o autor da PEC, as férias em diferentes meses prejudicam o andamento dos processos, uma vez que as turmas de julgamento de recursos ficam permanentemente desfalcadas. A reunião será realizada às 14h30 no plenário 5.

  43. O Anão de bombacha, deputado Pompeo de Mattos (PDT-RS), é o mais perfeito representante dos politiporcos brasileiros,sempre
    envolvido atitudes que atingem frontalmente o decoro.

    Sua trajetória exala mau hálito, suas patifarias começam por manter
    abrigos particulares para doentes, sustentado por verbas públicas,
    fazendo destes doentes terminais e seus familiares eleitores cativos.

    E como o Anão tem mais safadeza, do que tamanho, sistematicamente
    age para que o sistema de saúde,NÃO possa atingir de forma unânime a todos, que dele necessitam.

    Denunciado pelo MPF, Pedro Pinto Rabelo foi secretário parlamentar do deputado Pompeo de Mattos (PDT-RS).

    Um vigarista com mesma índole do Anão!

    A revista IstoÉ revela hoje que Pedro Damião Pinto Rabelo, da
    agência Morena Turismo, opera um balcão de compra de créditos
    de passagens.

    O Anão blinda-se com chefes de poderes, que futuramente
    possam auditar sua verbas, um deles é o ministro do Tribunal
    De Contas JOSÉ AUGUSTO NARDES, também destinatário de passagens.

  44. Vivi minha juventude no regime militar, estudei em escola pública, que dizer, fui educada pelo regime militar, assim como na minha época as meninas eram educadas por freiras. Gastei algum dinheiro em terapia para me livrar da educação militar, para me livrar do trauma.
    O regime militar conseguiu legitimidade porque na época do golpe o Congresso era tão corrupto, patrimonialista, incompetente quanto o atual, e depois os militares perderam poder de mando porque ficaram incompetentes, corruptos, autoritários, fisiológicos. Os militares que em 64 queriam o progresso contra o comunismo, se aliaram às forças do atraso, aos coronéis do Nordeste, ao fisiológico Paulo Maluf. A ditadura atrasava o Brasil, e inibia a troca de idéias com sua censura burra, começou um grande movimento pelas diretas, o maior movimento cívico que vi neste país.
    O Brasil de hoje é democrata, mas estamos mal representados no Congresso, nosso único ícone político é o Lula, apenas a instituição presidente está preservada, nossas outras instituições estão podres, com exceção do Banco Central, que ainda tem algum prestígio. E não existe mais a possibilidade de golpe militar, felizmente.
    Um problema que vejo na corrupção atual, é o patrimonialismo e corporativismo dos políticos e funcionários públicos. Nós vemos a polícia indiciando empresários, e não vemos a polícia processando políticos ou funcionários públicos, não é o empresário rico que fica impune, o Estado patrimonialista brasileiro é sócio majoritário das empresas, a carga tributária de uma empresa é absurda, principalmente para o pequeno empresário. Acredito que mesmo na crise é melhor ter um negócio pequeno nos Estados Unidos que no Brasil. Eu já abordei a lei do inquilinato, a lei demagógica brasileira dificulta o processo de despejo do inquilino e exige garantias demais ao proprietário, o resultado é déficit de habitações e proliferação de favelas nas grandes cidades, e agora também nas pequenas e médias. O político brasileiro não está muito interessado em aprimorar o sistema, não tem espírito público, ele quer mais é se valer das fraquezas do sistema para ganhar dinheiro.

  45. Mestre Ricardo:

    Todas as atenções se voltam às transgressões éticas e morais no Congresso Nacional, mas deixa-se de olhar para os parlamentos menores – Assembléias Legislativas e Câmaras de Vereadores. Nestes também existem transgressões, muitas vezes abafadas por uma imprensa corporativa.
    É fundamental que o cidadão brasileiro volte suas atenções aos seus representantes locais.
    Só assim iremos fazer uma democracia ainda mais sólida. Os maus políticos devem ser eliminados da vida pública pela maior arma que temos: o VOTO. A liberdade democrática foi conseguida a duras penas, como você mesmo relatou, com brilhantismo, quando da derrota da Emenda Dante de Oliveira.
    Esta liberdade deve ser exercida com rigor. No próximo ano iremos eleger governadores, Presidente da República, senadores e deputados – federais e estaduais.
    Aquele será o principal momento. Vamos limpar as mazelas, atirando na lata do lixo os parlamentares corruptos, bem como governantes.
    Precisamos calar as baionetas da democracia e ir à forra, acabamdo com a farra dos políticos que não respeitam os cidadãos.
    Os militares e seus asseclas que ainda hoje militam nas hostes politicas (Sarney, Lobão, entre outros) não conseguiram calar os brasileiros.
    Nós, brasileiros, é que devemos calá-los e para sempre.

  46. Prezado Ricardo:
    Seria possível obter a posição de cada deputado quando da votação das Diretas Já?
    Ou o partido que pertencia a época? Acho que seria interessante para verificarmos o atual posicionamento dos mesmos.
    jpedro

  47. o que mudou?
    os mesmos estão ai,aprontando mais e mais,antes tivessemos ficados sem eleições.
    so despesas,não muda nada,e eles mais ricos.
    e vc vem lembrar isso?
    não tenho nenhum pouco de saudades,
    queria q acabassem as eleições,vcs imaginam qto custa para o eleitor uma eleição?votar pra que,n se toma nenhuma providencia para corrigir esses gatunos

  48. porque não matam os familiares desses que abusaram em viagens com o dinheiro pubublico,e acabam com as amantes desses ladrões?,
    e preferivel abrir concurso publico,assim acaba as ladroeiras,desculpas inescrupulosas

  49. Bom dia Kotscho e demais Balaieiros !

    Adriano – 20:31 – Parabéns pelo comentário !

    Sinceramente, quando eles alegam que a regra não estava clara, é simplesmente para procurar uma brecha por onde todos eles possam tentar sair sem manchas em sua reputação.

    Concordo com tudo o que você disse: o que eles queriam? Que existisse uma norma LITERAL expressando “É proibido ceder as suas passagens para terceiros curtirem férias no exterior” !

    Fala sério !! Eu sou funcionário público, e no meu regimento interno não existe escrito, DE MANEIRA LITERAL, por exemplo: “É PROIBIDO LEVAR OS MONITORES DE LCD PARA CASA. ”

    E, mesmo assim, pasmem, nunca sumiu um monitor !!

    Acho que vou levar um monitor pra casa e, quando vierem me interrogar, eu vou alegar: Ué, não estava claro ! No regimento que eu li, não havia nada explícito proibindo o “empréstimo” de monitores – lógico que é um empréstimo, eu ia devolver depois !!

    Pára com isso… isso é fazer o povo de OTÁRIO !!

    Abraços a todos, pessoal !!

    Giuliano de Matos

  50. o brasil tem que acabar com eleições,abrir concusos publicos para pessoas competentes administrarem o pais,acabar com a estabilidade de funcionarios publicos,e começar a punir com trabalho ,ou ate morte para esses espertinhos

  51. Ah, e outra coisa:

    “Eu tinha três caminhos: devolver a cota (de passagens), usá-la para viajar ou vendê-la. Devolver, ninguém nunca devolveu. Vender é crime. Só me restou viajar”.

    Perfeito.

    Agora, resta a nós conseguirmos detectar aqueles que VENDERAM as cotas e EXIGIR a cassação de seus mandatos.

    Temos que pegar um desses pra Cristo, pra pagar o pato pelos outros !!

    Vamos lá !!!

  52. Ricardo bom dia, as vezes a gente vê pessoas de nobreza tão elevada e espírito altivo que não dá pra não falar algo!

    Estimado Everaldo, meu amigo. Bom dia!

    Mais uma vez você me comoveu caboclo, o Brasil precisa de mais Everaldos, mas infelizmente, eu tenho algumas´´péssimas noticias pra te dar:

    Estive por estes dias, contra a minha vontade em alguns fóruns de nossa região, para que nós pudéssemos avaliar de certa distância o que realmente está sendo proposto pelo nosso governo, e não vi nada que se aproxime da idéia ventilada: 1 milhão! Esse número é irreal!

    De cara Vevé, eu te asseguro não chores não viu, mais é impossível de se fazer as taperas no sertão

    Então vamos aos fatos:

    Nosso déficit habitacional Everaldo, eu estimo hoje em torno de 8 a 10 milhões de moradias , portanto muito além do número anunciado. Ou seja ainda que extremamente bem intencionada proposta do governo representa apenas um décimo do problema ou pouco menos.E mesmo assim a sua realização está completamente fora da nossa realidade!

    As nossas construtoras não estão devidamente preparadas para a elaboração de projetos neste custo, nem com o custo de mão de obra e nem ao menos os nossos fornecedores de matérias de construção estão aptos para produzirem e comercializarem materiais complementares como fios, luminárias, dobradiças e outro monte de apetrechos que compõem uma casa, a baixo custo, para tamanha empreitada.

    Se levarmos agora para o campo de áreas para a construção do que foi proposto no projheto, a maioria dos municípios não dispõe de áreas próximas aos centros urbanos, em quantidade suficiente para tornar exeqüível a idéia a curto ou ainda em médio prazo. E tudo isto sem contar ainda com a falta total e absoluta de empenho de alguns destes municípios em “confeccionar” seus “Planos Diretores” que num momento deste poderiam ser de grande utilidade. Alguns sem ao menos tentar sentar para discutir já desistiram do projeto extra oficialmente!

    Antes do anúncio oficial por parte do Governo federal, eu creio que não houve um planejamento amplo neste sentido, não só com a resolução do problema habitacional, mas, sobretudo quanto à ocupação do solo. Quantos municípios brasileiros dos quase 5.600 existentes dispõem de uma secretaria de desenvolvimento urbano? Em nossa região eu estimo que no máximo 20%, e não são de profissionais do ramo, e sim afilhados políticos sem o menor preparo técnico algum para desenvolver um projeto arrojado neste aspecto.São os famosos come e dorme, que o tio vira prefeito e o vagabundo arruma um modo simples de continuar a vida fácil

    Existe também um fator que deve ser levado em consideração,Everaldo: É a questão da padronização? Vamos sair construindo a torto e a direito, sem determinar uns três ou quatro padrões de janelas, portas, tamanhos de cômodos e etc. para que se possa produzir com maior rapidez e a um custo menor? Particularmente na industria privada, acho difícil alguém se dispor a firmar contratos como este, os quais seriam impossíveis de serem cumpridos, a nível de prazo e custo!

    O próprio Luiz Ignácio, sabedor que era da impossibilidade de colocar em pratica 20% que fosse da idéia ventilada, ainda na cerimônia de lançamento, já se encarregou de diminuir as expectativas sobre o prazo do programa. “Não há limite de tempo, portanto, não me cobrem”, disse o presidente. “A gente não tem de se importar com o tempo”. Gostaria que terminássemos em 2009. Se não conseguirmos, 2010 ou 2011, 2012, e vai por aí afora!

    Everaldo, lamentávelmente some-se a isto tudo, outros entraves como as barreiras burocráticas, de espaço (muitos especialistas chamam atenção para a falta de terrenos disponíveis, sobretudo nas grandes cidades, algumas do vale do Paraíba, por exemplo, já em tom de meia boca, alguns disseram ser impossível viabilizar tal empreitada,) sem contar as construtoras, algumas admitem que nem trabalhando no custo zero conseguiriam colocar em prática a confecção das moradias algumas nem quiseram ouvir o restante do rosário, e até as grandes industrias fornecedoras de Ferro, Aço, Cimento, etc. e de outros .materiais acham também inexeqüível o cumprimento de tal promessa, a exemplo do que ocorreu em alguns segmentos ano passado. (no pico da fase recente de crescimento da economia, no meio do ano passado, chegou a faltar cimento no mercado brasileiro).

    Mesmo quando se olha apenas para o lado econômico do programa, sem nem colocar na roda os riscos urbanísticos nele envolvidos, fica claro que, para botar em pé um projeto tão ambicioso será preciso muito mais do que vontade e retóricas políticas. São estas promessas sem base real que nos colocam: eu e a maioria dos Balaieiros em lados opostos. “(Fome zero, Três refeições…, Pré-sal, Bio isso, Bio-aquilo, PAC, e vai por aí afora…)

    É tarefa árdua e difícil, que exige altíssimas doses de coordenação e depende de muitos protagonistas – às prefeituras, por exemplo, está reservado um papel critico.
    Veja um caso que considero de difícil porém possível realização que está ocorrendo no México, Everaldo. O México, por exemplo, foi mais cauteloso, e começou construindo 100 mil casas e aumentou 100 mil a cada ano. Hoje, sete anos depois, constrói 800 mil Conforme já disseram acima: o mercado de construção civil não agüenta a demanda que será criada. É extremamente arriscado deixar os financiamentos e as avaliações de créditos nas mãos de um órgão tão grande e lento.E a coisa vai se dissipar no ar.

    Então Everaldo, infelizmente eu tenho que te dizer meu amigo de quem eu tanto gosto: É impossível meu amigo, é audacioso por demais, e são por estas coisas nós nunca faremos aquilo que de fato precisa ser feito. Nossos sonhos por maiores que sejam tem que se adaptarem ao alcance dos nossos esforços!

    Mas de qualquer forma pelo menos é uma idéia!

    Abraços fraternos

    Manoel Ferreira

  53. Everaldo, essa história que você nos traz é horrível. Mas, infelizmente, é praxe nesse país de mente estatólatra em que vivemos.

    É o país do carimbo – pra tudo tem que ter uma certidão, uma comprovação, um selo. Pagos, obviamente. A razão disso? Simples: uma vez que o Estado é grande caloteiro e estelionatário do país, nada mais lógico que ele julgue todos os cidadãos a partir da sua própria métrica. Então, cabe ao cidadão provar a sua própria inocência (numa total inversão de valores). Pior, cabe ainda ao cidadão bancar o custo de provar a sua própria inocência, por meio das infinitas certidões PAGAS que temos que tirar ao longo da vida.

    No dia que o brasileiro entender que o grande racha no país não é entre PT e PSDB, mas entre Estado e Povo, aí talvez as coisas comecem a mudar.

  54. Everaldo – seu comentário das 18:23 é contundente.

    É difícil mesmo se conformar com isso. Se as coisas forem menos “macro” e mais “micro” – como o Engenheiro sugeriu no post da Dona Julia que deu início à série – creio que as coisas fluiriam muito melhor.

    Apenas para constar: qual é o custo para construção de uma casinha popular, nos moldes dessas quatro casas, sendo que o terreno já existe?

    Giuliano

  55. Rapaz, pois não é que aquela madrugada, que lembra um samba de Jorge Costa – “Triste madrugada foi aquela…” –, quase ia passando em brancas nuvens. Foi bom você lembrar, contar o que aconteceu na votação da emenda que poderia coroar o maioi movimento de massa já ocorrido no Brasil, a campanha “Diretas já”.
    Naquela madrugada, um grito de liberdade ficou parado no ar, mas, como você bem diz, dávamos mais um passo, decisivo para a reconquista da liberdade perdida.
    Apesar do general Nini, que mantinha Brasília sitiada e instalara a censura que impedira rádios e televisões de noticiar o que ocorria na capital da República.
    Por falar em general Nini, conto aqui uma história da qual poucos jornalistas tomaram conhecimento, apesar de envolver diretamente a a principal entidade da categoria, a Fenaj (Federação Nacional dos Jornalistas), por mim então presidida.
    A Fenaj se engajara, como não podia deixar de ser, na campanha pelas eleições diretas. Dias antes da votação da emenda Dante de Oliveira, uma grande faixa, com dizeres de apoio à proposta, foi estendida na fachada de sua sede, num edifício do Setor Comercial Sul.
    O general Nini, então uma espécie de rei do Planalto, marchava com sua tropa pela Esplanada dos Ministérios, açoitava autoóveis com seu rebenque e rondava, indócil, a sede do Congresso Nacional.
    Tudo isso seria pouco, naqueles dias de exceção, se os meios de comunicação eletrônicos não estivessem proibidos de noticiar o que acontecia em Brasília. E ele era o censor-mor.
    Por isso, a Fenaj decidiu entrar com uma ação na Justiça contra o general e sua censura. Na tarde que antecedeu a madrugada em que a emenda das Diretas seria derrotada no Congresso, enquanto eu e alguns diretores fomos protocolar a ação no Tribunal, um bando de soldados armados invadiu a sede da Fenaj, arrancou a faixa e levou preso o vice-presidente da entidade, Francisco Pinto.
    Os jornais, que assim como as revistas não estavam sob censura direta, praticamente ignoraram o fato, ao contrário do que ocorreu com a invasão da sede da OAB, que ganhou as manchetes.
    Estranhamos, mas, como diria o Adoniran Barbosa, “nós se conformemos”, pois um colega lembrou que jornalista não é notícia. Principalmente quando se trata de assunto que envolve sindicato, federação, essas coisas. Um coleguinha bem que lembrou, na ocasião:
    – É luta de classe, estúpido!
    Pois é, meu caro. Apesar disso, a censura caiu e os jornais estão aí dizendo o que querem. Ou omitindo, quando lhes convém.

    Abrações e vivas!

    Audálio Dantas

  56. Giuliano…Giuliano…voce tá bom demais meu amigo…eita!!!

    Dá um pulo lá no boteco…vamos tomar umas, tenho certeza que voce vai gostar do pessoal…

    Lídia…obrigado!

    Manoel Ferreira…tenho um enorme prazer em lê-lo…continua afiado hein meu paizão???

    Simei meu velho amigo! Seja bem vindo de volta ao baláio…estava com saudades!

    Robson

  57. Parabéns Ricardo. Todavia você mencionou apenas os senhores José Sarney e Edson Lobão. É fundamental que todos os políticos que votaram contra as diretas e ainda estejam por aí periodicamente disputando eleições e pedindo votos sejam desmascarados. Essa gente precisa ser confrontada com o seu passado.

  58. Robson, 27/04 21:32h. Obrigado. Pretendo passear por aqui. Pelo que percebi isso aqui não é um balaio. Mas “o” balaio.

    Giuliano 09:43h. É esse absurdo mesmo. Eles escrevem e eles dizem que não está claro… Socorro.

  59. Kotcsho, o Dante de Oliveira morreu deprimido, num ostracismo de da pena em Mato Grosso, acho que poucos lembram-se dele hoje. Foi um homem de visão, de construção, de futuro. Tirou MT da familia de coronéis da região – os Campos da Arena, depois PDS, PFL e hoje DEM, claro – e deu um impulso de dez anos em quatro no Estado. Infelizmente, deixou instalar uma certa corrupção em seu governo, com alguns Secretarios de Estados e seu parceiros da economia local avidos em enriquecer graças ao erario, mas senão, de que me lembre da safra de governadores dos ultimos 40 anos em Mato Grosso, foi de longe o com maior visão de homem de Estado.

  60. Falando em madrugada trágica, dois policiais militares que patrulhavam as ruas de Stanto André, zona do ABCD, na Grande São Paulo, foram mortos por delinquentes que ocupavam dois veículos que interceptaram a viatura, metralhando-a.Os policiais não tiveram a mínima chance de defesa. São chefes de família que representavam a segurança do Governo do Estado de São Paulo, aquele mesmo que apos 14 anos sem nenhum reajuste, ”premiou” seus policiais com 6% de reajuste (não abrange sequer a inflação do ano) somente a partir de março de 2009, depois que em outubro de 2008, ter ocorrido aquele entrevero entre PMs e PC. na respectiva reivindicação. Mas, que segurança? Quando a própria polícia não está segura, quando existe há algum tempo a audácia de delinquentes em atacar os órgãos de segurança, pela impotência e fragilidade destes, o que pode ser oferecido à sociedade? Quem usa transporte coletivo no seu dia à dia, deve ter percebido que não se vê nestes, policiais uniformizados, por que é muito arriscado para o policial. E vêm os gravatinhas, achando que temos um dos melhores serviços de segurança pública, falando com uma batata na boca, arrotando caviar. Quem não percebe os serviços de segurança particular, crescendo dia à dia, com pessoal uniformizado e com viaturas e armamentos com características de polícia tentando fazer o que o Estado não faz. Se tivessemos uma seugurança à contento, não precisaria tanta segurança particular. Esses policiais que morreram nesta madrugada, entre tantos que foram assassinados, SÃO CHEFES DE FAMILIA, HOMENS HONESTOS E TRABALHADORES, QUE ENQUANTO A CIDADE DORME, TENTARAM DAR SEGURANÇA DE ACORDO COM OS MEIOS QUE DISPUNHAM. Em tempo não tão remoto, tivemos a morte de um Policial Militar Rodoviário, que ao parar a viatura num local de acidente e verificar se havia vítimas por socorrer, eis que um delinquente atirou por diversas vezes sem dar-lhe tempo de resistência. Esse marginal evadiu-se com a viatura policial, abandonando-a num outro ponto da estrada e ainda conseguiu dirigir-se à uma cidade do Vale do Paraíba, onde numa igreja executou outro policial. Num serviço de policiamento eficaz, esse delinquente não conseguiria sair sequer da rodovia com a viatura que se apoderou, no entanto, viajou muitos quilometros sem ser perseguido, a ponto de matar mais um. Quantas viaturas nós vemos nas rodovias com um único homem patrulhando! Se tivessemos uma guarnição de patrulheiros em cada ponto de fiscalização fotográfica, tenham certeza, o delinquente não teria toda essa liberdade. Mas, aí vem o problema, os motoristas iriam andar em velocidade compatível e a indústria da multa iria à falência. É isso.

  61. Desculpe-me utilizar este espaço para propor assunto diverso…é que não consegui localizar seu e-mail.
    Gostaria que o jornalista aventasse a hipótese de repercutir o ‘escândalo” trazido pela “IstoÉ” da semana pasada, que tratava dos ministros (não merecem ser chamados assim) “pidões”, sem qualquer senso ético.
    Mas gostaria também de ver as mazelas (que são muitas) do Judiciário tratadas por aqui, com a forma inteligente e perspicaz que é sua marca.
    Grato pela atenção

    Luiz

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