GOVERNO E MÍDIA

GOVERNO E MÍDIA

Antes de mais nada, gostaria de agradecer aos amigos do Núcleo Piratininga, em especial ao Vito e à Cláudia, o amável
convite para participar deste encontro com vocês hoje no 12° Curso de Comunicação.

Como todos sabem, encerrei meu trabalho como Secretário de Imprensa e Divulgação no Palácio do Planalto no final de 2004 _
quer dizer, há exatos dois anos. Muita coisa mudou neste período, mas o relacionamento beligerante com a mídia continua sendo, na minha opinião, um dos principais problemas do governo.

Após a vitória em 2002, eu tinha combinado com o presidente Lula que ficaria apenas um ano em Brasília, tempo que calculava necessário para reestruturar a Secretaria de Imprensa e montar uma equipe. Como não deu tempo para fazer tudo aquilo que eu tinha me proposto, acabei ficando mais um ano, até concluir o trabalho com a informatização do serviço e a criação de um site ao qual hoje todos os cidadãos têm acesso. De lá para cá, como todo mundo sabe, o mundo deu muitas voltas. Crises se sucederam em ritmo alucinante, mudando completamente o cenário que havia deixado para trás.

Trabalhar em governo nunca tinha feito parte dos meus planos de vida. Depois de quase 40 anos de trabalho em redações, planejava levar uma vida mais tranqüila, ter mais tempo para me dedicar à família e aos livros. Mas, como acompanhei a trajetória de Lula desde o início da sua carreira sindical e depois política, e havia participado de suas campanhas presidenciais desde a primeira, a vitória dele em 2002 me levou a Brasília quase como uma conseqüência natural da vida e da nossa velha amizade.

Mais do que isso, era a oportunidade de poder colocar em prática tudo aquilo que a minha geração sonhou a vida inteira, quer dizer, participar de um governo a serviço da maioria da população,especialmente dos brasileiros deixados à margem da estrada.
Pela primeira vez desde Cabral, o poder mudava de mãos no Brasil. Depois de ter sempre feito oposição e criticado o governo dos
outros, agora era o momento de poder servir ao país, tendo às mãos os instrumentos necessários para promover as reformas e as
mudanças expressas durante a campanha.

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Antes mesmo da posse, porém, ainda durante o período de transição, logo percebi que entre os nossos sonhos e a realidade havia uma enorme distância. À medida em que nos eram repassados por membros do governo anterior os dados sobre a real situação do país, em todas as áreas, os responsáveis pela área econômica chegaram à conclusão de que as contas simplesmente não fechavam. A situação era muito mais grave do que a gente imaginava. No início de 2003, o país estava à beira da insolvência, com o
Risco Brasil, o dólar e a inflação disparando, mas ninguém poderia dizer isso publicamente para não abalar ainda mais a nossa
credibilidade lá fora.

Para não dramatizar muito as coisas, eu costumava brincar argumentando que, se a situação do país fosse boa, teria vencido José Serra, o candidato do governo, e não Lula, o candidato da oposição. De qualquer forma, ficou claro logo de cara que não seria possível atender de imediato às demandas sociais represadas durante tanto tempo. O primeiro desafio era não deixar o país quebrar. Não havia outra escolha.
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Essa era a situação no macro, como diriam os economistas, mas como essa não é a minha praia, vou falar do meu pequeno universo que era a área de comunicação, mais especificamente a relação entre o presidente eleito e a imprensa. Também aqui havia um problema de demanda e oferta. Desde os seus tempos de líder sindical e, mais tarde, ao longo das várias campanhas eleitorais, Lula tinha uma relação não diria amigável, mas aberta e franca com os jornalistas. Ocorre que, uma vez eleito, as demandas se multiplicaram e, ao mesmo tempo, suas responsabilidades cresceram enormemente. Cada palavra dita por ele passou a ter outro peso. Eu ficava feito marisco entre o mar e as pedras. Todo dia, o dia inteiro, os jornalistas queriam saber quem seriam os ministros, quem iria para o Banco Central, quais as primeiras medidas a serem adotadas pelo novo governo. Mais ou menos como está acontecendo agora, com a montagem do segundo governo…

Ocorre que ainda não havia nada decidido e os meus colegas queriam novidades a toda hora _ afinal, nós jornalistas vivemos
disso. Apesar de ser minha primeira experiência no gênero, em poucos dias aprendi que o tempo do poder e o tempo da imprensa
são bem diferentes, até porque se trata de duas instituições com naturezas bem distintas. A imprensa tem pressa; os homens do governo querem tempo para pensar antes de decidir. A imprensa vive do que é anormal, das crises, das polêmicas, dos conflitos; aos governantes cabe zelar pela tranqüilidade das instituições.
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Com a disseminação do jornalismo on-line, dos sites, dos blogs, das emissoras só de notícias, a competição entre os profissionais de imprensa, às vezes de um mesmo veículo, tornou-se ainda mais acirrada. Se dependesse de mim, como disse o próprio presidente Lula na minha despedida, ele passaria o dia todo só atendendo à imprensa. Como isso não é possível, nem aconselhável para um
presidente da República, eu passava o tempo todo tentando conciliar interesses _ ou seja, a necessidade da imprensa de ter notícias a toda hora, a cada minuto, e a capacidade do governo de gerar fatos novos antes que haja uma decisão sobre determinado assunto.

Isso acaba naturalmente gerando um clima de boatos, versões, futricas e especulações, já que não há nem tempo para o repórter
checar ou apurar melhor o que cada fonte interessada fala sobre determinado assunto. A conseqüência disso é uma tensão permanente entre os responsáveis pela comunicação do governo e os profissionais de imprensa, já que, simplificando a história, os primeiros gostam de notícia boa e os outros de notícia ruim. Nessa disputa, assim como na guerra, a primeira vítima acaba sendo a verdade. Muitas vezes interrompi importantes reuniões do presidente com seus ministros para tentar antecipar alguma informação que me era cobrada ou para me certificar de que certa notícia que circulava era ou não verdadeira. O secretário de imprensa caminha assim sempre sobre o fio da navalha já que jamais pode dar uma informação errada ou desmentir uma notícia verdadeira. Caso contrário, perderá sua credibilidade, e não servirá para mais nada _ nem para o governo, nem para os jornalistas.

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Trata-se de uma disputa diária, que respeita certas regras de convivência, partindo-se do princípio de que são distintos os interesses e os objetivos em jogo dos dois lados do balcão.

Como eu conheço bem esses dois lados por ter trabalhado quase a vida toda como repórter, dá para separar sem muitas dificuldades aqueles jornalistas e veículos que brigam unicamente por informação e os que adotam uma postura pré-concebida de oposição ao presidente e seu governo. Ao longo da minha carreira sempre ouvi aquela história de que a imprensa é o quarto poder. Em Brasília, descobri que certos colunistas, e até um ou outro veículo, se consideram o primeiro poder, primeiro e único, formando verdadeiros partidos como se seu papel fosse o de eleger ou derrubar governos. Não é segredo para nenhum de vocês que as relações entre o
governo e a mídia são conflituosas desde o início do mandato do presidente Lula. E só tendem a se agravar em períodos de crise _
uma crise que começou há um ano e meio e que não sabemos quando irá terminar.

A primeira reação do governo, de qualquer governo, é jogar nas costas da imprensa uma boa parte da responsabilidade pela existência da própria crise. Forma-se uma bola de neve em que a mídia, de uma forma geral, passa a agir como manada e a atacar ainda mais o governo _ e o governo, ao se defender, culpa a imprensa pela crise, o que não resolve nada.

Na minha passagem pelo Planalto sempre defendi junto ao presidente e aos ministros a tese de que só nós teríamos a perder
com esse ambiente de beligerância. Por uma razão bem simples: num regime democrático e de ampla liberdade de imprensa como o que vivemos, a última palavra será sempre da imprensa. É da essência do jornalismo fiscalizar e criticar ações do governo e das instituições a ele ligadas. Mas não deve ser função dos governantes analisar o comportamento da imprensa. São poderes absolutamente independentes _ e é bom que assim seja, mesmo que haja abusos ou injustiças. Para isso, existe o Poder Judiciário.
Comparo sempre as relações do governo com a mídia no mesmo plano das relações do governo com o Congresso Nacional.
Pouco importa gostar ou não de quem está do outro lado da mesa, se é da situação ou da oposição _ não adianta ficar se queixando. É preciso aprender a conviver na diferença. Para isso, há que se ter disposição para conversar todos os dias com todos os jornalistas que nos procuram. Dá trabalho, às vezes até faz mal para o estomago, mas não tem outro jeito.

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Numa democracia, o governo precisa manter canais de diálogo permanentemente abertos com a mídia e com o parlamento, que é
onde acontece o grande debate sobre os rumos da Nação.

A não ser em casos gravíssimos, quando é necessário pedir a retificação de uma informação factualmente errada _ e, se for o caso,
apelar até para a Justiça _ na grande maioria das vezes o problema pode ser resolvido numa conversa direta entre quem se considera prejudicado e o responsável pela notícia, seja ele repórter, editor ou diretor.
Para isso, é preciso conhecer a linha editorial de cada veículo _ e mais do que isso: saber quem é quem no organograma hierárquico para não jogar fora tempo e conversa. Num país e num mercado editorial tão complexo como o nosso, é absolutamente inútil fazer-se qualquer análise sobre a “mídia nacional” como se ela tivesse uma unidade de comportamento. Existiam mídias _ no plural _ e dentro de cada uma delas diferentes interesses, seja de profissionais ou de veículos. Os comportamentos variam muito, não apenas de acordo com a natureza do veículo, mas também dentro do próprio segmento, e até dentro de uma mesma redação.

Quando falo em diálogo permanente com os diferentes agentes do mundo da mídia, não me refiro só aos momentos de crise ou
quando temos interesse em divulgar alguma ação ou medida.

Ter o hábito de conversar com jornalistas deve ser uma tarefa prioritária de qualquer dirigente, público ou privado, que tanto
necessita de informações para o seu trabalho como serve de fonte para o trabalho dos jornalistas. É um jogo de interesses, claro, em que a informação é a moeda de troca. Mas, se você conseguir um diálogo franco, em que um lado não queira ser mais esperto do que o outro, cria-se uma relação de confiança que é do interesse de todos. Trata-se de uma tarefa permanente, diária, que requer muita paciência. O quem é quem dentro de cada redação muda muito freqüentemente. Além disso, precisamos ficar atentos porque
veículos e profissionais podem mudar de posição, de acordo com os seus interesses ou com as informações que recebem.

O importante é ter a atenção voltada para a notícia que ainda vai sair _ e não ficar se martirizando com alguma notícia negativa ou
mesmo de má-fé que já foi para o ar ou está nas bancas. Até porque, como todo mundo sabe, o desmentido ou a retificação feita pelo veículo nunca terá o mesmo destaque da informação original. O estrago já estará feito. Se o prejudicado partir para a retaliação, seja contra o repórter, o editor ou a empresa de mídia, a chance de sair perdendo é sempre maior do que a de ganhar esse jogo.

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Quando trabalhava no governo e, ainda agora, vendo as coisas do lado de fora, sempre achei que muitos dos nossos problemas na
área de comunicação começavam dentro do próprio governo e às vezes eram até amplificados por atos ou declarações infelizes dos
seus membros. Só para citar um episódio emblemático do que estou dizendo, basta lembrar o Caso Larry Rother. Quando o assunto já estava morrendo no noticiário, com o governo recebendo ampla solidariedade de toda a mídia, e até dos partidos de oposição, a decisão de expulsa-lo do país transformou um anônimo correspondente num herói da liberdade de imprensa, causando grandes e desnecessários prejuízos à imagem do governo. No final, fiquei feliz por ter ajudado a reverter essa decisão. Outro episódio que ilustra bem o que quero dizer aconteceu no dia em que o governo, seguindo recomendações da assessoria jurídica da Casa Civil, enviou ao Senado medida vetando o repasse de recursos ao Fundef destinados a entidades como a Apae, que cuida de crianças excepcionais. No meio da tarde, colegas jornalistas me alertaram para a gravidade da decisão, que já estava provocando críticas
generalizadas no Congresso Nacional _ inclusive por parte de parlamentares da base aliada.

Coloquei a par da situação primeiro o chefe da Casa Civil, ministro José Dirceu, que me explicou as razões jurídicas do veto,
mas isso não resolvia o nosso problema, ou seja, as inevitáveis repercussões negativas para o governo. Tudo o que você tem que
explicar depois, você já entra em campo no prejuízo. Depois fui ao presidente para informá-lo sobre a gravidade do assunto. O tempo passando, já estava quase na hora do Jornal Nacional entrar no ar. Enquanto o presidente discutia o assunto com seus ministros, eu preparei uma nota, garantindo, basicamente, que o governo encontraria outra fonte para o repasse de recursos às Apaes. O presidente aprovou a nota, corri para transmiti-la ao Jornal nacional, que ainda estava no ar, e aos demais veículos no comitê de imprensa no Palácio do Planalto. O ministro da Educação foi chamado e, na mesma noite, deu entrevista coletiva informando ter recebido ordens do presidente para que as Apaes não deixassem de ser atendidas. O assunto verbas do Fundef morreu ali mesmo para a imprensa.

Conto isso para mostrar que, nessa função de intermediário entre o poder e a imprensa, não basta ficar esperando que o governo
produza boas notícias para divulgá-las. Às vezes, é preciso que o assessor participe diretamente das decisões e apresente soluções para evitar o noticiário negativo que causa prejuízos insanáveis à imagem do governo ou da instituição
que te paga o salário. Consertar um fato negativo no dia seguinte é muito mais difícil do que trabalhar para evitá-lo.
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No mundo midiático em que vivemos, gostemos ou não, metade do nosso trabalho é resultado do próprio trabalho, daquilo que produzimos, do nosso talento e competência; a outra metade é resultante da forma como vendemos o nosso peixe. Não basta fazer;
é preciso saber vender. De nada adianta ter o melhor propósito ou o melhor produto se você não for capaz de convencer os outros disso. E o caminho para alcançar este objetivo é um só: a mídia. Diante dessa realidade, penso que os rumos da conjuntura
nacional estarão cada vez mais em íntima sintonia com os humores da mídia nacional. Só não acredito em conspirações da mídia, esta história de todos os barões da imprensa reunidos em torno de uma mesa, decidindo acabar ou não com o governo, com você ou com a tua empresa. Precisamos nos lembrar que, antes de tudo, eles são concorrentes entre si. De nada adianta reclamar que, em crises de governos anteriores, a mídia não bateu tanto como agora, não se empenhou tanto em investigar desvios e denunciá-los _ o que é verdade. Só que isso não resolve, não muda nada. E qualquer um que entrar na disputa política contrariando os interesses dos eternos donos do poder de que falava Raimundo Faoro, tem a obrigação de saber que as coisas funcionam assim mesmo.

Estabeleceu-se durante a campanha eleitoral um clima de guerra no país, que não interessa a ninguém porque prejudica os negócios, assusta os investidores e deixa todo mundo inseguro sobre o seu futuro.

De outro lado, por tudo que nós vimos de junho do ano passado para cá, chego à conclusão que o poder da mídia já não é tão grande assim _ caso contrário, o governo teria caído há muito tempo, e o presidente Lula não teria sido reeleito com mais de 60%
dos votos. Se, de um lado, temos essa eterna questão sobre o real poder da mídia, de outro há a supervalorização do marketing e dos esquemas de comunicação dos governos, de qualquer governo, como se eles fossem capazes de por si só definir os índices de aprovação ou rejeição nas pesquisas, o sucesso ou o fracasso de um governante. Acho que não é uma coisa nem outra. Explico: a opinião pública já não é formada unicamente pelos canais convencionais da grande mídia. Engana-se quem imaginar que opinião da imprensa ainda é sinônimo de opinião pública. Os grandes colunistas da nossa mídia, pelo menos a maior parte deles, simplesmente não se conformam com o resultado das urnas porque vivem fechados em suas redomas e não conhecem a vida real do povo do país em que escrevem. Basta ir às periferias, viajar pelo interior, chegar aos grotões e conversar com as pessoas. Dizer que essas populações apóiam majoritariamente o governo porque são pobres e ignorantes é simplificar as coisas e fugir da realidade. O que move a opinião dessas pessoas são fatos concretos que interferem nas suas vidas ou na sua sobrevivência. Simplesmente, a vida de largas camadas da população melhorou nos últimos anos pelas mais variadas razões, e não só por causa do bolsa-família e da publicidade institucional do governo, como a oposição da mídia procura demonstrar. Diminuiu o desemprego, aumentou a renda e o consumo, há menos gente passando fome e mais gente comprando comida que não podia comprar antes, houve melhora em todos os setores sociais, especialmente nas áreas de saúde e educação. Os jornalistas de oposição e muitos de seus leitores de classe média não sabem disso, até debocham quando alguém diz essas coisas, porque não se utilizam desses serviços, mas a população mais pobre sabe. Os antigos formadores de opinião, alguns veículos e seus jornalistas amestrados, não se conformam com o fato de que já nãosão eles que decidem o voto do eleitorado brasileiro, se é que em
algum momento da história decidiram.
O que decide eleição hoje é a resposta que as pessoas dão a
uma pergunta muito singela: minha vida melhorou ou piorou nos
últimos quatro anos?
Para uma ampla maioria da população, melhorou.

É só isso que explica a liderança de Lula e o desespero de
setores da sociedade brasileira que não se conformam de ter perdido
o poder após cinco séculos de dominação e agora não verem
perspectivas de tão cedo voltar a ele.

Uma das lições que aprendi nos meus dois anos de governo é
que o poder não pode tudo, que os limites para a ação do governo
são muito maiores do que se possa imaginar.
Outra é que não basta ter vontade política e boas intenções para
transformar a água em vinho.

Há e haverá sempre muitos interesses em jogo que atrasam e
dificultam as reformas necessárias, a começar pela reforma política,
sem o que vamos estar sempre procurando culpados para os nossos
males sem nunca atacar suas causas mais profundas.
Porque, até onde minha vista alcança, ninguém quer abrir mão
de privilégios e, mesmo aqueles que atacam o tamanho do Estado,
nunca deixam de tentar arrancar uma casquinha.
Por último, e para encerrar, quero fazer justiça com os
funcionários públicos com quem trabalhei em Brasília. Ao contrário
do que muita gente diz, e eu também pensava, trata-se, em sua
maioria absoluta, de gente que rala muito, de profissionais dedicados
e competentes, que ganham muito pouco em relação aos salários de
mercado do setor privado.
Já falei demais. Para quem estiver interessado em saber de
mais histórias sobre minha experiência no governo e meus 40 anos
de trabalho nas redações dos principais veículos do país, lancei
recentemente um livro de memórias. Chama-se “Do Golpe ao
Planalto _ Uma vida de Repórter” e foi editado pela Companhia das
Letras.

Muito obrigado.

São Paulo 19.6.2006

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